fev
04
TRBN - Tribuna da Bahia
 
  ARTIGO/PONTO DE VISTA
 
                         Sucessão baiana de 2022
 
                          Joaci Góes
Ao casal amigo Lilian e Ivan Saraiva!
 
 
Não há memória de um momento político-eleitoral, na Bahia, tão indefinido quanto o atual, em razão da potencial imprevisibilidade do curso de ação de alguns dos seus principais protagonistas, entre os quais se destacam ACM Neto, Jaques Wagner, João Leão, João Roma, Marcelo Nilo, Otto Alencar e Rui Costa, aqui elencados por ordem alfabética. À exceção de Rui Costa, impedido pela inelegibilidade, qualquer dos demais, poderá ser eleito Governador da Bahia, a depender das alianças que vierem a ser concertadas.
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O esquema de forças liderado pelo PT só tem chances de estender o seu domínio, na política baiana, se forem atendidas as aspirações de seus aliados João Leão, Marcelo Nilo e Otto Alencar, hipótese que impõe a permanência de Jaques Wagner no exercício da senatoria, e Rui Costa contentando-se com mais um mandato de deputado federal. Otto continuaria no Senado, ficando o Governo e a Vice Governadoria com João Leão e Marcelo Nilo. Acontece que, inconformado com a tradição do PT de só rezar o Pai Nosso (venha a nós o vosso reino), parece ser definitiva a defecção de Marcelo Nilo, cansado de ser considerado muito bom aliado, apenas para apoiar, nunca para ser apoiado em candidaturas majoritárias.
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Um desdobramento do panorama atual, admitido nos bastidores, conduz à crença de que Rui Costa permanecerá até o fim do mandato, para assegurar a eleição do seu padrinho político, Jaques Wagner, ao Governo, mantida a vaga senatorial para a continuidade de Otto Alencar, tendo em vista a firme decisão de João Leão de candidatar-se ao Executivo Estadual, por entender ser esta a última oportunidade de ver realizada sua antiga e legítima aspiração. Leão tem sido o inspirador e condutor do que de mais moderno e melhor tem sido realizado nos dois mandatos do atual Governo. Em face disso, a João Leão abrem-se as largas portas de uma aliança com ACM Neto, João Roma e Marcelo Nilo, vista pelos analistas como fatal para o domínio petista na Bahia.
 
Segundo pesquisas de opinião, dessas lideranças políticas, as três com maiores possibilidades eleitorais, isoladamente consideradas, seriam ACM Neto, Jaques Wagner e João Roma, cuja gestão do programa Auxílio Brasil lhe confere crescente popularidade, em razão de ser a Bahia a unidade federada com o maior número de famílias beneficiárias desse programa, acima, inclusive, de São Paulo, não obstante a população paulista ser três vezes maior do que a baiana.
 
Foi o Bolsa Família quem transferiu o domínio do eleitorado pobre da Bahia e do Nordeste dos coronéis para o PT. Esse domínio, agora, passa a ser do Governo Bolsonaro, fato que confere ao Ministro João Roma excepcional protagonismo nas eleições de outubro próximo. João Roma que por ocasião das eleições comandará cerca de um terço dos votos na Bahia, constrói sua força eleitoral com votos migrados de ACM Neto e do PT, na proporção, segundo estimamos, respectivamente, de um e dois terços, tornando-o decisivo na contenda eleitoral, sobretudo se o Presidente Bolsonaro parar de fazer gol contra.
 
Se esse cenário for verdadeiro, a batuta eleitoral baiana está nas mãos de ACM Neto, que, a depender de sua regência, poderá construir uma aliança conducente a uma memorável vitória e consolidação de promissora liderança, maior do que sua já reconhecida efetividade, independentemente de que venhamos a ter uma terceira via, temida pelos líderes do maniqueísmo corrente, cada vez mais percebido como uma Escolha de Sofia.
Como a política costuma ser uma surpreendente caixa de Pandora, e a Bahia, como diagnosticou Otávio Mangabeira, ser o locus do imprevisível, poderemos protagonizar mais um precedente de um novo absurdo a ocorrer em qualquer parte do Mundo.
Territorialmente, o quinto maior estado brasileiro, abaixo, apenas, do Amazonas, do Pará, do Mato Grosso e de Minas Gerais, a Bahia tem a quarta população, superada por São Paulo, Rio e Minas Gerais. Com um IDH de 0,714, inferior ao da Venezuela, a Bahia ocupa a 22ª posição no Brasil, acima, apenas, de Sergipe, Pará, Piauí, Maranhão e Alagoas. Numa palavra: a Bahia está na mais baixa posição, relativamente às demais unidades federadas, desde que aqui aportou Tomé de Souza, em 1549, situação vexaminosa que tem na pior educação do País, aqui praticada, sua causa maior.
 
