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Posted on 18-05-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-05-2022

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A sua declaração de apoio a uma candidatura presidencial de Luciano Bivar é outro mau passo político do ex-juiz que, na União Brasil, é zebra entre leões
Os erros de Sergio Moro
Reprodução/redes sociais

Na terça-feira da semana passada, em entrevista a Claudio Dantas, no programa Papo Antagonista, Sergio Moro (foto) disse que apoiaria Luciano Bivar (na foto, ao lado de Moro) para a presidência da República, no caso de o cacique da União Brasil ser candidato ao Planalto. Sergio Moro tem o direito de apoiar quem ele quiser, assim como também o de decepcionar os seus eleitores.

Como defendi muito o ex-juiz da Lava Jato — repito que nunca assisti a tamanha perseguição contra um cidadão honesto, como a de que ele é vítima –, estou em boa posição também para criticá-lo. A verdade é que, como político, Sergio Moro é um ótimo ex-juiz. E eu nem vou falar muito sobre o erro que ele cometeu ao demorar demais para sair do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro, visto que o atual presidente, desde o primeiro dia do seu mandato, mostrou-se resolvido a fazer o diabo para defender o filho mais velho, Flávio Bolsonaro, no caso das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro — objetivo plenamente atingido ontem, com o arquivamento da denúncia pelo Ministério Público fluminense, depois que as decisões do juiz do caso e as provas contra o moço e os seus parceiros foram anuladas por STJ e STF, respectivamente. A demora para cair fora propiciou ao inimigos da esquerda colar ainda mais a imagem de Sergio Moro à de Jair Bolsonaro — e aos inimigos da direita de lhe aplicar com mais força o epíteto de “traidor”.

O adjetivo voltou a ser usado por integrantes do Podemos, ao serem surpreendidos por Sergio Moro com o anúncio da sua desfiliação do partido, onde permaneceu por apenas cinco meses. O ex-juiz descobriu que não teria os recursos necessários para bancar a sua campanha presidencial e também que não contava com a boa vontade dos integrantes do Podemos para lançar-se ao Senado. Mudou-se para a União Brasil, deixando um monte de gente “órfã” (para usar outra palavra usada pelos seus ex-companheiros de agremiação nos jornais, além de ressentida. Alguém precisava ter dito antes a Sergio Moro que, mesmo na política, campo onde há menos inimigos do que se imagina, o ressentimento é prato que muitos conservam na geladeira. Dois meses antes de sair do Podemos, Sergio Moro não ajudou a si próprio, ao relativizar o apoio de partidos políticos. Num evento promovido por um banco, ele afirmou: “Trouxemos o MBL para o Podemos e atraímos o apoio do Vem Pra Rua. A aglutinação da Terceira Via vai se dar entre um projeto e a sociedade civil. E isso está se dando em torno do meu projeto”, afirmou Moro. “O MBL tem uma comunidade enorme, uma comunidade jovem. Esses apoios muitas vezes são mais relevantes que os dos partidos políticos”.

Dirigentes do Podemos espalharam que a mudança de Sergio Moro para a União Brasil foi tanto mais espantosa porque ele próprio teria vetado a aliança entre os dois partidos uma semana antes de transferir-se para o segundo. Ainda que seja lorota, a mudança causou perplexidade geral, porque sem nenhuma garantia de que o novo partido, cheio de dinheiro e tempo de televisão, lhe daria a candidatura presidencial ou ao Senado. Mais, ele adentrou um habitat que lhe é abertamente hostil ou, no máximo, amigavelmente hipócrita. Qual seria a imagem mais apropriada para definir Sergio Moro na mesma agremiação de ACM Neto, Luciano Bivar e Milton Leite? Talvez o de uma zebra no meio de leões.

