POR g1 SP — São Paulo

O professor Dalmo Dallari em sua casa, em São Paulo, em 2016. — Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O professor Dalmo Dallari em sua casa, em São Paulo, em 2016. — Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O jurista Dalmo de Abreu Dallari morreu nesta sexta-feira (8) em São Paulo. Considerado um dos mais importantes juristas do Brasil, Dallari foi professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Em nota, a família declarou que Dallari deixou esposa, sete filhos, 13 netos e dois bisnetos, além de “várias gerações de alunos e seguidores, aos quais se dedicou em mais de 60 anos de magistério e atuação na promoção dos direitos humanos”. Segundo familiares, a causa da morte foi um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O velório será na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo de São Francisco, 95, neste sábado (9), das 10h às 13h. O sepultamento será no túmulo da família, no Cemitério do Araçá, às 14h.

Em comunicado, a Faculdade de Direito da USP lamentou a morte de Dallari.

“Dalmo era amado por seus amigos de docência e alunos. Nos bancos das salas de aula transmitia seu saber com seriedade, de forma que todos, tanto na Graduação quanto na Pós-Graduação, adquirissem o conhecimento com mais facilidade”, destacou a instituição, em nota.

Jurista Dalmo Dallari morre em São Paulo aos 90 anos
 

Jurista Dalmo Dallari morre em São Paulo aos 90 anos

Biografia

Natural de Serra Negra, no interior do estado, Dallari se formou em direito pela USP em 1957 e, pouco depois, em 1964, passou a integrar o corpo docente da instituição.

Conhecido por sua atuação em oposição ao regime militar, Dallari ajudou a organizar a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. A organização foi intensamente buscada por perseguidos políticos e seus familiares, e teve papel importante na proteção de oposicionistas da ditadura.

Jurista Dalmo Dallari em sua casa na Zona Sul da capital paulista, em foto de 2006 — Foto: CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO CONTEÚDO

Jurista Dalmo Dallari em sua casa na Zona Sul da capital paulista, em foto de 2006 — Foto: CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO CONTEÚDO

Dallari ficou conhecido no meio jurídico como um dos principais especialistas na área do Direito Constitucional brasileiro. Sua carreira teve como foco a defesa dos direitos humanos e a garantia do Estado de Direito. Foi autor de diversos artigos, capítulos de livros e realizou palestras e conferências, no Brasil e no exterior.

Na Faculdade de Direito da USP, tornou-se professor titular em 1974 e, em 1986, foi escolhido para ser diretor, posição que ocupou até 1990.

Jurista Dalmo Dallari durante ato de apoio pela demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, realizado no teatro do Sesc da Avenida Paulista, em agosto de 2008 — Foto: SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO

Jurista Dalmo Dallari durante ato de apoio pela demarcação contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, realizado no teatro do Sesc da Avenida Paulista, em agosto de 2008 — Foto: SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO

Entre 1990 e 1992, Dallari atuou na prefeitura de São Paulo como secretário de Negócios Jurídicos sob a gestão de Luiza Erundina.

Em 2001, ano em que deixou a docência regular por conta de sua aposentadoria compulsória, foi nomeado coordenador da Cátedra UNESCO de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância.

Já em 2007 tornou-se professor emérito da Faculdade de Direito da USP.

Dalllari foi pai de dois professores da universidade, Maria Paula Dallari Bucci, da Faculdade de Direito, e Pedro Dallari, do Instituto de Relações Internacionais, frutos de seu primeiro casamento. Atualmente, o professor emérito estava casado com Sueli Dallari, que foi professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e também é formada na São Francisco, em 1980.

abr
08
Posted on 08-04-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-04-2022
A O Antagonista, a senadora e presidenciável do MDB disse, com exclusividade, considerar que o ex-juiz cometeu equívocos em suas articulações
Simone Tebet: “Moro nunca foi alijado do processo”
Divulgação/MDB
 

Em entrevista exclusiva a O Antagonista na manhã desta quinta-feira (7), a senadora Simone Tebet, pré-candidata à Presidência da República pelo MDB, disse que Sergio Moro “nunca foi alijado” do processo de tentativa de construção de uma candidatura única do chamado Centro Democrático.

