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Posted on 17-03-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-03-2022
DO CORREIO BRAZILIENSE

“A gente tem que entender: o preço do combustível, fruto até da questão da transição energética que nós temos de viver, não vai voltar aos patamares que a gente gostaria”, completou o vice-presidente

 
IS
Ingrid Soares
 

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta quarta-feira (16/3) que o preço do litro da gasolina não deverá voltar a R$ 4, mas que é possível voltar a R$ 6. A declaração ocorreu na chegada ao Palácio do Planalto. Desde ontem, o preço internacional do barril do petróleo está abaixo de US$ 100.

“O mercado começa a se reequilibrar. Bateu nos US$ 139, já está em US$ 99, US$ 98. É óbvio essa flutuação, acredito que a Petrobras vai encaixar isso aí e vai haver uma redução”, disse. “Uma realidade a gente tem que entender: o preço do combustível, fruto até da questão da transição energética que nós temos de viver, não vai voltar aos patamares que a gente gostaria. Não vamos mais, na minha visão, pagar R$ 4 por litro de gasolina. Vai ser difícil isso acontecer”, apontou.

“O preço da gasolina pode mudar. Pode baixar aí, voltar para meia-dúzia, né? Mas vamos lembrar aí que uns dois, três anos atrás estávamos pagando R$ 4,50, R$ 4,60”, acrescentou.

 

Petrobras

O general caracterizou também que há “histeria” sobre o assunto e culpou os preços internacionais e a guerra no Leste Europeu pela subida nos preços dos combustíveis.

“Essa questão do preço do petróleo é muita histeria. Porque houve uma variação, vamos dizer assim, violenta no preço do petróleo, fruto, primeiro, da questão da pandemia, do retorno da atividade econômica, e, posteriormente, desse conflito absurdo lá na Rússia, na Ucrânia”, disse, emendando que há esquemas de cartéis que devem ser investigados pela Petrobras.

Na terça-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar o reajuste de preços de combustíveis praticado pela Petrobras e cobrou que a mesma acompanhe a queda internacional do preço do barril. O chefe do Executivo ainda ironizou a “sensibilidade” da estatal, que, segundo ele, poderia ter aguardado ‘ao menos um dia’ para realizar os repasses ao consumidor.

“You`ve Lost That Loving”, Elvis e Pricila Presley: bela e exuberante performance de Elvis, ao vivo, em dueto com Priscila Presley. Simplesmente sensacional.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo SSoares)

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DO CORREIO BRAZILIENSE
 

Foto: Sérgio Lima/AFP

Filhos de Bolsonaro “tocam o terror” contra o presidente da Petrobras

Publicado em Economia

A fúria com que o presidente Jair Bolsonaro está atacando o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, é insuflada pelos filhos do chefe do Executivo, mais precisamente Flávio, Carlos e Eduardo. Eles estão convencidos de que o pai precisa se descolar do aumento dos combustíveis e jogar a culpa no general, tratado como traidor dentro do Palácio do Planalto.

 

Os ataques de Bolsonaro — que diz que a Petrobras cometeu crime ao aumentar os preços da gasolina em 18,7%, do diesel em 24,9% e do gás de cozinha em 16% — são baseados em levantamentos que Carluxo tem feito nas redes sociais e mesmo em pesquisas qualitativas contratadas pelo Planalto.

 

Carluxo recomendou ao pai que use todo o tempo possível para nominar culpados pelos reajustes dos combustíveis neste momento em que ele começa a se recuperar nas pesquisas eleitorais, aproximando-se de Lula. O filho 02 disse a Bolsonaro que, se ele superar o desgaste provocado pela Petrobras, será reeleito em outubro próximo.

 

Resiliência e eleições

 

A análise é de que a resiliência do presidente é enorme. Mesmo com os estragos provocados pela pandemia da covid-19, pelos ataques à vacinação contra a covid, pela volta da inflação e pelo aumento dos juros, Bolsonaro recuperou parte do apoio perdido e vê sua rejeição cair em todas as regiões e entre todos os grupos de eleitores.

 

Portanto, os ataques à Petrobras e ao presidente da empresa, que, no entender do clã Bolsonaro, deve ser demitido, precisam continuar, para incutir na cabeça dos eleitores que o governo não tem culpa pelos reajustes dos combustíveis e que o chefe do Executivo está fazendo de tudo para aliviar a vida das pessoas.

 

Os filhos de Bolsonaro acreditam que a queda de Silva e Luna e a redução dos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha farão o presidente da República galgar mais pontos nas pesquisas. Os herdeiros presidenciais arriscam a dizer que, até o meio do ano, Bolsonaro terá empatado ou mesmo superado Lula na preferência do eleitorado.

 

Brasília, 16h10min

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Duke no jornal O Tempo (MG)

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Corte analisa limite para interceptação telefônica em caso que foi julgado pelo ex-magistrado e com denúncia assinada pelo ex-procurador, antes da Lava Jato
Kakay aproveita julgamento no STF para atacar Moro e Dallagnol
Reprodução

Kakay (foto), que dispensa apresentações, usou a tribuna do Supremo nesta quarta-feira para atacar o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol. Ele é advogado dos empresários investigados no caso Sundown.

O julgamento, que começou hoje e seguirá amanhã, trata da renovação sucessiva de interceptações telefônicas para fins de investigação criminal. O caso teve Moro como juiz e Dallagnol como procurador.

“A defesa quer a manutenção a jurisprudência, a fundamentação e razoabilidade. Aqui há um caso interessante porque era o caso do Moro e Dallagnol. Interessante que no livro dele (Dallagnol) diz que nesse caso o primeiro diálogo estranho foi encontrado um ano e quatro meses depois. É impressionante esse caso, paradigmático. O próprio procurador Dallagnol, hoje candidato a deputado, só descobriu algo um ano e quatro meses depois. Maior caso do Paraná e se tornou pequeno por causa desses atores”, disse.

Kakay é advogado dos empresários uruguaios do Grupo Sundown, fabricante de bicicletas e motocicletas, Isidoro Rozenblum Trosman e Rolando Rozenblum Elpern, que tiveram os telefones interceptados. Eles foram presos no âmbito da Operação Pôr do Sol.

Em 2008, o STJ decidiu anular as interceptações e as condenações. Três anos depois, o MPF recorreu ao Supremo. Sim, o caso está sendo julgado 11 anos depois, às vésperas da eleição que tem Moro e Dallagnol como candidatos. Mas deve ser apenas uma coincidência.

 

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