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Posted on 13-02-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 13-02-2022
Não há Terceira Via sem Moro
Reprodução
 

A Terceira Via é Sergio Moro. É uma via estreita, mas não surgiu outra. Ele não sobe nas pesquisas – e, desse jeito, não vai subir – porque está totalmente isolado. O grupelho que, no ano passado, prometia apoiar o candidato que estivesse à frente nas pesquisas evaporou. A União Brasil passou a perna em Luiz Henrique Mandetta; o Novo chutou João Amoêdo; Luciano Huck foi ganhar mais uma montanha de dinheiro na TV; João Doria implodiu o PSDB para vencer as prévias e, agora, corre o risco de sofrer um golpe em julho; Eduardo Leite é o preferido dos golpistas tucanos; Paulo Hartung manobra com Gilberto Kassab; Simone Tebet está num partido que já se acertou com Lula.

Os caciques que boicotam Moro o acusam de não saber fazer política. Sim, é um defeito de sua candidatura, mas é também sua maior virtude. O fato de ter desmontado a maior quadrilha de todos os tempos pesa um bocado na ojeriza que ele provoca na turma do DEM, por exemplo. Mas o que dizer dos outros candidatos da Terceira Via, que estão tão isolados quanto Moro? Eles também não sabem fazer política? Ou os interesses partidários sufocaram as questões nacionais?

Os nomes da Terceira Via, somados, teriam hoje uns 15% nas pesquisas. Mas é claro que, com o empenho de todos, o candidato unitário teria a chance de crescer durante a campanha. Para chegar ao segundo turno, ele teria de roubar votos do adversário mais vulnerável, que é Jair Bolsonaro. De fato, se o sociopata estivesse no lugar de Lula, com mais de 40% do eleitorado, Moro não seria a melhor alternativa para a Terceira Via. Com o derretimento irreversível de Bolsonaro, porém, ele é.

A campanha de Moro é um desastre. Isso é inegável. A Crusoé, na semana passada, mostrou exatamente o que não funciona. Seu partido, o Podemos, é pior ainda, porque sabota todas as tentativas de consertar os erros. A Terceira Via tem uma única possibilidade: trancar seus líderes numa saleta e jogar a chave fora, até que eles não cheguem a um acordo, que passa necessariamente por Moro, porque só ele tem votos. A via é estreita, mas ainda não fechou.

“Oracion Caribe”, Bienvenido Grande: obra prima musical de Agustin Lara, considera o salmo dos negros caribenhos, famosa mundialmente. Aqui na voz de um de seus maiores intérpretes, “el bigote que canta”, Bienvenido Granda. Formidável.Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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13
AE
Agência Estado
 

 

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa se desfiliou do PSB para retomar as conversas sobre eventual candidatura ao Palácio do Planalto. Barbosa manteve, nos últimos meses, interlocução com empresários, economistas, investidores e políticos. O ministro aposentado deve iniciar diálogo com PSD e União Brasil, partidos que se mostram abertos para recebê-lo.

Os movimentos de Barbosa se dão de forma cautelosa, como é próprio do seu estilo. Entre seus principais interlocutores estão um ex-sócio de Paulo Guedes na gestora de recursos JGP, o apresentador Luciano Huck, o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung.

Barbosa se desfiliou há pouco mais de dez dias do PSB. Depois de ingressar no partido, em 2018, e ensaiar uma candidatura presidencial, ele desistiu da postulação logo depois. Não manteve nenhum convívio na legenda. A desfiliação de Barbosa foi revelada pela colunista Daniela Pinheiro, do UOL. “Estou livre, estou solto”, disse ele, cuja passagem no Supremo ficou marcada pela relatoria do inquérito do mensalão, que condenou a cúpula do PT.

 

A interlocutores, Barbosa tem dito que analisa o quadro eleitoral e que suas conversas são embrionárias. Em encontros privados, porém, ele tem feito consultas sobre eventuais credenciais que levaria para uma futura campanha. A decisão de se desfiliar do PSB se cristalizou após o partido iniciar negociações para uma federação com o PT. O ministro aposentado, conforme pessoas próximas, antes de abrir diálogo com outras legendas, queria primeiro comunicar a saída ao presidente do PSB, Carlos Siqueira.

Movimento

As possibilidades são tratadas com reticências. A expectativa no entorno de Barbosa é de que ele se reúna na próxima semana com o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Outra frente está sendo aberta com ACM Neto e Mendonça Filho, ambos do antigo DEM, hoje União Brasil. Procurados, ACM Neto e Mendonça Filho não se manifestaram. A assessoria de Kassab afirmou que o partido deve ter candidatura própria ao Planalto e o pré-candidato, “por ora”, é o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG).

Um dos principais “torcedores” por uma candidatura do ministro aposentado é Arlindo Raggio Vergaças, que, em 1998, fundou a JGP, gestora que tinha como sócio o atual ministro da Economia, Paulo Guedes. Na semana passada, Vergaças foi o anfitrião de um encontro no qual Barbosa fez um relato de sua trajetória, lembrando a infância humilde no noroeste de Minas, a mudança para Brasília, os estudos e o ingresso no serviço público como tipógrafo do Senado, ponto de partida para a ascensão à Corte máxima do País. A reunião no apartamento na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, juntou políticos, empresários e acadêmicos. Alguns deles saíram com a impressão de que Barbosa ensaia um discurso de candidato.