Ela afirmou que o ex-juiz da Lava Jato saiu “de forma antecipada” do processo ao decidir migrar para a União Brasil. A senadora, que tem uma boa relação com Moro, avalia que ele fez “articulações, gestos e movimentos equivocados”, por “não entender o jogo político”.

Ao contrário das análises predominantes dos últimos dias, Simone Tebet sustenta que a Terceira Via não implodiu (“Muito pelo contrário”). No entender dela, mesmo sem Moro, o grupo conseguirá apresentar um nome alternativo a Lula e Jair Bolsonaro até 18 de maio, conforme anunciado ontem por dirigentes de MDB, PSDB, União Brasil e Cidadania. Ela reforçou que, posteriormente, até o PDT, de Ciro Gomes, poderá somar.

Simone também foi provocada a fazer um balanço da Terceira Via até aqui. Ao ser questionada sobre a viabilidade eleitoral de Luciano Bivar, presidente da União Brasil que também se coloca como pré-candidato, evitou tecer qualquer crítica. A senadora pelo Mato Grosso do Sul, prestes a concluir seu primeiro mandato, afirmou, ainda, que se sente preparada para ser a candidata do centro, mas ponderou que os dirigentes partidários receberam “carta branca e procuração” para fazer a escolha.

Leia a íntegra da entrevista:

A Terceira Via, Centro Democrático ou algo que o valha implodiu?

Muito pelo contrário. Especialmente ontem, demos a demonstração de que o centro está mais unido do que nunca. Nós somos um palco constante de diálogo e de parceria. Há um respeito muito claro pelo tempo de cada partido. Não é fácil construir uma única via, tendo hoje já quatro partidos juntos. Mas demos ontem uma demonstração clara, repito, de que não somos só palco de diálogos e de debates, mas, sim, de parceria.

Há um centro de convergência, de união e até de equilíbrio de forças partidárias, respeitando a força particular de cada partido. Um partido [União Brasil] tem mais fundo partidário e tempo de televisão; outro [MDB] tem mais história, mais capilaridade, com o maior número de prefeitos e vice-prefeitos; outro [PSDB] governa o maior estado da Federação brasileira; e um quarto [Cidadania] tem na experiência e na história de seus representantes condições de somar conosco.

A Terceira Via reacendeu na opinião pública a chance de construirmos uma única via importante e necessária para pacificar a política no Brasil, como primeiro passo para termos estabilidade e prosperidade econômica, que é o que queremos.

Por que limar do processo (e da possibilidade de composição de chapa) o candidato que melhor pontuava nas pesquisas? Pesou o fato de ser o Sergio Moro, alguém “odiado” pela política, no sentido mais amplo?

Tem um equívoco aí. O Moro nunca foi alijado do processo. O Podemos é que tinha uma candidatura com força, mas não se apresentou, num primeiro momento, para o diálogo. Nós nunca fechamos as portas para a Renata [Renata Abreu, presidente do Podemos] e ela também nunca fechou as portas para nós. Só entendíamos que tínhamos o tempo da nossa costura, antes de conversarmos com o Podemos.

Aí fomos surpreendidos, primeiro, pelo posicionamento do Moro de mudar o domicílio eleitoral. Mas aquilo não era um problema: já havíamos, inclusive, conversado sobre essa possibilidade. Mas a surpresa maior foi ele ter mudado de partido, sem conversar antes com o partido que o abrigou e, aí sim, ele acabou entrando num processo de decisão interna da União Brasil, onde já havia espaços preenchidos. Virou uma questão interna da União, sobre a qual não posso nem devo me pronunciar.

Repito: em momento algum o Moro foi limado do processo. Talvez, posicionamentos… Ou, melhor do que posicionamentos, articulações, gestos e movimentos equivocados dele possam ter levado, de forma antecipada, o Moro a ficar de fora desse processo, entrando num partido que já tinha, desde um primeiro momento, a intenção de uma pré-candidatura. (Havia) dificuldades (por parte dele) de entender o jogo político e entrar no processo. Ele era o mais bem posicionado nas pesquisas, mas todos os outros também tinham seus ativos.

