Obama: “não coincide com o que se considera como Americano?”

============================================

ARTIGO/ PRECONCEITO

Obama: Prova de Cidadania

Regina Soares

Para ser candidato a Presidência dos Estados Unidos da América, além dos nervos de aço e a pele grossa, o carisma, o armário livre de esqueletos, a capacidade de levantar grandes quantidades de fundos e organizar um impressionante “network” de seguidores que comunguem suas idéias, antes mesmo de pensar em candidatura, deve ter certeza possuem dois requerimentos, as únicas exigências explicitas na Constituição: Quantos anos você tem e onde nasceu?

Somente os nascidos em solo “estadounidense” (ou nascidos no estrangeiro, desde que ambos os pais sejam cidadãos americanos nativos) e com mais de 35 anos de idade, podem ser candidatos a Presidência dos Estados Unidos e tenha vivido pelo menos 14 anos no solo Americano.

· Only native-born U.S. citizens (or those born abroad, but only to parents who were both citizens of the U.S.) may be president of the United States, though from time to time that requirement is called into question, most recently after Arnold Schwarzenegger, born in Austria, was elected governor of California, in 2003. The Constitution originally provided a small loophole to this provision: One needn’t have been born in the United States but had to be a citizen at the time the Constitution was adopted. But, since that occurred in 1789, that ship has sailed.

· One must also be at least 35 years of age to be president. John F. Kennedy was the youngest person to be elected president; he was 43 years old when he was inaugurated in 1961. There is no maximum age limit set forth in the Constitution. Ronald Reagan was the oldest president; at the end of his term in 1988, he was nearly 77.

· Finally, one must live in the United States for at least 14 years to be president, in addition to being a natural-born citizen. The Constitution is vague on this point. For example, it does not make clear whether those 14 years need to be consecutive or what the precise definition of residency is. So far, however, this requirement has not been challenged.

Desde que se candidatou ao posto tão cobiçado do governo de umas das potências mundiais, Barack Hussein Obama II, teve sua nacionalidade questionada: Seria ele um Americano mesmo?
Ultimamente o cerco ficou mais apertado diante do aparecimento do polêmico Donald Trump, magnata no mundo dos negócios financeiros e personalidade da televisão e do mundo social que se projeta como candidato do Partido Republicano ao posto de Presidente nas próxima eleições de 2012. Esbravejando que seu atestado de nascimento estava a disposição de quem quisesse ver, mas, que ainda não tinha visto o do atual Presidente Obama, apesar de insistentes pedidos do seu partido.

Muito a contragosto e chamando de “silliness”, ridículo, o momento que teve de vir a público nessa quarta-feira (27) em Washington, o Presidente Barack Obama revelou o seu certificado de nascimento , em sua forma longa e completa (Uma forma curta, sucinta e legal, foi apresentada quando da sua candidatura) do seu Certificada de Nascimento, produzido pelo Estado de Hawaii, o mais novo dos 50 Estados que constituem os Estados Unidos da América desde 21 de Agosto de 1959 um arquipélago geograficamente e culturamente com forte influencia Polinésia, sendo uma sub-região da Oceania.

O certificado atesta que Obama nasceu de mãe Americana e pai Africano (Kenia), no Hawaii no dia 4 de Agosto de 1961 as 7:24 da tarde em Honolulu, o que o faz elegível ao posto que ocupa.
Ainda não satisfeitos, alguns reclamam da demora em mostrar o documento de cidadania. Não sei de outro tempo na historia americana em que essa cidadania foi questionada publicamente, ou sará que sua aparência não coincide com o que se considera como Americano?

Regina Soares é advogada, especializada em eleições nos Estados Unidos, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco, Califórnia (EUA)

mar
23
Posted on 23-03-2011
Filed Under (Artigos, Regina) by vitor on 23-03-2011


=====================================================
Bahia em Pauta reproduz em seu principal espaço noticioso e opinativo o texto de Regina Soares, postado originalmente na área de comentários do site blog. Regina, advogada baiana, vive há décadas na Califórnia (EUA) e mora em Belmont , na área da Bahia de San Francisco, de onde colabora com o BP. Uma bela, informativa e comovente homengem a Liz Taylor. Confira (VHS)
=====================================================

UMA LEGENDA DE OLHAR VIOLETA

Regina Soares
Direto de San Francisco (Califórnia-EUA)

Elizabeth Taylor – Uma legenda, olhar violeta, deusa do cinema holywoodiano dos tempos dourados, mulher extraordinária que viveu intensamente, com grande paixão, humor, lealdade e amor.

