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Postado em 05-07-2022
Arquivado em (Artigos) por vitor em 05-07-2022 01:48

DO CORREIO BRAZILIENSE

A proposta de regulação da mídia foi reapresentada pelo PT ao grupo de trabalho interpartidário que elaborou o plano de governo da chapa Lula-Alckmin

VD
Vinicius Doria
 

 (crédito: AFP)

(crédito: AFP)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato da coligação PT-PSB à Presidência nas eleições deste ano, retomou de forma mais constante a defesa de uma bandeira que o acompanha desde a primeira vez que disputou o cargo, em 1989: a regulação dos meios de comunicação — também tratada no jargão da esquerda como controle social da mídia. Em declarações recentes, ele voltou a criticar a concentração econômica do setor.

Na quarta-feira da semana passada, em entrevista, Lula declarou que esse assunto deverá ser objeto de debates com a sociedade civil e com o Poder Legislativo, reduzindo o papel do chefe do Executivo. “Quem vai regular é a sociedade brasileira, não será o presidente da República”, disse. Mas, em agosto do ano passado, em entrevista concedida em São Luís, Lula declarou “compromisso público de que vamos fazer um novo marco regulatório dos meios de comunicação”.

A proposta de regulação da mídia foi reapresentada pelo PT ao grupo de trabalho interpartidário que elaborou o plano de governo da chapa Lula-Alckmin, mas, na versão final do documento, a tese foi amenizada. Elaborada pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, a proposta inicial pregava que “a liberdade de expressão não pode ser privilégio de alguns setores, mas um direito de todos.

Segundo participantes do grupo de trabalho que elaborou a versão final do documento, o tema sequer chegou a ser posto em debate pelos partidos aliados. Mas, após passar pela avaliação de Lula e de seu pré-candidato a vice, Geraldo Alckmin, o texto foi alterado e divulgado sem o trecho que tratava da concentração econômica. Foi incluída, porém, na versão definitiva, uma salvaguarda ao trabalho jornalístico. O plano preconiza que “a democracia clama pela mais ampla liberdade de imprensa”.

Mesmo assim, Lula mantém a opinião de que a concentração econômica do setor deve ser objeto de discussão no próximo governo. “Jornal e revista são problemas do dono, faça o que quiser, escreva o que quiser. Mas, àquela mídia que é uma concessão do Estado, é preciso que a gente coloque a sociedade para discutir como é que pode democratizar melhor”, sugere.

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