maio
28
Terceira via fragmentada coloca dúvidas sobre escolha por Simone Tebet | CBN Campo Grande | RCN 67

Simone Tebet: leme da terceira via

nas mãos

ARTIGO DA SEMANA

Dória sai da rota, Simone toca nau da 3ª Via

Vitor Hugo Soares

Na briga fratricida de tucanos de bicos afiados de São Paulo – e dos  resíduos que ainda restam do PSDB  no país, – aconteceu o que era esperado no antes poderoso partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ex-ministro da Saúde E antigo dirigente da UNE, José Serra, e do decidido e saudoso ex-governador Mário Covas, além de referenciais figuras de intelectuais da academia, de especializações diversas. Na segunda-feira de quase fim de maio, acuado interna e externamente por todos os lados, caiu o ex-governador João Dória, ao desistir de sua candidatura ao Palácio do Planalto, nas eleições de outubro, na base do ditado popular, (que minha sogra, dona Celina, repetia), usado também nas campanhas eleitorais no sertão baiano de Irecê e Morro do Chapéu, portão de entrada para a Chapada Diamantina dos  “coronéis” do poder na região: “Um cão danado, todos a ele”. 

Assim, a exemplo do que já havia acontecido com o ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro,– atropelado no Podemos, na sua inicial postulação à presidência da República – que agora a carreta de muitos pneus do sistema, que o ex – magistrado combate, tenta passar por cima: Questionando até a troca de domicílio eleitoral (prática consagrada pela justiça eleitoral ) ou a disputa de qualquer cargo, a começar pelo de senador por São Paulo. O que esta semana levou a uma inesperada reação do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, secretário-geral do União Brasil e candidato disparado nas pesquisas para tomar o Palácio de Ondina do comando do PT por quase 16 anos. Neto chamou de “vergonha”, a ação judicial do PT contra Moro. Dória, em sua queda, teve direito apenas a uma frase de efeito, que soou como lástima, tal o desconforto visível no rosto do líder paulista: “Para estas eleições me retiro com o coração ferido, mas com a alma leve”, afirmou.

Agora, fechadas as cortinas destes dois primeiros atos, da peça sobre a complexa e demolidora construção de um caminho de centro democrático, para as presidenciais de 2022, – cuja campanha começa para valer neste mês de junho e segue até outubro – a senadora Simone Tebet entra no centro da cena política, e no foco dos meios de comunicação, no status de nova comandante do barco da via alternativa, que tenta evitar a consumação da tendência à polarização Lula – Bolsonaro, mostrada pelas pesquisas.  

Vale lembrar que a nova postulante, na corrida presidencial, não surgiu por acaso, ou veio do nada. Simone Tebet “vem de longe”, diria o falecido líder gaúcho e nacional, Leonel Brizola, de frases consagradas na política brasileira. Advogada de 52 anos, nascida em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, Simone cresceu em berço político. Filha de Ramez Tebet, (presidente do Congresso Nacional, voz pulsante do PMDB em seu tempo), teve brilhante carreira acadêmica antes de ingressar na política em seu estado. A senadora teve aprovação de seu nome reiterada esta semana pela Executiva Nacional do MDB, que reafirmou também apoio à pré- candidatura da parlamentar, ex- presidente da Comissão de Constituição e Justiça – a mais importante do Congresso – e liderou a relevante e destacada bancada feminina, na CPI da Covid 19, o que deu visibilidade nacional a Simone Tebet. Na terça-feira, 23, no discurso de agradecimento a reafirmação de seu nome, pela direção nacional de seu partido, deu sinais de balizamentos de sua campanha, na Terceira Via, em busca do voto feminino. “Mulher vota em mulher”, disse. Próximos passos a ver.
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Quando a chuva passar”, Ivete Sangalo: a baiana de Juazeiro chega aos 50 anos em plrna forma e faz tremer o chão de sua terra, à beira do Rio São Francisco.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
28

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Em relação ao levantamento anterior da Ipespe, Lula subiu 1 ponto porcentual e Bolsonaro avançou 2 pontos percentuais, ambos dentro da margem de erro

DH
Deborah Hana Cardoso
 

 (crédito: AFP)

(crédito: AFP)

A pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira (27/5) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45% das intenções de voto no primeiro turno na pesquisa estimulada contra 34% do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em relação ao levantamento anterior, Lula subiu 1 ponto porcentual e Bolsonaro avançou 2 pontos percentuais, ambos dentro da margem de erro. As eleições estão marcadas para 2 de outubro.

