O hospital confirmou a morte do cineasta e informou que, a pedido da família, não vai divulgar mais informações sobre o falecimento. O Jornal Nacional (TV Globo) revelou que o cineasta morreu em sonsequência da Covid 19.

AB
Agência Brasil

 (crédito: Reprodu....o YouTube TV Universidade Federal da Bahia (UFBA))

(crédito: Reprodu….o YouTube TV Universidade Federal da Bahia (UFBA))

O diretor e roteirista baiano Geraldo Sarno, que morreu na última terça-feira (23/2) aos 83 anos, estava internado no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, na zona sul do Rio. Em nota, a unidade lamentou a morte do cineasta e disse que a pedido da família não podia divulgar mais informações sobre o falecimento.O JN, da TV Globo, no entanto, noticiou que a morte do documentarista foi causada pela Covid 19.

“O Hospital Copa D’Or lamenta a morte do paciente Fidélis Geraldo Sarno na noite desta terça-feira (22) e se solidariza com a família e amigos por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”, relatou.

Conforme o projeto Memória do Cinema Documentário Brasileiro: histórias de vida do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que fez uma entrevista com ele no dia 28 de agosto de 2015, Sarno nasceu em Poções, na Bahia, em 6 de março de 1938. Ele era filho de comerciantes italianos e no meio do sertão convivia com uma comunidade de imigrantes.

“Então, meu hábito de a minha infância foi falar italiano, em casa, dialeto calabrês e trequinês, Trecchina era a cidade da minha mãe, e da porta para fora, o sertão, da porta para fora, o sertão com a garotada e tal”, disse na entrevista ao projeto do Centro de Pesquisa.

Segundo o CPDOC, o interesse do artista pelo cinema surgiu nas sessões que frequentava nas três salas de cinema de sua cidade, onde também ia o diretor Glauber Rocha, levado pela mãe Lúcia Rocha. Mãe e filho moravam em uma cidade próxima. Mas foi durante uma viagem a Cuba, para onde foi em 1962, indicado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que resolveu estudar a arte durante um ano. Mesmo recém formado em Direito e aprovado em primeiro lugar no concurso público para oficial judiciário do Tribunal Regional do Trabalho de Salvador, o diretor e roteirista quis continuar em Cuba para estudar cinema.

Os seus primeiros filmes, Viramundo (1965) e Auto da Vitória (1966) serviram de inspiração para trabalhar temas da cultura popular do sertão nordestino, o que também está presente em trabalhos seguintes com o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), como Os Imaginários (1970), e ao Instituto Nacional de Cinema, como O Engenho (1970), sob produção de Thomas Farkas.

Nos anos 1970, a partir dos filmes-verbetes, como ficaram conhecidos, entrou na reflexão sobre a cultura negra do litoral, com Iaô (1976) e na ficção, com o filme Coronel Delmiro Gouveia (1978). Nos anos 90 começou a ministrar cursos de cinema e realizou uma série de documentários.

Sarno atuou ainda, de acordo com o CPDOC, no mercado editorial, publicando Glauber Rocha e o Cinema Latino-americano (1994) e Cadernos do Sertão (2006). “É reconhecido como um diretor que aborda a cultura popular, a história nacional e suas problemáticas de uma maneira reflexiva e emblemática”, informou o projeto da FGV.

O cineasta recebeu em 2008 o prêmio de melhor direção no Festival de Brasília, com o filme Tudo Isto me Parece um Sonho, que conta a história do general pernambucano Ignácio Abreu e Lima. Ao lado de Simon Bolívar, o general participou de batalhas a favor da libertação da Colômbia, Venezuela e Peru da Coroa Espanhola no século 19.

“Viramundo”, música e interpretação primorosa de Gil, na letra poética de José Carlos, famosa na trilha sonora do histórico documentário de Geraldo Sarno. Saudades!

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

fev
24
LP
Luana Patriolino
 

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes enviou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de investigação sobre a presença do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e do assessor Tercio Arnaud na comitiva da viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Rússia. O Correio revelou a agenda secreta do filho 02 do chefe do Executivo.

Segundo a apuração do Blog do Vicente, há suspeitas de conversas intensas entre o vereador pelo Rio de Janeiro com hackers especializados em disseminação de notícias falsas. A viagem do presidente Bolsonaro ao país ocorreu entre os dias 14 e 16 de fevereiro. Carlos teria embarcado dias antes.

A decisão de Moraes atende a uma solicitação do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O pedido do parlamentar foi apresentado no âmbito do inquérito que investiga a atuação de uma milícia digital, voltada para ataques ao sistema democrático e às instituições brasileiras.

“Os planos do presidente Jair Bolsonaro parecem cada vez mais claros, não sendo demais inquirir os reais interesses dessa agenda. Assim, fica o questionamento óbvio: qual a verdadeira razão para uma viagem à Rússia em momento internacional tão delicado, com uma comitiva sui generis, com ausência de ministros e a presença de numerosos integrantes de seu gabinete do ódio, e no início do ano eleitoral?”, escreveu Randolfe.

Carlos Bolsonaro está encarregado da campanha à reeleição do pai nas redes sociais. Ele conta com a ajuda do assessor especial da Presidência Tercio Arnaud, integrante do chamado gabinete do ódio. Agora, caberá à PGR avaliar se há elementos para abrir uma investigação sobre os fatos.

fev
24
Posted on 24-02-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-02-2022


Amarildo no jornal

 

fev
24
Posted on 24-02-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-02-2022
Em evento do banco BTG Pactual, presidenciável do PDT afirmou que tem de estar no segundo turno e prometeu acabar com o Orçamento secreto
“Nunca mais farei campanha para bandido”, diz Ciro sobre Lula
Foto: André Carvalho/CNI

Em evento do banco BTG Pactual nesta quarta-feira (23), Ciro Gomes (foto) descartou a possibilidade de apoiar Lula em um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro.

“Nunca mais farei campanha para bandido nesse país, nem que o pau tore. Por isso eu tenho que estar no segundo turno”, disse o presidenciável do PDT, sem citar nominalmente o petista.

 

Ciro deu as declarações ao responder a uma pergunta sobre se irá para Paris caso não esteja no segundo turno, como fez em 2018. Para os petistas, a viagem frustrou as expectativas de apoio dele à candidatura de Fernando Haddad. “Eu não fui para Paris para não votar. Eu voltei e votei no Haddad”, afirmou o pedetista.

O ex-ministro voltou a contestar as análises que apontam não haver, na disputa de 2022, espaço para crescimento de um nome alternativo a Lula e Bolsonaro. Também discordou que Sergio Moro, à sua frente em algumas pesquisas, seja o candidato mais competitivo da Terceira Via.

Ciro prometeu ainda que, se eleito, acabará com o Orçamento secreto e levará a plebiscito projetos que enfrentem resistência no Congresso.

Assista:

  • Arquivos

  • Fevereiro 2022
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    28