Ela chega a Hollywood quando os “estúdios” controlavam a vida do ator e sua imagem, viveu mais romances e casamentos do que poderia ser explicado por qualquer plubicista e viveu o suficiente para dispensar explicações. Ela foi uma grande sobrevivente da indústria cinematográfica e entre as primeiras a alcançar o privilegiado ”status” de celebridade.

Nascida em Londres, já era uma “estrela” aos 12, noiva e divorciada aos 18, uma super estrela aos 19, viuva aos 26. Amada e odiada, mas, nunca ignorada ou ignorou o sofrimento alheio…Seus tormentos a uniu ao público e a seus colegas e aprofundou sua compaixão.

“Eu peço a vocês que procurem no intimo do seu ser, uma prova de que somos a raça humana, que provem que nosso amor é maior que nosso ódio, que nossa compaixão é mais importante do que nossa necessidade de culpar”. Palavras suas ao receber o Oscar especial conferido por sua luta de esclarecimento do AIDS e incentivo a procura da cura.

Jóias, roupas, perfumes, beleza, homens, amores, familia, paixões, “A Perfect Butterfly”!!!!

“I don’t entirely approve of some of the things I have done, or am, or have been. But I’m me. God knows, I’m me,” Taylor foi ela, intensamente! Descanse em paz guerreira!!!


======================================================

CINEMA

Cisne Negro (Black Swan)

Regina Soares

Ao aproximar-se o dia da entrega do prêmio Oscar, a grande noite de gala do cinema, transmitida para os fanáticos em mais de 200 países ( maior premio outorgado em reconhecimento dos mais altos méritos na indústria cinematográfica pela “American Academy of Motion Picture Arts and Sciances), revisamos os filmes assistidos durante o ano que passou em busca dos nossos favoritos.

Dos dez filmes apontados como os melhores do ano ressalta “Black Swan”, “O Cisne Negro”. A historia da bailarina Nina (Natalie Portman), desdobrada em uma academia de dança de New York City, cuja vida, como quase todas daqueles que optam por essa profissão, é completamente consumida pela dança, toca o nervo e atenção do espectador, envolvendo-o em um transe entre a fantasia e a realidade, uma trama psyco/dramática, de agarrar a atenção do principio ao fim.

O corpo de uma bailarina tem sido descrito como um instrumento de beleza, uma escultura em movimento. Como já disse uma vez Martha Graham, a “dança é a musica do corpo”, na nossa imaginação a bailarina é a imagem da graça, beleza, elegância e alinhamento, mas, deixe nas mãos do diretor de “Requiem for a Dream’’ e “The Wrestler’’ para transformar esse corpo no templo da destruição, muito diferente do jardim do prazer.

Nina (Natalie Portman), na sua desesperada busca da perfeicão, transforma seu corpo em um paraíso masoquista, ao mesmo tempo que trata de salvar sua posição de primeira bailarina no “Swan Lake”, balé que requer uma dançarina que possa interpretar não só o “Cisne Branco”, com inocência e graça, mas o “Cisne Negro”, que representa duplicidade, engano e sensualidade.

Nina encarna o “Cisne Branco” perfeitamente, mas Lily (Mila Kunis), a sensual e tatuada nova dançarina, é a encarnação do “Cisne Negro”. Esse tipo de briga que algumas mulheres travam por um homem, bailarinas se enfrentam pela parte no show. Enquanto as duas rivais se envolvem em uma estranha amizade, Nina se aproxima cada vez mais do seu lado escuro, tão escuro que ameaça destrui-la. O brilho do filme “Black Swan” é que, ao fim e ao cabo, é uma só briga, Nina enfrenta ela própria.

Morando com a mãe, uma aposentada bailarina, Erica (Barbara Hershey) que teve que abdicar de sua profissão para ter a filha. Qualquer que tenha visto cenas de “Carrie”, “The Piano Teacher”, “Precious”, lembrará que tipo de relacionamento entre mãe-filha estamos falando.

Quando o diretor artístico Thomas Leroy (Vincent Cassel) decide substituir a primeira bailarina Beth MacIntyre (Winona Ryder) na produção do “Swan Lake”, Nina é sua primeira escolha. Thomas quer extrair o sumo da bailarina, que seja visceral e real, ele insiste, com seu sotaque francês e sedutor, em trazer a tona o lado “escuro” do “Swan Queen”, transforma-la em sedutora em vez de caça.

