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Do jornal Nexo

Da Redação

Carreira da atriz ficou marcada por trabalhos junto ao diretor Michelangelo Antonioni nos anos 1960

.Foto: Evening Standard/Hulton Archive/Getty Images – 09.JUN.1965
Monica Vitti está sentada em uma poltrona, segurando um cigarro
Monica Vitti em sessão de fotos no Reino Unido, em 1965

A atriz italiana Monica Vitti morreu aos 90 anos. A informação foi comunicada pelo ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini, nesta quarta-feira (2). A causa da morte não foi revelada.

Depois de começar a carreira no teatro na década de 1950, Vitti marcou época no cinema italiano dos anos 1960. Seus principais trabalhos aconteceram junto ao diretor italiano Michelangelo Antonioni.

Entre os filmes de Antonioni, Vitti apareceu em “A aventura”, de 1960; “A noite”, de 1961; “O eclipse”, de 1962; “O deserto vermelho”, de 1964; e “O mistério de Oberwald”, de 1980.

A atriz também esteve nas comédias “Casei contigo para me divertir”, de 1967, dirigida por Luciano Salce; “A garota com a pistola”, lançada por Mario Monicelli em 1968; e “Ciúme à italiana”, de 1970, dirigida por Ettore Scola. A atriz também trabalhou com o diretor surrealista espanhol, Luis Buñuel.

Vitti era casada com o cineasta italiano Roberto Russo. Em 2011, Russo anunciou que a atriz sofria de Mal de Alzheimer havia quase 15 anos.

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Moïse Mugenyi Kabagambe foi vítima, principalmente, de um país que convive com índices de criminalidade e violência incompatíveis com uma nação civilizada
A ferocidade do Brasil matou o rapaz congolês
Reprodução: Redes Sociais

O congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, conseguiu asilo no Brasil em 2011, juntamente com a mãe e os irmãos, na condição de refugiado político proveniente de um país permanentemente conflagrado. Dava expediente num quiosque de praia, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e recebia diárias pelo trabalho. O gerente do quiosque lhe devia diárias atrasadas, no valor total de 200 reais. Quando Moïse (foto) foi cobrá-lo, no último dia 24, a situação descambou e ele se viu agredido de maneira covarde. Acabaria morrendo espancado.

Em entrevista ao G1, Yannick Kamanda, primo da vítima relatou o que se passou, baseado nas imagens das câmeras de segurança instaladas no local:

 

“O início da gravação que eu vi é ele reclamando com o gerente do quiosque. Alguns minutos seguintes, o gerente pegou um pedaço de madeira para ameaçar ele. Até então, ele estava só recuando. E o cara foi atrás dele. Como ele estava reivindicando alguma coisa, ele pegou uma cadeira e dobrou para se defender. Ele não chegou a atacar ninguém. O gerente chamou uma galera que estava na frente do quiosque. Até então tinha só um sentado. Veio uma galera que o arremessou no chão, tentando dar um golpe de mata-leão nele. Vieram mais algumas pessoas bater nele com madeira, veio outro com uma corda, amarrou as mãos e as pernas para trás, passou a corda pelo pescoço. Ficou amarrado no mata-leão, apanhando. Tomando soco e taco de beisebol nas costelas. Até ele desmaiar.”

Ninguém veio em socorro do rapaz e, dado ainda mais chocante, o quiosque continuou a funcionar normalmente, com o corpo de Moïse Mugenyi Kabagambe que jazia ali ao lado, sem vida. “Eles foram embora e ficou só o gerente do quiosque. E ele deitado no chão, como se nada estivesse acontecendo. Trabalhando, atendendo cliente. E o corpo lá”, disse Yannick Kamanda. A família só soube do assassinato no dia seguinte, doze horas depois de o crime ser cometido. O corpo estava amarrado a uma escada do quiosque.

No vídeo que foi publicado depois (assista abaixo), vê-se primeiramente a altercação entre Moïse Mugenyi e o gerente. Em seguida, chegam os facínoras assassinos e começa o espancamento. A cena choca pela selvageria. O rapaz foi morto a pauladas. Em seguida, parecem tentar fazer massagem cardíaca na vítima desfalecida. Mas ele já estava morto de um tipo de morte da qual havia fugido no seu país natal. Moïse Mugenyi Kabagambe teve os pulmões perfurados.

Mouse Mugenyi Kabagambe foi alvo de racismo e xenofobia, como acusam movimentos negros? Consta que outros três congoleses foram mortos nos últimos tempos. Pelas imagens do vídeo, entre os agressores havia também pretos. Na minha opinião, contudo, há algo que precede o racismo e a xenofobia e torna tudo ainda mais abjeto: a ferocidade da sociedade brasileira. A vida, qualquer vida, não tem valor nenhum no Brasil. Convivemos com índices de criminalidade e brutalidade incompatíveis com qualquer nação que se pretenda minimamente civilizada. Esquecemos, se é que algum dia soubemos, que vidas importam. Todas elas.

Meus sentimentos à família de Moïse Mugenyi Kabagambe

“Pigmaleão 70”, Umas e Outras: um gostinho saudoso da novela global inspirada na obra de Bernard Shaw, adaptada ao jeito carioca de viver.

BOM DIA E ÓTIMO RESTO DE SEMANA!

