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Posted on 12-03-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-03-2022
 

Crédito: Cristiano Gomes/CB/D.A Press. Dragão da inflação come uma moeda de 1 real.
DO CORREIO BRAZILIENSE

ROSANA HESSEL

O consumidor deve preparar o bolso, porque o dragão da inflação está cada vez mais faminto. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) disparou em fevereiro antes mesmo do tarifaço da Petrobras nas refinarias, que entrou em vigor nesta sexta-feira (11/3). Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta do IPCA praticamente dobrou entre janeiro e fevereiro, passando de 0,54% para 1,01%.

 

O resultado ficou acima da expectativa da mediana do mercado do boletim Focus, de 0,89%, e tudo indica que a carestia continuará acelerando. Ontem, a estatal anunciou reajuste de 24,9% no preço médio do litro do diesel, elevou em 18,7% o preço da gasolina e em 16% o custo do gás de cozinha e analistas alertam que o impacto desse reajuste será sentido no IPCA de março e de abril, garantindo que a inflação continuará acima de dois dígitos quando a expectativa era de um início de desaceleração.

 

A alta de 1,01% do IPCA de fevereiro foi a maior variação para o mês desde 2015, quando o índice da inflação oficial subiu 1,22%. No segundo mês de 2021, a alta do indicador ficou em 0,86%. No ano, o IPCA acumula alta de 1,56% e, nos últimos 12 meses, avançou 10,54%.

 

De acordo com os dados do IBGE,  todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em fevereiro. Mais da metade da alta (0,57 ponto percentual) do IPCA foi resultado dos reajustes das mensalidades escolares e da disparada dos preços dos alimentos, mas a carestia continua disseminada na economia, com índice de difusão passando de 73%, em janeiro, para 75% em fevereiro — mesmo patamar de dezembro.

 

O maior impacto no IPCA, de 0,31 ponto percentual, e a maior variação, de 5,61%, vieram do grupo Educação. Desse montante, 0,28 ponto percentual foi resultado do aumento de 6,67% dos cursos regulares, com destaque para alta de 8,06% para o ensino fundamental.

 

Na sequência, o grupo Alimentação e bebidas, com alta de 1,28%, acelerou em relação à elevação de 1,11% de janeiro, contribuindo com 0,27 ponto percentual da alta do IPCA. Essa alta foi influenciada pelo aumento de preços dos alimentos consumidos em casa, como a batata inglesa e da cenoura, cujos preços dispararam 23,49% e 55,41% em fevereiro. As frustras subiram 3,55%, variação próxima à do mês anterior, de 3,40%.  Por outro lado, foram registradas quedas nos preços do frango inteiro e em pedaços de 2,29% e 1,35%, respectivamente.

 

Os grupos Transportes, com variação de 0,46% reverteu a queda de 0,11% do mês anterior, e Habitação, com alta de 0,54%, também se destacaram. Os demais registraram 0,29% de alta do grupo Comunicação e a segunda maior variação do mês, de 1,76%, para Artigos de residência.

 

Revisões

 

O resultado ficou acima da alta entre 0,85% e 0,90% esperada pelo economista e especialista em índices de preços André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Ele prevê uma nova aceleração na inflação de março por conta dos reajustes dos combustíveis que passou a vigorar hoje e revisou de 6,2% para 7,5% a estimativa para o IPCA no fim do ano, após o anúncio da Petrobras ontem.

 

Pelas contas de Braz, apenas o reajuste dos combustíveis deve provocar um impacto de 0,75 ponto percentual no IPCA, que deve fazer com que a inflação oficial acelerar em março e em abril, em vez de desacelerar. “Mas esse é o efeito direto. Ainda existem os indiretos”, alertou, citando, por exemplo, o custo do frete, o aumento nas tarifas de ônibus e do custo de produção no campo com o uso do diesel nas colheitadeiras e tratores.

 

André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, não descarta novas revisões no IPCA deste ano, apesar de considerar que o resultado de fevereiro veio dentro do esperado. “Devemos rever mais uma vez o IPCA de 2022, que já sofreu uma revisão para cima e, hoje, estamos com 6%. Mas nos parece razoável supor algo mais próximo de 6,5%. Com o IPCA de hoje e os desdobramentos dos últimos dias fica cada vez mais claro que o Banco Central deverá subir em 125 pontos base a Selic (taxa básica de juros) na próxima reunião (semana que vem)”, afirmou. Ele manteve em 13,25% a previsão para a Selic, atualmente em 10,75% anuais, no fim do ano.

