BENDITO PROGRAMA: LEITURA SEM FRONTEIRAS. LANÇADO EM MAIO DE 2019 PELO ESCRITOR E EMPRESÁRIO, JOACI GÓES, QUANDO PRESIDENTE DA ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA-ALB, A LOUVÁVEL E EXEMPLAR INICIATIVA  TEM SEGUIMENTO AGORA, VENCIDA A FASE CRÍTICA DA PANDEMIA COVID 19, ATRAVÉS DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA-IGHB – OUTRA CASA REFERENCIAL DE LIVROS E CULTURA NA BAHIA, QUE JOACI PRESIDE ATUALMENTE, COM GRANDE VITALIDADE E O HABITUAL ESPÍRITO CRIATIVO E EMPREENDEDOR. ABAIXO O TEXTO DO ESCRITOR SOBRA A REATIVAÇÃO  DO “LEITURA SEM FRONTEIRAS”.
LIVROS, LIVROS, LIVROS, LIVROS, QUANTO MAIS LIVROS MELHOR. SUCESSO, JOACI GÓES. (Vitor Hugo Soares, editor do Bahia em Pauta, um site blog que ama e defende a propagação dos livros e do saber).
 
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ARTIGO/PONTO DE VISTA
 
TRBN - Tribuna da Bahia - Ponto de Vista: Continuidade da Leitura sem fronteiras
 

Joaci Goes

 Continuidade da Leitura sem fronteiras
 
Óh! Bendito o que semeia Livros… livros à mão cheia… E manda o povo pensar! O livro caindo n´alma É germe – que faz a palma, É chuva – que faz o mar. Castro Alves.
 
Ao casal amigo Mariana Monteiro e Jakob Bailey.
 
 
Retomamos, agora, finda a pandemia, através do IGHB, o programa Leitura sem Fronteiras que lançamos, em maio de 2019, quando presidíamos a Academia de Letras da Bahia. O projeto enseja que uma biblioteca seja aberta em espaços de quaisquer dimensões, com acervos variáveis, de mil exemplares para cima, sabendo-se que numa pequena comunidade esse mínimo pode ser bem menor, baixando até vinte exemplares, como seria o caso de um consultório médico-odontológico, um pequeno negócio ou um pequeno condomínio residencial. A ideia central é que a cada livro retirado o tomador deixe um outro exemplar no lugar, para assegurar a rotatividade. Caso não disponha de um exemplar, devolva o exemplar retirado, depois de lê-lo. Estimamos que haja na Bahia cerca de 15 milhões de exemplares, um por habitante, mofando no interior das residências, sem qualquer serventia.
Correspondências personalizadas, contendo detalhadas explicações sobre o projeto, estão sendo enviadas a todos os 417 prefeitos, presidentes de câmaras e secretários de educação municipais da Bahia, bem como a entidades de classe e veículos de comunicação, visando a criação de um mutirão estadual em favor da criação do hábito da leitura, num Estado, como o nosso, que figura como o de pior educação e detentor dos mais baixos índices de leitura, causa e efeito dos males que nos afligem, culminando com o mais baixo IDH do País.
?Em Salvador e Região Metropolitana, sem prejuízo da indiscutível liderança que cabe às prefeituras, esperamos que entidades públicas e privadas, pessoas físicas e jurídicas se voluntariem para, conosco, liderarem a criação de várias dessas unidades de incentivo e expansão da leitura, em bairros de todos os níveis de renda. Os horários de funcionamento das bibliotecas são os mais flexíveis, observadas as peculiaridades ambientais de cada logradouro. Da tarefa de fornecer metade dos livros das diferentes unidades criadas incumbir-se-á nosso IGHB-Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, estimando-se uma obtenção de pelo menos cem mil exemplares para as unidades da Região Metropolitana de Salvador. Convênio, para instruir os funcionários das unidades, deve ser feito com os cursos de Biblioteconomia, com associações de moradores, centros religiosos, ou com quem queira abrir uma janela de sua residência para emprestar, receber ou escambar livros. O custo de cada unidade pode variar significativamente, restringindo-se ao aluguel do espaço e à contratação de pessoal, mínimo, no caso das pequenas comunidades.
?Aos que se deixam imobilizar pelo pessimismo, de modelo facilmente previsível, composto de duas vertentes: 1- numa terra de analfabetos, quase ninguém terá interesse na leitura; 2- os livros rapidamente se esgotarão porque não serão devolvidos, respondemos com o conhecido caso real-imaginário de marketing, segundo o qual dois fabricantes de sapatos do Rio Grande do Sul mandaram pesquisar o mercado do vizinho Paraguai, com o propósito de implantar ali uma fábrica. Os avaliadores chegaram a conclusões opostas. Enquanto o primeiro concluiu: “Não vale a pena investir no mercado do Paraguai, porque ali todos andam descalços”, o segundo foi taxativo: “O Paraguai é um grande mercado potencial porque quase toda a sua população anda descalça.”
?Entre as muitas e imagináveis virtudes do Projeto, sobressai-se a permanente discussão sobre a conduta ética a ser observada pelos mutuários dos livros, pondo em relevo a crítica demolidora à tendência de alguns que querem levar vantagem em tudo. Os interessados em fazer doações, devem ligar para o Instituto 3329.4463/6336.
Tem razão o Poeta dos Escravos ao concluir que o livro é um “audaz guerreiro que conquista o mundo inteiro sem nunca ter Waterloo”. Tendo a considerável vantagem adicional de ensinar que gente honesta não vota em ladrões!
Joaci Góes é escritor, diretor presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, ex-presidente da ALB. Texto publicado originalmente na Tribuna da Bahia).

