set
26
Posted on 26-09-2011
Filed Under (Newsletter, Olivia) by vitor on 26-09-2011


Hildegard Angel na inauguração da ciclovia
que homenageia o irmão Stuart no Rio
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Maria Olívia Soares

A cerimônia de inauguração da Ciclovia Stuart Angel Jones, ontem, 25 de setembro, no bairro da Urca, na zona sul do Rio, foi pura emoção. A ciclovia percorre toda a Avenida Pasteur e será interligada com a Mané Garrincha, em Botafogo.

A nova ciclovia possibilitará ao ciclista ter acesso e pedalar por quase todas as ciclovias da zona sul da cidade (Copacabana, Leblon, Ipanema, Lagoa). Com cerca de 1,2 km de extensão, a ciclovia tem início no entroncamento da Avenida Venceslau Brás com a Avenida Pasteur até o final da mesma, além de instalação de bicicletários.

A Ciclovia batizada “Stuart Angel Jones” foi inaugurada pela jornalista Hildegard Angel, sua irmã. Nascido em 11 de janeiro de 1946, Stuart Angel Jones era filho da estilista e figurinista Zuzu Angel, também assassinada pela ditadura militar. Foi estudante de economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também denominada Universidade do Brasil, na Urca, e morreu dia 14 de junho de 1971 – morreu, não, ele foi barbaramente assassinado, aos 25 anos de idade. Esse ano faz 40 anos de seu falecimento. Stuart foi um integrante da luta armada contra a ditadura militar no Brasil e militante do grupo guerrilheiro revolucionário MR-8. Foi preso, torturado, morto e dado como desaparecido, assim como muitos políticos brasileiros.

Durante o evento, Hilde Angel lembrou como seu irmão era discreto e reservado, e não era apenas um jovem bondoso, era muito mais, pois teve a ‘bondade’ de dar sua vida para que seus companheiros sobrevivessem, mesmo sendo torturado até a morte, sem declinar nenhum dos nomes da militância nem dar seus endereços. “Se estivesse aqui, assistindo a esta cerimônia, estaria muito encabulado por ter feito tantas pessoas se levantarem tão cedo para virem homenageá-lo”, afirmou. Vale lembrar que Stuart era quem tinha o paradeiro de Lamarca, não falou e pagou com a própria vida pelo seu silêncio. Nas palavras de Hilde: A localização desta ciclovia é emblemática, diante do Cristo Redentor e aos pés do Corcovado, ao fundo o mar onde estão os restos mortais de Staurt.

Não sou fã de Eduardo Paes, mas esta homenagem foi um belo gesto do prefeito do Rio de Janeiro, que disse aos presentes ao ato deste domingo: Graças a Stuart e a vocês estou exercendo meu cargo na democracia.

Maria Olívia, jornalista, é colaboradora do BP

Doutor Sócrates no Canal Brasil

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Maria Olívia Soares

“Brasil + Brasileiro” é nome do programa pilotado por Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o “calcanhar de ouro” do futebol brasileiro. A nova série do Canal Brasil traz personalidades de vários segmentos da cultura nacional para um ‘bate-bola’ informal com o médico, ex-jogador e comentarista esportivo.
Zeca Baleiro, compositor da inédita

Brasil Mais Brasileiro – música tema do programa – é o primeiro convidado. Na conversa, Zeca conta como surgiu o apelido “Baleiro” e como o mesmo se tornou seu nome artístico, sobre o livro de sua autoria, chamado Bala na Agulha, além de falar sobre a sua infância e a sua vida antes de entrar para o mundo da música.

A lista de entrevistados é de primeira, vem aí os jornalistas José Trajano, Juca Kfouri, Xico Sá e Mino Carta; o artista plástico Elifas Andreato; o cineasta Ugo Giorgetti; o ex-jogador Zico; o escritor Marcelo Rubens Paiva; o músico Kledir Ramil; o publicitário Washington Olivetto; o economista Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo e o ator Otávio Augusto. Ao final de cada episódio, cada um desses entrevistados vai escolher entre cantar, recitar ou ler um trecho de um livro ou poema.

Se ligue, o programa vai ao ar logo mais, as nove da noite, no Canal Brasil, 66.