Escrito por Mark Heyma, Andres Heinz e John Mc Laughlim, é um psicodrama sobre a obsessão artística, o alcance da perfeicão. O tema do filme é a violência mascarada no balé, a violência emocional e física. A medida que Nina se torna ao mesmo tempo vitima e liberada de suas fantasias, “Black Swan” é, nada mais nada menos, do que a fina linha que separa o real da ilusão.

A legendária bailarina Anna Pavlova disse a beira da morte: “Get my swan costume ready”. Nina parece determinada a arrebata-lo…

Regina Soares, advogada especializada em eleições nos Estados Unidos, cinéfila inveterada, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco (Califórnia) ,na Costa Oeste americana.

Keith: Rock, música, drogas e mulheres

===================================================

Livro/ “Life”/ Keith Richards (final)

DROGAS, SEXO & ROCK’n ROLL

Regina Soares

Por natureza, Keith não nasceu pra ser o anjinho bom, e ele próprio, com uma tremenda franqueza, adverte aos menos avisados, “não sigam meu exemplo. Eu sou o travesso que escapou do raio que atingiu o nervo, e devo ser exibido como advertência aos jovens sobre os perigos das drogas, ainda que tenham a sorte de não engasgar no seu próprio vômito”.
A leitura vai ficando pesada e difícil, custa acreditar que o personagem esteja vivo pra contar a estória. Ele mesmo ri das estatísticas e predições da sua esperada defunção. “Eu sei que estou nessa lista há mais de 10 anos, por 10 anos eu sou o número um nessa lista!”

Desde o começo da narração, com uma cena em que Richards é quase preso em Arkansas em 1975, com um carregamento de “grass, peyote and mescaline. … hash, Tuinals, some coke” sendo disperso pelo caminho enquanto ele e Ronnie Wood esvaziavam os bolsos, num épico 4 de Julho. Não faltam episódios como esse, repetindo-se nos quatro cantos do planeta. Várias vezes respondeu processos relacionado com o uso ilegal de drogas diante das cortes do Reino Unido, Canadá, América do Norte, e, constantemente, na da opinião publica. Para tornar a situação ainda mais inexplicável, existe a resposta que ele deu ao ser perguntado qual teria sido a substância mais estranha que ele havia cheirado, responde: “meu pai, ele foi cremado e eu cheirei um pouco das cinzas, desceu bem, e ainda não morri”. Ainda hoje se discute a veracidade ou não da anedota.

Keith Richards não se esconde das partes mais difíceis da sua vida, e elas não são poucas nem despidas de dor e severidade, como é de se esperarar, ao abrir e exibir suas feridas no seu livro, que é a própria VIDA dissecada, Richards toca o nervo de quem não está acostumado ao atormentado caminho do viciado, que aprisiona, escravisa e o reduz a pó. A lista é longa e culmina com heroína, “…e não se chama “heroína” por nada, é uma sedutora, …é muito sutil, te agarra devagar, depois da terceira ou quarta vez, você percebe a mensagem”. Não só o agarrou, como arrastou por décadas. Richards, no entanto, explica que o segredo foi “qualidade em vez de quantidade”. “Atribuo minha sobrevivência, não somente a alta qualidade das drogas que usei, mas a maneira meticulosa com que as tomei” “I’d never put more in to get a littel higher”.

No campo do sexual, surpreendentemente, ele é muito mais controlado e peculiar, para alguém que se considerava no topo do mundo “com mulheres arrancando as calcinhas e atirando em sua cara” como ele relata ao explicar a fama dos Rolling Stones de, através de suas músicas, incitar uma reação do público, que era reflexo de sua própria imagem: cínicos, desagradáveis, cépticos, rudes. “Satisfaction” refletia o sentimento de uma geração insatisfeita com a realidade do “mundo adulto” que a juventude tinha a sua frente, e que encontrou, nas letras de suas músicas, a trilha sonora da ruidosa rebelião, tocando o nervo social. “Tudo que elas haviam sido instruídas a não ser, elas podiam ser e fazer nos shows de rock’n roll”.
Chegaram a ser acusados de misoginia, devido algumas letras, culminando com o álbum “Aftermath”, como “Stupid Girl”, “Under my Thumb”, “Out of Time”, “That Girl Belong to Yesterday”, “Yesterday Paper”, entre outras, o que, para eles, eram uma forma de “dar corda, abrir suas cabeças e consciências para a idéia de que, em verdade, “elas eram mulheres fortes e não just little chick”, e isso ficou óbvio quando tocava-mos para elas.

