DO BLOG O ANTAGONISTA

URGENTE: BRUNO VOLTARÁ PARA A PRISÃO

A Primeira Turma do STF acaba de formar maioria para derrubar a liminar de Marco Aurélio Mello que soltou Bruno.

Luiz Fux também votou para que o goleiro volte para a cadeia: 3 a 0.

O ministro ressaltou a crueldade do crime cometido pelo condenado: “O corpo não foi encontrado”.

“Não são fatos de mídia, não. São fatos gravíssimos”, disse Fux. “Esse tipo de crime tem de ser punido de forma exemplar.”


Do site …rastros de carmattos (enviado ao site blog Bahia em Pauta pela jornalista Olívia Soares.).

Cinco vezes Guido Araújo

Guido Araújo, o mui estimado cineasta, agitador cultural e criador das lendárias Jornadas de Cinema da Bahia, ganha sua maior homenagem nesta terça-feira,25, em Salvador. No não menos lendário Cine Glauber Rocha (ex-Guarani), será lançada a série O Senhor das Jornadas, cinco episódios de 26 minutos contando a história desse guerreiro, hoje com 83 anos.

A série é mais um belo serviço do cineasta e produtor Jorge Alfredo Guimarães (Samba Riachão), criador do site Caderno de Cinema, à memória e à atualidade do cinema baiano. Ele já havia promovido uma mostra de filmes do Guido e lançado um DVD e um catálogo com sua obra. O Senhor das Jornadas vem recuperar o conjunto de suas atividades ao longo de mais de meio século.

Guido aparece passeando por suas memórias. Passeando literalmente com sua bengala pelos cenários de sua infância, de seus filmes, das Jornadas e de suas andanças pelo Brasil. Nos dois primeiros episódios, o vemos na natal Castro Alves (BA), em locais de cinefilia de Salvador – onde frequentou o histórico Clube de Cinema da Bahia – e no Rio de Janeiro. Num reencontro emocionado com Nelson Pereira dos Santos, são recordadas suas participações na equipe de Rio 40 Graus e Rio Zona Norte, assim como na campanha pela liberação de Rio 40 Graus junto à censura, esta a primeira grande batalha de resistência cultural do cinema brasileiro.

Se dispusesse de recursos menos parcos, certamente Jorge Alfredo teria levado Guido de volta também à antiga Tchecoslováquia, onde ele passou oito anos estudando cinema e atuando como tradutor e divulgador de filmes brasileiros. Ao retornar ao Brasil em 1967, movido pela saudade do cheiro das flores da Ladeira da Barra, estava pronto para a militância por um cinema alinhado com o humanismo de esquerda.

Na série, um mosaico de depoimentos, cenas de filmes e materiais de arquivo mantém a Jornada Internacional de Cinema da Bahia sempre em perspectiva. Diversos realizadores, baianos ou não, falam do papel civilizador do festival e de seu pioneirismo em abraçar o curta-metragem, o documentário e o cinema de animação em pé de igualdade com os longas de ficção. Foi na segunda Jornada, em 1973, que se fundou a Associação Brasileira de Documentaristas, efeméride que merecia menção mais detalhada na série.

O terceiro episódio, especialmente interessante, mergulha na Trilogia dos Saveiros, formada pelos curtas Maragogipinho, Feira da Banana e A Morte das Velas do Recôncavo. Esses clássicos curtas documentais de Guido dão margem a uma discussão sobre a linguagem do documentário, com Silvio Tendler e Edgard Navarro terçando argumentos sobre a conveniência da narração em voz over.

Nos dois últimos episódios são abordados outros curtas de Guido e desfiadas saborosas memórias das Jornadas. A Cantina da Lua, ponto vital da cultura negra em Salvador, serve de décor para conversas com Maria do Rosário Caetano e Octavio Bezerra. Também Orlando Senna, Pola Ribeiro, José Araripe Jr., Alba e Chico Liberato (este responsável pela identidade visual dos festivais) se juntam ao coro de lembranças e admiração pelo Senhor das Jornadas.

