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Posted on 29-05-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-05-2022

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

 TRANSFORMARAM-SE EM TRAGÉDIA AS CHUVAS TORRENCIAIS ANUNCIADAS PARA RECIFE, REGIÃO METROPOLITANA DA CAPITAL E LITORAL DE PERNAMBUCO PELO SERVIÇO NACIONAL DE METEOROLOGIA ATRAAVÉS DOS PRINCIPAIS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO DO PAÍS.

Somente este sábado, a Defesa Civil confirmou 25 mortes na região do Grande Recife. Previsão é que a chuva só diminua na segunda-feira

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: Nando Chiappetta/Arquivo DP)

(crédito: Nando Chiappetta/Arquivo DP)

As chuvas que castigam Pernambuco desde segunda-feira já deixaram mais de 30 mortos. Somente neste sábado (28/5), a Defesa Civil confirmou 25 mortes na região metropolitana de Recife. Segundo a previsão do tempo, ainda deve chover no estado no domingo, dando uma trégua a partir da próxima segunda-feira (30/5).

As equipes da Codecipe e do Corpo de Bombeiros foram reforçadas na Mata Sul com a instalação de uma base remota na cidade de Palmares. Na manhã deste sábado, 20 municípios da Grande Recife registraram precipitações acima de 100 mm, entre os quais o Recife (209mm), Jaboatão dos Guararapes (215mm) e São Lourenço da Mata (200,2mm). Itapissuma foi a cidade com maior notificação atingindo 318mm.

A Defesa Civil recomenda que a população que reside nas áreas de risco, deve se manter em alerta sobretudo no período da noite, onde há maior dificuldade de visibilidade e, ao menor sinal de perigo, sair da área e procurar abrigar-se em um local seguro, ou casa de parente levando principalmente seus documentos pessoais. O aeroporto da capital foi fechado na manhã deste sábado e um muro precisou ser construído para tentar conter a força das águas.

Em entrevista à GloboNews, o prefeito da capital Recife, João Campos (PSB), disse que o “nível de transtorno é muito alto” e lembrou de 2010, quando as chuvas deixaram mais de 80 mil desabrigados. Ele garantiu que a Defesa Civil fez mais de 30 mil visitas em pontos críticos para evitar mais enchentes, mas fez um apelo à população.

“As 32 famílias que estão em áreas de risco devem procurar abrigo em casa de familiares e amigos, nas 14 escolas municipais ou em abrigos da prefeitura. Vamos prover tudo que for necessário para garantir a segurança deles, o direito ao abrigamento e à alimentação”, afirmou o prefeito, que conta a colaboração do governo estadual. “Nossa prioridade é salvar vidas”, finalizou.

*Com agências e Diário de Pernambuco

“Valsa de uma cidade”, Caetano Veloso:

 
Caetano, para azular o domingo !!! 24 horas !!! Bom dia !!!
FELIZ DOMINGO!!!
(Gilson Nogueira)

  • Redação O Antagonista
     Programação do fórum do Ibaju prevê na abertura palestra do ministro Ricardo Lewandowsk; magistrados ficarão em resort no Algarve
Ministros de cortes superiores vão a evento em Portugal pago por empresas com litígio
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Juízes e desembargadores de Cortes superiores participarão na semana que vem de palestras num resort no Algarve, em Portugal, com hospedagens e passagens pagas por empresas com litígios bilionários na área de falência pendentes de julgamento por magistrados convidados para o evento, diz o Estadão.

A programação do fórum do Instituto Brasileiro da Insolvência (Ibajud), de acordo com a reportagem, prevê em sua abertura uma palestra do ministro Ricardo Lewandowski (foto), do STF. 

Os ministros do STJ João Otávio de Noronha, Marco Buzzi, Paulo de Tarso Sanseverino, Moura Ribeiro, Raul Araújo, Ricardo Cueva, Ribeiro Dantas e Gurgel de Faria também participarão de painéis. Outros 14 magistrados, entre juízes de varas empresariais e de falências e desembargadores, estão relacionados como participantes.

Eles magistrados ficarão em um hotel quatro estrelas, com diárias em torno de mil reais. 

“Na Corte superior, os ministros Raul Araújo, Paulo de Tarso Sanseverino, Moura Ribeiro, Ricardo Cueva, Gurgel de Faria e Marco Buzzi vão julgar casos de parte dos patrocinadores, como os escritórios TWK; Galdino & Coelho; Leite, Tosto e Barros; e o banco BTG”, escreve o jornal.