“Linda Keith, a primeira a quebrar meu coração, dezessete anos, impressionantemente bela, cabelos escuros, a imagem perfeita dos anos 60’s. “Quando eu a conheci eu me surpreendi por ela estar interessada em mim, eu, muitas vezes não acreditava que essas mulheres, “Crème de la crème “, quisessem dizer hello, muito menos deitar comigo”. Geralmente as garotas davam o sinal ou ele as roubava de um outro integrante da banda, como foi o caso de Anita Pallenberg, sua grande paixão e companheira por 12 anos, mãe de três de seus filhos, com quem conviveu os duros anos da adição as drogas e começo dos Stones e foi companheira de Brian Jones e Mick Jagger, antes e depois de Keith. Finalmente, Patricia (Patti) Hansen, com quem se casou em 1983 e com quem teve duas filhas, Theodora e Alexandra.

Mulher vinha em terceiro lugar na lista de prioridades de Keith, sendo a música primeiro e as drogas segundo. “Eu nunca tomo a iniciativa com as mulheres, eu não sei o que fazer, meu instinto me diz que deixe elas tomarem a iniciativa, enquanto isso eu concentro meu esforço em criar uma aura de intolerável tensão entorno delas… “Hey, somebody have to do something…” eu sabia como me comportar entre elas, tendo sido criado em torno delas, me sentia confortável, se elas estivessem interessadas, elas fariam o primeiro movimento, isso eu descobri”.

Naqueles anos de loucuras e juventude, drogas, sexo e rock’n roll se misturavam e se dissolviam de uma maneira que era impossível separar um do outro, imagino…

Música, porém, mais precisamente Rock’n Roll e, com ela, sua guitarra, foram seu maior interesse na vida. Não havia outro motivo para viver, “necessitávamos trabalhar juntos, treinar sem pausa, compor e ouvir música, era uma mania. Disciplina Beneditina, qualquer que saísse pra transar era um traidor. Tinhamos que passar todas as horas acordadas estudando Jimmy Reed, Muddy Waters, Little Walter, Wowlin” Wolf, Robert Johnson. Esse era o nosso trabalho. Qualquer momento que nos tirassem disso era um pecado!” Nos primeiros passos, e por cinco décadas, a banda passou por muitos apuros, modificações de ritmos e componentes, lugares de residência, se espalhou pelo mundo e alcançou altos e baixos na popularidade, brigas e encontros dos quatro britânicos loucos que, sem regras, pois Rock & Roll não tem regras, e se tivesse, não seria Rock & Roll. Apenas um código, não escrito, “real rockers never quit”!!!!!!

Na leitura, irreverente, leve, e reveladora do longo livro LIFE de Keith Richards, descobri muitas coisas e confirmei outras, sua generosidade deixou ver que, detrás da pele, prematuramente marcada pelos anos, vividos com uma intensidade e irregularidade de quem quer viver mais de uma vida, encontra-se o charme de quem se despe com tanta honestidade que, inexplicavelmente, comove. A vida de Keith Richards, provavelmente resuma, o que consideramos seja o estilo de vida de uma estrela do Rock – ele não esconde sua profunda admiração pelas drogas e mulheres – mas, seu melhor momento, é quando ele se refere ao seu primeiro amor, o Rock.
“Quando funciona, baby, você cria asas, e voa sem pedir licença”

Regina Soares é advogada, especializada em eleições nos Estados Unidos, fissurada em música, mora em Belmont, na área da baía de San Francisco -Califórnia(EUA)

Gibbs: saia justa com russo na Casa Branca

=======================================================


Perguntar Não Ofende

Regina Soares (De Belmont – EUA)

O Secretário de Imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, discute diariamente vários aspectos e tópicos ligados a administração do Presidente Obama, economia e o progresso, ou falta de, nas guerras lideradas pelos Estados Unidos. Ontem, 14 , Gibbs, que deixará o posto no próximo mês, se viu envolto em outro tipo de discussão:

“Foi o ataque perpetrado em Arizona um inevitável produto do “excesso de liberdade” na América do Norte?” Pergunta do jornalista russo na audiência, Andrei Sitov.

