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Miguel, no Jornal do Comércio (PE)

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Há um entendimento de que nós podemos melhorar”

Assim como Tasso Jereissati e Geraldo Alckmin, João Doria negou que a propaganda do PSDB na TV contra o “presidencialismo de cooptação” tenha mirado o governo de Michel Temer.

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“A crítica é sempre construtiva, a crítica não é separatista. Aliás, o senador Tasso Jereissati fez essa observação. Ele não fez uma crítica direta ao presidente Michel Temer nem ao governo Michel Temer. Ele fez essa ressalva. Não há ruptura. Há um entendimento de que nós podemos melhorar, aperfeiçoar, mas sempre com serenidade e equilíbrio”, disse o prefeito de São Paulo ao G1.

O PSDB terá de melhorar muito para ter alguma chance em 2018.


Pixuleco aparece na Fonte Nova na
chegada da caravana de Lula…


…e ACM Neto:inimigo de Lula e sua caravana.

ARTIGO DA SEMANA

Caravana Lula (PT) x ACM Neto (DEM): jogo duro na Fonte Nova

Vitor Hugo Soares

Nesta quinta-feira de agosto (17), horas antes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcar em Salvador, no comando de sua nova “caravana” pelo Nordeste, o jornal Tribuna da Bahia acionou o sinal de alerta para o bafafá que se anunciava no horizonte. Em nota de abertura, da sua bem informada coluna “Raio Laser” o diário advertiu para a tensão flutuante no carregado ambiente da política local, já conflagrado por choques pesados entre forças do PT e do DEM, que dominam o pedaço (e seus beligerantes satélites em volta), a partir de um bisú (no dizer baianês da imprensa), usado como espoleta detonadora.

O prefeito da capital, ACM Neto, fora escolhido, segundo o informe, – junto com o complicado e claudicante presidente da República, Michel Temer, – para saco de pancadas, alvo principal dos ataques de Lula e séquito no comício com características de BA x VI (o clássico mais polêmico e imprevisível do futebol estadual). Convocado para o fim da tarde na Arena Fonte Nova, a pretexto do lançamento do livro “Comentário sobre uma sentença anunciada”: coletânea de escritos de advogados e juristas, em defesa do ex-presidente, e de cerrado ataque e tentativas de desqualificação do juiz Sérgio Moro – condutor da Operação Lava Jato, em Curitiba (para os sem foro privilegiado), que já condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e diante de quem o fundador e maior líder do PT ainda tem quase uma meia dúzia de processos a responder.

Um jogo programado para torcida única (ou quase), como está virando praxe nos selvagens e perigosos estádios do Brasil, neste tempo temerário, cada dia mais estranho, complicado e difícil de atravessar.

Ficava patente, assim, que não poderia ser mais carregado de tensas expectativas, o ponto de partida da trupe petista do ex-presidente (e seus seguidores de diferentes estirpes, colorações e discursos cada vez mais agressivos e radicalizados), à Cidade da Bahia, de todos os santos e de quase todos os pecados.

Terra convulsa e de poder dividido, dos primeiros passos e confrontos desta inacreditável caravana (fora da Macondo do realismo fantástico de Garcia Marquez) que pretende percorrer antes do 7 de setembro, 25 cidades dos nove estados nordestinos. Pelo que se vê e se prenuncia, de costas para a desastrosa crise nacional destes dias (em boa parte resultante de desastradas e corruptas administrações, nos últimos 15 anos, de governos petistas ou parceiros) de olho na improvável escapatória, via urnas de 2018. No caso em foco, a busca desesperada, também, da reconquista de um paraíso político e eleitoral que ameaça se desgarrar, mas cuja manutenção de áreas já controladas e a recuperação de outras inapelavelmente perdidas, Lula e o PT assumem como tarefa prioritária, em território a ser mantido a ferro e fogo.