Segundo apurou o Estadão, Huck também recebeu Barbosa recentemente em sua casa para um jantar em que o tema foi a política nacional. Os dois são amigos – o filho de Barbosa integrou a equipe de produção do Caldeirão do Huck, antigo programa do apresentador. Outro interlocutor é Hartung, que negocia a filiação ao PSD de Kassab.

Centro

 

Para aliados de Barbosa, o cenário segue aberto na terceira via, e a pré-candidatura de Sérgio Moro (Podemos), para decolar, precisa de uma mudança no cenário polarizado que diminua seu índice de rejeição. O ex-juiz da Lava Jato se encontrou com o ministro aposentado em janeiro. Como noticiou o UOL, Barbosa avaliou que Moro se precipitou e “saiu muito cedo” da área jurídica. “Está apanhando adoidado”, afirmou.

O ex-presidente do STF considerou ainda uma chapa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador Geraldo Alckmin uma “jogada de mestre”, mas disse que o PT não pode comemorar antes da hora: “Esse jogo está longe de estar definido, como os analistas estão dizendo. Tem que observar, ver o que vai acontecer ainda. É preciso esperar o começo da campanha de verdade”.

Incentivadores de uma candidatura apostam na capacidade de Barbosa de atrair votos na esquerda e na direita, além de representar temas latentes como o combate ao racismo. Lembram o fato de que, mesmo sem se lançar candidato, ele chegou a aparecer com 10% das intenções de voto em 2018.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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13
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Myrria NO JORNAL

 

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13
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DO JORNAL DE BRASÍLIA

Ao mais uma vez criar a sua versão dos fatos, o chefe do Executivo afirmou que as Forças Armadas levantaram “dezenas de dúvidas” sobre o sistema

Renato Machado
Brasília, DF

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a questionar neste sábado (12) a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

Ao mais uma vez criar a sua versão dos fatos, o chefe do Executivo afirmou que as Forças Armadas levantaram “dezenas de dúvidas” sobre o sistema, que não foram respondidas dentro do prazo pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Bolsonaro concedeu entrevista na manhã deste sábado (12) à rádio Tupi de Campos dos Goytacazes (RJ). O entrevistador foi o ex-governador Anthony Garotinho, que levou uma conversa cordial, ao abordar apenas temas de interesse de Bolsonaro e abrir margem para ele discorrer sobre as realizações de seu governo.

O apresentador do programa questionou o presidente sobre a visão dele sobre a diferença entre a sua posição nas pesquisas de intenção de votos e a popularidade que ele verifica em suas viagens pelo país.

“E agora a gente vê com preocupação. Não quero entrar em detalhes, mas temos um sistema eleitoral que não é de confiança de todos nós ainda.”ONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A máquina, tudo bem, a máquina não mente. Mas quem opera é um ser humano. Então ainda existem muitas dúvidas no tocante a isso e a gente espera que nos próximos dias a gente tire essa dúvida”, afirmou o presidente da República.

Assim como já havia feito em sua live na última quinta-feira, Bolsonaro voltou a afirmar que as Forças Armadas levantaram “dúvidas” sobre o sistema eleitoral. Acrescentou que pedidos de esclarecimentos foram enviados ao TSE e que “nada responderam”.

Afirmou ainda que o ministro Walter Braga Netto (Defesa) vai procurar o presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, para cobrar as informações que foram solicitadas pelo “nosso pessoal da guerra cibernética”.

Em segundo lugar nas pesquisas, diante do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro ignora os fatos ao tentar colocar em conflito Forças Armadas e TSE.

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Os militares mais uma vez fazem parte de um grupo de apoio da Justiça Eleitoral e enviou ainda no ano passado uma série de questões para que o TSE pudesse aprofundar sobre urnas e contagem dos votos.

O Judiciário entrou em recesso, retomou os trabalhos na semana passada e irá responder às questões nos próximos dias.

Na entrevista deste sábado, o presidente da República também reforçou que as Forças Armadas foram convidadas para integrar a comissão de acompanhamento das eleições. Disse que o governo vai “participar da primeira à última fase, do código-fonte à sala secreta”.

“Eu posso adiantar para você que o presidente do TSE, ministro Barroso, convidou várias instituições para participar das eleições do corrente ano. As Forças Armadas foram convidadas e eu sou o chefe supremo das forças armadas. Então nós aceitamos e vamos participar da primeira à última fase, do código-fonte à sala secreta.

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A nova onda de críticas ao TSE havia começado na quinta-feira, durante transmissão ao vivo na internet. Bolsonaro havia dito esperar “eleições limpas”, mas que as Forças Armadas haviam apontado “dezenas de vulnerabilidades” no sistema eleitoral.

No passado, Bolsonaro já afirmou diversas vezes, sem apresentar provas, que havia vencido as eleições de 2018 no primeiro turno.

Também chegou a marcar uma transmissão ao vivo para apresentar as provas que tinha contra a confiabilidade das urnas eletrônicas e que o pleito havia sido fraudado. No entanto, apenas trouxe teorias que circulam há anos na internet, sem comprovação.

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Durante a entrevista a Anthony Garotinho –ex-aliado do PT e que chegou a ser preso por acusações de corrupção, que nega ambos– também comentaram os ataques que sofrem da mídia, citando em específico a TV Globo. Bolsonaro disse que é um “herói nacional” por resistir três anos de ataques.

 Garotinho e Bolsonaro iniciaram uma aproximação no fim de janeiro, durante viagem do presidente para a região de influência da família do ex-governador. Participaram juntos de inaugurações ligadas ao setor de energia

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