O argumento do jornalista russo era de que o jovem atirador, perturbado mentalmente, de acordo com as investigações até aqui, ao reagir violentamente, abrindo fogo contra um grupo que se reunia em frente a um supermercado, matando 6 e ferindo gravemente 14 dos presentes, incluindo a representante do Congresso, Cabrielle Griffords, do partido Democrata, suposto alvo imediato do atirador, o Juiz Federal John M. Roll e uma criança de apenas 9 anos, Christina Taylor Green, um ataque sangrento, despertando raiva, choque e dor de Tucson a Washington, seria um ato derivado da tão propagada “liberdade americana”.

Surpreso e a contragosto, Gibbs discordou veemente, “Não, isso não é América”. Veja vídeo(nota BP:edição do vídeo não está autorizada para o Brasil)

Aparentemente não convenceu Sitov, cujo país é conhecido pelos atos de restrições as tais liberdades individuais que América considera um valor seu, já que foi ouvido dizendo em resposta: “se se quer parar com esse tipo de manifestação, deve-se estar disposto a fazer certas restrições a liberdade”…

Regina Soares, advogada em eleições nos Estados Unidos, mora em Belmont, área da baia de San Francisco, Califórnia.

jan
10
Posted on 10-01-2011
Filed Under (Artigos, Regina) by vitor on 10-01-2011


Mick Jagger, Keith Rchards, Charlie Watts, Ronnie Wood
====================================================
ARTIGO/ UM LIVRO

The Rolling Stones

Regina Soares

Se você viveu a década de 60 e além, com certeza já se perguntou, ou foi perguntado: Beatles ou Rolling Stones? Naqueles anos em que os Ingleses invadiram o mundo, e não só musicalmente, não era aceitável uma opinião neutra… Mesmo porque seus estilos e imagens cultivadas por brilhantes gerentes, “managers”, tão jovens quanto os integrantes de suas bandas, (Brian Epstein para the Beatles, Andrew Oldham para os Rolling Stones) foram direcionados e apresentados como dois extremos da mesma revolução. Os Beatles como os cara limpas, bem comportados garotos que queriam segurar nossas mãos, e os Stones, como os deliquentes, afim de sujar nossas cidades. Uma coisa, no entanto, eles tinham em comum, a habilidade de escrever e gravar extraordinárias músicas que formaram os pilares da tão badalada “Musical Revolution of the 60s”.

Ainda que os Beatles tenham iniciado o movimento, e ele não haveria sido sem eles, tudo que se seguiu depois deles foi imitação, até os Stones, mesmo que seus mais “religiosos” fãs argumentem o fato de que eles nada tinham a ver com os meninos de Liverpool, já que eram uma banda R&B do circuito de clubes de Londres. The Stones eram realmente o grupo ROCK dos dois.

Enquanto os Beatles açucaravam eles agitavam, tocando somente rock e blues, sem se preocuparem em uniformes roupas e cabeleiras, viviam na beira do abismo… Os compositores principais das duas bandas tocaram o nervo e exploraram conflitos pessoais e sociais da nossa geração, John Lennon and Paul McCartney evoluiram com o tempo, talvez de uma maneira mais abrangente do que os “sex-obsessed” Jagger e Richards.Um ponto a ser feito e defendido é que temas como os abordados em “Mother’s Little Helper”, “19th Nervous Breakdown”, e “Street Fighting Man” tocaram mais diretamente os problemas vividos naqueles turbulentos anos do que o adoçado canto do “All You Need Is Love”.

Podemos seguir discutindo as diferenças, mas, a historia está escrita e segue sendo reescrita embora os Beatles já se tenham desfeito e os Rolling Stones ainda sigam, como quatro loucos desafiando o tempo.

Desde o dia em que os Rolling Stones se denominaram “The World Greatest Rock & Roll Band” nos fins dos anos 60s, eles já tinham adquirido uma fama impressionante que lhes garantia o premio. Como consciente e perigosa alternativa, eles eram pioneiros do grão de areia, com raízes nos dolorosos ritmos do blues.

Keith define em seu livro com maestria:

“Mike e eu tinhamos idênticos gostos musicais. Nunca tinhamos que questionar ou explicar. Tudo estava claro. A gente ouvia alguma coisa e olhávamos um para o outro ao mesmo tempo: “that’s wrong, that’s faking, that’s real”. Embora quiséssemos sempre explorar mais, aprender mais, desmembrar dos “rhytm” e “blues”, explorar o “pop”, éramos muito estritos, no momento de pisar o palco era “Go to the broom closet”.