Em Salvador, como esperado, não deu outra. Afinal, o ambiente tem sido arena de notórios confrontos e arranca rabos históricos envolvendo Lula e o PT desde o tempo em que o falecido Antônio Carlos Magalhães era quem mandava na Bahia quase inteira. Salvo uns poucos e heroicos polos de resistência, a exemplo de Feira de Santana, do ex-prefeito cassado pela ditadura e bravo deputado federal Chico Pinto: de éticas e épicas jornadas democráticas no extinto MDB autêntico. Mas Pinto também já partiu, depois de sucessivos períodos de internamento hospitalar e muito sofrimento. Não antes, porém, de perceber fraudes e engodos e denunciar, visionário que sempre foi at´rmorrer, o desastre político e moral que já se anunciava, ainda no segundo mandato de Lula.

Agora quem governa Salvador é ACM Neto, galopando em notáveis índices de aprovação popular de sua gestão, e de preferência disparada nas pesquisas de opinião, na provável disputa do governo estadual com o petista Rui Costa (apadrinhado de Jaques Wagner, Lula e Dilma). PT e DEM, na Bahia, metidos em uma briga de arrepiar e que seguramente atrairá a atenção do País no ano que vem. A conferir.

Eis, portanto, o cenário e os motivos dos arrepiantes embates do começo da caravana de Lula no Nordeste. No primeiro dia, em vários momentos e em diferentes pontos da capital, onde o ex-presidente “cumpriu agenda”, um rastro de tumultos entre manifestantes a favor e contrários ao líder petista. O furdunço foi mais intenso e barulhento, no percurso do visitante entre a estação do metrô do Campo da Pólvora e as imediações da Arena Fonte Nova. Teve de de tudo, ou quase: até réplicas do Pixuleco (boneco inflável de Lula vestido de presidiário) apareceram de repente, e foram atacadas com fúria (até com dentadas) por militantes petistas. Policiais fizeram disparos para o ar, na tentativa de evitar o pior. BA x VI é pouco.

Teve embate, também, no “tapetão” no clássico PT x DEM na estreia da atual caravana na capital baiana. A Justiça Federal deferiu pedido liminar cancelando a entrega do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente, concedido pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), programada para esta sexta-feira em que escrevo o artigo, na cidade de Cruz das Almas, na reitoria da instituição criada no governo petista. O juiz Evandro Reis concedeu liminar em resposta ao habeas corpus impetrado pelo vereador do DEM, Alexandre Aleluia, que apontou o “uso eleitoral” da solenidade em ato público de professores e estudantes.

O magistrado acolheu o pedido e acentuou em sua decisão “o fim político-eleitoral da outorga do título com vistas a propiciar manifestação ruidosa do réu Luiz Inácio Lula da Silva no local da homenagem, ao coincidí-la com o evento, onde ele está envolvido, de visibilidade político – partidária”. E determinou a presença da Polícia Federal na cidade baiana para fazer observar o efetivo cumprimento da sua decisão.

Justiça, polícia e democracia caminhando juntas. Agora é esperar os passos seguintes da caravana de Lula no Nordeste. Mas espaço e tempo acabaram. Depois eu conto o resto.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@ terra.com.br

Ninguém vence Barcelona, muito menos o terror e o medo. Viva Barcelona!!!

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

LAVA JATO DO RIO PEDE NOVO IMPEDIMENTO DE GILMAR

O MPF no Rio encaminhou à PGR hoje novo ofício solicitando o ajuizamento de “exceção de suspeição/impedimento” do ministro Gilmar Mendes nos casos envolvendo o esquema criminoso do transporte público…

Na nota, os procuradores manifestam preocupação “diante da possível liberdade precoce de empresários com atuação marcante no núcleo econômico de organização criminosa que atuou por quase dez anos no Estado”.

