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Posted on 05-02-2022
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Os títulos do DN deste sábado
 Pesquisas erram feio em Portugal…
Sergio Moro (@SF_Moro) / Twitter
… e candidatos da Terceira Via ganham fôlego.

ARTIGO DA SEMANA

Pesquisas falham em Portugal e alentam 3ª Via

 

Vitor Hugo Soares

 

Há ânimo renovado, esta semana, nos vários espaços da Terceira Via das presidências no Brasil. O motivo do alento de candidatos e partidos – que derrapam nas pesquisas dos institutos de opinião e nos acordos – vem do outro lado do Atlântico. Apurados todos os votos das urnas das eleições de domingo passado, em Portugal, verifica-se, ao lado da esmagadora vitória dos socialistas (PS), por maioria absoluta e de cabo a rabo (no dizer local), o fracasso retumbante das pesquisas eleitorais (incluindo as de boca de urna) e de todos os respectivos institutos que as promoveram. Além do fiasco dos analistas, sobre expectativas eleitorais, que se esborracharam ao prever disputas renhidas, que seriam decididas “por uma cabeça”, como nas corridas do turfe. “Que erro rotundo”, dizem agora, em manchetes, os jornais e os demais meios de comunicações de Lisboa (sob os olhos do mundo).

A verdade de “Sua Excelência, o Fato”, na frase do estadista francês, Charles de Gaulle (que Ulysses Guimarães gostava de repetir), se impôs mais uma vez e com força, na pulsante democracia portuguesa. Sem que nenhum instituto acertasse na previsão dos resultados – muito pelo contrário – o Partido Socialista (PS) arrasou na vontade popular. E ganhou por histórica maioria de votos histórica. O Chega – novo partido de direita no país – cavalgou ruidosa e feliz, uma ascensão impensável: saiu das eleições quase seis vezes maior.A chamada “esquerda da Geringonça” que dirigia o país desabou em pedaços; e o velho Partido Comunista (poderoso em passado recente), quase desapareceu do mapa eleitoral. Fatos inegáveis das Legislativas de domingo, registra a mídia. “Tal como é fato, também, “o erro colossal das sondagens pré-eleitorais, que davam um resultado “taco a taco” entre Antonio Costa (o grande vencedor do  PS) na disputa com Rui Rio (PSD), o maior perdedor na “polarização” anunciada – como nas presidenciais do Brasil deste ano – que se esfumaçou na Hora H.

Em silêncio, a classe média portuguesa e grupos minoritários organizados, em franca ascensão na opinião pública no novo  e antenado Portugal dos dias que correm, deram uma lição em regra nos institutos de pesquisas e nos “engenheiros e estrategistas” das análises de dados eleitorais. Antonio Salvador, do Intercampus, especialista que coordenou sondagens para importantes veículos de comunicação portugueses, acusa o baque e já convocou as demais empresas e parceiros para discutir o “falhanço” (como gritam patrícios e políticos indignados, que falam em proibir as sondagens). Salvador recusa a expressão local ou o “fracasso”, mas reconhece que “uma diferença tão significativa não é aceitável”. Segundo ele, porém, os responsáveis são todos: “É um problema de quem faz, produz, de quem utiliza e quem comunica.”

Seja como for, a notícia do erro desabonador das pesquisas, em Portugal, se espalha pelo mundo e já desembarcou no Brasil, das sondagens que, desde já – quando nem os nomes da disputa estão todos definidos – apontam para uma polarização “esquerda” x “direita”, na eleição que ainda se dará em outubro. O fato renova esperanças de candidatos e partidos da Terceira Via no Brasil: do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) a Ciro Gomes (PDT), do governador de São Paulo, João Dória (PSDB) à senadora Simone Tebet (MDB), entre outros citados nas sondagens locais. Segue o jogo. O futuro, a conferir.
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Contrato de separação”, Dominguinhos: bela e representativa composição de Dominguinhos e Anastácia, aqui em rara apresentação ao vivo do notável e saudoso músico nordestino.Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 05-02-2022
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 Do Correio Braziliense

“Eu achava que estava fazendo um bom trabalho, prestando um serviço”, revelou a atriz em entrevista

 
Cecília Sóter
 
 

 (crédito: Reprodução/TV Globo)

(crédito: Reprodução/TV Globo)

Mônica Iozzi ficou nacionalmente conhecida quando foi repórter do CQC, da Band. O programa humorístico era destaque por abordar pautas polêmicas. A atriz era responsável por reportagens em Brasília, entrevistando políticos nos corredores do Congresso Nacional.

