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” Surfboard “, de Tom Eterno Jobim, com Walter Wanderley, no órgão, e orquestra, na onda da saudade.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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Regina:

Se tiver um tempinho entre um Sussurro e outro nas margens californianas da Baia de San Francisco faça a traduçao da letra da melodia cantada por Marilyn e mande para os leitores do Bahia em Pauta. OK?

BOM DIA A TODOS!!!

(Vitor hugo Soares)

fev
28
Posted on 28-02-2012
Filed Under (Multimídia) by vitor on 28-02-2012

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“Tropicália”, composta por Caetano Veloso, alem de um monumentos musical, deu nome ao movimento que revirou tudo na cultura brasileira. Esta faixa transformada em video faz parte do disco solo de estréia de Caetano, lançado pela gravadora Philips em 1968.

Pode ser cantada agora como hino de resistencia a tentativa de reduzir tudo
(ou quase) em Salvador a um circo mambembe de negocios e negociantes.

BOA NOITE!!!

(VHS)


Belissima música composta e interpretada por Carlinhos Brown para a trilha sonora do filme “Rio” (composta com Sergio Mendes), a esperança brasileira de uma estatueta do Oscar na grande festa do cinema esta noite de domingo (26) em Hollywood.

Diga-se, a bem da verdade, uma linda esperança!

Da-lhe Brown!

(Vitor Hugo Soares)

fev
25
Posted on 25-02-2012
Filed Under (Multimídia) by vitor on 25-02-2012


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Miguel, hoje no Jornal do Commercio (Recife/PE)

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Todo Sujo de Batom
Belchior

Eu estou muito cansado
Do peso da minha cabeça,
Desses dez anos passados, presentes
Vividos entre o sonho e o som
Eu estou muito cansado
De não poder falar palavra
Sobre essas coisas sem jeito
Que eu trago no peito
E que eu acho tão bom.

Quero uma balada nova
Falando de brotos, de coisas assim
De money, de lua, de ti e de mim
Um cara tão sentimental

Quero uma balada nova
Falando de brotos, de coisas assim
De money, de lua, de ti e de mim
Um cara tão sentimental

Quero a sessão de cinema das cinco
Pra beijar a menina e levar a saudade
Na camisa toda suja de batom

Quero a sessão de cinema das cinco
Pra beijar a menina e levar a saudade
Na camisa toda suja de batom

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BOM DIA!!!

(VHS)

fev
18


Wonder :canto e emoçao no funeral da amiga
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DEU NA FOLHA.COM

Ao piano, Stevie Wonder protagonizou uma das mais aguardadas homenagens a Whitney Houston no funeral, que acontece neste sábado (18), na igreja batista New Hope, em Newark, Nova Jersey.

“É um momento muito emocionante e difícil de acreditar”, disse o soul man antes de começar a cantar “Ribbon in the Sky”, uma das músicas “preferidas” da cantora. “Quero agradecer a deus por ter vivido ao mesmo tempo que Whitney”.

“Dionne, Cissy, toda a família, eu quero que saibam que sempre amamos Whitney e que nunca vamos deixar de ama-la”.

Para quebrar um pouco a tristeza, Stevie brincou e disse que “tinha uma quedinha por Whitney”.

Bastante aplaudido, Stevie Wonder cantou também “Love’s In Need Of Love Today”.

TRIBUTO A NIPPY

Muito emocionada, a cantora Alicia Keys tocou piano e cantou “Prelude to a Kiss” no funeral de Nippy, apelido de infância de Whitney Houston, bastante pronunciado por familiares e amigos de longa data.

Ela afirmou que a cantora –que a chamava de Mema– “penetrou no coração de todos”. “Whitney estendeu a mão para mim e tantos jovens artistas. Ela nos fez sentir forte e capaz e amado (…) Agora vamos mandar para casa o nosso anjo.”

O produtor musical Clive Davis também discursou. “Você espera por uma voz como que um sorriso, uma presença assim”, disse ele, lembrando, em 1983, quando ouviu Whitney pela primeira vez.

Davis disse que encontrou Whitney terça-feira no hotel onde ela foi encontrada morta no último sábado. “Ela estava se maquiando, como ela ainda era bonita.”

(Leia matéria completa no UOL
www.uol.com.br )

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Dueto

Composição: Chico Buarque

Consta nos astros, nos signos, nos búzios
Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas
Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais
Serás o meu amor, serás a minha paz
Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar
Mas se o destino insistir em nos separar
Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas
Os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos
Profetas, sinopses, espelhos, conselhos
Se dane o evangelho e todos os orixás
Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz
Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela
Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz
Serás o meu amor, serás a minha paz
Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis
Consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca

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NARA PARA SEMPRE!