Eles ressaltam “registros recentes de pagamentos de propina e atos de obstrução à Justiça” e reiteram a necessidade de afastamento de Gilmar Mendes, considerando ser casado com “integrante do escritório de advocacia que patrocina os interesses de pessoas jurídicas diretamente vinculadas aos beneficiários das ordens concedidas”.

Confira a íntegra:

NOTA PÚBLICA

Em relação à liminar em habeas corpus concedida na data de ontem (17/08/2017) pelo Ministro Gilmar Mendes, os membros da Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro vêm a público manifestar a sua apreensão diante da possível liberdade precoce de empresários com atuação marcante no núcleo econômico de organização criminosa que atuou por quase dez anos no Estado, subjugando as instituições e princípios republicanos, e que detêm poder e meios para continuarem delinquindo em prejuízo da ordem pública e da higidez da instrução criminal.

A Operação Ponto Final é um desdobramento de diversas operações que têm ocorrido desde novembro de 2016 no Rio de Janeiro, reunindo um esforço imenso de vários órgãos de Estado com o objetivo comum de infirmar a atuação de detentores de espaços de poder corrompidos há muitos anos, e que, não obstante, nunca cessaram as suas atividades insidiosas, nem mesmo com o encerramento da gestão estadual anterior, havendo registros recentes de pagamentos de propina e atos de obstrução a Justiça.

A aplicação de um processo penal em que se entende não ser cabível a prisão preventiva para um acusado de pagar quase R$ 150 milhões de propina a um ex-governador e que tentou fugir do país com um documento sigiloso fundamental da investigação, definitivamente não é a aplicação de uma lei que se espera seja igual para todos.

A apreensão dos Procuradores sobreleva diante de contexto em que o prolator das referidas decisões é cônjuge de integrante do escritório de advocacia que patrocina, em processos criminais da Operação Ponto Final, os interesses de pessoas jurídicas diretamente vinculadas aos beneficiários das ordens concedidas o que, à luz do art. 252, I, do Código de Processo Penal, e do art. 144, VIII, do Código de Processo Civil, aplicável com base no art. 3º do Código de Processo Penal, deveria determinar o autoafastamento do Ministro Gilmar Mendes da causa.

Para garantir um juízo natural sobre o qual não paire qualquer dúvida de imparcialidade, e em respeito aos jurisdicionados e à instituição do Supremo Tribunal Federal, os Procuradores encaminham na data de hoje ao Procurador-Geral da República ofício solicitando o ajuizamento de exceção de suspeição/impedimento, instrumento processual disponível às partes em tais hipóteses.

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Posted on 19-08-2017
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Simanca, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Posted on 19-08-2017
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DO EL PAÍS

Jesús García

Rebeca Carranco

Barcelona

O grupo terrorista que nesta quinta-feira causou a morte de 14 pessoas em Barcelona e Cambrils (Tarragona) preparava havia meses um grande atentado com artefatos explosivos. Seus planos se frustraram pela explosão fortuita de botijões de gás butano em uma casa de Alcanar (Tarragona) que usavam para planejar os atentados, segundo a investigação. A célula – integrada por uma dúzia de pessoas, na maioria, jovens – mudou então de planos de forma precipitada e cometeu o atropelamento em massa em La Rambla, que deixou 13 mortos e 88 feridos. Mais tarde, tentou outro ataque em Cambrils, onde uma mulher foi apunhalada e faleceu nesta sexta-feira. Cinco terroristas foram abatidos ali.A polícia catalã buscava nesta quinta-feira Younes Abouyaaqoub, 22 anos, e vizinho de Ripoll, como suspeito de conduzir o furgão.

“A explosão de Alcanar fez com que já não contassem com o material necessário para preparar atentados de maior alcance em Barcelona”, explicou nesta sexta-feira o delegado-chefe dos Mossos d’Esquadra (polícia regional catalã), Josep Lluís Trapero, sobre um episódio-chave na investigação.

