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Postado em 17-03-2022
Arquivado em (Artigos) por vitor em 17-03-2022 00:09
Corte analisa limite para interceptação telefônica em caso que foi julgado pelo ex-magistrado e com denúncia assinada pelo ex-procurador, antes da Lava Jato
Kakay aproveita julgamento no STF para atacar Moro e Dallagnol
Reprodução

Kakay (foto), que dispensa apresentações, usou a tribuna do Supremo nesta quarta-feira para atacar o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol. Ele é advogado dos empresários investigados no caso Sundown.

O julgamento, que começou hoje e seguirá amanhã, trata da renovação sucessiva de interceptações telefônicas para fins de investigação criminal. O caso teve Moro como juiz e Dallagnol como procurador.

“A defesa quer a manutenção a jurisprudência, a fundamentação e razoabilidade. Aqui há um caso interessante porque era o caso do Moro e Dallagnol. Interessante que no livro dele (Dallagnol) diz que nesse caso o primeiro diálogo estranho foi encontrado um ano e quatro meses depois. É impressionante esse caso, paradigmático. O próprio procurador Dallagnol, hoje candidato a deputado, só descobriu algo um ano e quatro meses depois. Maior caso do Paraná e se tornou pequeno por causa desses atores”, disse.

Kakay é advogado dos empresários uruguaios do Grupo Sundown, fabricante de bicicletas e motocicletas, Isidoro Rozenblum Trosman e Rolando Rozenblum Elpern, que tiveram os telefones interceptados. Eles foram presos no âmbito da Operação Pôr do Sol.

Em 2008, o STJ decidiu anular as interceptações e as condenações. Três anos depois, o MPF recorreu ao Supremo. Sim, o caso está sendo julgado 11 anos depois, às vésperas da eleição que tem Moro e Dallagnol como candidatos. Mas deve ser apenas uma coincidência.

 

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