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TRBN - Tribuna da Bahia - Ponto de Vista: Caminho de Compostela 2
 ARTIGO – PONTO DE VISTA
                 Caminho de Compostela 3
                 Joaci Góes
Ao querido amigo Luiz Cláudio Guimarães.
Independentemente de suas múltiplas motivações, desde as de natureza espiritual até as turísticas, o Caminho de Compostela constitui oportunidade única para o conhecimento do povo espanhol e da estrutura sócioeconômica desta grande nação.
De 1963, quando visitamos a Espanha pela primeira vez, até o presente, os avanços conquistados pelo seu povo são marcantes, a exemplo do que também ocorreu no vizinho Portugal, alcançando um padrão de vida acima do qual parece-nos excessivo por avançar na prática rotineira de desperdícios que comprometem a higidez dos recursos naturais do Planeta.
Estudiosos concluem que esses recursos naturais suportariam ser estendido à totalidade da população humana o padrão de vida ibérico, mas não suportariam o padrão alemão e menos ainda o norteamericano cujo desperdício evitável corresponderia ao PIB francês, segunda maior economia europeia.
Alguns dados, aligeiradamente recolhidos de superficial reflexão, apontam os povos ibéricos, em geral, e o espanhol, em particular, como modelo paradigmático do mais desejável desempenho econômico social.
Apesar da pequenez relativa do seu PIB, a Espanha é o segundo maior investidor na Economia Brasileira, abaixo, apenas, dos Estados Unidos. A mescla racial, praticada pelos povos ibéricos, a partir da invasão dos mouros no ano de 711, expressa a fisionomia etnica crescente dos povos, consoante o reconhecido prestígio dos portugueses como colonizadores, ao se orientarem pelo tríplice principio de “a espada numa mão, a cruz na outra e o pênis no meio”.
Na Península Ibérica, o excepcional bom gosto apoia-se na simplicidade do essencial, sendo qualquer excesso naturalmente proscrito. Exemplo disso é que não há hotel no mundo que supere, em qualidade, os Paradores de Leon e Santiago, sedes antigas do Poder Real.
No futebol, a mais universal das práticas humanas, os espanhóis, há muito, passaram a dar régua e compasso, através da formação e manutenção de duas das maiores equipes que o Mundo conhece.
No plano da redução das desigualdades, as conquistas ibéricas são igualmente notáveis. Quem percorre o Caminho Francês para Compostela, cruzando os Pirineus, faz um corte transversal da pátria de Miguel de Cervantes, impressionando-se por não deparar com o menor sinal de pobreza, colhendo a impressão, substantivamente verdadeira, de que o piso social do País é formado por uma saudável e operosa classe média, atenta não apenas ao que sucede em sua região como no Planeta.
Como brasileiros, ficamos a nos indagar quando num Brasil dotado de tantos recursos com que a Península Ibérica sequer sonha, nossa grande população, a quinta maior do Globo, passará a conviver com semelhante fortuna. Logo, logo concluimos que todos os nossos males decorrem do mal original de continuarmos surdos ao clamor universal segundo o qual não há possibilidade de avanço dos povos sem que o acesso universal a educação de qualidade deixe de ser uma peça retórica e passe a constituir a primeira e fundamental prioridade nacional.
Diferentemente de 1963, quando era perceptível a diferença de qualidade de vida entre as pessoas e as regiões, a Espanha de hoje dispõe de uma qualidade de vida accessível a todos, de um modo que serve de padrão para se estender a toda a humanidade.
A síntese maior de nossa desvalia política está na atual disputa eleitoral em que as pesquisas revelam que maior do que a preferência por qualquer dos candidatos que polarizam o processo, é o eleitorado que vota contra o candidato que lhe parece o pior dos males.
O resultado mais visível dessa crise crônica, é que enquanto percorre centenas de kms para chegar à Catedral Sagrada, com grande segurança, apesar dos ermos solitários que atravessa, o brasileiro naturalmente lamenta ter que se acautelar ao atravessar de um lado a outro da rua onde mora. O problema é que a História ensina que cada povo tem o governo que merece.
Joaci Góes, escritor, é presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Texto publicado orinalmente na Tribuna da Bahia.

