DO JORNAL DO BRASIL

Foto: reprodução de vídeo
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Por POLÍTICA JB

Uma das perguntas mais retumbantes nas redes sociais desde a explosão do caso de corrupção das rachadinhas no gabinete do então deputado estadual pelo Rio de Janeiro e hoje senador Flávio Bolsonaro (PL) foi respondida nesta semana. (o esquema consiste no repasse da maior parte dos salários dos assessores-fantasmas para o parlamentar ao longo dos anos da legislatura na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Em entrevista concedida à revista “Veja”, o ex-assessor e ex-motorista Fabrício Queiroz – apontado pelas autoridades como o operador do esquema no gabinete do filho Zero Um do presidente – se justificou pelo depósito de R$ 89 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro, mulher do presidente da República Jair Bolsonaro (PL). Ele e Queiroz mantêm amizade há quase quarenta anos.

Na versão dele, Bolsonaro lhe fizera um empréstimo de R$ 20 mil para cobrir um rombo em seu cheque especial. Em seguida, mais dois empréstimos foram feitos, de R$ 30 mil e de R$ 40 mil para a suposta compra de dois carros.

“O Jair me emprestou, eu com a maior vergonha de pedir o dinheiro. Ele é assim (exibe a mão fechada). Esse cara não olha nem para mulher na rua, é de casa para o trabalho. Foi um pai para mim”, declarou.

Queiroz disse que o montante foi devolvido na conta da primeira-dama em cheques fracionados. Mas por que o valor foi devolvido na conta de Michelle, e não na do próprio Bolsonaro, à época deputado federal pelo Rio de Janeiro?

“Você não confia na tua mulher, não? Deputado não tem tempo para nada. Não é melhor dar um cheque para a mulher e todo mês você tem lá o seu chequinho?”, indagou.

Outro depósito vultuoso chamou a atenção dos investigadores: o de R$ 25 mil na conta da mulher de Flávio, a dentista Fernanda.

Queiroz foi visto fazendo a transação em dinheiro vivo na boca do caixa – as imagens constam nos autos da investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

De acordo com a revista, ele deu a entender que o dinheiro era do próprio Flávio.

“Na hora de depositar uma determinada quantia, é preciso dar o CPF. Eu fiquei ligando para o Flávio para pegar o número do documento dele, mas estava no plenário e não me respondia. Aí perguntei para o caixa: posso botar o meu CPF? E botei o meu. Juro pela felicidade das minhas filhas”, declarou.

Segundo a publicação, durante a entrevista, o amigo pessoal de Bolsonaro se irritou quando questionado sobre as transações imobiliárias do ex-patrão, um dos eixos da investigação do MP do Rio em relação ao dinheiro supostamente desviado por Flávio.

“Isso é problema dele lá, negócio de imóveis. Não tem nada a ver comigo”, concluiu Queiroz.(com agência Sputnik Brasil)

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