O ocaso da Jornada após 39 edições, ironicamente com o PT no governo estadual, deixou um rastro de tristeza e indignação em parcela importante do cinema brasileiro. Com seu lema “Por um mundo mais humano”, talvez o sonho de Guido tenha perdido mesmo seu sentido nos dias que correm. Ou talvez, por isso mesmo, seja tão necessário quanto na época em que surgiu, em meio à ditadura militar. A afetuosa série de Jorge Alfredo nos faz pensar sobre isso.

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BAHIA EM PAUTA RECOMENDA, VIVAMENTE. TODOS AO CINE GLAUBER, NESTA TERÇA-FEIRA, 20 HS. ( Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

Afonso Benites

Brasília

A campanha presidencial de 2018 já começou para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-presidente do Brasil é a única alternativa viável do Partido dos Trabalhadores e, por isso, a cada evento, tem reforçado seu discurso de presidenciável. As críticas à operação Lava Jato, da qual é um dos principais alvos, também só crescem.

Em um eloquente discurso para petistas durante um seminário sobre economia em Brasília, nesta segunda-feira, Lula disse que está com “vontade de brigar”, que na disputa eleitoral do ano que vem vai defender seu legado apresentando propostas melhores do que as que marcaram os Governos petistas e cobrou a eleição de parlamentares diferentes dos que foram eleitos em 2014. O atual Congresso Nacional é considerado um dos mais conservadores das últimas décadas e foi o responsável por aprovar o impeachment de Dilma Rousseff (PT), a impopular sucessora e afilhada política de Lula na presidência.

“Se tudo der certo e eu possa ser candidato, eu não posso ser candidato para dizer apenas o que eu já fiz. Eu tenho de fazer um pouco mais. Porque, se alguém se separar da mulher, ou a mulher do homem, e depois de dez anos quiser voltar para fazer a mesma coisa, não vai dar jogo. Alguém tem de ter melhorado”, afirmou o ex-presidente.

Como exemplo, no seu discurso aos militantes, Lula disse que em seu eventual terceiro mandato o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltará a financiar as empresas, que o Banco do Brasil terá um papel de estimulador da sociedade e que as relações internacionais focarão a relação do Brasil com a América Latina e com a África. Afirmou ainda que apresentará um projeto de regulação da mídia, um de seus lemas eleitorais do início da década de 1990 que ele não conseguiu implantar nos seus oito anos de governo (2003-2010).

Sem citar nomes, o ex-presidente ainda disse que é inaceitável que um fascista ou um nazista seja indicado como candidato à Presidência. Falou também que considera a gestão Michel Temer (PMDB) ilegítima e uma das alternativas para o Brasil deixar estancar uma crise política seria a antecipação das eleições previstas para o ano que vem.
“Sem falatório”

Ao tratar de operações policiais – ele réu em cinco ações penais por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro e corrupção – o ex-presidente disse que chegou a hora de acabar com o “falatório” de delatores. “Está chegando a hora de parar com o falatório e mostrar a prova. Acho que está chegando a hora que a prova tem de aparecer em cima do papel. Eu quero que eles mostrem um real em uma conta minha fora desse país ou indevida”, disse para depois completar: “Provem um desvio meu de conduta de quando eu era presidente ou não era presidente”. Lula é um dos citados na lista dos delatores da empreiteira Odebrecht.

Na semana passada, o empreiteiro Ademário Pinheiro Filho, conhecido como Léo, afirmou ao juiz Sergio Moro, da Lava Jato, que a empresa da qual é sócio, a OAS, pagou propina ao ex-presidente em um esquema de corrupção ligado à Petrobras. Ele acusou Lula de pedir que destruísse provas de pagamentos indevidos ao PT.

O petista aproveitou o espaço de debates do PT para dizer que não vê problemas em um eventual adiamento de sua oitiva pelo juiz Moro, em Curitiba (PR). O depoimento dele estava agendado para o próximo dia 3 de maio, mas devido às promessas de protestos de militantes pró e contra Lula agendados para essa data, o magistrado analisa a possibilidade de adiar essa audiência. “Quero comparecer porque é a primeira grande oportunidade que eu não vou ser atacado pelas revistas e pelas televisões. Eu vou ter, de viva voz, o direito de me defender. No meu primeiro momento, o horário é meu. Faz três anos que eu estou só ouvindo”, afirmou.

abr
25

“Outono” , uma canção da estação, de Rosa Passos e Fernando Oliveira,para abrir a terça-feira no BP.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

abr
25

DO G1/BLOG DE ANDREIA SADI

A marqueteira Monica Moura disse na ação do TSE que julga a cassação da chapa Dilma-Temer que discutiu diretamente com a ex-presidente pagamentos de caixa um e caixa dois na campanha de 2014.