Maria Olivia Soares é jornalista

mai
05
Posted on 05-05-2011
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DICA DE MARIA OLÍVIA

Para os que, a exemplo dela, não vivem sem o cinema, a jornalista e fiel colaboradora do Bahia Pauta “socializa” dica recebida através de e-mail do jornalista e crítico cinematográfico Adalberto Meireles, sobre o mais novo (e interessante) site sobre a sétima arte na grande praça da web.
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“Agora é definitivo: o blog .C de cinema está no ar desde os primeiros minutos de domingo, 1 de maio; temos, portanto, um encontro marcado. Quero fruir. Minha proposta é provocar, perguntar e responder: por que um filme, um cartaz, uma foto, uma sequência, uma simples imagem de cinema inquieta e emociona tanto. Para isso, tomei emprestado, como slogan, O prazer dos olhos, título de um livro de Fraçois Truffaut, um dos mais renomados cineastas franceses do pós-guerra e um teórico do cinema, do filme, da arte do filme.

O endereço é: pontocedecinema.blog.br. Vamos lá, então, ao prazer”.Adalberto Meireles-Jornalista e crítico de cinema

Atenciosamente
João Saldanha

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Pereio: encontro com Ziraldo no Canal Brasil
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Maria Olívia (Com informações do Canal Brasil)

Comandado por Paulo Cesar Peréio, o programa de entrevistas mais irreverente do Canal Brasil chega à sua oitava temporada hoje, 12 de abril. Com 26 episódios, Sem Frescura é dirigido por Lara Velho, filha do apresentador. Desde o primeiro ano da atração, em 2004, o ator recebe amigos e personalidades da cena cultural brasileira para um bate-papo fora do padrão e sem papas na língua.

Na estreia da nova temporada, nesta terça, às 21h30, Peréio conversa com o escritor e cartunista Ziraldo. A entrevista (pré-gravada) aconteceu no estúdio do cartunista, no Rio de Janeiro, onde eles falaram sobre velhice, remédios, filhos, mulheres e cinema.

Entre os convidados da nova temporada, estão a cantora Silvia Machete, a crítica de teatro Barbara Heliodora, o diretor Marco Altberg e o cartunista Laerte. Sobre este último, Peréio se divertiu com a fase “crossdresser” do amigo de longa data. “Ele virou mulher, mas ficou baranga”, diz o ator. E conta sobre o figurino que Laerte apareceu na gravação: “Ele estava de saia justa, salto alto e pernas depiladas!”.

O cartunista Allan Sieber criou a abertura do programa, que traz uma animação do Peréio durante atividades cotidianas. A trilha sonora de Lucas Marcier, da banda carioca Brasov, dá o tom da brincadeira. “A ideia do making of me ocorreu depois da pergunta recorrente: como é trabalhar com o Peréio?, explica Lara Velho, diretora e filha do ator.

“São situações como o dia em que o Peréio foi ao podólogo, Peréio experimentando figurino, Peréio em sessão de fotos, Peréio dormindo entre uma gravação e outra”, conta Lara.

Ator de produções marcantes da cinematografia nacional, Peréio começou na profissão aos 16 anos, em uma peça teatral. No cinema, participou de 60 títulos, entre filmes de curta e longa-metragem. Interpretando heróis, bandidos, cafajestes e malandros, já foi dirigido por Glauber Rocha, Arnaldo Jabor, Hugo Carvana, Ruy Guerra, Hector Babenco e Paulo César Saraceni, entre outros. Considerado um dos mais famosos e requisitados narradores do país, Peréio faz jus à fama de não se conter nos comentários polêmicos durante as entrevistas.

Confira logo mais.

Maria Olivia é jornalista


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Amor e Revolução

Maria Olivia

Corra para ligar o aparelho de TV ou saia da inércia e use o controle remoto, que ainda dá para pegar alguma coisa. Está no ar o segundo capítulo da novela, que começa às 22h15min no SBT.

Primeira telenovela brasileira a abordar o período da ditadura militar no Brasil em sua trama central, Amor e Revolução é escrita por Tiago Santiago, com a colaboração de Renata Dias Gomes e Miguel Paiva, sob direção geral de Reynaldo Boury.

Ambientada no Rio de Janeiro e em São Paulo, a trama tem início com a Revolução de 1964 e perpassa pelo período mais obscuro da ditadura militar, os chamados anos de chumbo. “A intenção é narrar a história de personagens diretamente ligados ao tema da ditadura, seja a favor ou contra, como militares, guerrilheiros, torturadores, artistas, jornalistas, advogados e estudantes nos anos brutais da repressão. É possível que avancemos até a guerrilha do Araguaia, no começo da década de 70”, observa Tiago Santiago.

