Ao pé do caboclo – Deixe sua opinião | Salvador : Cidade Capital Cidade Patrimônio
Campanha presidencial vai ao pé do Caboclo no 2 de Julhos em Salvador.

ARTIGO DA SEMANA

Tebet pisa devagar no chão da guerra Bolsonaro x Lula

Vitor Hugo Soares

A senadora Simone Tebet(MDB-MS) entrou na pré-campanha presidencial sem alarde e pisando no  chão “devagarinho”, da lição dos versos de “Foram me Chamar”, consagrados no samba de Dona Ivone Lara. Aposta da coalizão MDB-PSDB, ela  chegou quase em silêncio no meio do barulho nacional, ampliado em muitos decibéis na quarta-feira, 22, com a prisão em Santos , do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, na operação que investiga corrupção no MEC. Depois de passar a noite na carceragem da PF na capital paulista, foi solto na quinta, 23, graças a um pedido de Habeas Corpus, despachado pelo desembargador do TRF1, Ney Bello. O estrago moral e político, porém, já estava consumado.

Acabou a história de que ninguém foi preso por corrupção no governo Bolsonaro (PL). Pois é, foram presos  cinco de uma vez. Um deles, aquele por quem o presidente prometia “botar a cara no fogo”. O fato, soma-se  aos inúmeros  tiros no pé com espingarda de caçador bissexto, do morador do Alvorada no palanque  há tempo,  para mandar por mais  4 anos nas eleições de outubro.

Há também, diga-se a bem dos fatos, os disparos erráticos com armas de cano torto, do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na liderança confortável até aqui das pesquisas de opinião. Mas que começa a acumular  desgastes e a deixar de cabelo em pé, coordenadores da campanha petista.Na linha de frente da pré-campanha preocupa, em geral, declarações enviesadas, desconexas, polêmicas no pior sentido do termo.A começar pela beligerante relação com a imprensa e ao tratar de política externa e de questões mais sensíveis da economia e dos costumes.

Se não bastasse, é anunciada com trompas e rufar de tambores bélicos, a “Batalha do 2 de Julho 2022”, em Salvador,  semana que vem, durante os desfiles cívicos da data magna local  –  termômetro político de prestígio e aprovação  eleitoral. Previstas as presenças de Lula e Bolsonaro, acompanhados de suas respectivas militâncias partidárias, no confronto pela aprovação popular nas ruas históricas, ladeiras e avenidas  na capital . Se não houver desistência de uma das partes, promete ser  um embate de fazer tremer o chão do Campo Grande, na chegada do carro da Caboclo e da Cabocla, ao Panteão dos simbólicos heróis nativos das lutas libertárias da Bahia.

E assim como quem não quer nada – mas querendo, e muito – desponta no cenário nervoso e inflamado do  País, a face serena e conciliadora de Simone Tebet. Mulher e líder que vem das terras do agro-negócio no Mato Grosso do Sul, Procedente da melhor estirpe de resistentes à ditadura no seu estado. Filha dileta do ex-senador Ramez Tebet, ex-presidente do Senado de firme e combativa linha de pensamento e luta do deputado ex-presidente da Câmara, Ulysses Guimarães. Além disso, líder que já ocupou  quase todas as posições de comando e administração em seu estado. Foi a primeira de seu gênero a presidir a referencial Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e teve  destacado e decisivo papel à frente da comissão feminina na CPI da Covid 19. Na entrevista a Renata Lo Prete, para O Assunto, podcast da Globo, ao anunciar as duas principais bandeiras da campanha e eventual governo: “Desmatamento Zero” – “garantir que não se derrube uma árvore de forma ilegal no Brasil” – e “Erradicar a miséria”. Ponto, por enquanto, que o espaço acabou. O resto a conferir.
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Pagode da Dona Ivone”, de Mauro Diniz: um samba em justo louvor à grande dama da Serrinha, em Madureira, para alegrar o último domingo junino de 2022. Maravilha de composição e interpretação de Mauro Diniz. Confira,

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares))

jun
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Posted on 26-06-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-06-2022
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Em palestra na Universidade de Oxford, no Reino Unido, o ministro do STF defendeu o processo eleitoral brasileiro
Barroso: “Vivemos um déficit imenso de civilidade”
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Luís Roberto Barroso (foto), do STF, afirmou neste sábado (25), durante evento na Universidade de Oxford, que o pensamento conservador no Brasil foi “capturado pela grosseria, ofensa e falta de respeito”. A declaração ocorreu depois de ele ser interrompido em palestra na qual ele defendia o processo eleitoral do país.

Barroso relatava que, quando presidiu o TSE, impediu o “abominável retrocesso que seria a volta do voto impresso com contagem pública manual”. Ele foi interrompido nesse momento por duas pessoas que disseram ser “mentira” que os críticos das urnas pedem contagem manual.

“Com todo respeito, se você entrar em qualquer lugar, vai ouvir do presidente da República [Jair Bolsonaro], e da autora da proposta, que queria voto impresso com contagem pública manual. Esse é um fato. A partir daí, cada um pode achar o que quiser, mas esse é um fato”, respondeu Barroso.

Ele acrescentou: “Esse é um dos problemas que nós estamos vivendo no Brasil, um déficit imenso de civilidade.”

“Precisamos resgatar a capacidade de divergir com respeito, viramos um país de ofensas.”

jun
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Posted on 26-06-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-06-2022
Charge do Gilmar Fraga do dia 24/06/2022 - Gilmar Fraga/Agência RBS<!-- NICAID(15132417) -->

Gilmar Fraga: no jornal Zero Hora

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Posted on 26-06-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-06-2022

EUA

DO CORREIO BRAZILIENSE

A lei introduz novas restrições ao porte de armas e destina bilhões de dólares para saúde mental e segurança escolar.

AF
Agência France-Press

 (crédito: Mario Tama/Getty Images/AFP)

(crédito: Mario Tama/Getty Images/AFP)

Washington, EUA – Joe Biden assinou neste sábado (25/6) a lei que visa estabelecer a regulamentação das armas de fogo, a mais importante em quase 30 anos, mas que permanece muito abaixo das aspirações do presidente americano.

“Embora essa lei não cubra tudo o que eu quero, ela inclui medidas que venho pedindo há muito tempo e que salvarão vidas”, disse o presidente na Casa Branca antes de voar para Israel e Europa.

A norma, apoiada por legisladores democratas e republicanos e aprovada pelo Congresso na sexta-feira, introduz novas restrições ao porte de armas e destina bilhões de dólares para saúde mental e segurança escolar.

A iniciativa parlamentar foi lançada após dois massacres ocorridos em maio, o de uma escola primária em Uvalde, Texas, em que morreram 21 pessoas, incluindo 19 crianças, e o de um supermercado em Buffalo, no estado de Nova York, em que 10 negros foram mortos.

O texto visa fortalecer a verificação de antecedentes criminais e psicológicos para compradores de armas de 18 a 21 anos e estabelecer um melhor controle da venda ilegal de armas e o financiamento de programas dedicados à saúde mental.

Biden também pretendia proibir fuzis de assalto. Referindo-se à dificuldade de aprovar legislação sobre um assunto tão delicado em um Congresso dividido, o presidente chamou a nova legislação de “monumental”.

A mensagem das vítimas do tiroteio, disse ele, era “‘faça alguma coisa (…), droga, faça alguma coisa’. Bem, hoje fizemos alguma coisa”. “Sei que ainda há muito trabalho a fazer e nunca vou desistir”, acrescentou.

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