IMPACTANTE, CORAJOSO, CONTUNDENTE  E OPORTUNO ARTIGO DO ESCRITOR  E EMPRESÁRIO, JOACI GÓRD, ATUAL DIRETOR PRESIDENTE DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA , PUBLICADO ORIGINALMENTE NA COLUNA PONTO DE VISTA, DA TRIBUNA DA BAHIA. QUE O SITE BLOG  BAHIA EM PAUTA REPRODUZ NESTA SEGUNDA-FEIRA,19 DE JUNHO.
“A ROTA DO ABISMO”, QUE VAI COMPARTILHADO COM AMIGOS, LEITORES E OUVINTES NO FACEBOOK. A PARTIR DA CITAÇÃO DO ARTIGO “A CAMINHO DO BREJO”, ASSINADO PELA BRILHANTE COLUNISTA CORA RONÁI, DENUNCIANDO A TEMERÁRIA DECADÊNCIA DA SOCIEDADE BRASILEIRA”, JOACI DISCORRE SOBRE E TEMA COM A HABITUAL COMPETÊNCIA E SEM MEIAS PALAVRAS PALAVRAS. COMEÇA POR LEMBRAR:” ESTA NÃO É UMA  UMA PREOCUPAÇÃO RECENTE DE BRASILEIROS ILUSTRADOS. JÁ EM 1908, O HISTORIADOR CEARENSE CAPISTRANO DE ABREU(153 – 1927) PROPÔS QUE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA TIVESSE APENAS ARTIGO: “TODO BRASILEIRO É OBRIGADO A TER VERGONHA NA CARA,pARÁGRAFO úNICO: REVOGAM-SE TODAS AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO”. NA MOSCA! ABAIXO O TEXTO DE JOACI GÓES, NA ÍNTEGRA. BOA LEITURA E ÓTIMA SEMANA. (Vitor Hugo Soares).
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Deputado Federal JOACI GÓES - Portal da Câmara dos Deputados

ARTIGO/ PONTO DE VISTA

A rota do abismo

Por Joaci Góes

Ao íntegro Ministro Washington Bolívar.

O renomado baiano e ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça Washington Bolívar enviou-nos cópia do lapidar artigo A caminho do brejo, da conhecida escritora e jornalista Cora Rónai, filha do polímata húngaro que se radicou no Brasil, Paulo Rónai (1907-2002), publicado em O Globo da última segunda-feira, quando denuncia a temerária decadência da sociedade brasileira.

Esta não é uma preocupação recente de brasileiros ilustrados. Já em 1908, o historiador cearense Capistrano de Abreu (1853-1927) propôs que a Constituição Brasileira tivesse apenas um artigo: “Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara. Parágrafo único: Revogam-se as disposições em contrário”.

Apesar de todos os percalços, mercê, em grande medida, de grandes riquezas naturais e do empenho de alguns notáveis brasileiros, nosso País conseguiu, ainda que concomitantemente a gritantes desigualdades, crescer a taxas reconhecidamente altas. No particular, porém, da adoção de critérios de decência, temos oscilado entre pequenos avanços e grandes recuos, de um modo que compromete, perigosamente, a higidez de nosso tecido moral. Parece não haver dúvidas de que, no particular, descemos muito abaixo das mais pessimistas previsões, atingindo o patamar anunciado pelo jornalista Roberto Pompeu de Toledo, na última página da revista Veja, nos albores do corrente século, ao sustentar que de tolerante com a corrupção, o brasileiro estava se convertendo, em si mesmo, num povo essencialmente corrupto. O momento infeliz que ora vive nossa Suprema Corte, o mais deplorável em sua longa e brilhante história, confirma o cáustico diagnóstico do combativo jornalista.

Os romanos definiram, há mais de vinte séculos, as regras básicas do comportamento do juiz: Honeste vivere, neminem laedere, suum cuique tribuere (Viver honestamente, não prejudicar ninguém, atribuir a cada qual o que lhe pertence). Não conhecemos precedente de um país onde a liberdade seja o maior valor, em que sua Suprema Corte haja se afastado tanto dessa sua

inegociável função, atingindo um patamar de imensurável descrédito como o alcançado por membros do nosso STF. Diante das decisões proferidas por algumas de Suas Excelências, os descendentes do real ou fictício pretor romano Lucius Antonius Rufus Apius, que decidia em favor de quem lhe pagava mais, daí advindo a palavra L.A.R.Apius, larápio, podem caminhar com a fronte erguida, porque juízes brasileiros da Suprema Corte roubaram-lhe a palma, literalmente. De fato, alguns de nossos Ministros não se dão por impedidos quando decidem sobre interesses defendidos por escritórios de advocacia de parentes em primeiro grau, ou de quem os nomeou, ou ainda, de amigos íntimos. O resultado não poderia ser outro: decisões que enodoam a imagem do outrora Excelso Pretório, hoje considerado, de modo crescente, como uma instituição a serviço dos interesses mais subalternos, fato que impede vários dos seus membros frequentar espaços públicos, por receio dos apupos advindos da irresignação coletiva.