Quem é Simone Tebet? Conheça a candidata à Presidência da terceira via

Simone Tebet(MDB-MS): a face da Tercaira Via se define.

ARTIGO DA SEMANA

Marqueteiro tucano na 3ª Via: a escada de Tebet

Vitor Hugo Salvador

Não será por falta de marqueteiro que o centro democrático, para uns – ou Terceira Via, para outros tantos – deixará de largar com a senadora Simone Tebet na cabeça de chapa, da cada dia mais estreita pista da corrida que levará um nome ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano, ou manterá lá o ocupante do turno por mais quatro anos, pois “castigos existem, e não são poucos” (no dizer da gente das barrancas do Rio São Francisco), desde os tempos bíblicos da construção da Torre de Babel. Afinal, até o PR Jair Bolsonaro, desafiando a “maldição” do filho dileto, Carlos (que tocou sozinho sua propaganda nas presidenciais passadas), e por influência do notório Valdemar da Costa Neto (PL), manda-chuva do Centrão, decidiu aceitar ajuda do marqueteiro do partido e já aparece, com ares de bom moço, nas inserções do horário gratuito da TV, em especial na Globo, nos intervalos da novela “Pantanal”, de audiência recorde.

A campanha de 2022 sinaliza claramente que 2018 não se repetirá, salvo no laboratório de 02. Alguns mais apressados chegaram a apregoar “a morte do marketing político no Brasil”. Mas, com a chegada do baiano Sidônio Palmeira, no comando da propaganda política de Lula (PT), líder das pesquisas, entrou no jogo também o marqueteiro da via alternativa: Felipe Soutello, de 50 anos, um especialista e intelectual do PSDB, que desde os 15 anos de idade está no metier. Talento precoce nas campanhas de Mario Covas e José Serra, em São Paulo. Sem falar em João Santana, que dispensa  apresentações, na campanha de Ciro Gomes (PDT.
Tudo pronto (ou quase) depois das querelas tucanas com o  MDB, na tentativa de um acordo – afinal conseguido nesta quinta-feira -para a formação do palanque da pré-campanha da senadora Simone Tebet (MDB/MS), que tem agora na retaguarda considerada essencial nas campanhas eleitorais brasileiras – as presidenciais principalmente – um profissional do marketing tido como de trânsito fácil entre várias linhas e tendências.

