fev
12
Moro posa com estátua de Padre Cícero, dias após polêmica de Bolsonaro

Moro: aos pés do Padre Cícero em Juazeiro do Norte

 ARTIGO DA SEMANA

Padre Cícero e Velho Chico: Bolsonaro e Moro buscam milagres

Vitor Hugo Soares

Desde a campanha de 1994, quando o refinado acadêmico Fernando Henrique Cardoso, candidato ao Palácio do Planalto, pelo PSDB, encarou e se deu bem à mesa da buchada de bode servida na mítica Canudos – epicentro, no começo da República, das sangrentas batalhas das tropas federais, enviadas ao sertão baiano para sufocar a revolta dos seguidores do beato Antônio Conselheiro na “Guerra do Fim do Mundo” – raramente se viu tanta movimentação política e marqueteira no Nordeste, quanto nesta semana de fevereiro: a região foi visitada pelo ex-juiz Sérgio Moro, candidato do Podemos, e o presidente Jair Bolsonaro, em campanha para a reeleição.Ambos à caça de votos e de milagres do Padre Cícero ou das águas do Rio São Francisco.  

Moro, no domingo (6), apareceu aos pés da estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, no começo da sua visita ao Ceará. O presidente Bolsonaro baixou em Recife quase ao mesmo tempo, na viagem de dois dias a Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, onde as pesquisas indicam estar o maior filão de votos do ex-presidente Lula (PT), que tenta voltar ao governo. O “mito” aposta no dom das águas da transposição do Rio São Francisco, projeto que desde seu lançamento, no governo do ex-presidente petista, dá palanque e produz “milagres” de multiplicação de votos para candidatos federais.

Antes de pegar o avião, o capitão fez bravatas e promoveu aglomerações anunciando sua ida, dia 8, à região dos “paus-de-arara” (como ele chamou), para comícios mal disfarçados em atos administrativos de “segurança hídrica”. Silenciosamente, nas redes sociais, Moro postava sua foto ao lado da estátua do Padre Cícero, lendário líder religioso católico, o Padim Ciço (nos cânticos e cordéis sertanejos): “Estou em visita ao Ceará, e acabei de chegar a Juazeiro do Norte, neste domingo (6). Estou muito feliz de estar aqui e com as homenagens recebidas na terra do Padre Cícero (incluindo o título de cidadania honorária, da Câmara Municipal de prefeitura administrada por prefeito do Podemos).

Moro se movimentou com desembaraço em Juazeiro e Fortaleza, quase sempre com Bolsonaro na mira. Ironizou os mais recentes disparates do presidente, que chamou assessores nordestinos de “paus-de-arara” e disse que o religioso das grandiosas romarias em Juazeiro era natural de Pernambuco. Na segunda-feira, ao se despedir da cidade, o candidato do Podemos, em foto-mensagem com uma imagem do religioso na mão, explicou: “Vou levar uma imagem do Padre Cícero como lembrança para minha mãe, que é cristã”, disse  o ex-ministro, antes de seguir viagem para Fortaleza, onde foi  lançar seu livro “Combate ao Sistema da Corrupção”.

O presidente desceu em Recife, na terça-feira, 8. E deixou claro estar assustado com Lula e o PT. Em cada parada nos quatro estados visitados bateu pesado nos dois, à sombra e custas do Rio São Francisco. Participou de corrida de jegues; foi comparado com Jesus, pelo blasfemo prefeito, e sanfoneiro, de Jardim do Seridó, na cerimônia da chegada das águas do Velho Chico no município, levada pelo “novo Messias”, segundo cantou o prefeito; soltou palavrões em atos públicos; disse que uma vitória de Lula e do PT será “o retorno do país ao atraso e a roubalheira” e voltou ao Planalto. O resto a ver. Provavelmente na Rússia de Putin, semana que vem 
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Minha Ilusão”, Dominguinhos: preciosidade musical que o grande sanfoneiro QUE ESTARIA FESTEJANDO 81 ANOS fez em parceria com sua Anastácia, para Nelson Gonçalves, mas que o grande boêmio da música brasileira se foi antes de gravar.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

fev
12
 
IS
Ingrid Soares
 

 (crédito: Reprodução / TV Brasil)

(crédito: Reprodução / TV Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta sexta-feira (11/2) do evento de contratação de pessoas com deficiência pela Caixa Econômica Federal, ocorrido no Palácio do Planalto. Momentos antes de discursar, a primeira-dama, Michelle, que havia acabado de fazer uso da palavra, cumprimentou os presentes no palco e deu um beijo na boca do marido. Em seguida, ao seguir para discursar, Bolsonaro brincou com o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), também presente, ao dizer que ele também merecia um “beijinho”.

“Acho que o Mourão está querendo um beijinho também. Você também merece, Mourão”, gargalhou, sendo rebatido pelo general, que riu e fez um gesto negativo balançando o indicador.

A fala do presidente ocorreu pouco após o vice ter afirmado a jornalistas, na chegada ao Planalto, que disputará o cargo de senador pelo Rio Grande do Sul, estado onde nasceu. Logo, não estará na chapa pela reeleição de Bolsonaro este ano.

O vice-presidente usava uma máscara com a bandeira do Rio Grande do Sul e foi questionado se o símbolo era um indicativo de que concorreria ao Senado pelo estado. “Lógico, né”, respondeu.

“O senador Flávio (Bolsonaro) andou falando por aí [que sou candidato ao Senado]”, afirmou, acrescentando que sua decisão “será comunicada brevemente”. Ele ressaltou, contudo, que ainda não escolheu uma sigla: “Agora é só uma questão de partido”.