Ministros há que não incorporam ao exercício de suas atribuições judicantes o sagrado princípio segundo o qual não se pagam favores com a toga, pecado que os exalta como amigos gratos, mas os rebaixa como magistrados, segundo lecionou Platão: “O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis”. Daí por diante tem sido um vale-tudo que expõe a mais nobre das instituições humanas, a quem a sociedade confere poderes quase divinais, a uma sucessão de vexames que enrubescem e enchem de indignação os brasileiros decentes e nos degradam aos olhos do mundo. A reduzida maioria de Suas Excelências vem despetalando, um a um, a golpes certeiros, os diferentes atributos que Winston Churchill apontou no desempenho do bom julgador: liberdade, justiça, honra, dever, piedade e esperança. De tal modo ostensivo o STF passou a patrocinar o crime do colarinho branco no Brasil, guardando a severidade da lei para os fracos, que nele Sólon, um dos sete sábios da Grécia antiga, encontraria a inspiração para descrever as leis como sendo “teias de aranha, boas para capturar mosquitos, enquanto deixam escapar os insetos maiores que rompem sua trama”. A prática jurisdicional do STF tem passado muito ao largo do conselho de Joseph Joubert, para quem “a justiça é o direito do mais fraco”. Para punir os assaltantes do Erário, diante da deserção da Suprema Corte, só resta a parte final da conclusão de Ruy Barbosa ao lecionar que “as leis são um freio para os crimes públicos, e a religião para os crimes secretos”. O recente fim da Lava Jato, determinado por folgada maioria da Suprema Corte, resultou, predominantemente, da inveja de alguns Ministros, do notável êxito alcançado por Sérgio Moro, um dos maiores juízes de nossa história. Com essa decisão infeliz, o Brasil voltou a ser um país onde cadeia é só para pretos, pobres e putas.

O alento advém da percepção de que aumenta o número de pessoas decentes decididas a não votar em ladrões.

Joaci Góes é escritor, direto presidente do Instituto Geográfico e Historico da Bahia. Texto publicado originalmente na Tribuna da Bahia.

“Mais um na Multidão”, Erasmo Carlos e Marisa Monte:empolgante apresentação ao vivo do Tremendão com Marisa no espetáculo de celebração dos 5o anos de careeira e sucessos de Erasmo. Entrosamento simplesmente sensacional. Confira.

BOM DIA!!!

 (Vitor Hugo Soares)

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Posted on 20-06-2022
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Mortos no Amazonas

DO CORREIO BRAZILIENSE

Três suspeitos estão presos; foi um deles que apontou o local onde estavam os corpos

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: Avener Prado/AFP)

(crédito: Avener Prado/AFP)

A polícia investiga oito suspeitos pelo assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. De acordo com a Polícia Federal, além dos três homens que estão presos, a investigação apura envolvimento de mais cinco pessoas na ocultação dos cadáveres. Os nomes deles não foram divulgados.

Neste sábado (18/6), Jeferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, se entregou para a polícia em Atalaia do Norte após ter um mandado de prisão expedido pela justiça do Amazonas.

Além dele, estão presos Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, que confessou o crime e apontou o local onde estavam os corpos, e o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”. Na sexta-feira, a Polícia Federal afirmou que as investigações apontam que não há mandante no duplo assassinato. 

Neste sábado, também foi divulgado pela Polícia Federal o resultado da perícia feita em Brasília. Os peritos concluíram que Dom e Bruno foram mortos a tiros, com munição de caça. De acordo com o laudo, Bruno levou três tiros, sendo dois no tórax e um na cabeça, e Dom levou um tiro no tórax.

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Posted on 20-06-2022
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 Imagem ilustrativa da imagem Charge do dia 16/06/2022

 

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Posted on 20-06-2022
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DO ANTAGONISTA

O elevador de Marcos Mion

  • Redação O Antagonista
     “Caldeirão”, programa do apresentador, fez a diferença para a Globo no ibope deste sábado
O elevador de Marcos Mion
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Há nove meses no ar, o “Caldeirão” perdeu a liderança apenas duas vezes, e nunca para atrações fixas das redes concorrentes. A primeira derrota aconteceu em novembro de 2021, para Flamengo 1 x 2 Palmeiras, transmissão do SBT. A última ocorreu mês passado, para outro evento esportivo do canal de Silvio Santos: a vitória do Real Madrid sobre o Liverpool, na final da UEFA Champions League.

Para alívio de Mion, a Copa Libertadores é um fantasma prestes a deixar sua vida: a Globo venceu a última licitação da Conmebol e readquiriu os direitos de transmissão do torneio.

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