 Nesta condição Soutello, a exemplo de Sidônio, deu discreta mas eladora entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, reproduzida na Tribuna da Bahia, esta semana, que segue tendo ressonância nos ambientes mais sensíveis da publicidade e da política nacional. A missão de Felipe Soutello, segundo revelado no Estadão, é administrar a pressão pelo crescimento de Simone nas pesquisas de intenção de votos e transformar uma pré-candidata com 2% em um projeto eleitoral viável. “Em uma campanha de construção de imagem como a da Simone não existe elevador para pegar. Tem escada para subir, degrau por degrau”. Na entrevista, o marqueteiro revela, também, não ter expectativa de crescimento “vertiginoso” antes do horário eleitoral gratuito de TV. “Não há instrumentos de comunicação suficientes para isso. A TV é o veículo de comunicação determinante para estabelecer a agenda política da eleição. Sem ela, o candidato não se coloca,  sobretudo os que não são conhecidos do eleitorado”.  

Nesta quinta-feira, 09/06, a Executiva do PSDB aprovou, em Brasília, a coligação partidária para a candidatura presidencial de Simone Tebet.Ficou por definir a escolha do vice, que caberá ao PSDB, e feitura das linhas centrais de um projeto de governo a ser anunciado nos próximos dias, com os acertos finais no comando da tríplice aliança partidária. Mas uma coisa ficou certa: Tem jogo na Terceira Via. O resto, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Há um Deus”, Dalva de Oliveira: primor de samba canção de rasgada dor de cotovelo, composição do gaúcho Lupicínio Rodrigues – mestre maior no gênero – feito sob medida para a voz e sentimento da estrela Dalva. Viva!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 DO PORTAL UOL
 

Colaboração para o UOL, em São Paulo

O presidente do Conselho Científico do Ipespe, Antonio Lavareda, participou do UOL News hoje e garantiu que a XP Investimentos não tinha conhecimento do resultado da última pesquisa eleitoral contratada junto ao Instituto Ipespe, e que teve sua divulgação cancelada na quarta-feira (8).

Lavareda também explicou que, por uma questão interna da empresa, os resultados só são enviados ao contratante após o encerramento da Bolsa de Valores às quintas-feiras.

 

“Quando a XP determinou o cancelamento do registro ainda não tinha recebido o relatório do Ipespe, então não conhecia o resultado da pesquisa. A determinação do cancelamento foi feita na quarta-feira de tarde, e pelo regulamento da relação de contratante e contratado, a XP só recebe o resultado de cada pesquisa após o encerramento da Bolsa de Valores às quintas-feiras, é uma regra de compliance da empresa. A suspensão não teve a ver com resultados”, afirmou durante o UOL News Tarde.

Lavareda também disse que o real motivo do cancelamento do registro da pesquisa se deu por uma mudança no contratante. As pesquisas seriam contratadas pelo InfoMoney, um braço da XP, mas a empresa acabou voltando atrás na decisão.

“Na semana anterior a pesquisa a XP resolveu mudar o contratante desse produto, colocando no lugar o InfoMoney. Mas durante a semana chegaram a conclusão que isso não seria interessante, e para corrigir essa posição que julgaram equivocada, suspenderam o registro da pesquisa. Isso não foi a melhor solução e a consequência foi a grande reação do público”.

Ipespe nega pressão por cancelamento

O membro do Ipespe também rechaçou a possibilidade de o cancelamento da divulgação da pesquisa ter alguma relação com o fato de o presidente Jair Bolsonaro (PL) estar atrás do ex-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto. Ele reforçou que esse cenário já se desenha desde as pesquisas realizadas ainda em 2021.

“Desde o ano passado todas as pesquisas foram nessa direção, então não acredito que tenha sido esse o motivo (Bolsonaro em situação de não liderança), não faria sentido”.