Às 23h17 da quarta-feira, véspera do atentado, houve uma explosão em uma casa de Alcanar com uma vintena de botijões de gás butano e propano. A edificação ruiu, houve um morto e sete feridos. Os Mossos trabalham na zona e nesta sexta-feira acharam traços de TATP, um explosivo utilizado de modo habitual pelo Estado Islâmico. Também localizaram uma centena de botijões de gás butano.

Trapero declarou nesta sexta-feira que a intenção do grupo ia além de causar o pânico com um atropelamento em massa: buscavam um massacre com bombas. “Provavelmente estavam procurando outro tipo de atentado”, resumiu. Mas o revés com os botijões de butano os levou a improvisar e a agir “de modo mais rudimentar”. Os terroristas decidiram se lançar com uma van contra a multidão na emblemática Rambla, um lugar de passagem de turistas no coração de Barcelona. Mais tarde, e embora não se saiba se era seu destino final, tentaram repetir o atentado no passeio marítimo de Cambrils, uma localidade turística de Tarragona. No primeiro caso, uma van atropelou dezenas de pessoas (com o saldo de 13 mortos e 88 feridos de até 35 nacionalidades) e, no segundo, ferimentos em seis pessoas. Uma delas é a mulher apunhalada, que morreu nesta sexta-feira.

Apenas 24 horas depois dos ataques, os Mossos dispõem de uma linha de investigação clara, embora persistam algumas incógnitas. Trapero confirmou que, por ora, os Mossos detiveram quatro homens. O primeiro foi preso pouco depois dos atentados em Ripoli e está ligado ao aluguel da van usada no atropelamento em massa em Barcelona. O segundo foi detido à noite em Alcanar e é uma das pessoas que ficaram feridas (com gravidade) na explosão fortuita. Faz parte, supostamente, do grupo que preparou os atentados com base nessa localidade. A operação policial se concentrou nesta sexta-feira em Ripoli, onde houve revistas e outros dois presos.

Além dos quatro detidos, há outros cinco terroristas mortos. Todos eles foram abatidos no segundo ataque efetuado pelos terroristas em Cambrils. Um deles, segundo fontes policiais, é Moussa Oukabir, 17 anos, que durante a tarde desta sexta-feira foi o principal suspeito de ser o autor material do ataque. Contudo, Trampero disse durante a noite que essa hipótese perdeu peso e, segundo fontes policiais, as buscar por Abouyaaqoub foram iniciadas.

Um mesmo a gente dos Mossos matou quatro dos terroristas que, dirigindo um Audi A3 de cor preta, tentaram atropelar as pessoas que se encontravam jantando e caminhando pelo passeio marítimo, junto ao clube náutico de Cambrils. O quinto terrorista foi atingido pelas armas dos Mossos quando atacava, com uma faca, uma mulher que acabou morrendo. Todos eles levavam cinturões explosivos falsos. No carro, os agentes encontraram uma machado e facas.
As vans, pistas-chave

Entre as pistas-chave da investigação estão as vans alugadas pelo grupo terrorista para cometer os ataques. Um dos veículos foi usado no atropelamento de Barcelona. O condutor a abandonou em plena Rambla, na altura do Liceu, e começou a fugir. Trapero disse que, até o momento, não identificaram o motorista.

As outras duas vans são a de Cambrils e uma terceira que apareceu em Vic, apesar de os Mossos não terem podido esclarecer por ora para que os terroristas a queriam. Uma hipótese é que poderia servir para transportar os artefatos explosivos no atentado que previam cometer em Barcelona. “Estes veículos alugados conectam os incidentes e os cenários”, disse Trapero.

Os Mossos inserem os acontecimentos de Barcelona, Cambrils e Alcanar em um único propósito terrorista. “São distintos cenários com as mesmas pessoas. Alguns deles estamos localizando em diferentes lugares”, explicou o delegado-chefe. A investigação se concentra em completar a identificação das pessoas que se moviam em torno da residência de Alcanar. Dos cinco terroristas mortos em Cambrils, apenas dois foram identificados até agora.