“April in Paris”, Frank Sinatra: Os anos passam e ele fica! Viva Frank!  Sempre!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

Um pitaco: o estilo Sinatra de interpretar uma das mais belas canções de sempre sobre Paris na primavera. Viva! (Vitor Hugo Soares)

abr
15

Televisão

DO CORREIO BRAZILIENSE

O novo companheiro de Ana Maria Braga é interpretado pelo artista Fabio Caniatto, que já faz parte do quadro de manipuladores de bonecos da TV Cultura

CS
Cecília Sóter
 

 (crédito: Reprodução/TV Globo)

(crédito: Reprodução/TV Globo)

Na manhã desta quinta-feira (14/4), Ana Maria Braga recebeu os resultados dos “exames de DNA” dos dois papagaios que apareceram nos estúdios da Globo alegando serem “netos” dele. Ela confirmou que Lourinho é filho do Louro José.

Já o Louro Mano, o outro papagaio que alegou ser filho do personagem interpretado por Tom Veiga, é apenas um impostor.

Quem é o “novo” Louro José?

Lourinho é interpretado pelo artista Fabio Caniatto, ator, diretor e pesquisador das linguagens da Máscara e Manipulação de Bonecos que já atua em programas da TV Cultura.

Fabio é natural de Rio Claro, em São Paulo, e estudou graduação em Artes Cênicas e mestrado em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele é casado com a artesã Maristela Tetzlaf e tem uma filha, Maria Clara, de 15 anos.

Na TV Cultura, Fabio dava vida aos bonecos Eugênio, Valtinho e Heterônima no programa Tá Certo?, apresentado por Warley Santana e dirigido por Julio Piconi. Ele interpretou também o personagem Romeu Umbigo da série Que Monstro te Mordeu, idealizada por Cao Hamburger.

Além disso, já integrou a companhia Pia Fraus Teatro por 11 anos e participou de festivais nacionais e internacionais, como o Bonecos Canela, o Festival de Almagro, na Espanha, e o renomado Festival de Teatro de Bonecos, na República Tcheca.

 

Um novo boneco

A Globo confirmou que o Lourinho é um boneco novo, e não o mesmo do personagem interpretado por Tom Veiga por mais de 24 anos.

“Se trata de outro boneco. Ele é menor porque é um adolescente. As penas mais jovens o deixaram com cores mais vivas: o verde mais forte, e o amarelo, mais brilhante”, explicou a emissora em nota ao Uol.

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15
Posted on 15-04-2022
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Charge do Amarildo Reprodução

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Posted on 15-04-2022
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do correio braziliense

Por Samanta Sallum

O deputado federal e relator do projeto de combate a Fake News Orlando Silva (PCdoB) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro deve ter a liberdade da palavra garantida. “Não se pode ter uma censura prévia. Nenhum representante público pode ser cerceado. O presidente Bolsonaro, por exemplo, deve ter garantida a liberdade de expressão . E se, na sua comunicação, for caracterizado algum crime, terá de responder. Liberdade de expressão não exime ninguém de responder por conteúdos criminosos”, disse em entrevista ao vivo hoje para o programa CB Poder, transmitido pela TV Brasília.

Orlando Silva deu o exemplo para esclarecer a inclusão, no projeto das Fake News, de proposição que estenderia a imunidade parlamentar no meio digital, como uma “zona livre”.  “Não é bem assim. O que o projeto prevê é a criação de contas de interesse público. Parlamentares e governantes poderiam estar incluídos nesse formato, mas seguindo parâmetros, inclusive o da transparência.”

Bolsonaro já chamou o projeto de lei de combate à Fake News de “monstrengo”. O presidente apoiou a não aprovação pela Câmara dos Deputados do pedido de regime de urgência do PL.

Orlando Silva não encara isso como uma derrota, já que o placar foi apertado. Dos 257 votos necessários, a proposta teve 249. “Acredito que ainda é possível encaminhar a votação ainda este ano, em tempo para que a lei já possa ter efeito nestas eleições. O texto já passou no Senado e há 2 anos é discutido na Câmara. Já está maduro”, apontou.

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