fev
26
Postado em 26-02-2022
Arquivado em (Artigos) por vitor em 26-02-2022 00:21
Rui quer Senado e Otto Alencar pode ser o candidato ao governo da Bahia - Metro 1
Rui planeja, Wagner desiste e Otto Alencar deve disputar governo da Bahia.
 ARTIGO DA SEMANA

Rui Costa(PT) à lá ACM: Tabajara 2022 (Wagner sai)

Vitor Hugo Soares

E se a palavra da vez é “guerra”, desde que Vladimir Putin invadiu a Ucrânia com tropas russas, no seu aloprado projeto de recompor o antigo império da União Soviética, informe-se, a quem interessar: tambores bélicos também batem fortes nas disputas da corrida sucessória baiana, pelo comando da mais importante unidade federativa no Nordeste, há mais de 15 anos nas mãos do PT e partidos aliados em conflito.

Aos fatos: foi  bombardeada, esta semana, pelo Partido Progressista do vice-governador e secretário de Planejamento, João Leão (PP), e seu filho Cacá (líder do governo Bolsonaro (PL) na Câmara), a Operação Tabajara 2022, assim denominado o plano do governador Rui Costa (PT) para azeitar a passagem dos petistas e aliados na campanha sucessória estadual deste ano, que  fez estragos para todo lado. A começar pela retirada da candidatura do senador Jaques Wagner, a governador, comunicada por ele próprio aos dirigentes petistas, ao governador e ao ex-presidente Lula, que tenta voltar ao Palácio do Planalto. Isso embaralha de vez o jogo bipolar ACM Neto (União Brasil) x Wagner (PT), nas eleições de outubro, com impacto também( e pesado) nas presidenciais.

Chamado, entre aliados partidários e da gestão, de “construtor de pontes na Bahia”, por sua atuação no projeto da faraônica obra sobre a Baia de Todos os Santos, ligando Salvador à Ilha de Itaparica . Leão usou sua dinamite desta vez em “fogo amigo”, causando abalos nos projetos locais e nacionais do PT. Esta guerra intestina dos partidos e líderes governistas no estado, quarto maior colégio eleitoral do País, se arrastava há muito, em combates virulentos de bastidores. Agora rompeu-se o silêncio, com a notícia da retirada da candidatura de Jaques Wagner, ao governo e a convocação, por Lula, de dirigentes petistas baianos, para reunião, em São Paulo, para tentar dar um “freio de arrumação” no conflito. Ficou nítido o temor do ex-presidente, com os efeitos da briga do PT com velhos aliados no estado, apontado como um dos maiores e mais sólidos redutos lulistas do País.

O conflito interno, fora de controle, veio para a rua nesta semana sem Carnaval. Um artigo do jornalista José Carlos Teixeira, doutorado em marketing político, narra detalhes “da Operação Tabajara, proposta por Rui Costa em 2022”   mostrando que o caso, relatado com cores “dos maiores absurdos” na política local, teve precedentes – no tempo em que Antonio Carlos Magalhães era quem mandava,– na campanha de Paulo Souto para Ondina e de ACM para o Senado.

No império baiano do PT, a Tabajara seria uma operação complicada, com movimentação de muitas pedras: do próprio governador e seu vice, dos presidentes da Assembleia e do TJ-Ba, até chegar à arriscada hora da indicação do senador Otto Alencar, do PSD, para um mandato tampão em Ondina, “para que ele pudesse disputar a reeleição já aboletado no cargo de governador”, relata Teixeira. Insatisfeito, Wagner desistiu de retornar a Ondina. O vice João Leão disse que fica até o fim de seu mandato com Rui Costa. O filho Cacá Leão, na Tribuna da Bahia,  negou pressões do PP quanto à partilha dos cargos no estado adiantou: o PP aguarda decisões do governador. Rui Costa, também na TB, defendeu “pacto nacional” e disse que apoia Lula na decisão de ter o ex-tucano Geraldo Alkimin, como vice na chapa. Assim, quem vai desatar o nó da Tabajara 2022 na Bahia? Responda quem souber.
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • Fevereiro 2022
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    28