Amor e Revolução conta a grande história de amor vivida pelo militar José Guerra (Claudio Lins) e pela guerrilheira Maria Paixão (Graziela Schmitt), casal protagonista do folhetim. À primeira vista, o amor entre os dois é impossível, pois Maria (Graziela Schmitt) é líder do movimento estudantil e vai para a luta armada, e José Guerra (Claudio Lins) é um militar da Inteligência, contra a ditadura, democrata, porém filho de um general da linha-dura. Os dois têm rivais: o jovem dramaturgo de esquerda Mario Vieira (Gustavo Haddad) e a bela e glamurosa atriz Miriam (Thais Pacholek), e surpresas podem acontecer.
A história da luta armada pelos ideais da democracia e liberdade no Brasil tão vivida por Batistelli (Licurgo Spínola) e Jandira (Lúcia Veríssimo), casal coprotagonista de subversivos perseguidos pela repressão, desde o primeiro momento do golpe; a violência aos direitos humanos e abuso de poder por parte do delegado Aranha (Jayme Periard), do inspetor Fritz (Ernando Tiago), e dos militares Major Filinto (Nico Puig) e General Lobo Guerra (Reinaldo Gonzaga); a luta pela liberdade de expressão por meio da arte e da imprensa; a desagregação de famílias; a força de estudantes engajados que defendem a igualdade social no país; e as atrocidades cometidas contra os presos políticos são alguns dos temas abordados por Tiago Santiago em torno da trama central.
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Em tempo: Amor e Revolução, hoje segundo capítulo no SBT – vale ressaltar que os capítulos da novela serão intercalados por pessoas que foram torturadas e perseguidas, inclusive uma equipe veio a Salvador entrevistar o ex-governador Waldir Pires.

Maria Olívia é jornalista

Maria Olívia recomenda:

“Canções de Exílio – A Labareda que Lambeu Tudo”, série em três capítulos, escrita e dirigida pelo jornalista Geneton Moraes Neto, estréia nesta terça, 8, segue amanhã e termina na quinta-feira, no Canal Brasil (privado), às 22horas.

Os episódios giram em torno de depoimentos do período da prisão, exílio e a volta de Caetano Veloso e Gilberto Gil ao Brasil e Jards Macalé e Jorge Mautner, que chegaram a Londres em seguida. De posse dos depoimentos, Geneton intercalou entrevistas antigas, realizadas por ele em áudio e vídeo desde 1970. O ator Paulo César Pereio faz a locução, imperdível!

Maria Olívia é jornalista

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Geneton(com Gil):rompimento
amigável com o jornalismo

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Matéria de divulgação sobre a série de Genetton no Canal Brasil:

RIO – Duas semanas depois da decretação do AI-5 e dois dias depois do Natal de 1968, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos por oficiais do 2 Exército. Como jamais souberam o motivo, admite-se que possa ter sido pela participação em passeatas, ou em movimentos estudantis, ou por suas nada convencionais performances em festivais, ou ainda por suas atitudes de rebeldes tropicalistas, que tanto incomodavam civis e militares. Os dois passaram por celas de vários quartéis do Rio, depois ficaram em prisão domiciliar em Salvador, e só em julho de 69, com uma advertência de três estrelas — “Só voltem quando forem autorizados” —, partiram para um exílio forçado que se estenderia por dois anos e meio, até janeiro de 1972.

Mautner e Macalé participam

Os detalhes dessa história, contados pelos dois personagens, já seriam motivo para Geneton Moraes Neto realizar “As canções do exílio — Uma labareda que lambeu tudo”, documentário em três partes de 50 minutos cada, que o Canal Brasil exibirá amanhã, quarta e quinta-feira, às 22h. Mas há pelo menos mais um motivo: Geneton inspirou-se na foto em que, aos 15 anos, aparece entrevistando Caetano para o “Diário de Pernambuco”, e a partir dela se entregou ao que considera uma guinada profissional. Tendo começado a vida como jornalista e caído na TV quase por acaso, esses anos todos ele deixou de lado o que realmente queria fazer: cinema documental.

— Este é o meu rompimento amigável com o jornalismo e a retomada da carreira de cineasta interrompida pela TV — diz Geneton, antecipando que os 150 minutos da série serão reduzidos a 120 para os cinemas.