Nos bastidores, de todos os lados, aumentam burburinhos, inclusive entre vocês, de que “ninguém mais acredita” na viabilidade da candidatura única. A senhora realmente ainda acredita na Terceira Via?

O campo do centro democrático chegará unido às convenções partidárias [entre julho e agosto] e com uma candidatura única contra essa pandemia política, geradora de um manicômio eleitoral que coloca os dois nomes mais rejeitados na liderança das pesquisas de intenção de voto. Política é coisa séria e passa pela escolha do melhor, não do menos pior. O centro vai oferecer a melhor alternativa aos brasileiros.

Qual foi o principal entrave da Terceira Via até aqui? O maior erro? Foi timing?  Foram vaidades? Foi a polarização aparentemente enraizada no país?

O tempo da política, o tempo da democracia é muito diferente do tempo das angústias, das necessidades das pessoas. O tempo da democracia exige, por meio do diálogo e do consenso, chegarmos a uma convergência, que depende, obviamente, de eliminarmos os obstáculos que nos impedem de chegarmos a um denominador comum. Isso foi feito ao longo de todo esse tempo. Um processo de construção.

Ao contrário do que aparenta, eu estou positivamente surpresa com a agilidade e com a consciência de todos de que esse projeto não é personalista, não é ideológico, não é partidário. É um pacto a favor do Brasil e ponto. Nós estamos falando hoje de retrocessos inimagináveis, de uma polarização exacerbada que levou a política ao chão. A realidade é esta: a política no Brasil foi ao chão e agora nós precisamos recolher os cacos.

Sobre o timing, olha, há uma cronologia. Tudo no seu tempo. Estamos caminhando bem. Acho que 18 de maio é uma data muito razoável para que todos os candidatos se apresentem, façam os seus gestos e, depois, escolheremos um nome, com base em um critério a ser escolhido, que não pode ser o critério de pesquisa quantitativa somente, mas, sim, um somatório de pesquisas quantitativas e qualitativas.

Hoje, não é uma disputa entre quem pontua melhor nas pesquisas. O que impera é a política da rejeição: ganha aquele menos rejeitado. Tudo isso tem sido colocado no processo, antes de decidirmos quem será o ungido ou a ungida para representar esse centro democrático. Nosso grupo começou agora com quatro partidos, mas, a partir de maio, e já estamos dialogando, vamos intensificar conversas com todos os outros partidos democráticos: com o Podemos, com o Novo e, posteriormente, com o próprio PDT, de Ciro Gomes.

A senhora ainda acredita que pode ter o apoio da maioria do seu partido, o MDB, para ir com sua candidatura até o fim?

Quem quer apoio tem que estar disposto a apoiar. Só temos uma bala de prata e todos nós vamos nos curvar às decisões dos presidentes dos partidos, que estarão escolhendo o melhor nome, a partir de critérios justos e obedecendo as regras do jogo. Nós já aceitamos isso. Todos nós, pré-candidatos, já demos essa carta branca, essa procuração para que os presidentes dos partidos encontrem esse nome de consenso.

Eu me sinto preparada para representar esse grupo, eu venho me preparando para isso. E, sim, pelas pesquisas, pelo fato de eu ser menos conhecida e menos rejeitada, pela minha história, pelo meu trabalho, por ser a única mulher… Hoje, pelas pesquisas, a maior rejeição a Lula e a Jair Bolsonaro parte do eleitorado feminino. Sim, eu entendo que eu posso liderar e levar essa candidatura até o final, em nome de todos.

O grupo realmente acredita que Luciano Bivar, o mais desconhecido de todos vocês, tem alguma chance de viabilidade eleitoral?

Não posso falar pela União Brasil. A União Brasil tem pré-candidato. Todo mundo pode fazer as críticas em relação ao meu nome também como pré-candidata do MDB. Mas essa é uma decisão interna de cada partido. Esses são os nomes que estão colocados à mesa neste momento e, até 18 de maio, se Deus quiser, teremos alguém para ter cara, nome e sobrenome e apresentar ao Brasil as propostas que o país precisa e merece, para que a gente possa sair, o mais rápido possível, desta crise e nos fortalecermos no processo eleitoral e chegarmos ao segundo turno em outubro.

