Pré-candidato pelo PDT, Ciro Gomes disse em sabatina ao Correio, nesta terça-feira (31/5), que os ex-presidentes tinham “o país na mão” e não aproveitaram apoio do Congresso para realizar reformas

TM
Taísa Medeiros
 

 (crédito: Ed Alves/CB)

(crédito: Ed Alves/CB)

Durante sabatina do Correio Braziliense, o pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, teceu críticas a ex-presidentes do Brasil e aos concorrentes dele no pleito de outubro. Conforme explanou Ciro, logo após a eleição, o presidente eleito tem “seis meses mágicos”, em que pode fazer “tudo o que quiser”. 

“Todos nós conhecemos como opera um presidencialismo à brasileira. Tem ali seis meses mágicos, em que o presidente da República, depois de ser eleito, tem o país na mão. O Congresso é extremamente generoso em agasalhar absolutamente tudo que o presidente queira fazer. Relembremos, Fernando Henrique Cardoso, com o real, tinha o país na mão para fazer o que bem quisesse e entendesse, não propôs nada naquele primeiro ano de mandato, trocou a reforma do país pela reeleição, e a partir daí nós sabemos o desgaste que aconteceu”, criticou.

Ciro também apontou o mesmo caso vivido pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva. “Chegou a frequentar 85% de popularidade, mas não teve concepção, não propôs absolutamente nada. Nem o FHC, nem o Lula, nem a Dilma: nenhum propôs nenhuma reforma estrutural para o país”, disse. O ex-ministro da Fazenda afirmou que, caso seja eleito, aproveitará o que chamou de “momento plebiscitário” para negociar e aprovar projetos.

 
 

O pré-candidato negou que tais observações sejam ataques a uma ou outra figura. “Estou mostrando que a governança política de Jair Bolsonaro, Lula e FHC são rigorosamente as mesmas”, defendeu. Ciro disse que, embora Lula e Bolsonaro sejam pessoas diferentes ideologicamente, “estão cada vez mais iguais”.

“Gabinete do ódio, comportamento fascista, roubalheira, corrupção. Tudo isso, infelizmente, é um traço comum de Bolsonaro do Lula. Claro, Lula está no campo da democracia, Bolsonaro está no campo da não-democracia, isso faz uma diferença importante. Mas no resto é tudo igual”, concluiu.

 

Acompanhe:

Sabatina

O Correio recebe os pré-candidatos à Presidência nesta terça-feira para uma sabatina, na sede do jornal. Cada participante terá em torno de 50 minutos para responder perguntas sobre temas que interessam à toda a sociedade, como situação da economia, trabalho, direitos, segurança pública, saúde e educação. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo site e por todas as redes sociais do jornal.

Confira a ordem de participação:

10h – Jair Bolsonaro (PL) — (não compareceu)
11h – Vera Lúcia (PSTU)
12h – Ciro Gomes (PDT)
14h – Felipe D’Ávila (Novo)
15h – Luciano Bivar (União Brasil) — (não confirmado)
16h – Sofia Manzano (PCB)
17h – Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — (não confirmado)
18h – Pablo Marçal (Pros)
19h – Simone Tebet (MDB)

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