Procurando sempre o âmago, a expressão verdadeira, e ela não residia nas suas origens celticas, debaixo das botas Romanas, e sim na miséria da escravidão, não só das Américas, a dor passada para descendentes, além da cabeça e do coração, elementar, algo que vem das entranhas. Este som que se reflete além da musicalidade do Jazz, e até ele, não existiria sem blues e escravidão.

Há muitas formas de blues, maior influência dos Stones, tem os leves e suaves sons, tem os inundados como pântanos e tem o poder profundo da voz, como Muddy, John Lee, Bo Diddley, não necessariamente alta, mas que vem de um lugar lá dentro, profundo, envolvendo todo o corpo, vindo não só do coração mas dos intestinos. Rhythm and Blues foram a porta de entrada e muito importante distinção nos anos 60. Ou você era blues e Jazz or era rock and roll, que estava muito mais para o pop.

No principio, tudo que ouviam era “Chuck”, “Reed”, “Diddley”, “American Blues” cada momento acordado e mesmo quando adormeciam, muitas vezes abraçados com as guitarras. “Chicago blues nos atingiu bem no meio dos olhos” diz Keith, “Nós todos crescemos com tudo que os outros cresceram naqueles anos, rock and roll, mas preferimos nos focar nos blues, e, enquanto estivemos juntos, podíamos acreditar que éramos negros. Nós absorvemos a música, mas não mudou a cor da nossa pele. Por que não? Por que podíamos vir de qualquer parte e ser de qualquer cor, descobrimos isto mais tarde.” E segue “Nós desprezavamos o dinheiro, nós desprezavamos a “limpeza”, nós só queríamos ser “Black Motherfuckers”, felizmente fomos arrancados do sonho, mas, essa foi a escola, assim a banda foi formada.”
Desde o primeiro “gig” (trabalho), quando ainda não tinhamos nome, recorda Keith:

“Nós temos um trabalho em…… “Como vamos nos chamar?”, olhamos uns aos outros, Muddy Waters nos salvou, “The Best of Muddy Waters” álbum no chão e a primeira musica “Rollin’ Stone”, Desesperados, eu, Mike, Brian, concordamos: “The Rolling Stones”.
Até os nossos dias, a pedra rola e não cria limo, e, embora seja só Rock and Roll, tem nos dado muita Satisfação, and I LIKE IT!!!!!!!!!!!!!

Regina Soares, advogada, especialista em eleições nos Estados Unidos, fissurada em música, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco (CA-EUA)
==============================
Nota: dedico esse artigo a um menino que um dia vendeu sua bicicleta para comprar o disco dos Rolling Stones favorito (RS)

Vitória histórica no senado americano

=================================================

EUA:Vitória histórica dos direitos civis

Regina Soares
Direto de Belmont (EUA-CA)

“Don’T Ask, Don’T Tell,” refere-se a norma que regulava desde 1993, a conduta dos homossexuais no serviço militar dos Estados Unidos. No último sábado o controverso – e por muitos considerado irregular – estatuto foi banido da legislação por  63 x 33 votos no Senado, frustrando assim o esforco Republicano de bloquear a votação final que eliminaria a rejeição da norma.

Uma decisão histórica, equiparada ao momento que acabou com a segregação racial no serviço militar. Depois de 17 anos homens e mulheres poderão servir seu pais abertamente, sem a obrigação de negar sua orientação sexual. Uma vitória também do Presidente Obama que apoiou e fez campanha a favor da reforma e deverá assinar a nova legislação aprovada pelo Senado. Sua implementação no entanto estará pendente de arranjos feitos nos regulamentos militares com o fim de impedir transtornos nas tropas americanas em combate. Espera-se que casos de expulsão do serviço militar, relacionados a gays e sua habilidade de revelar sua conduta, sejam perdoados logo que a lei seja assinada por Obama.

A maioria dos americanos apóiam a decisão de banir a ordem de DADT e consideram uma hipocrisia o fato de cidadãos americanos serem forçados a mentir enquanto servem seu país. “Hoje nós corrigimos um erro” disse o Senador Joseph Liberman, Independente do Estado de Connecticut que liderou o movimento, “Hoje fizemos justiça”.

“Não me importa quem você ama” manifestou o Senador Ron Wyden, Democrata de Oregon, ao abrir a sessão de debates, “Se você ama o seu país ao ponto de arriscar sua vida por ele, você não tem que esconder quem você é”.