Segundo depoimento de Monica, a conversa com Dilma aconteceu no Palácio do Planalto. Depois, a marqueteira foi encaminhada para acertar pagamentos por fora com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Mantega encaminhou, então, a marqueteira para a Odebrecht, que cuidou dos pagamentos por fora.

João Santana também falou na ação do TSE.

Diferentemente do que aconteceu na campanha de 2010, Dilma teria dito ao marqueteiro que ela cuidaria da campanha de 2014.

Segundo os marqueteiros, foram cobrados R$ 105 milhões na campanha de 2014 pelos serviços prestados pela dupla: R$ 70 milhões declarados e R$ 35 milhões por caixa dois.

Mas eles não teriam recebido todo o valor por fora.

Nas contas dos marqueteiros, dos R$ 35 milhões do caixa dois eles dizem ter recebido cerca de R$ 10 milhões.

Motivo: a Lava Jato.

O relato dos marqueteiros registra que o valor seria pago em 2015, mas, com o avanço das investigações da Lava Jato, o pagamento foi sendo adiado.

Com a prisão de Marcelo Odebrecht, a situação complicou ainda mais. E o responsável pelo setor de propinas da construtora Fernando Migliaccio, foi transferido do Brasil. Era Migliaccio o responsável por pagar a marqueteira.

Desta forma, afirmam os marqueteiros, a Odebrecht não pagou o que faltava


DEU NO JORNAL “PÚBLICO” ( DE LISBOA)

Na primeira aparição pública depois de ter deixado a presidência dos Estados Unidos, Barack Obama evitou o tema “Trump” e optou por sublinhar a importância do interesse e da participação dos jovens na política, aproveitando ainda para deixar um alerta sobre as partilhas nas redes sociais. O encontro, que aconteceu esta segunda-feira na Universidade de Chicago, juntou em palco dirigentes estudantis e jovens universitários para “uma conversa sobre o desenvolvimento comunitário e o envolvimento cívico” dos jovens, de acordo com o programa do evento. É um primeiro acto da agenda pós-presidencial de Obama, com o chefe de Estado a eleger a preparação das próximas gerações de líderes políticos como um dos seus principais projetos para os próximos anos.

Durante a sua intervenção, Obama deixou um alerta sobre os conteúdos que se partilham nas redes durante a juventude, que podem ter consequências na reputação pessoal para o resto da vida. “É verdade que se houvesse fotografias de tudo o que eu fiz durante o ensino secundário, provavelmente não teria sido Presidente dos Estados Unidos”, disse Barack Obama, que já tinha admitido em diversas ocasiões que, na juventude, consumia drogas leves – um hábito que, nos EUA, ainda costuma ter um preço político. “Aconselho-vos que seja um bocadinho mais prudentes em relação às vossas selfies e àquilo que fotografam”, acrescentou.

Perante a plateia estudantil, Obama enumerou a desigualdade económica, as alterações climáticas ou o aumento da violência como temas que o preocupam e que deve ocupar os seus sucessores. “A coisa mais importante que posso fazer é ajudar a preparar a próxima geração de líderes a assumir o testemunho e tentarem a sua sorte em mudar o mundo”, disse o ex-presidente.

Apesar das sucessivas tentativas do atual Presidente dos EUA de alterar algumas leis implementadas durante a presidência de Obama, o antigo chefe de Estado não fez – durante os 90 minutos da conversa – qualquer menção a Donald Trump. Ainda assim, mencionou o atual momento político ao dizer os jovens norte-americanos são capazes de criar pontes que combatam a divisão ideológica sentida no país.

Desde que deixou a Casa Branca, Obama tem viajado pelas Caribe, Califórnia, Ilhas Virgens Britânicas e Polinésia Francesa. O exPresidente regressa agora à esfera pública depois das férias que gozou desde a tomada de posse de Donald Trump a 20 de Janeiro.