A terra de Castro Alves e Rui Barbosa, quem diria, transformou-se numa versão moderna do Presente de Grego.
 
 Joaci Góes é escritor, ex-presidente da Academia de Letras da Bahia, dirige atualmente o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Artigo originalmente publicado na Tribuna da Bahia

“Caruso”, Lucio Dalla: para sonhar e sentir saudades em italiano.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

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04
 

Assassinos de Moïse continuarão na cadeia, decide Justiça do Rio

A decisão foi tomada após audiência de custódia que manteve as prisões temporárias de 30 dias de Fábio Pirineus da Silva, o “Belo”, Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o “Dezenove”, e Brendon Alexander Luz da Silva, o “Tota”

AB
Agência Brasil

 (crédito: reprodução )

(crédito: reprodução )

Os três homens que participaram das agressões de Moïse Kabagambe vão continuar presos. A decisão foi tomada após audiência de custódia, nesta quinta-feira (3), que manteve as prisões temporárias de 30 dias de Fábio Pirineus da Silva, o “Belo”, Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o “Dezenove”, e Brendon Alexander Luz da Silva, o “Tota”.

As audiências de custódia permitem verificar se as prisões foram legais, com os mandados regularmente expedidos e sem violência contra os presos. Os três foram levados para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, após decisão judicial, que acolheu a denúncia do Ministério Público (MP) por homicídio duplamente qualificado.

Enquanto os acusados eram ouvidos pela Justiça, familiares de Moïse foram recebidos na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A comissão, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ), irá acompanhar as investigações sobre o caso. O órgão também ofereceu apoio psicológico aos familiares de Moïse e discutiu medidas de segurança que poderão ser adotadas pelos parentes do congolês.

“A família se sente exposta e vulnerabilizada com tudo e teme pelo seu futuro e segurança. Por isso, o nosso atendimento aqui foi priorizar e reforçar a segurança da família, para que independentemente da decisão que eles tomem de ficar no Brasil ou não, que essa decisão seja pautada na segurança”, disse a presidente da Comissão, deputada Dani Monteiro.

A mãe de Moïse, Ivana Lay, conversou com os parlamentares e agradeceu pela atenção: “Eu me sinto feliz por ter sido recebida pela comissão da Alerj e também pela OAB, que ouviram as minhas dores. E agradeço à imprensa por ter mostrado toda a verdade”, disse Ivana.

O irmão de Moïse, Djodjo Baraka Karagambe, pediu justiça. “Esperamos que as pessoas que fizeram isso com ele paguem. Queremos justiça”.

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Posted on 04-02-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-02-2022



 

J. Bosco NO JORNAL

 

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Em artigo, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou que “motivo real” do afastamento da petista não foi por pedaladas fiscais, mas, sim, por falta de apoio político

LP
Luana Patriolino
 

 (crédito: Flickr/STF)

(crédito: Flickr/STF)

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi causado por falta de apoio político. Em artigo para a edição de estreia da revista do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), o magistrado apontou que “o motivo real” para o afastamento da petista não foi por conta das “pedaladas fiscais”, como foi alegado no processo.

“A justificativa formal foram as denominadas ‘pedaladas fiscais’ — violação de normas orçamentárias —, embora o motivo real tenha sido a perda de sustentação política“, afirmou Barroso. A publicação será lançada no próximo dia 10 e tem Hussein Kalout, ex-secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, como um dos editores.

Barroso ainda comentou sobre a atuação do ex-presidente Michel Temer que sucedeu Dilma. “Assumiu o cargo até a conclusão do mandato, tendo procurado implementar uma agenda liberal, cujo êxito foi abalado por sucessivas acusações de corrupção. Em duas oportunidades, a Câmara dos Deputados impediu a instauração de ações penais contra o presidente”, relembrou.

Apesar de reconhecer que Dilma foi afastada por motivos políticos, o ministro já afirmou, em diversas ocasiões, que não vê inconstitucionalidade no impeachment da petista. Para Barroso, do ponto de vista jurídico, não há golpe “porque se cumpriu a Constituição”.

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