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Posted on 03-02-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-02-2017

DO JORNAL DO BRASIL (EDIÇÃO ONLINE)

Os médicos do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, confirmaram às 18h57 desta sexta-feira (3) o falecimento da ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marisa Letícia tinha 66 anos e foi internada no último dia 24 com quadro de AVC (acidente vascular cerebral) hemorrágico.

O velório da ex-primeira-dama será neste sábado (4), das 9h às 15h, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde o ex-presidente Lula e Dona Marisa Letícia se conheceram. Em seguida, haverá no Cemitério Jardim da Colina uma cerimônia de cremação reservada à família.

Nesta quinta-feira (2), a equipe médica que cuidava de Dona Marisa identificou por meio de um exame de doopler transcraniano a ausência de fluxo cerebral na paciente. A família, então, declarou a autorização para a doação de órgãos. Contudo, o falecimento da ex-primeira-dama só pôde ser declarado após novos exames, que foram realizados na tarde desta sexta-feira.
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Biografia

Marisa Letícia Lula da Silva nasceu em São Bernardo do Campo (SP), em 1950. Figura discreta ao lado do marido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa começou a trabalhar aos 9 anos como babá na casa de um sobrinho do pintor Cândido Portinari. Cresceu em uma família de 11 irmãos e casou-se aos 19 anos com o taxista Marcos Cláudio da Silva. Três meses depois e grávida do primeiro filho, Marisa ficou viúva depois que o marico foi assassinado durante um assalto.

Em 1973, conheceu Lula no Sindicato dos Metalúrgicos e se casaram sete meses depois. Com Lula, teve três filhos. Também compõem a família Marcos, filho do primeiro marido, e a enteada Lurian, filha de outro relacionamento de Lula. Marisa esteve ao lado do ex-presidente durante sua ascensão política, desde os tempos de sindicato, passando pela fundação do PT – que ajudou a criar – até a Presidência da República, em 2003.

Durante os anos no Palácio da Alvorada, Marisa não encabeçou projetos sociais, função comum às primeiras-damas anteriores, e deixava os holofotes para o marido. Mas, durante as campanhas presidenciais de Lula participava, junto com ele, de comícios, passeatas e outros compromissos. Em 2011, incentivou Lula a realizar os exames que descobriram um câncer na laringe do ex-presidente. Foi Marisa que cortou os cabelos e a barba do marido, antecipando os efeitos da quimioterapia.

Em 2016, a ex-primeira tornou-se ré em processo da Operação Lava Jato após a Justiça acatar a denúncia do Ministério Público Federal contra ela e Lula no caso do triplex no Guarujá (SP).

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Posted on 03-02-2017
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Lula recebe visita de FHC em hospital onde está ex-primeira dama Marisa Letícia
Foto: (Ricardo Stuckert/Reprodução/Facebook)


Papel do vice-prefeito revela trama antiga

Eleito presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Angelo Coronel fez uma revelação em programa radiofônico e a confirmou no discurso de posse: foi o vice-prefeito Bruno Reis quem primeiro o procurou e estimulou para que assumisse a candidatura.

Isso tem apenas uma tradução: desde o princípio, havia uma trama entre o prefeito ACM Neto e o senador Otto Alencar para derrubar do cargo o deputado Marcelo Nilo, o que, aliás, explica por que Otto mergulhou nessa disputa de forma tão agressiva, no sentido técnico.

Até ontem, não estava posta tal circunstância, e havia a interpretação das atuações de Neto e Otto como fruto dos interesses políticos de cada um, ou seja, para o prefeito, o enfraquecimento do governador Rui Costa, para Otto, a conquista de um espaço magnífico na expansão de sua liderança.

Ressalte-se, por indispensável, que a questão é Neto ser potencial candidato da oposição ao governo do Estado, enquanto Otto é da base do governo e dono, com o PSD, de uma vaga na chapa majoritária de Rui em 2018.

Nessa perspectiva, o encontro “eventual” entre os dois conduz inevitavelmente ao raciocínio de que alguma estão aprontando, valendo recordar recente declaração de Otto de que aprendeu com a única derrota eleitoral, há 30 anos, e só encara uma disputa quando tem convicção da vitória.

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Assembleia dirá quem fica com quem

De qualquer forma, não tardará muito um esclarecimento sobre a realidade do quadro político estadual, e o palco dos acontecimentos será a própria Assembleia Legislativa.

Até hoje, guiada por Nilo, a maioria governista de 42 deputados aprovou praticamente tudo. Deslocados, os 12 votos do PSD e do PP deixariam o governo Rui Costa em minoria.