BOA TARDE!!!

(VHS)

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CRÔNICA

Resposta ao tempo…

Maria Aparecida Torneros

Uma boa conversa via internet, repentinamente, me faz atravessar o tempo…meu interlocutor encontra-se em Argel, capital da Argelia, visitando sua terra de origem, já que vive na França, desde tenra idade.

O tempo, eu me pergunto, para que ele serve, na vida e na morte das pessoas. Tem tantas histórias que o tempo engrandece e outras tantas que ele apaga, o tempo revela coisas antes impublicáveis mas também pode sepultar para sempre amores que não vingaram, que não se superaram, que se escafederam, para surpresa de corações pulsantes que um dia acreditaram em amores eternos.

Mas, como não imaginar que a eternidade seja a própria brevidade do mistério que é a vida. Que são 80 ou 100 anos na história de alguém ou da própria humanidade? São nada ou quase nada. Para se respeitar algo consistente em termos de tempo, faz-se mister contar centenários ou milênios, talvez mais um pouco, ou talvez menos? Um amor que dura meses é amor também? Mais do que o tempo de sua duração, a intensidade dos seus sentimentos ou a fortaleza dos seus propósitos?

Quem sabe o inquietante ir e vir de expectativas ou mesmo a surpresa dos sentidos incontroláveis, sejam hormonais ou racionais? Corpos que se glorificam, brilhando em torno da luz de alguma boa fala, em qualquer língua dissonante…Salam!!! saudo meu amigo árabe, meu amigo francês, meu amigo argelino, em momento feliz por saber que ele existe e eu também. Saber que é possível atravessar as ondas do tempo, através dos ventos, alcançar terras distantes, perceber a magia dos encontros que a vida oferece e apesar de tudo, crer na efemeridade do nosso tempo por aqui, nossa passagem por um mundo tão intenso e misterioso, tão diferenciado em raças, hábitos, culturas, histórias…

Do outro lado, meu amigo me fala de Farfar. Sua vila de nascimento, de onde saiu aos 3 anos para viver com a família, em Paris. Avisa-me que no próximo domingo irá ali, visitará familiares velhinhos, alguns beirando os 100 anos, que por lá fincaram raízes, onde ele reencontrará suas origens, enquanto ainda há tempo para trocar algo substancial ou espiritual com sua própria gente.

Falo que no Rio de Janeiro o calor está grassando, ele me diz que lá está muito frio. Rimos juntos das nossas falas entrecortadas em línguas díspares, um pouco do francês, de minha parte, mal escrito, uma dose consensual de inglês, algumas saudações em espanhol e árabe, palavras soltas em português, que tento explicar, principalmente no que diz respeito ao futebol, do qual ele é fã inconteste.

Ele me diz que ama o Brasil desde 1970, desde a Copa do Mundo. Já se passaram mais de 40 anos e no entanto, as imagens daquela Copa estão marcadas em mim e nele, que nem sequer imaginávamos um dia nos conhecermos ou falarmos sobre isso.

A vida segue, cheia de surpresas, os amores que confessamos são tão importantes quanto os que nem ousamos imaginar, os mistérios do tempo nos enveredam por almas religiosas ou não, aí está a física para provar ( ou pretenciosamente questionar) que não há espaço-tempo, no final das contas.

O mundo roda, gira a Terra, somos o nosso próprio tempo, em corpos que se buscam ou se bastam, que se desenvolvem ou se desgastam, em mentes que se surpreendem ou se deterioram, em crenças que se arraigam ou se amansam, aí vamos nós…

Ao nos despedirmos, podemos dizer Au revoir, Salam, Adiós, Até logo, Bye, ou somente… silenciar , com o tempo…

Ao nos reencontrarmos, qualquer dia desses, talvez em Paris, talvez no Rio de Janeiro, quem sabe em que tempo, poderemos zombar do tempo, como faz a Nana, na canção…ou será que o tempo é que zomba de nós? Vou voltar no tempo e re-ouvir a música…Resposta ao tempo, uma das mais lindas que já escutei, pode ser que, com o tempo, eu consiga decifrar quem de nós controla o próprio tempo ou simplesmente o joga pelo ralo com as águas da chuva?

Ah, lembrei…o tempo ri, na letra da canção…vale a pena passar como o tempo passa…
Diz que somos iguais…ele é o tempo…
Nós somos o que ele nos deixa ser…
Isso me consola…pelo menos, agora…

Maria Aparecida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro onde edita o Blog da Mulher Necessária

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“Sabina siempre!”, como proclama um ouvinte deste vídeo no You Tube

BOM DIA A TODOS!!!

(VHS)