Ele entrou na União Brasil pelas mãos de Luciano Bivar, que disse, sem ser desmentido, que não armou uma armadilha para Sergio Moro, não, ao atraí-lo para um partido que lhe negaria a candidatura presidencial. Luciano Bivar teria, inclusive, avisado o ex-juiz sobre o que seria uma incerteza não apenas presidencial, mas senatorial. Parece que, agora, Sergio Moro começa a vencer resistências internas ao seu plano B, o de se candidatar ao Senado por São Paulo.

A que preço? O de integrar-se à paisagem leonina, apoiando a candidatura de Luciano Bivar ao Palácio do Planalto, no caso de ela se concretizar. A chance de esse senhor ser eleito é nula. O líquido e certo é que, com a candidatura presidencial dele, o dinheiro do fundo eleitoral destinado ao partido poderá ser gasto até o último centavo, sem necessidade de ser devolvido aos cofres públicos, como prevê a legislação. Como Sergio Moro deveria ter aprendido quando era juiz, político nenhum gosta de rasgar dinheiro.

Orange Colored Sky, Nat King Cole:

 
Nat, para seu dia ficar melhor!
BOA QUARTA-FEIRA!!!
(Gilson Nogueira)

DO CORREIO BRAZILIENSE

O corpo dela, que tinha um ferimento por arma de fogo, foi encontrado e levado à delegacia pelo companheiro da magistrada, o juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior

CB
Correio Braziliense
 

Paraibana, a magistrada atuava há seis anos na Comarca de Martins, no Rio Grande do Norte. Ela visitava o marido em Belém quando foi morta - (crédito: Reprodução)

Paraibana, a magistrada atuava há seis anos na Comarca de Martins, no Rio Grande do Norte. Ela visitava o marido em Belém quando foi morta – (crédito: Reprodução)

A juíza Mônica Maria Andrade Figueiredo de Oliveira, de 47 anos, foi encontrada morta dentro de um carro no estacionamento de um prédio em Belém, no Pará, nesta terça-feira (17/5). O corpo dela, que tinha um ferimento por arma de fogo, foi encontrado e levado à delegacia pelo companheiro da magistrada, o juiz João Augusto Figueiredo de Oliveira Júnior.

A Polícia Civil do Pará informou que o caso é investigado pela Divisão de Homicídios e que “está adotando todas as medidas cabíveis para a elucidação do ocorrido”. As informações são do portal g1.

Natural de Paraíba, Mônica atuava como magistrada titular da Vara única de Martins, município do Rio Grande do Norte. Ela trabalha no local há seis anos, mas está com frequência em Belém porque é casada com João, que atua no estado paraense.

O Tribunal da Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) lamentou a morte da magistrada. “Em nome de todo o Poder Judiciário do RN, o desembargador presidente Vivaldo Pinheiro se solidariza com parentes e amigos neste momento de perda e dor”, escreveu o órgão em nota.

Mônica era prima da vereadora de Campina Grande (PB), Ivonete Ludgério (PSD). Pelas redes sociais, a parlamentar diz não acreditar na morte da magistrada. “Ainda sem acreditar! Minha comadre, prima e grande amiga se foi. Não te esquecerei jamais.erei jamais”, escreveu.

Saiba Mais

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Posted on 18-05-2022
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Charge O TEMPO 16-05-2022
Duke no jornal O Tempo (MG)

DO CORREIO BRAZILIENSE

Conhecido como Mamãe Falei, o deputado estadual de São Paulo perdeu o mandato por 73 votos sim contra nenhum não

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: ALESP/DIVULGAÇÃO)

(crédito: ALESP/DIVULGAÇÃO)

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) decidiu pela cassação do mandato do deputado estadual Arthur do Val. A sessão extraordinária foi convocada para a tarde desta terça-feira (17/5). Para que o parlamentar perdesse o mandato precisaria apenas de maioria simples, com 48 votos.

Conhecido como Mamãe Falei, foram 73 votos sim e nenhum não. O pedido para que a votação nominal fosse feita em plenário foi aprovada pelo Conselho de Ética da Casa Legislativa por unanimidade.

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