Depois deste encontro com os estudantes na Universidade de Chicago, Obama tem agendada uma participação numa cerimónia de entrega de prêmios em Boston e dará palestras pagas nos Estados Unidos e na Europa. O ex- Presidente dos EUA começou também a trabalhar no seu livro de memórias.

abr
25
Posted on 25-04-2017
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-04-2017


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

abr
24

Jerry Adriani, para lembrar sempre. Reproduzido do blog de Maria Aparecida Torneros , no Rio de Janeiro, onde Jerry foi sepultado nesta tarde de segunda-feira de abril.

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)


CRÔNICA DE ADEUS

Rosas Rubras e aplausos para Jerry Adriani

Vitor Hugo Soares

Ao retornar a Salvador de uma viagem a Buenos Aires, em 14 de março de 2011, registrei neste site blog, no dia seguinte, o encontro com o cantor Jerry Adriani (artista que sempre ouvi, admirei e cuja carreira segui de perto ou de longe do começo ao fim), durante  parada para trocar de avião no Aeroporto de Guarulhos, em Sampa. Casual, rápido, mas marcante para o rodado jornalista e fã. Escrevi, então:

Simpático, atencioso, sempre brincalhão e espontâneo (como só conseguem ser os grandes artistas), lá estava ele, um dos ícones do movimento Jovem Guarda que abalou a música brasileira nos Anos 60/70, encabeçado pelo rei Roberto Carlos, em conversa animada com o ex-presidente da UNE e ex-líder estudantil em Salvador, Javier Alfaya, que também retornava de viagem à capital portenha.

Javier viu o grupo de baianos na espera da liberação das bagagens e puxou o artista para cumprimentos e para ocupar o centro das atenções e do papo em Guarulhos. Pura emoção, a começar por Márcia, moderadora do Bahia em Pauta, que não fazia nenhuma questão de disfarçar o encantamento no inesperado reencontro com o ídolo de sua juventude.

A fã confessou a foto no pequeno binóculo que carregou durante anos na bolsa de jovem adolescente. Jerry se desmanchou em gentilezas e atenção diante do pedido de Marcia para uma foto ao lado da fã e do grupo de admiradores da Bahia. E o tempo deu a volta de um jeito muito bom e agradável.
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Em junho do ano passado, nos festejos juninos em Irecê, um novo (e emocionante) encontro. Ídolo de primeira grandeza até a morte na progressista cidade do sertão baiano, Jerry se apresentou no Forró do Mercadão, no dia de São João, de grandes festejos. Uma apresentação memorável – alegre e comovedora ao mesmo tempo – de um artista completo em seu ofício: versátil, carismático, inteligente, íntegro, singular e plural no repertório e nas interpretações, mas sem perder a simplicidade e a simpatia jamais.

Antes mesmo de subir ao palco, foi aclamado pela multidão que o aguardava, na expectativa correspondida de outro grande show, a exemplo do que ele realizara no mesmo local, um ano antes. Gente de todas as idades vibrava igualmente e cantava com uma das maiores estrelas da Jovem Guarda.

De volta a Irecê, Jerry Adriani fez uma apresentação para jamais ser esquecido. Embalou, enterneceu e fez dançar com sua voz e interpretações únicas, grandes clássicos de sua fantástica carreira. Das românticas canções italianas (do seu primeiro disco), aos hits da Jovem Guarda e sucessos com o amigo e parceiro baiano, Raul Seixas. De “Doce, Doce Amor”, “Querida”, e “Rosas rubras pra ti”, ao pout-pourri recheado do melhor Rock and roll brasileiro e internacional.

Tinha muita gente no Mercadão de Irecê e não foi possível um novo abraço, como o do aeroporto de Guarulhos, que gostaria de ter dado no fabuloso artista da minha juventude. A sua partida , neste domingo, 23, de tristeza, impede o abraço guardado para o São João em Irecê este ano, que acho não irei mais. Rosas rubras e abraços eternos para Jerry Adriani.

(Vitor Hugo Soares)

Magnífico Jerry Adriani!!! Artistas como você e Raul não morrem, ficam encantados na memória das legiões que vocês cativaram eternamente em suas passagens. Bravo, Jerry. Para sempre.

BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)