Jair Bolsonaro era deputado federal, com pouca projeção nacional — cenário que mudou após o programa. Em entrevista ao Uol, Mônica falou sobre o período em que participou do programa.

Ela conta que, na época, considerava que o papel dela era denunciar, mas hoje vê de uma forma diferente. “Eu fui a pessoa que mais entrevistou o Bolsonaro [no programa]. O que eu posso dizer é que toda vez que a gente mostrava o Bolsonaro, era no intuito de fazer uma denúncia. Queríamos denunciar e questionar como era possível termos parlamentares daquele nível”, disse.

 Em debate mais recente na mídia, foi bastante discutido o papel do CQC ao dar visibilidade a Bolsonaro. A atriz explicou que as intenções editoriais eram sempre no sentido de prestar um serviço.

“O que eu quero dizer é: como uma pessoa com tamanho despreparo para qualquer tipo de cargo público, e com um discurso que propaga tanto ódio, poderia chegar lá? Não era nem para ele ter sido deputado, muito menos presidente. Então, mostrávamos o Bolsonaro para fazer uma denúncia”, desabafou.

Perguntada sobre um possível arrependimento sobre a visibilidade dada pelo CQC ao Bolsonaro, Iozzi explica que não tinha como prever o que aconteceria.

“Não dava para saber que mostrar o Bolsonaro pudesse ser uma coisa tão perigosa. Não dá para imaginar que daria [nisso]. Eu achava que estava fazendo um bom trabalho, prestando um serviço”, salientou.

“Eu não sei se tenho uma resposta para isso. Você quer denunciar. Mas, ao mesmo tempo, você daria espaço para uma pessoa falar coisas absurdas? […] Sempre o mostrei de maneira séria e muito crítica, mas talvez o melhor seja não dar voz para essas pessoas”, finalizou.

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Sponholz NO

 

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Posted on 05-02-2022
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AE
Agência Estado

 (crédito: reprodução )

(crédito: reprodução )

O cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro Alauir de Mattos Faria, que atua no 41º Batalhão (Irajá), prestou depoimento nesta quinta-feira, 3, à Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro na investigação sobre o espancamento até a morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, ocorrido no dia 24 de janeiro.

Faria era apontado como dono do quiosque Biruta, que funciona no mesmo imóvel do quiosque Tropicália, onde ocorreu o crime. Segundo seu advogado, Lennon Correia, Faria tinha perdido o contato com o congolês, mas enquanto conviveu com ele considerava-o um rapaz tranquilo e que não arranjava confusão.

“Ele (Faria) recentemente não estava frequentando muito o quiosque, por isso não estava tendo contato com o Moïse. Ele não sabe dizer como era o comportamento recente do Moïse. O que relatou é que até dois anos atrás, quando ele tinha um pouco mais de contato com o Moïse, Moïse era um rapaz muito tranquilo e nunca tinha arranjado confusão com ninguém”, afirmou Correia.

O advogado de Faria afirmou também que seu cliente não é dono, mas amigo do dono do quiosque. “O quiosque parece que é de um senhor chamado Celso, que é amigo do senhor Alauir, e a gerente é a senhora Viviane, que é irmã do senhor Alauir. O senhor Alauir de vez em quanto ia para o quiosque para ajudar a irmã dele nos trabalhos do quiosque. Por isso ele é conhecido na região, mas não é o dono”, afirmou.

Em audiência de custódia promovida nesta quinta-feira, a Justiça manteve a prisão temporária dos três acusados pelo crime – Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, conhecido como Dezenove, de 28 anos, Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, de 21 anos, e Fabio Pirineus da Silva, o Belo, de 41 anos.

O crime

A Polícia Civil do Rio investiga a morte brutal por espancamento do congolês Moïse. Ele morava no Brasil desde 2014, trabalhava em um quiosque na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). Segundo parentes, o africano morreu depois de ser agredido por cinco homens após cobrar uma dívida de trabalho, no dia 24.

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