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Postado em 12-07-2022
Arquivado em (Artigos) por vitor em 12-07-2022 00:30

 

Estudo científico publicado nesta segunda-feira, 11, no Journal of Personality and Social Psychology, da Associação Americana de Psicologia

AE
Agência Estado
 

 (crédito: Reprodução/Pixabay)

(crédito: Reprodução/Pixabay)

Imagine a cena: você acabou de passar por um café e se lembrou de um amigo distante, com quem costumava frequentar aquela loja no passado. Faz tempo que vocês não se falam. Mandar ou não uma mensagem dizendo que se lembrou dele? Retomar um contato social após um longo período de afastamento pode parecer desconfortável, afinal não sabemos exatamente como aquela mensagem ou ligação será recebida.

Uma pesquisa científica, porém, dá motivos para não ter medo de mandar um “oi, sumido” ou ligar para um amigo com quem não se fala há muito tempo: você pode estar subestimando o quanto esses gestos serão bem recebidos do outro lado.

A pesquisa realizada por cientistas americanos tentou medir o quanto as pessoas gostam de receber um gesto de amizade, como uma mensagem do tipo “Me lembrei de você”. Para isso, os pesquisadores fizeram experimentos com 5,9 mil participantes.

Em um desses testes, os participantes enviaram um bilhete ou um pequeno presente para alguém de seu círculo social com quem não interagiam há algum tempo. Os participantes que iniciaram o contato tinham de avaliar em uma escala de 7 pontos o quanto eles achavam que o destinatário apreciaria o contato. Após o envio das notas/presentes, os pesquisadores também pediram aos destinatários que avaliassem como eles, de fato, receberam o agrado.

Em outro experimento, metade dos participantes tinha de se lembrar da última vez em que entraram em contato com alguém de seu círculo social só para mandar um “oi” após um período prolongado de distância. A outra metade dos participantes deveria se lembrar de uma situação semelhante em que alguém os procurou. Ambos os grupos avaliaram as experiências. Em todos os experimentos, aqueles que iniciaram a comunicação subestimaram o quanto os destinatários gostariam do contato.

Os autores lembram que as conexões sociais são importantes para o bem-estar emocional das pessoas. Elas protegem, inclusive, de situações de estresse e ansiedade. No entanto, é comum que as pessoas se desconectem de amigos e conhecidos com quem tinham interações agradáveis se nenhuma das partes toma a iniciativa.

Para os pesquisadores, os resultados mostram que as hesitações são desnecessárias e passam uma mensagem para a retomada das relações sociais no pós-pandemia. “Para aqueles que estão retomando interações sociais com cautela e apreensão, sentindo-se fora de forma e inseguros, nosso trabalho fornece evidências robustas e dá uma luz verde para ir em frente e surpreender alguém. Isso será mais apreciado do que se pensa”, escrevem os autores.

A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira, 11, no Journal of Personality and Social Psychology, da Associação Americana de Psicologia. Os autores reconhecem limitações do estudo: por exemplo, não foram avaliados contatos com alguma carga negativa ou que causassem surpresas potencialmente desconfortáveis, como mandar um buquê de flores caro para alguém que não se conhece muito bem.

“Pesquisas futuras podem examinar contextos de interações negativas anteriores”, avaliam os autores. Outra possibilidade de estudo é avaliar o quanto essas mensagens simples, de retomada de contato, se convertem, de fato, em maior proximidade entre as partes.

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