DO G1/O GLOBO

Por G PR, Curitiba

O juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância – mandou bloquear o montante de até R$ 6 milhões das contas de investigados da 44ª fase, entre eles, o ex-líder do governo Lula e Dilma e ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, que deixou o Partido dos Trabalhadores (PT).

Cândido Vaccarezza foi preso na 44ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (18), juntamente com a 43ª etapa. Ele é suspeito de receber US$ 438 mil em propina por contrato na Petrobras até 2011. Investigadores da PF dizem que o ex-deputado favoreceu a contratação da empresa norte-americana Sargeant Marine, que forneceu asfalto para a estatal entre 2010 e 2013.

A defesa de Vaccarezza afirma que ele não intermediou negociação entre empresas e a Petrobras e que a prisão foi decretada com base em delações contraditórias. Veja a íntegra da nota mais abaixo.

“Considerando os fatos narrados, resolvo decretar o bloqueio das contas dos investigados até o montante de seis milhões de reais, correspondente aproximadamente ao montante total pago pela Sargeant Marine a título de comissão”, determinou Sérgio Moro no despacho em que permitiu as prisões.

Os bloqueios serão efetuados pelo Banco Central do Brasil (Bacen). Até a última atualização desta reportagem, os comprovantes não tinham sido anexados no processo eletrônico da Justiça Federal do Paraná.

Três pessoas foram presas nesta sexta, todas temporariamente, com o prazo de cinco dias, podendo ser prorrogado por mais cinco dias ou, então, transformada em prisão preventiva, que é por tempo indeterminado.

Foram presos:

Cândido Vaccarezza (44ª fase) – ex-deputado federal
Henry Hoyer de Carvalho (43ª fase) – operador financeiro
Márcio Albuquerque Aché Cordeiro (44ª fase) – ex-gerente da Petrobras

Outros alvos de mandado de prisão:

Dalmo Monteiro Silva (43ª fase) – ex-gerente da Petrobras – está no exterior
Luiz Eduardo Loureiro Andrade (44ª fase) – executivo da Sargeant Marine – está no exterior

A Polícia Federal (PF) pediu ainda a prisão de outro ex-gerente da Petrobras, Carlos Roberto Martins Barbosa (44ª fase), mas ele está hospitalizado, e o mandado não será cumprido.

Os presos serão levados para a carceragem da PF, em Curitiba.
Operação Lava Jato: entenda a 43ª e a 44ª fases

Operação Lava Jato: entenda a 43ª e a 44ª fases

Perfil de Vaccarezza

Cândido Elpídio de Souza Vaccarezza, 61 anos, foi duas vezes deputado estadual em São Paulo e outras duas deputado federal. Nos quatro mandatos era filiado ao PT. Em Brasília, foi líder do governo dos ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff. Ganhou fama de articulador hábil e ecumênico, com trânsito nas bancadas de partidos que tradicionalmente fazem oposição ao PT.

Vaccarezza ganhou espaço nas articulações do PT em Brasília a partir do vácuo provocado derrocada do ex-ministro José Dirceu, com o escândalo do mensalão, em 2005.

Apesar da carreira política construída em São Paulo, Vaccarezza nasceu na Bahia, onde iniciou a militância política no movimento estudantil. Participou da União Nacional dos Estudantes (UNE) e concluiu o curso de medicina na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atuou nos primórdios do PT em seu estado e migrou para São Paulo, na década de 1980, para fazer a residência médica. A partir dos anos 2000, conquistou seus mandatos eletivos.
Cândido Vaccarezza foi líder do governo dos ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff (Foto: Fernanda Calgaro / G1) Cândido Vaccarezza foi líder do governo dos ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff (Foto: Fernanda Calgaro / G1)

Cândido Vaccarezza foi líder do governo dos ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff (Foto: Fernanda Calgaro / G1)

Ex-secretário da Cultura Esportes e Lazer da cidade de Mauá (SP), chegou à Assembleia Legislativa como suplente. Em 2001, assumiu cadeira na Casa em razão de parlamentares petistas que ocuparam secretarias na gestão de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo. Em 2002, Vaccarezza ganhou a vaga de titular nas urnas. Em 2006 e 2010, elegeu-se deputado federal. Tentou um terceiro mandato em 2014, mas não conseguiu a nova reeleição.

