Foto: ALEXANDER NEMENOV/ AFP
Economia

Se realmente quiser derrubar Vladimir Putin, o ditador russo que está tocando o terror na Ucrânia, o Ocidente terá de pegar os oligarcas corruptos que lhe dão suporte. Isso passa por bloquear todo dinheiro e patrimônio que esses corruptos têm no exterior.

Segundo o economista Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia em 2008, estima-se, com dados de 2015 levantados pela Novokmet, que a riqueza estrangeira oculta dos russos ricos correspondia, naquele ano, a cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia. Isso quer dizer que os oligarcas, incluindo Putin, têm, a valores de hoje, US$ 1,3 trilhão escondidos.

 

Krugman diz que o patrimônio oculto dos corruptos russos é de conhecimento de autoridades do Ocidente e de todo o mercado financeiro, que facilita a lavagem de dinheiro. Bloquear esses recursos, portanto, significa atingir em cheio o coração do sistema corrompido que dá sustentação a Putin.

 

Resta saber, de acordo com Krugman, em artigo publicado no The New York Times, se os governos ocidentais estão realmente dispostos a jogar os holofotes sobre esse mercado que acoberta as ilegalidades cometidas pela oligarquia russa. Como ele bem diz, os russos podem ser campeões nesse crime, mas não são os únicos.

“Sonhei que estava em Pernambuco, Antônio Nóbrega:um frevo  de sonho com o carnaval na empolgante interpretação de Nóbrega com acompanhamento de orquestra pernambucana de frevo de arrepiar, como nos meus primeiros carnavais do começo da juventude feliz entre Petrolina(PE) e Juazeio, bastando atravessar a ponte para brincar de verdade o carnaval” em uma ou outra cidade na beira do São Francisco, o rio da minha aldeia. Confira.

BOM DOMINGO!

(Vitor Hugo Soares)

fev
27

 

DO PORTAL UOL/FOLHA

Público no mundo de cultura árabe e islâmica se incomoda com a pouca atenção dada às suas guerras

Diogo Bercito

?A invasão da Rússia na Ucrânia tem causado reações contraditórias no mundo de cultura árabe e islâmica. Por um lado, abundam as demonstrações de solidariedade diante da destruição e da morte causadas pelo exército do presidente russo Vladimir Putin. Por outro, moradores de países como a Síria – que vivem guerras cruentas há anos, inclusive com ataques russos a alvos civis – se perguntam por que é que o drama ucraniano emociona mais do que o deles, no exterior. Nas entrelinhas, dizem: nossas vidas valem tão pouco?

Essa angústia ficou evidente na manhã deste sábado (26), quando começou a circular um vídeo do correspondente Charlie D’Agata, da rede americana CBS. Cobrindo a guerra na Ucrânia, ele afirmou ao vivo que a situação era particularmente problemática porque Kiev é uma cidade “relativamente civilizada, relativamente europeia” – ao contrário, disse, de lugares como o Iraque e o Afeganistão. Eis a frase:

 

Esse não é um lugar – digo com todo o respeito – como o Iraque e o Afeganistão, que viram conflitos por décadas. Esta é uma cidade relativamente civilizada, relativamente europeia… Tenho que escolher essas palavras com cuidado. Você não esperaria que isso acontecesse, ou torceria para que não acontecesse…

Charlie D’Agata

Correspondente da CBS

O vídeo tem circulado nas redes sociais, acompanhado de duras críticas a um mundo que privilegia certas vidas em detrimento de outras. “Imaginem o tipo de dano que essas pessoas vêm causando ao longo dos anos”, comentou um repórter. Alguns usuários pediram que o correspondente da rede americana se desculpasse pelo que ele disse.

Imagem mostra um grupo de artistas escrevendo a palavra "Ucrânia" em inglês, em meio a destroços.
Artistas sírios pintam um mural em uma cidade insurgente, na Síria, em protesto à invasão da Ucrânia. – Omar Haj Kadour/AFP

Não é que ignorem o imenso risco trazido pelas ações russas na Ucrânia. Como disse à Folha o historiador britânico Jeremy Black, “a Rússia tem a capacidade de transformar um conflito regional em uma guerra de grande escala”. Além disso, “como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, a Rússia tem o poder de destruir a arquitetura das relações internacionais”, afirmou. Dito isso, as palavras usadas para se referir a outros países e povos – estes são civilizados, aqueles não – contribuem à desumanização deles. A desumanização, por sua vez, barateia a vida de quem é tido como menor, como inferior.

Essa desumanização ajuda a entender as primeiras reações europeias quanto aos refugiados ucranianos que devem começar a chegar. Alguns líderes já se mostraram favoráveis à entrada de ucranianos – mas, no passado, eles tinham recusado os sírios, os iraquianos e os afegãos.

fev
27
Posted on 27-02-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-02-2022
Gilmar Fraga / Agencia RBSGilmar Fraga no jornal Zero Hora (RS)

fev
27
Ator de 'Que rei sou eu', José Carlos Sanches é encontrado morto no RJ

José Carlos Sanches:  ator teve corpo encontrado 4 dias depois.

DO CORREIO BRAZILIENSE

O ator de 67 anos já estava morto há quatro dias quando foi encontrado

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: Reprodução/Instagram)

(crédito: Reprodução/Instagram)

Na última sexta-feira (26/2), o ator José Carlos Sanches, de 67 anos, foi encontrado morto em seu apartamento, no Rio de Janeiro. A polícia foi ao local após relatos de cheiro forte de moradores do edifício.

Segundo as informações preliminares, José Carlos estaria morto há quatro dias, pelo estado de decomposição do corpo. Os familiares do ator compareceram ao Instituto Médico Legal (IML), na manhã deste sábado para iniciar os trâmites funerários. A data do funeral ainda não foi divulgada.

Relatos no local indicam que o ator foi visto pela última vez na segunda-feira (21), pelas câmeras de segurança do prédio. O caso é apurado pela 12ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro. “A 12ª DP (Copacabana) instaurou inquérito para apurar a morte de José Carlos Sanches. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e os agentes estão levantando informações para esclarecer os fatos”, confirmou a assessoria da instituição em nota ao Gshow.

O ator trabalhou em várias novelas da TV Globo, entre elas, “Água viva”, na primeira versão de “Tititi” e em “Que rei sou eu?”. O papel de mais destaque foi na novela “Por amor”, em que interpretou o piloto Fausto. O último trabalho dele foi na série “Afinal, o que querem as mulheres?”, que estreou em 2010.

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