DEU NO POR ESCRITO {BLOG DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Amigos, amigos, o Supremo no bolo

OPINIÃO

O presidente Michel Temer entende que “o ministro da Justiça é muito importante” e anuncia para o provimento do cargo “uma escolha pessoal”, feita com base não em critérios técnicos e objetivos, ainda que possam exisitr, mas em simpatia ou admiração nutrida por aquela sortuda pessoa.

Fora o fato de que ele, vergonhosamente, antecipa a aprovação do ministro Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal, decisão que ainda depende do Senado, a afirmação revela: .

Meu candidato

Careca por careca, Leandro EnKarnal para ministro da Justiça.

Briga de quadrilha

Sem entrar em digressões, devaneios ou considerações jurídicas, soam totalmente falsas as tentativas de criar embaraços à Operação Lava-Jato e a tantas outras que correm nas varas federais envolvendo políticos, empresários e funcionários públicos, sem falar nos “operadores” e nos beneficiários que aparam gordas migalhas e raspas.

A sensatez sugere que, estando presos José Dirceu, Marcelo Odebrecht, Eike Batista, Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, não poderá haver acordo que salve Renan Calheiros, Michel Temer, Lula da Silva e, quem sabe, Rodrigo Maia. É improvável que, já sob as agruras da lei e da justiça se conformem em pagar sozinhos pela lambança geral.

Cauby! E não precisa dizer mais nada.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

DO EL PAIS

Afonso Benites

Brasília

Um juiz de primeira instância do Distrito Federal suspendeu a posse de Wellington Moreira Franco no recriado ministério da Secretaria-Geral da Presidência da República. Braço direito do presidente Michel Temer e um dos diversos membros do PMDB citados em delações premiadas da Operação Lava Jato, Moreira terá de deixar o cargo. Essa é uma das primeiras derrotas que Temer tem no Judiciário desde que assumiu a presidência, em maio passado.

O juiz Eduardo Rocha Penteado entendeu que houve um desvio de finalidade na nomeação do ministro, que agora passa a ter a prerrogativa de foro privilegiado e só pode ser investigado mediante autorização do Supremo Tribunal Federal. A Advocacia-Geral da União informou que recorrerá da decisão liminar.

O magistrado suspendeu a nomeação do ministro por entender que o caso do peemedebista é similar ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele foi empossado na chefia da Casa Civil por Dilma Rousseff (PT) em março do ano passado. Na ocasião, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, impediu que Lula se ocupasse um ministério porque julgava que ele estava tentando obstruir a operação Lava Jato, na qual é um entre as dezenas de políticos investigados. “O enredo dos autos já é conhecido do Poder Judiciário. Nesta ação popular, mudam apenas os seus personagens”, afirmou o juiz Penteado.

E segue o magistrado, em sua decisão: “É dos autos que Wellington Moreira Franco foi mencionado, com conteúdo comprometedor, na delação da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato (fls. 63/65). É dos autos, também, que a sua nomeação como Ministro de Estado ocorreu apenas três dias após a homologação das delações, o que implicará na mudança de foro. Sendo assim, indícios análogos aos que justificaram o afastamento determinado no Mandado de Segurança nº 34.070/DF se fazem presentes no caso concreto”.

A decisão se embasou em um pedido feito por três cidadãos, todos bacharéis em direito: Rafael Augusto Batista Juliano, Gianmarco Loures Ferreira e Fernando de Moura Coelho. Há uma série de outras ações tramitando em varas federais pelo país, assim como no Supremo Tribunal Federal. A maioria delas apresentadas por partidos, com o PSOL e a REDE, ou por políticos opositores ao Governo Temer, como os senadores Randolfe Rodrigues (REDE-AP), Vanessa Graziotin (PCdoB-AM), Lídice da Mata (PSB-BA), João Capiberibe (PSB-AP), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Regina Sousa (PT-PI).

No caso de Lula, houve uma verdadeira guerra judicial, com vários juízes impedindo a posse do ex-presidente. O veto acabaria ratificado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, mas o mérito jamais foi julgado pela corte e a presidenta Dilma Rousseff, que o nomeou, acabou deixando o cargo por causa do impeachment.

fev
09
Posted on 09-02-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-02-2017


Clayton, no jornal O Povo (CE)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Momento Antagonista: Bomba desarmada e Rodrigo na mira da PF

Claudio Dantas comenta a retirada de pauta do projeto que impediria qualquer punição a partidos políticos envolvidos em irregularidades.

A articulação de Rodrigo Maia foi rebatida por Gilmar Mendes, presidente do TSE. Maia agora precisa se preocupar com outra coisa: o indiciamento da PF na Lava Jato.