O fracasso nas urnas acelerou o distanciamento de Vaccarezza do PT e ampliou as críticas dirigidas pelo político ao governo de Dilma Rousseff. Ele deixou o partido em 2016, após 35 anos de militância. Na oportunidade, anunciou apoio ao candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno.

Disposto a reconquistar o mandato, Vaccarezza filiou-se ao PTdoB e assumiu o diretório estadual da legenda, que recentemente mudou de nome para Avante.

O que diz a defesa de Vaccarezza

A defesa de Cândido Vaccarezza, por meio do advogado Marcellus Ferreira Pinto, esclarece, em nota, que:

“Cândido Vaccarezza nunca intermediou qualquer tipo de negociação entre empresas privadas e a Petrobras. A prisão foi decretada com base em delações contraditórias, algumas já retificadas pelos próprios delatores. A busca e apreensão excedeu os limites da decisão judicial, confiscando valores declarados no imposto de renda e objetos pertencentes a terceiros sem vínculo com a investigação. A defesa se manifestará nos autos e espera que a prisão seja revogada e as demais ilegalidades corrigidas.”

Outras suspeitas contra Vaccarezza

7 de março de 2015

STF divulga lista e autoriza investigação contra 47 deputados mencionados em delações premiadas na Operação Lava Jato. O nome de Cândido Vaccarezza aparece pela primeira vez como suspeito por desvio de recursos da Petrobras.

17 de junho de 2015

Vaccarezza foi à Polícia Federal depor sobre acusações de que teria recebido propina quando atuava na Petrobras. Na ocasião, o petista afirmou que as acusações contra ele eram inconsistentes.

3 de setembro de 2015

Polícia Federal conclui investigações contra Vaccarezza e afirma que haviam indícios de que Alberto Youssef, ex-doleiro do PP, pagou propina ao ex-deputado petista durante campanha eleitoral de 2010.

12 de janeiro de 2016

Em sua delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró relata que foi indicado à diretoria financeira da BR Distribuidora por gratidão do PT com ele, após reunião com Vaccarezza e outros políticos.

15 de março de 2016

TRE-SP rejeita contas da campanha eleitoral de 2014 de Cândido Vaccarezza. Segundo o tribunal, o petista deixou de informar despesas realizadas que foram encontradas pela Justiça Eleitoral.

15 de junho de 2016

Delator da Lava Jato, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou aos investigadores que Vaccarezza recebeu R$ 500 mil de propina desviada da Petrobras.

12 de abril de 2017

Relator da Lava Jato no STF, o ministro Edson Facchin pede abertura de inquérito contra Cândido Vaccarezza e mais 38 deputados. A suspeita é de que o ex-deputado do PT tenha pedido propina à Odebrecht em troca da aprovação de um investimento pela Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

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Posted on 18-08-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-08-2017


La Rambla: ataque à alma e coração de Barcelona
SERGIO PEREZ REUTERS


DO EL PAÍS

OPINIÃO

Juan Arias

Dói em mim essa Barcelona ensanguentada e ultrajada por um terrorismo sem bússola, que mata sem campo de batalha gente inocente e indefesa. Ainda muito jovem vivi e trabalhei em Barcelona, essa cidade que é difícil não amar porque é um luxo de arte e beleza. Tinha acabado de concluir em Roma meus estudos universitários e Barcelona meu primeiro campo de aprendizagem humana.