Regina Soares, advogada especializada em eleições nos Estados Unidos, mora em Belmont, na área de Baia de San Francisco, Califórnia.

dez
18

Life: um livro para não esquecer

=============================================
=============================================

CRÔNICA/ UM LIVRO

Keith Richards – LIFE

Regina Soares

“People say ‘why don’t you give it up?’ I don’t think they quite understand. I’m not doing it just for the money, or for you. I’m doing it for me.” – Keith Richards in action!

Tudo começou num 18 de Dezembro, e agora, 67 anos depois, ele, o mais controverso, fora da lei, figura quase apocalíptica, extraordinário músico e compositor, um Rolling Stone, na profissão e na vida, resolveu nos contar de próprio punho, em parceria com James Fox, jornalista do Sunday Times em Londres, sua historia, que, mais que isso, é sua vida, LIFE, como ele chamou o livro, quente do forno e nas bancas do mundo para nosso deleite.

Como ele nos adverte logo de entrada:

“This is the life. Believe or not I haven’t forgotten any of it”
“Essa é a vida. Acreditem ou não eu não esqueci nada dela”
Uma vida que muitos de nós só poderiam imaginar e invejar, narrada por ele, que sempre abriu seu caminho, falou o que sente e sentiu o que falou, ao seu jeito, sem disfarce, e que agora nos abre nesse livro que acabo de começar a ler e pretendo compartir com vocês, leitores do Bahia em Pauta, em alguns capítulos, à medida que a leitura avançe e os fatos se desdobrem.

Desde seus primeiros dias, filho único criado por devotos pais, Bert Richards and Doris Dupree Richards, ou simplesmente Bert e Doris, como ele os chama carinhosamente e intimamente, durante o desenrolar da sua historia, seis tias, foi criado em um verdadeiro matriarcado, onde mulheres eram maioria e ditavam as regras do jogo, e outras figuras importantes na sua formação como homem e músico, já que música se manifestou desde muito cedo em sua vida, como única opção. O avô materno, Gus, de quem herdou o temperamento boêmio e o amor pela música desde muito cedo, quando escapavam da casa em longas caminhadas, “para escapar das mulheres”, e se perdiam em aventuras que ao fim se transformaram em lições de vida.
“Gus, uma vez me perguntou, enquanto caminhava-mos, eu tinha 5 ou 6 anos de idade”:
- “Você tem uma moeda nos bolsos?”
-“ Sim, Gus.”
-“Vê aquele menino na esquina?”
-“Sim, Gus,”
-“Vá e entregue a ele.”
-“O que, Gus?”
-“Vai lá, ele necessita mais que você.”
“Eu entregava a moeda. Gus me dava duas de volta. A lição ficou comigo…”

Como também o dia em que, finalmente recebeu de suas mãos a primeira guitarra, a mesma que tinha visto em cima do piano e que não podia alcançar nos seus tenros 5 anos de idade, estava sempre lá, inalcançável e atrativa e vivia nos seus sonhos. Aos 9 ou 10 anos essa “clássica guitarra Espanhola, doce e ansiado desejo, adorável como uma garota, embora eu não soubesse o que fazer com ela, me foi entregue”. “O cheiro, lembro até hoje, quando abro a caixa de uma guitarra, quando é uma velha guitarra, eu poderia enrolar-me dentro e fechar a tampa”…

Desde esses tenros dias, como um garoto, vivendo numa familia que se reunia em torno do radio para cantar e esquecer as amargas lembranças de guerras vividas na Europa dos seus primeiros passos, escutando obsessivamente, Chuck Berry e Muddy Waters, até levar a guitarra aos seus mais absolutos limites e juntar forças com Mick Jagger para formar os Rolling Stones, muita agua vai rolar….

Regina Soares, advogada, especializada em eleições americanas, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco, Califórnia(EUA).
=============================================
Nota: prometo voltar de quando em quando para continuar a historia… Essa é uma daquelas que a gente tem que sorver devagarinho, como um bom vinho. (Regina)

nov
01
Posted on 01-11-2010
Filed Under (Crônica, Regina) by vitor on 01-11-2010

Depois de Schwarzenegger a Califórnia…

…escolhe entre Jerry e Meg

==================================================

CRÔNICA/ MUNDO

DEPOIS DO BRASIL, A CALIFÓRNIA

REGINA SOARES
Direto de San Francisco(Ca)Depois da eleição de 31 DE OUTUBRO no Brasil agora é a vez da Califórnia. Amanhã, 2 de Novembro estaremos dizendo “hasta la vista” a Schwarzenegger e escolhendo outro/a para botar no seu lugar.