(Gilson Nogueira)

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DO SITE O ANTAGONISTA

Ao menos 24 pessoas morreram em decorrência das chuvas dos últimos dias no estado de São Paulo. Em Franco da Rocha, já são oito as vítimas dos temporais. Entre as pessoas que perderam a vida no estado, oito eram crianças

IS
Ingrid Soares
 

 (crédito: Reprodução / TV Brasil)

(crédito: Reprodução / TV Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sobrevoou na manhã desta terça-feira (1°/2) áreas de São Paulo atingidas pelas fortes chuvas, entre elas, Franco da Rocha, região metropolitana da capital. Em seguida, se reuniu com prefeitos das cidades mais afetadas pelos desastres naturais, por volta do meio-dia.

O chefe do Executivo estava acompanhado do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, do filho Eduardo Bolsonaro, do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Heleno, do ministro da Cidadania, João Roma, do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luís Eduardo Ramos, do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes Ciência, Tecnologia e Inovações e do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas. 

Em coletiva à imprensa, Bolsonaro lamentou as mortes em decorrência de deslizamentos e enchentes.

“Desde quando nós tomamos conhecimento do ocorrido, mandamos para cá nosso secretário da Defesa Civil. Os nossos ministros entraram em contato com prefeitos da região e, hoje, (estou) presente aqui com seis ministros. Também nos apresentamos a prefeitos para mostrar o que nós podemos fazer, o que nós temos à disposição para minorar os sofrimentos das pessoas. Lamentamos as mortes. Sabemos que muitas vezes as pessoas constroem a sua residência por necessidade em local que 10, 20, 30 anos depois o tempo leva a desastres”, apontou.

Não foram anunciados, contudo, os valores que poderão ser repassados. “A visão é algo que nos marca. Muitas áreas onde foram construídas as residências, faltou alguma visão por parte de quem construiu, de futuro. Por necessidade, também, as pessoas fazem (construção) nessa área de risco. No tocante ao montante, obviamente, os prefeitos, já conversamos agora, alguns já tomaram providência. Eles apresentam suas necessidades e nós aqui faremos todo o possível para atendê-los”, completou o presidente.

O ministro Marinho relatou que por orientação de Bolsonaro, no domingo (30/1), o governo federal telefonou para os prefeitos e discutiu ações de ajuda aos desabrigados. 

“Trabalho sendo feito conforme legislação e necessidade. Acolhimento a desabrigados, trabalharmos em conjunto com estado, município, sociedade. Estaremos aqui nos próximos 15 dias falando sobre linhas de financiamento para obras de infraestrutura e vamos discutir obras de prevenção”, disse Marinho.

Ao menos 24 pessoas morreram em decorrência das chuvas dos últimos dias no estado de São Paulo. Em Franco da Rocha, já são oito as vítimas dos temporais. Entre as pessoas que perderam a vida no estado, oito eram crianças. Segundo a Defesa Civil, há ainda 11 pessoas desaparecidas e 660 famílias desabrigadas.

Em dezembro do ano passado, o presidente foi criticado por não retornar às cidades do sul da Bahia que sofreram com problemas semelhantes.

Mais cedo, o presidente faltou à sessão de abertura do ano do Supremo Tribunal Federal (STF) e enviou ao presidente da Corte, Luiz Fux, uma justificativa por escrito, informando que não participaria do evento, que ocorreria por meio de videoconferência, uma vez que ele cumpriria agenda sobrevoando cidades atingidas pelas fortes chuvas em São Paulo próximo ao horário da solenidade.

“Informo que em, decorrência de viagem, para sobrevoar as cidades de SP atingidas pelas fortes chuvas, o excelentíssimo senhor presidente da República Jair Bolsonaro não pode comparecer a essa sessão solene e enviou seus cumprimentos e uma missiva justificativa”, informou Fux no início de seu discurso.

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Posted on 02-02-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-02-2022



 

 Ricardo Manhães, no jornal

 

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Moses J. Moseley tinha 31 anos e também atuou em ‘A rainha do Sul’, ‘Watchmen’ e ‘Jogos Vorazes – Em chamas’

CS
Cecília Sóter
 

Um membro da família disse ao site TMZ, que a polícia está investigando as circunstâncias da morte de Moseley. - (crédito: Divulgação)

Um membro da família disse ao site TMZ, que a polícia está investigando as circunstâncias da morte de Moseley. – (crédito: Divulgação)

O ator Moses J. Moseley, que interpretou um dos zumbis de The Walking Dead, morreu aos 31 anos. A empresária do ator informou ao site norte-americano Insider que ele foi encontrado morto na cidade de Stockbridge, no estado da Geórgia.

Um membro da família disse ao site TMZ, que a polícia está investigando as circunstâncias da morte de Moseley.

“Neste momento em relação à sua morte, não podemos divulgar oficialmente uma declaração”, disse Tabatha Minchew, empresária do ator ao Insider. “teremos mais informações nos próximos dias e então poderemos divulgar oficialmente, mas agora não.”

“Todo mundo está devastado e ainda tentando processar isso”, acrescentou. “Moses era uma pessoa incrível e muito talentosa. Sua família, amigos e fãs vão sentir sua falta profundamente. Ele se foi muito cedo.”

Moseley era conhecido por seu papel em The Walking Dead, mas ele também atuou em A rainha do sul, a série de TV Watchmen e Jogos Vorazes – Em chamas.

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