Onde hoje está localizada a redação da edição catalã do EL PAÍS existia a favela de La Bomba. Eu ensinava em uma escola de religiosos na calle Muntaner. Com um grupo de universitários voluntários começamos um trabalho social naquela favela. Foi ali então que descobri que é nas casas dos pobres onde sempre há lugar para mais um. Toda vez que nos deparávamos com uma pessoa que não tinha onde dormir, depois de telefonar em vão para os conhecidos das casas grandes do centro da cidade, que sempre estavam “cheias”, nós a levávamos à favela. Até mesmo de noite sempre encontrávamos lugar. Aquela gente juntava um pouco mais seus colchões e sem mais perguntas abria espaço para o desconhecido. Era então uma cidade sem violência.

Pode parecer uma nimiedade, mas hoje agradeço àquela cidade por ter me forjado. Barcelona é uma cidade onde talvez a metade de sua gente chegou de outras partes da Espanha. É multicultural, trabalhadora, séria e com um amor particular pelo desenho e a arte.

Hoje, Barcelona e a Catalunha, uma região que foi uma fortaleza contra a ditadura do general Francisco Franco, que lhe impedia de usar a própria língua – o catalão, diferente do espanhol –, vivem um momento político delicado em razão da tentativa do Governo regional de iniciar um processo para declarar sua independência da Espanha. Não seria impossível que os que urdiram a tela do sangrento atentado tenham usado este momento para feri-la duplamente. O atentado de Barcelona é assim uma agressão à Espanha como um todo. Uma forma de envenenar a convivência e por isso duplamente execrável. Nestas horas de horror terrorista, que Madri já viveu há 13 anos com um saldo então de 192 mortos e mais de mil feridos por uma série de bombas em quatro trens, estou certo de que a Espanha inteira abrirá um parêntesis na luta política para abraçar a dor dos catalães.

O novo terrorismo mundial vai cercando cada dia mais a Europa e o mundo. Existe o perigo de querer responder com nova violência, que só faria piorar a situação. Esta é mais a hora de refletir sobre a força da paz e do diálogo junto com a vigilância internacional, para evitar uma epidemia terrorista cujos limites podem ser catastróficos. O Brasil tem até agora a sorte de estar livre deste tipo de terror mundial. Não está, porém, livre da violência, muito vinculada ao tráfico de drogas, que acaba produzindo mais mortos que o próprio terrorismo. Também o Brasil, para manter distante o perigo de contágio do terrorismo, tem de apostar no diálogo e na convivência pacífica. Os incêndios começam com uma simples fagulha antes de se agigantar. O melhor caldo de cultivo da violência, de todas as violências, começa ao nosso lado, na família, no Congresso, nas redes sociais, na intemperança verbal, na incapacidade de dialogar com as diferenças, na aceitação do outro.

Que o atentado de Barcelona, uma cidade amada pelos brasileiros, ajude este país a refletir sobre a intemperança nas relações e o envenenamento na política. Comecemos a criar a tribo dos que rejeitam qualquer violência e intolerância. Só a paz cria sonhos tranquilos. A violência engendra sempre monstros e nos transforma neles, como na metamorfose de Kafka.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Casamento não durou nem seis meses”

O Globo:

“O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou nesta quinta-feira, por meio de sua assessoria, que não sentiu necessidade de se declarar suspeito para julgar o habeas corpus para libertar o empresário de ônibus Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira.

Em 2013, o ministro e a mulher, Guiomar Mendes, foram padrinhos de casamento da filha de Jacob Barata Filho com um sobrinho de Guiomar. Segundo a assessoria de imprensa do ministro, o casamento ‘não durou nem seis meses’. Pelas regras de suspeição, um juiz não pode atuar em processo por motivo de foro íntimo – que poderia ser, por exemplo, por amizade ou inimizade em relação a uma das partes envolvidas.”