Na produção, e também na edição do filme, ele contou com a parceria de Jorge Mansur, cujos modernos recursos tecnológicos viabilizaram uma empreitada que, na era pré-digital, seria financeiramente inviável.
Caetano e Gil — mais Jorge Mautner e Jards Macalé, que, por diversos caminhos, foram se encontrar com os amigos no exílio — contam a história cronologicamente. A detenção, o ano-novo passado atrás das grades, os tempos de prisão domiciliar, a proibição de fazer shows e gravar discos, a vinda ao Rio de um chefe de polícia de Salvador para mostrar aos superiores o absurdo da situação. Graças a isso, foi dada autorização (ou ordem) para que saíssem do país. A fim de que os dois conseguissem dinheiro para a viagem, os militares permitiram que fizessem dois shows em Salvador.
Permissões como esta, em tom de favor, fazem da história um retrato do Brasil da época, mistura surrealista de brutalidade com cordialidade. Um episódio narrado por Gil é exemplar: os mesmos homens que o prendiam sem motivo arranjaram-lhe um violão e ainda pediram que fizesse um show para os soldados do quartel. Outro oficial, generosamente, ajudou-o em sua dieta vegetariana.

ago
06
Posted on 06-08-2010
Filed Under (Artigos, Olivia) by vitor on 06-08-2010

Adoniram: homenagens merecidas

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MARIA OLÍVIA

O cantor e compositor paulista Adoniran Barbosa – autor de ‘Trem das Onze’ (música consagrada como o hino de São Paulo), ‘Samba do Arnesto’, entre tantas outras pérolas – se estivesse vivo faria hoje, 6 de agosto, 100 anos.

O centenário de nascimento do compositor Adoniran Barbosa será comemorado nesta sexta-feira, com diversas atrações culturais em São Paulo , na capital e no interior do estado.

Na belíssima Estação da Luz, no Centro de São Paulo, 20 bailarinos vão dançar ao som das principais músicas de Adoniran Barbosa. O espetáculo marca o centenário de nascimento do músico. A apresentação será realizada às 12h, no saguão principal da estação. Programação obrigatória para quem vive ou está na cidade da garoa.

No Museu do Bixiga, bairro muito frequentado pelo compositor, alguns objetos pessoais de Adoniran estarão expostos. São marcas registradas de Adoniran, como o chapéu, o cachecol, o isqueiro, a gravata borboleta e capa de um disco de 1980. “O Bixiga era a cara do Adoniran, e o Adoniran era a cara do Bixiga. Descendente de italianos, ele encontrou aqui uma boa forma de traduzir as suas músicas”, explicou Valkiria Lacocca, diretora-geral do museu, que funciona de terça a sexta-feira, das 14h às 18h.

Na cidade onde nasceu, Valinhos, na região de Campinas, a celebração do centenário de Adoniran será grandiosa. Nesta data, ele ganhará uma placa comemorativa no obelisco da Praça Brasil 500 anos, na Avenida dos Esportes com a Rua Rui Barbosa.

Às 20h30, será realizada uma apresentação da cantora Maria Alcina, com o espetáculo “100 anos de Adoniran Barbosa”, no Auditório Municipal da cidade. Os convites deverão ser retirados uma hora antes do espetáculo, na bilheteria do auditório – que fica na Rua 21 de Dezembro, 66, Centro.

No domingo, dia 8, os grupos Sem Tempo e Demônios da Garoa sobem ao palco do Centro de Artes, Cultura e Comércio (CACC) Adoniran Barbosa, a partir das 17h. As apresentações são gratuitas.

Maria Olívia é jornalista

João Candido: justo tributo

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MARIA OLÍVIA

Emocionante ver o nome de João Cândido Felisberto, o Navegante Negro – como prefere a dupla João Bosco/Aldir Blanc na belíssima canção – homenagem – não mais ligado a chibatadas, mas inscrito no primeiro navio feito pelo Estaleiro Atlântico Sul, encomendado pela Transpetro.

O presidente Lula esteve em Ipojuca (PE), na última sexta-feira, 7, para o lançamento do João Cândido, no Porto de Suape. Poucas matérias veiculadas em nossos meios de comunicação registraram que 92% dos funcionários do Atlântico Sul são de pernambucanos e que Suape é um porto e um distrito industrial de 14 mil hectares (o maior da Europa, Roterdã, tem 5 mil).

Ademais, o almirante – navegante negro já deu sua contribuição à história deste país, além da sua coragem, valentia e profundo senso de justiça e solidariedade humana. Hoje (com muito atraso) seu nome está lá, escrito em caixa alta na proa do primeiro petroleiro que marca a revitalização da indústria naval brasileira.

O nome do próximo navio será ‘Celso Furtado’, outra grande e merecida homenagem. Sim amigos, nós temos muitos heróis que estão adormecidos, nada mais justo do que resgatá-los, pelo bem da nossa História e do Brasil, sem ufanismos e nem partidarismos.