Claro que isso não ocorreria de forma abrupta, mas, à medida que as contradições venham a se acirrar, não está descartada pelo menos uma postura “independente” dos dois partidos, o que seria um desastre para o governo.

Vale a lembrança de que PSD e PP estão com o governo Michel Temer no Senado e na Câmara dos Deputados, e que a Bahia é uma exceção consentida.

Situações assim, produzidas por interesse recíproco, têm prazo de validade, como ocorreu com o antigo PSDB baiano, que foi aliado do PT e contra o governo federal tucano.

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Posted on 03-02-2017
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Sid, no jornal de humor gráfico A Charge Online


João Santana, ao ser detido em fevereiro.
RODOLFO BUHRER REUTERS

DO EL PAIS

O publicitário João Santana, homem forte das campanhas eleitorais da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), foi condenado a mais de oito anos de prisão pelo juiz federal de primeira instância Sérgio Moro, pelo crime de lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. A mulher e sócia do marqueteiro, Mônica Moura, também recebeu a mesma pena. Eles podem recorrer em liberdade. De acordo com o Ministério Público Federal, o casal recebeu propinas de um lobista da empresa de navios-sonda e estaleiros Keppel Fels, referentes a contratos de plataformas da Petrobras. O ex-tesoureiro petista João Vaccari teria intermediado o acordo. Entre 2013 e 2014 o casal teria recebido repasses que somam 4,5 milhões de dólares (cerca de 14 milhões de reais) como pagamento pelos serviços publicitários prestados às campanhas eleitorais do partido.

Santana teve a prisão preventiva decretada em fevereiro de 2016, na 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé, mas foi solto em agosto. A condenação anunciada nesta quinta pode complicar a situação da chapa Dilma-Temer, que deve ser julgada em breve pelo Tribunal Superior Eleitoral. Isso porque a sentença de Moro dá força ao argumento de que dinheiro de propina teria irrigado a campanha da chapa vencedora em 2014. Apesar da petista ter sido alvo de impeachment, o processo movido pelo PSDB – hoje aliado de Temer – contra a chapa continua tramitando. Caso a Corte julgue a ação procedente, o presidente será afastado do cargo.

A pena de oito anos pode ser atenuada caso Santana acerte um acordo de delação premiada com a força tarefa. O marqueteiro é considerado uma celebridade no mundo do marketing político. Além de ajudar a eleger a ex-presidenta Dilma, ele coordenou a campanha vitoriosa de Fernando Haddad (PT) para a prefeitura de São Paulo em 2012, e trabalhou em campanhas de candidatos vários países da América Latina e África. A condenação do casal de publicitários no Brasil reacende a suspeita de que empreiteiras e grupos econômicos beneficiados com contratos em outros países possam ter feito pagamentos a Santana e Moura, e também a políticos locais. Um exemplo é o da Kleifeld Services LTD, offshore operada pela Odebrecht, que teria sido usada para transferir mais de 3 milhões de dólares para o casal pelas campanhas de Hugo Chávez e Nicolás Maduro (2012-2013), na Venezuela, e em Angola pelo trabalho feito ao presidente José Eduardo dos Santos para a campanha de sua reeleição em 2012.

Na sentença divulgada nesta quinta, Moro afirma que parte do dinheiro da propina da Keppels Fels era repassado “aos agentes da Petrobras, notadamente ao diretor de Engenharia e Serviços da petroleira, Renato de Souza Duque, e ao gerente do setor de Engenharia e Serviços da Petrobras, Pedro José Barusco Filho”. Outra parte, ainda segundo o magistrado, era destinada “ao Partido dos Trabalhadores, responsável pela sustentação política de Renato de Souza Duque no cargo”. O petista está preso preventivamente em Curitiba. Zwi Skornicki, ligado à Keppel Fels e um dos operadores do esquema, foi condenado a 15 anos e 6 meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, e organização criminosa.

Olha aí, Glauvania e Wellington, casal querido de amigos do peito , que conhece de verdade e de bem perto, a força contagiante que o frevo tem. Este hino dos Batutas vai para vocês dois e tomara que Jomard e Samuel também escutem.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Exclusivo: Moreira Franco na Sépsis

Conferindo status de ministro a Moreira Franco, Michel Temer conseguiu livrá-lo também da Operação Sépsis.

O MPF em Brasília já tem indícios de envolvimento de Moreira, que antecedeu Fábio Cleto na Vice Presidente de Fundos do Governo e Loterias, no esquema coordenado por Eduardo Cunha e Lúcio Funaro.

O Porto Maravilha é um dos alvos da investigação.