Ainda de acordo com a pesquisa estimulada, no segundo turno, Lula aparece com 53% e Bolsonaro com 35%. No quesito rejeição “Não voto de jeito nenhum”, Bolsonaro registra 59% e Lula 43%.

maio
28
Posted on 28-05-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-05-2022
Duke no jornal O Tempo(MG)

maio
28
Posted on 28-05-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-05-2022

DO CORREIO BRAZILIENSE/BBC NEWS

Em média, é um caso a cada nove dias. Desse total, mais de 1.500 aconteceram depois do massacre na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no Estado de Connecticut, que matou 26 pessoas, em 2012

BBC

BBC Geral
 

 (crédito: Getty Images)

(crédito: Getty Images)

Os Estados Unidos tiveram mais de 2.000 ataques a tiros em escolas desde 1970, ou um a cada nove dias.

A cifra impressionante — de 2.054 casos — foi calculada pelo Centro de Defesa e Segurança Interna da Escola de Pós-Graduação Naval em Monterey, no Estado da Califórnia, e leva em conta todos os incidentes envolvendo armas de fogo nesses locais, independentemente do número de vítimas, hora do dia ou dia da semana.

Desse total, mais de 1.500 aconteceram depois do massacre na escola primária Sandy Hook, em Newtown, no Estado de Connecticut, que matou 26 pessoas — 20 crianças com idades entre 6 e 7 anos e seis adultos. O caso foi em 2012.

Na terça-feira (24/5), mais um ataque a tiros em uma escola primária, dessa vez em Uvalde, no Texas, chocou os Estados Unidos e se tornou o segundo mais mortal desde o ocorrido em Sandy Hook.

Armado com dois fuzis semiautomáticos do tipo AR-15 e 370 cartuchos de munição, Salvador Ramos, de 18 anos recém-completados, matou 19 crianças, dois professores.

Segundo parentes, Ramos adquiriu o armamento de forma totalmente legal.

As armas de fogo são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes americanos. Uma em cada 10 vítimas por armas de fogo tem 19 anos ou menos, segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Nos últimos dias, usuários do Twitter e do Facebook compartilharam uma longa lista com ataques a tiros em escolas do país desde 1998, demonstrando surpresa e choque.

Desde o início deste ano, foram 27 deste tipo, que deixaram feridos e mortos, segundo a imprensa americana.

Salvador Ramos, o autor do massacre na escola Uvalde no Texas

Policía de Texas
Salvador Ramos, o autor do massacre na escola Uvalde no Texas

Dados indicam que os ataques a tiros em escolas nos EUA voltaram aos níveis pré-covid e até aumentaram.

No entanto, uma pesquisa do Departamento de Segurança Interna americano mostra que, se a população estiver ciente dos “sinais” da violência com armas de fogo, é possível preveni-la e reverter a tendência.

Entre esses “sinais”, o de que 93% dos autores planejaram o ataque a escolas com antecedência, de acordo com um estudo abrangente sobre o tema realizado pelo Serviço Secreto e pelo Departamento de Educação do país.

Porém, na maioria dos casos (quatro em cada cinco), pelo menos uma outra pessoa tinha conhecimento do plano do agressor, mas não o denunciou.

O ataque recente em Uvalde renovou os apelos por um maior controle sobre as armas de fogo no país, mas mudanças na legislação sofrem obstáculos — antigos e novos.

Para especialistas da área, a possibilidade de progresso é remota — e há chances reais de retrocessos em Estados que já conseguiram avanços nesse campo, com a Justiça dando ganho de causa a processos movidos por defensores do direito ao porte de armas.

Segundo a ONG Gun Violence Archive, que contabiliza dados de violência por armas de fogo nos EUA, foram 2.000 tiroteios em massa desde 2012 — a entidade considera “tiroteio em massa” quando mais de quatro pessoas foram feridas ou mortas, excluindo o perpetrador do ataque.


Este texto foi originalmente publicado na BBC News Brasil.


  • Arquivos