“Mas quem disse que eu mereço”, Leila Pinheiro e Pretinho da Serrinha:  samba do melhor em dueto de encher os olhos e os ouvidos no sábado baiano de quase fim de verão, mas ainda quente.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) estão empatados na disputa pelo terceiro lugar. Ambos têm 8% das intenções. A margem de erro da mostra é de 3,2 pontos porcentuais

AE
Agência Estado
 

 (crédito: AFP/REPRODUÇÃO)

(crédito: AFP/REPRODUÇÃO)

Pesquisa Ipespe divulgada nesta sexta-feira (11/3) mostra que a disputa pelo Palácio do Planalto permanece sem grandes alterações. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na liderança, com 43% das intenções de voto na pesquisa estimulada, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que está no segundo lugar com 28% das intenções.

O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) estão empatados na disputa pelo terceiro lugar. Ambos têm 8% das intenções. A margem de erro da mostra é de 3,2 pontos percentuais. O cenário é de estabilidade nos três últimos levantamentos, com o desempenho dos nomes principais variando dentro da margem de erro.

João Doria (PSDB) segue em quinto lugar, com 3% das intenções. Já Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante) têm 1% cada. Eduardo Leite (PSDB) também ficou com 1%. Nesta quinta-feira (10), após a desistência do presidente do Senado, Rodrigo Pachedo (PSD-MG) na disputa, o governador do Rio Grande do Sul, que é visto como “plano B” pelo PSD, sinalizou que a decisão sobre se candidatar à Presidência virá nas próximas semanas.

Diferentemente da última pesquisa divulgada, o pré-candidato do Novo, Luiz Felipe DÁvila (Novo), que tinha acumulado 1% das intenções de voto, não pontuou nesta pesquisa. Alessandro Vieira (Cidadania) também foi citado, mas não pontuou.

Brancos e nulos foram 7% e não sabem ou não responderam foram 2%.

Segundo turno

Nas projeções para segundo turno, Lula manteve a liderança. Contra Bolsonaro, o petista teria 53% dos votos e o atual presidente, 33%. Em um suposto segundo turno com Moro, Lula registra 51% e o ex-ministro 30%. Contra Eduardo Leite, o ex-presidente fica com 55% e o governador, 17%. Na disputa contra Doria, Lula tem 53% e o tucano, 18%. Já contra Ciro, o petista atinge 50% das intenções e o pedetista 25%.

Em um cenário com Moro e Bolsonaro no segundo turno, o ex-juiz e o presidente ficam empatados com 33%. Contra Ciro, Bolsonaro teria 36% e o ex-governador cearense, 47%. Já em um cenário com Doria, o tucano lidera com 38% e Bolsonaro, 37%. Em um segundo turno com Leite, Bolsonaro fica à frente com 40% e o governador gaúcho, 35%.

Rejeição

O levantamento indica que 52% dos entrevistados classificam o governo Bolsonaro como “ruim ou péssimo” e 27% consideram como “ótimo ou bom”. Em relação à aprovação do mandato, 63% desaprovam o seu governo, enquanto 32% aprovam.

O Ipespe ouviu mil eleitores entre segunda-feira e quarta-feira. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais e o índice de confiança é de 95,5%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03573/2022.

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Duke no jornal O Tempo (BH)

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Posted on 12-03-2022
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taque ocorreu na cidade de Chernihiv; local ficou totalmente destruído
Estádio na Ucrânia é bombardeado por tropas russas
Foto: Divulgação

O estádio Yuri Gagarin (foto), localizado na cidade de Chernihiv, no norte da Ucrânia, foi bombardeado por tropas russas nesta sexta (11). Imagens divulgadas pela Federação Ucraniana de Futebol mostram que o local ficou totalmente destruído.

Em comunicado, o time FC Desna, dono do estádio, afirmou, em tom de ironia, que os invasores de Moscou dispararam contra a infraestrutura militar mais perigosa da cidade”. 

Diante da guerra, a FIFA liberou jogadores e treinadores estrangeiros que têm contrato com equipes da Rússia e da Ucrânia para que possam assinar contratos de trabalhos com outros clubes ao redor do mundo. Os contratos vigentes estão suspensos até o fim da atual temporada europeia, ou seja, até 30 de junho.

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