Maria Olívia é jornalista

mai
05
Posted on 05-05-2010
Filed Under (Newsletter, Olivia) by vitor on 05-05-2010

Maria Olivia

A primeira ocorrerá nesta quinta-feira, dia 6 de maio, em Recife-PE. O magistrado paulista receberá a comenda “Confraria da Educação” do Instituto Maurício de Nassau. O site do Instituto, administrado por jornalistas e cientistas políticos, é um espaço destinado à publicação de análises e notícias relacionadas às áreas políticas e de atualidades.

A segunda homenagem será na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro no dia 11 de maio. Fausto De Sanctis receberá a medalha “Tiradentes”, instituída pela Resolução 359 de 8 de agosto de 1989 que é destinada a premiar pessoas que tenham prestado relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro. A medalha é a mais alta condecoração concedida pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio .

(Fontes:Instituto Maurício de Nassau e Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro)

abr
25
Posted on 25-04-2010
Filed Under (Artigos, Olivia) by vitor on 25-04-2010

Waldir: escolha de Conquista

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Maria Olívia

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Vitória da Conquista, reunido na tarde de ontem (24), aprovou a “Carta de Conquista”. No documento, os militantes petistas defendem o nome do ex-governador Waldir Pires como candidato ao Senado Federal na vaga destinada ao PT na chapa majoritária encabeçada pelo governador Jaques Wagner.

O PT de Vitória da Conquista já havia defendido o nome do ex-governador Waldir Pires em reunião realizada no dia 07 de março, quando lideranças políticas do sudoeste baiano, entre as quais o prefeito Guilherme Menezes, destacaram a importância desta candidatura como forma de restituir o mandato ‘perdido’ em 1994, quando Waldir Pires foi vítima de uma fraude eleitoral. Segue abaixo, a íntegra da “Carta de Conquista”:

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WALDIR PIRES SENADOR

A Bahia em defesa da ética e da justiça social

Desde o Processo de Eleições Diretas/PED de 2007, os militantes petistas manifestaram sua crítica à forma como era conduzida a aliança com o PMDB, uma aliança que fortalecia a imagem de Geddel Vieira Lima, herdeiro das práticas carlistas de fazer política. O PT de Vitória da Conquista participou ativamente daquele debate, demonstrando sua posição crítica, e vemos, então, o resultado: Wagner tem Geddel como seu opositor ao governo do estado.

Nessas eleições de 2010, para a composição da chapa majoritária – governador e senadores – mais uma tática eleitoral dirigida pelos governistas do PT vai à bancarrota: a tentativa de que as duas vagas ao Senado fossem ocupadas por Otto Alencar e César Borges, históricos apoiadores do PFL, atual DEM. E César Borges, após muito assédio governista para compor “nossa” chapa majoritária, recentemente, declara sua aliança com o PMDB.

Muito antes, em 07 de março, Vitória da Conquista se antecipava a esse fato. Aproveitando o Ato em Homenagem a Waldir Pires, o Diretório Municipal reivindicava para o PT uma das vagas ao Senado, e apresentava o nome do ex-governador e senador eleito da Bahia como uma alternativa. Agora, o PT da Bahia volta a ter esperança de ocupar uma das vagas no Senado e garantir que parte significativa da população vote em alguém comprometido com o nosso projeto político, o projeto de distribuição de renda, conhecimento e oportunidades. Waldir Pires – que desde 1997 integra as fileiras do PT – foi eleito senador pela Bahia, em 1994, quando, numa fraude eleitoral já reconhecida pela história, teve seu mandato roubado.

Nossa defesa é de que a vaga que fica seja ocupada pelo PT e por Waldir Pires, ex-consultor-geral de João Goulart, deputado federal, ex-governador baiano, senador eleito, Ministro do Governo Lula, militante político dos “palácios” e das passeatas do povo nas ruas. Milhões de baianos tiveram (e têm) acesso ao nome Waldir Pires. Pessoas de todas as gerações – dos idosos aos jovens, moradores da capital e do interior, dos municípios maiores aos menores. Sua defesa é suprapartidária, é dos velhos emedebistas aos militantes do MST, é de todos aqueles que ainda creditam à política um espaço de ética, de democracia popular, justiça social, da política para melhorar a vida de quem mais precisa.

Temos no PT outras lideranças políticas que poderiam candidatar-se ao Senado. No entanto, queremos Waldir Pires para mostrar que a população baiana tem memória e poder para refazer uma história que nos envergonha. Queremos Waldir para encher de emoção a campanha de Wagner, pondo fim às lembranças de uma Bahia que era empobrecida para permitir o desmando de uns poucos. Queremos Waldir agora, porque só agora o tempo nos dá a oportunidade, e não há como garantir depois.

Maria Olívia é jornalista