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José Carlos Zanetti, Adeus!
Bem mais que um ex-preso político (muito mais)
Um ser humano completo e exemplar.
(Vitor Hugo e Margarida)
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 Jornal EXPRESSO (de Portugal)

“Só Saudade”, Wilson Simonal: Simonal com S de Sempre!
BOM DIA!!!
(Gilson Nogueira)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Com base nos trechos de conversa apresentados pela defesa, Lewandowski concordou que, ao menos em exame preliminar, de fato os procuradores consideravam a acusação inviável, mas mesmo assim seguiram adiante e a apresentaram à Justiça

AB
Agência Brasil
 

A suspensão deve durar até que o plenário do Supremo julgue o mérito de um pedido de trancamento definitivo da ação - (crédito: Marcello Casal JrAg..ncia Brasil)

A suspensão deve durar até que o plenário do Supremo julgue o mérito de um pedido de trancamento definitivo da ação – (crédito: Marcello Casal JrAg..ncia Brasil)

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quarta-feira (2/3) uma liminar (decisão provisória) para suspender o andamento da última ação penal que ainda pesa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Justiça Federal de Brasília. O caso envolve a compra de 36 caças Grippen pelo Ministério da Defesa.

A suspensão deve durar até que o plenário do Supremo julgue o mérito de um pedido de trancamento definitivo da ação, feito pela defesa de Lula no âmbito de uma reclamação que trata das conversas colhidas pela Polícia Federal na Operação Spoofing, que apura a invasão dos aparelhos celulares de diversas autoridades da República. Não há prazo definido para que isso ocorra.

No Supremo, a defesa de Lula apresentou conversas extraídas de um grupo no aplicativo Telegram em que integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e os procuradores de Brasília Frederico Paiva e Herbert Mesquita, responsáveis pela Operação Zelotes, aberta para investigar irregularidades na tramitação de medidas provisória durante os governos de Lula e Dilma (2003 a 2016).

Segundo os advogados, as mensagens demonstram que os membros do Ministério Público Federal (MPF) sabiam faltar elementos para embasar um pedido de condenação no caso dos caças Grippen, mas seguiram adiante com a denúncia como forma de sobrecarregar a defesa de Lula com processos, mesmo que sem chance de sucesso.

Os advogados de Lula tiveram acesso ao inteiro teor das conversas colhidas pela Spoofing, e periciadas pela PF, por força de uma decisão também de Lewandowski.

Nesta quarta (2), o ministro destacou que “convém rechaçar uma possível alegação de que as mensagens apresentadas pela defesa resultaram da ação de hakers e, portanto, não poderiam ser aproveitados pela defesa. Isso porque a doutrina e a jurisprudência brasileiras, sabidamente, são unânimes em afirmar que, embora provas ilícitas não possam ser empregadas pela acusação, é permitido aos acusados lançar mão delas para tentarem provar a sua inocência”.

Denúncia frágil

Com base nos trechos de conversa apresentados pela defesa, Lewandowski concordou que, ao menos em exame preliminar, de fato os procuradores consideravam a acusação inviável, mas mesmo assim seguiram adiante e a apresentaram à Justiça. “A título de exemplo, ressalto uma passagem na qual o próprio Hebert admite que não havia ‘nada de anormal na escolha’ [dos caças suecos]”, escreveu o ministro.

Lewandowski frisou também que o processo de compra dos caças durou mais de 15 anos, perpassando três governos e sempre sob o crivo da Força Aérea Brasileira (FAB). O ministro disse que “passados mais de sete anos da assinatura do respectivo contrato, não existe nenhuma notícia de ter sido ele objeto de contestação por parte dos órgãos de fiscalização, a exemplo da Controladoria-Geral da União, do Ministério Público Federal ou do Tribunal de Contas da União”.

“Não é possível ignorar, pois, que os Procuradores da República responsáveis pela denúncia referente à compra dos caças suecos agiam de forma concertada com os integrantes da “Lava Jato” de Curitba, por meio do aplicativo Telegram, para urdirem, ao que tudo indica, de forma artificiosa, a acusação contra o reclamante [Lula]”, afirmou Lewandowski.

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Charge O TEMPO 02-03-2022
Duke no jornal O Tempo (MG)
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DO CORREIO BRAZILIENSE

DO CORREIO BRAZILIENSE

Três jovens negro são mortos em ação da PM em comunidade de Salvador

Os assassinatos foram na Gamboa, periferia da cidade. Moradores e policiais dão versões conflitantes sobre os acontecimentos; OAB da Bahia cobra investigação

JG
Jéssica Gotlib
 

Familiares de Alexandre dos Santos, 20 anos, deram detalhes de como os jovens foram levados vivos e apareceram mortos - (crédito: Instagram/Reprodução)

Familiares de Alexandre dos Santos, 20 anos, deram detalhes de como os jovens foram levados vivos e apareceram mortos – (crédito: Instagram/Reprodução)

Uma operação da Polícia Militar resultou na morte de três jovens negros na comunidade Gamboa, em Salvador. A PM foi ao local na madrugada da segunda-feira (1º/3) averiguar uma denúncia. As vítimas são Alexandre dos Santos, 20 anos, Patrick Sapucaia, 16, e Cauê Guimarães — que não teve a idade divulgada. Segundo os policiais, houve uma troca de tiros que resultou na morte das três pessoas. Moradores e familiares, no entanto, dão outra versão dos fatos.

A tia de Alexandre dos Santos, Luciana Gomes, 41, falou em entrevista ao Correio 24h que acredita que os jovens tenham sido executados. Os corpos foram achados em uma casa abandonada na entrada da comunidade.

“Entrei lá, tinha poça de sangue na sala, no quarto e no banheiro. Era muito sangue. Ou seja, cada lugar estava um corpo. Como é que foi troca de tiros? Não existe isso. Sem falar que os três estavam em um bar quando foram levados a força para dentro da casa. Depois, os outros policiais foram até a casa e começaram a limpar tudo com água corrente”, contou.

Silvana dos Santos, 48, mãe do rapaz também falou sobre o dia em que o filho foi morto. De acordo com ela, os três foram levados ainda com vida. “Eu tentei salvar o meu filho, mas um policial botou a arma na minha cara. Ele ainda estava com vida, pedindo socorro, dizendo que ia morrer. Mas infelizmente não consegui impedir que matassem o meu filho. Botaram ele e os outros no porta-malas da viatura e saíram”, declarou.

A mãe precisou ser amparada por outros moradores enquanto conversava com a imprensa local. “Acordei com a zoada dos tiros. Pegaram o meu filho para matar. Foram vários policiais e encapuzados que fizeram isso com os meninos. Esses policiais estudam pra quê, gente? Pra matar as pessoas? Eles descem aqui atirando. Pra eles pouco importa quem é trabalhado”, desabafou em entrevista ao Correio 24h.

Investigações

Em entrevista coletiva, os peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) afirmaram que o trabalho de investigação dos fatos será difícil. “Muita gente entrou na casa, encontramos cápsulas dentro de sacos com os próprios moradores. Ou seja, muita coisa foi alterada. Mas coletamos três vestígios respingos de sangue em três pontos distintos que serão analisados”, declarou um dos porta-vozes do departamento.

Nesta quarta-feira (2/3), a Comissão de Direitos Humanos da OAB-BA divulgou nota dizendo que obrar da Corregedoria da PM e da Secretaria de Segurança Pública uma investigação transparente e minuciosa do ocorrido. O texto sugere medidas como o afastamento imediato dos policiais envolvidos nos fatos até o fim da apuração e medidas de proteção às testemunhas.

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