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Posted on 29-05-2022
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Duke no jornal O Tempo(MG):

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Diretor do Departamento de Segurança Pública do Texas reconhece que agentes demoraram a invadir escola primária em Uvalde, enquanto atirador matava 19 crianças e duas professoras

RC
Rodrigo Craveiro

 (crédito: Chandan Khanna/AFP)

(crédito: Chandan Khanna/AFP)

Salvador Ramos, 18 anos, descarregava o fuzil AR-15 e a pistola em estudantes entre 10 e 11 anos, enquanto algumas crianças ligavam de forma frenética para o 911, o número de telefone de emergência da polícia dos Estados Unidos. O inferno dentro da Escola Primária Robb, em Uvalde, cidade de 16 mil habitantes situada no oeste do Texas, durou eternos 78 minutos, sem que houvesse a intervenção das forças de segurança.

Ramos teve tempo de sobra para disparar mais de 100 vezes e executar 19 crianças e duas professoras. Em meio a fortes críticas da ação policial, Steve McCraw — diretor do Departamento de Segurança Pública do Texas — fez um meal-culpa em relação à demora dos agentes em invadirem a escola. “Do benefício da retrospectiva… foi a decisão errada, ponto final”, afirmou.

“Pelo que sabemos, achamos que deveriam ter entrado o mais rápido possível.” McCraw declarou, ontem, que se enganou ao elogiar a polícia e se disse “furioso” com a resposta dos agentes.

Hugo Cervantes, 35 anos, vizinho da escola primária Robb e um dos moradores que gravaram a reação de pais durante o massacre, admitiu ao Correio que os policiais demoraram muito para entrar no prédio. “Nós falávamos a eles para que invadissem o local, mas não o fizeram. A polícia de Uvalde tem muita culpa em tudo isso. Ela não atuou como deveria”, lamentou.

Para Hugo, as forças de segurança que se deslocaram até a escola pecaram pela omissão. “Foram covardes. Não entraram porque tinham apenas uma pistola, enquanto o assassino portava  uma arma de grosso calibre. Os policiais aguardaram as tropas especiais. Mas, antes que elas chegassem, um oficial da Patrulha Fronteiriça ingressou lá e matou o atirador.”

Nos vídeos gravados por Hugo, pais e mães dos estudantes da Escola Primária Robb se desesperavam ante a inação dos policiais, enquanto escutavam os tiros, do lado de fora do prédio.

Em Houston, a 446km de Uvalde, o ex-presidente norte-americano Donald Trump discursou na convenção anual da Associação Nacional de Rifles (NRA), o poderoso lobby pró-armas. O magnata republicano afirmou que “a existência do mal é uma das melhores razões para armar os cidadãos cumpridores da lei”. Ele aproveitou para atacar o democrata Joe Biden, atual inquilino da Casa Branca.

“Se os Estados Unidos têm US$ 40 bilhões para enviar à Ucrânia, devemos ser capazes de fazer o que for preciso para manter nossos filhos seguros em casa”, disse. A NRA também anunciou que vai “refletir” sobre a tragédia em Uvalde.

Em entrevista ao Correio, Tom Mauser — pai de Daniel Mauser, 15 anos, morto no massacre da Escola Secundária de Columbine, 23 anos atrás — criticou a entidade.

“A NRA só diz isso porque está sendo forçada a fazê-lo. Vários artistas e funcionários públicos estão boicotando a convenção, em Houston”, explicou. Mauser (leia Depoimento) concorda que a polícia de Uvalde foi morosa na contenção ao atirador. “Um autoridade de segurança pública do Texas (Steve McCraw) confirmou isso. Foi muito parecido com o que aconteceu em Columbine. O que os policiais estavam esperando para agir?”, questionou.

Em 20 de abril de 1999, os estudantes Eric Harris e Dylan Klebold invadiram a escola de Columbine, detonaram explosivos e disparam contra os colegas, matando 12 alunos e um professor e ferindo 21 pessoas.

“O que esperam para agir?” — Tom Mauser

“Não existem respostas fáceis para os tiroteios em massa que assolam os Estados Unidos. Mas, para começar, creio na necessidade de aumentar a idade de 18 para 21 anos para a compra de armas de assalto de estilo militar. Depois, banir os carregadores de alta capacidade. É preciso regular esses tipos de armas como temos feito com os armamentos totalmente automáticos, e impedir qualquer comércio. Também considero importante fornecer financiamento para colocar policiais como guardas em escolas. Os estados norte-americanos devem se encorajar a criar números telefônicos de denúncia — a iniciativa foi tomada pelo Colorado, onde jovens podem denunciar pessoas que parecer ser uma ameaça, com base em seu comportamento. Muito pouco tem sido feito, em âmbito federal, desde o massacre em Columbine, para prevenir essas tragédias. O que vocês, autoridades, estão esperando? Quantas mais tragédias ainda teremos? Qual é o número que vocês esperam para agirem?”

Morador de Littleton (Colorado), pai de Daniel Mauser, 15 anos, um dos 13 mortos no massacre na Escola Secundária de Columbine, em 20 de abril de 1999

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