Após a decisão de cancelar o registro e divulgação da última pesquisa, a XP também cancelou a divulgação de pesquisas semanais. Lavareda explicou que elas passarão a ser mensais. “Em uma eleição muito polarizada como a nossa, a XP resolveu diminuir o número de pesquisas que serão divulgadas. Ao invés de pesquisas semanais teremos uma pesquisa mensal com 2 mil questionados. (…) a próxima pesquisa tem previsão para o final de junho e está sendo tratado o novo cronograma que será estabelecido”.

Em relação a pesquisa cancelada, ele afirmou que sua divulgação se torna impossível pela própria regulamentação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Todas as pesquisas necessitam de registro no órgão para serem liberadas e, a partir do cancelamento desse registro na quarta-feira, qualquer liberação de dados seria ilegal e estaria desrespeitando a lei.

Durante a entrevista, Lavareda ainda admitiu que o Ipespe sofre pressões de alguns apoiadores de Bolsonaro, mas negou que a XP faça qualquer tipo de pressão sobre os resultados das pesquisas encomendadas.

“A pressão (que o Ipespe sofreu) foi de seguidores mais radicais do presidente e de robôs que são muito utilizados nessas operações na internet, mas isso não altera a prática ou rotina do Instituto. Quanto às pressões sofridas pela XP eu não sou a melhor pessoa para relatá-las porque não as conheço, mas é natural que tenha havido. (…) não houve pressão da XP para o Ipespe e não poderia sequer ser vocalizada, porque não admitiríamos sequer o início de um diálogo nessa situação. A única preocupação do Ipespe é o rigor técnico”.

Credibilidade das pesquisas

Lavareda foi questionado também durante participação no UOL News sobre o risco de as próximas pesquisas serem desacreditadas depois do cancelamento da última. Ele afirmou que a credibilidade é aferida pelo instituto responsável e garantiu que toda a transparência necessária para a divulgação de pesquisas continuará sendo uma característica do Ipespe.

“O que confere credibilidade a pesquisa é o instituto que a realiza, e não o contratante. O contratante é importante porque constitui uma plataforma de divulgação, mas a credibilidade está associada ao instituto. Asseguro que a necessária competência técnica continuará a ser nossa característica”.

Ao final de sua participação no programa, o presidente do Conselho Científico do Ipespe também fez uma crítica aos próprios políticos que tentam invalidar os resultados das pesquisas.

“Quando políticos desacreditam em pesquisas e nas bases científicas é preciso lembrar que alguns desacreditaram até na vacina, algo muito mais sério. Isso tem a ver com uma postura anticientífica e só temos que lastimar que existam essas posturas obscurantistas”, finalizou.

jun
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Posted on 11-06-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-06-2022

Charge O TEMPO 09-06-2022
Duke no jornal O Tempo(MG):

  • Redação O Antagonista
Presidente do Supremo falou que “anulações formais” de investigações não apagam a corrupção, o “dinheiro na mala”
“Ninguém pode esquecer o Mensalão, a Lava Jato”, diz Fux
Luiz Fux durante evento no Tribunal de Contas do Pará. Foto: TCE/PA

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, disse nessa sexta-feira (10) que a “anulação formal” de investigações pode ter prejudicado a Lava Jato, mas que isso não apaga a corrupção descoberta pela operação. Fux falou em solenidade pelos 75 anos do Tribunal de Contas do Pará, em Belém.

Ninguém pode esquecer o que ocorreu no Brasil, no Mensalão, na Lava Jato, muito embora tenha havido uma anulação formal, mas aqueles 50 milhões das malas eram verdadeiros, não eram notas americanas falsificadas”, disse Fux.

“O gerente que trabalhava na Petrobras devolveu 98 milhões de dólares e confessou efetivamente que tinha assim agido”, completou.

O presidente da Suprema Corte se referiu aos R$ 51 milhões encontrados em um bunker do ex-ministro Geddel Vieira Lima e aos US$ 98 milhões que o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco devolveu após assinar sua delação premiada.

Assista:

 

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