“Arrancame la Vida”, Agustin Lara: raríssima gravação do bolero antológico do magistral compositor mexicanos aqui interpretado em ritmo de tango pelo próprio autor em seu legendário piano. Viva!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Vc
Victor correia
 

 (crédito: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

(crédito: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou, nesta quinta-feira (7/4), sobre as polêmicas recentes envolvendo declarações suas sobre aborto e sobre “incomodar a tranquilidade” de deputados indo a suas casas.

“A única coisa que eu deixei de falar é que eu sou contra o aborto. Eu tenho cinco filhos, oito netos e uma bisneta”, disse Lula em entrevista à Rádio Jangadeiro Bandnews, de Fortaleza. “O que eu disse é que é preciso transformar essa questão do aborto em uma questão de saúde pública. Mesmo eu sendo contra o aborto, ele existe.”

A polêmica começou após discurso do petista na última terça-feira (3) em um evento na Fundação Perseu Abramo, em São Paulo. O ex-presidente afirmou na ocasião que “mulheres pobres morrem tentando abortar, enquanto madames vão para Paris”, e que o tema deve ser tratado como questão de saúde pública. Ou tra fala de Lula que gerou polêmica nesta semana ocorreu na segunda-feira (2), em evento na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), também em São Paulo. O ex-presidente defendeu que realizar atos no Congresso Nacional não gera resultados e pediu que a população “mapeasse o endereço de cada deputado e fossem 50 pessoas para a casa desse deputado. Não é para xingar, não, é para conversar com ele, conversar com a mulher dele, conversar com o filho dele, incomodar a tranquilidade dele”.

 As duas declarações foram criticadas por bolsonaristas e grupos conservadores. “Minha família é sagrada e na minha família tem pistola”, disse em vídeo divulgado nas redes a deputada Carla Zambelli (PL). “Olha mãe, se vier vagabundo aqui, ameaçar a senhora e ameaçar meu filho, a senhora está autorizada a pegar a minha pistola e meter chumbo”, afirmou a parlamentar.

“Esse deputado que durante as eleições fala que ama o povo, andando de carro aberto, abanando a mão para o povo. Por que, depois de eleito, o povo passa a ser estorvo?”, questionou Lula sobre as críticas recebidas. Ele relatou ainda que, durante seu governo, recebia pessoas até de madrugada no Palácio da Alvorada e em seu apartamento em São Bernardo do Campo para conversar.

abr
08
Posted on 08-04-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-04-2022
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Klebar no jornal Estado de Minas (BH)
(foto: Kleber)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

‘Hey hey rise up’ terá os rendimentos doados ao Fundo de ajuda humanitário da Ucrânia. Último lançamento da banda foi em 1994, com ‘The division bell’

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: Material de divulgação)

(crédito: Material de divulgação)

A banda Pink Floyd divulgou, nsta quinta-feira (7/4), uma música inédita em apoio aos ucranianos. Hey hey rise up é o primeiro lançamento inédito do grupo desde The division bell, de 1994.

O line up para este single é David Gilmour, Nick Mason, Guy Pratt e Nitin Sawhney. Além dos músicos, o cantor ucraniano Andriy Khlyvnyuk colabora na faixa. Khlyvnyuk recentemente teve que abandonar sua turnê pelos Estados Unidos para retornar à Ucrânia para lutar pelo país.

O Pink Floyd vai doar os rendimentos ao Fundo de ajuda humanitária da Ucrânia. Hey hey rise up é inspirada pela música de protesto The red viburnum in the meadow, cantada por Andriy em uma manifestação contra a invasão russa, na Praça Sofiyskaya, em Kiev.

Em comunicado à imprensa, Gilmour, que tem nora e neto ucranianos, criticou o conflito. “Nós, como muitos, temos sentido a fúria e a frustração desse ato vil de um país democrático independente e pacífico sendo invadido e tendo seu povo assassinado por uma das maiores potências do mundo”.

Confira Hey hey rise up:

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