A composição na disputa, segundo o general, dependerá ainda de quem concorrerá como candidato a governador. “Tem dois pré-candidatos do nosso campo. Onyx (Lorenzoni) e (Luiz Carlos) Heinze. Vamos aguardar para ver o que vai sair disso aí”, concluiu.

Bolsonaro ainda não definiu quem será o seu vice na campanha. Nos bastidores, aparecem nomes como o de Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Braga Netto, ministro da Defesa. Há ainda uma forte articulação em torno do nome da atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Laços estremecidos

A relação entre Mourão e o presidente é marcada por atritos e estremecimentos. Desde o início do governo, Mourão tem exposto, por vezes, opiniões diferentes das decisões do presidente.

Em junho, Mourão relatou “sentir falta” de ser chamado para participar das reuniões ministeriais de Bolsonaro. O vice afirmou que fica “sem saber o que está acontecendo” e disse ainda ter ciência de que o chefe do Executivo deverá escolher outro vice para a chapa quando se candidatar à reeleição em 2022.

 

Desde então, ele estava sendo excluído de reuniões ministeriais. Sete meses depois, o presidente, enfim, o chamou para participar de um encontro com representantes da Esplanada.

No mês seguinte, Bolsonaro comparou o general a um “cunhado” e relatou que ele possui uma “independência muito grande” que, por vezes, acaba atrapalhando. “O vice é igual cunhado, né. Você casa e tem que aturar o cunhado do teu lado. Você não pode mandar o cunhado embora”.

Em dezembro, o presidente disse cogitar escolher Mourão novamente para compor a chapa presidencial nas eleições de 2022. Mas emendou que ainda estudava o cenário.

Já no último dia 8, o líder do Executivo afirmou que deverá convidar para o cargo de vice em sua chapa um nordestino ou um mineiro, ou, ainda, um general e que deverá fazer o anúncio em março.

Ele relatou, na data, porém, já ter conversado com o possível vice. “Não pode ser um casamento de última hora. E esse nome fará bem para mim, para o governo, para o Brasil. Tem que ser um nome respeitado, não é só porque é nordestino, só porque é mineiro, só porque é paulista. Tem que ter algo mais”, completou.

fev
12
Posted on 12-02-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-02-2022


 

Passofundo NO PORTAL

 

fev
12
Posted on 12-02-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-02-2022

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (11/2) e também estimulou resultados do segundo turno

AM
Ana Mendonça – Estado de Minas
 

Lula lidera pesquisa seguido por Bolsonaro. Ciro e Moro empatam - (crédito: AFP/REPRODUÇÃO)

Lula lidera pesquisa seguido por Bolsonaro. Ciro e Moro empatam – (crédito: AFP/REPRODUÇÃO)

A pesquisa XP/Inesp, divulgada nesta sexta-feira (11/2), mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando isolado a corrida eleitoral, com 43% das intenções de voto. Em segundo lugar está o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 25%.

Ciro Gomes (PDT) e o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) estão empatados em terceiro lugar, cada um com 8%. João Doria (PSDB) tem 3%, André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB) marcaram 1% cada e Rodrigo Pacheco (PSD), Alessandro Vieira (Cidadania) e Luiz Felipe D’Ávila (Novo) não pontuaram.

Cenário sem Lula

A pesquisa também simulou um segundo turno sem o nome do ex-presidente Lula.

Ciro Gomes aparece com a maior possibilidade de ser eleito, com 45% das intenções de voto, contra Bolsonaro, com 33%. Neste caso, brancos e nulos contabilizaram 22%.

Em um possível embate entre João Doria e Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo também seria eleito com 40% das intenções de voto contra 34% do chefe do Executivo federal. Brancos e nulos contabilizaram 26%.

Caso Moro vá para a disputa com Bolsonaro, existe uma possibilidade de empate técnico. Na pesquisa XP/Inesp, Moro aparece com 38% das intenções e Bolsonaro com 32%. Brancos e nulos contabilizam 30%.

Confira os resultados de um possível segundo turno:

– Lula 54% x Bolsonaro 31% – brancos e nulos, não responderam ou não votariam são 15%;
– Lula 51% x Moro 31% – 18% votariam em branco ou nulo, não responderam ou não votariam;
– Lula 50% x Ciro 26% – brancos e nulos, não responderam ou não votariam são 24%;
– Lula 53% x Doria 29% – 18% votariam em branco ou nulo, não responderam ou não votariam;
– Ciro 45% x Bolsonaro 33% – 22% votariam em branco ou nulo, não responderam ou não votariam;
– Doria 40% x Bolsonaro 34% – 26% votariam em branco ou nulo, não responderam ou não votariam;
– Moro 32% x Bolsonaro 30% – 38% votariam em branco ou nulo, não responderam ou não votariam

Pesquisa

A pesquisa IPESPE realizada no período de 7 a 9 de fevereiro de 2022 com amostra nacional de 1.000 entrevistados, representativa do eleitorado brasileiro, de 16 anos e mais, de todas as regiões do país; com cotas de sexo, idade e localidade; e controle de instrução, renda e recall do voto presidencial 2018. As entrevistas foram telefônicas pelo Sistema CATI IPESPE.

A margem de erro máximo estimada é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%. Os percentuais que não totalizam 100% são decorrentes de arredondamento ou de múltiplas alternativas de resposta.

A pesquisa IPESPE foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03828/2022. Sua divulgação está autorizada a partir de 10 de fevereiro de 2022.

  • Arquivos

  • Fevereiro 2022
    S T Q Q S S D
    « jan   mar »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    28