Se vocês pensam que nossa tarefa é mais amena do que a escolha entre Dilma e Serra, se enganam.

De um lado, o Democrata Jerry Brown, velho político de carreira, ex-governador da época em que esta que vos fala desembarcava por essas terras. Do outro, a Republicana Meg Whitman, noviça na política, mas com extenso currículo no mundo dos negócios e economia, ex presidente e CEO da eBay de 1998 a 2008, multimilionária, já gastou perto de $142 milhões do seu próprio bolso para alcançar o governo de uma das regiões mais importantes dos Estados Unidos.

Nenhum deles entusiasma os californianos, que atravessam umas das piores crises econômica e altas taxas de desemprego.

A disputa é também acirrada, embora as pesquisas de intenção de voto assegurarem uma pequena margem a favor de Brown, Whitman está jogando tudo, além do dinheiro, na sua capacidade de reerguer o Estado Dourado.

Por ironia do destino, o voto latino poderá resolver essa parada. Aqui, podemos votar com antecedência e por correio, muitos dos votos já estão sendo computados, faltam os dos indecisos. Pelo que parece até aqui, Jerry tem motivos para estar “happy” e Meg “worried”.

Desinteresse geral, mas…

Dentre as proposições de leis, isso mesmo, nós, como eleitores, votamos em varias iniciativas colocadas na célula eleitoral através de abaixo assinados dos eleitores registrados, que, se alcançarem a maioria dos votos, passarão a ser lei, está a legalização, para uso recreativo, do uso da marijuana (cannabis), como o aborto, outro assunto com características “demoníacas”, e talvez possa levantar os ânimos, pró ou contra…é só esperar, pra ver…

Regina Soares, advogada, especializada em eleições nos Estados Unidos, veve há mais de 30 anos na Califórnia e mora atualmente em Belmont, na área da linda Baia de San Francisco, mas sempre de olho na sua não menos linda Baia de Todos os Santos.

out
09


=====================================================
A versão de Imagine como Regina mandou. Agora abriu.
Ficam as duas versões no BP. BOA TARDE!!!

CRÔNICA: UM GÊNIO

IMAGINE

HAPPY BIRTHDAY JOHN!!!

REGINA SOARES

De San Francisco – Califórnia
É difícil imaginar John Lennon com setenta anos, mas a julgar pela festa que está preparada para celebrar seu aniversário, de Los Angeles a Liverpool , ele segue influenciando gerações além do século 20. Sua natureza rebelde e presença de espírito, transpareciam em seus atos, sua música, poemas, escritos e estendiam-se através do mundo com a força que vem, como ele mesmo dizia, do amor.

My role in society, or any artist’s or poet’s role,
is to try and express what we all feel.
Not to tell people how to feel.
Not as a preacher, not as a leader, but as a reflection of us all.

John Lennon

Como membro dos Beatles e na sua carreira depois deles, John mostrou ao mundo, através de suas composições, que rock ‘n’ roll poderia ser mais que uma música de três notas.

We’ve got this gift of love, but love is like a precious plant.
You can’t just accept it and leave it in the cupboard
or just think it’s going to get on by itself.
You’ve got to keep watering it.
You’ve got to really look after it and nurture it.
John Lennon

E o amor foi sempre sua motivação e razão de viver.

It matters not
Who you love
Where you love
Why you love
When you love
Or how you love
It matters only that you love.
John Lennon

Percebendo que a máquina da sociedade é dirigida por maníacos com sórdidos objetivos, nos lembrou da importância de agir em nome da paz.

If everyone demanded peace
instead of another television set,
then there’d be peace.
John Lennon

A dream you dream alone is only a dream.
A dream you dream together is reality.
John Lennon

Nós embarcamos nesse barco nos anos sessenta, nossa geração, íamos em busco do novo mundo.

The thing the sixties did was to show us
the possibilities and the responsibility that we all had.
It wasn’t the answer.
It just gave us a glimpse of the possibility.
John Lennon

E as possibilidades são infinitas…

Imagine there’s no Heaven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today

Imagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say that I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

You may say that I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope someday you’ll join us
And the world will live as one

Regina Soares, advogada , mora em Belmont, na área da Baia da San Francisco, Califórnia.