“Não tenho medo da morte”, Gilberto Gil: no tributo do Bahia em Pauta ao talentoso mestre do humor, da escrita, da arte e da inteligência nacional, vai nesta sábado de enorme tristeza e luto, a canção do imortal baiano da Academia Brasileira, que impactou o Gordo e o público no encerramento do programa em que Gil deu esplêndida e profunda entrevista. Adeus JÔ.

Viva o Gordo. Saudades.

Vitor Hugo Soares

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  “Não tenho medo da morte
Mas sim medo de morrer
Qual seria a diferença
Você há de perguntar
É que a morte já é depois
Que eu deixar de respirar
Morrer ainda é aqui
Na vida, no Sol, no ar
Ainda pode haver dor
Ou vontade de mijar
A morte já é depois
Já não haverá ninguém
Como eu aqui agora
Pensando sobre o além
Já não haverá o além
O além já será então
Não terei pé nem cabeça
Nem fígado, nem pulmão
Como poderei ter medo, hein
Se não terei coração?
Não tenho medo da morte
Mas medo de morrer, sim
A morte é depois de mim
Mas quem vai morrer sou eu
Derradeiro ato meu
E eu terei de estar presente
Assim como um presidente
Dando posse ao sucessor
Terei de morrer vivendo
Sabendo que já me vou
Aí nesse instante, então
Sentirei quem sabe um choque
Um piripaque, um baque
Um calafrio ou um toque
Coisas naturais da vida
Como comer, caminhar
Morrer de morte matada
Morrer de morte morrida
Quem sabe eu sinta saudade, hein
Como em qualquer despedida
Fonte: LyricFind
Compositores: Gilberto Passos Gil Moreira
Letra de Não tenho medo da morte © Sony/ATV Music Publishing LLC

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