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Posted on 01-02-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-02-2022

Com Moro em terceiro nas pesquisas, ‘turma do centro’ rasga acordo

Depois de 2 anos prometendo apoio ao candidato mais viável eleitoralmente, partidos da 3ª Via apostam na divisão e facilitam a vida de Lula e Bolsonaro
Com Moro em terceiro nas pesquisas, turma do centro rasga acordo
Foto: Divulgação

Em 2020 e, principalmente, em 2021, presidentes e lideranças de partidos do chamado “centro democrático” se reuniram inúmeras vezes para tratar da construção da tal Terceira Via. O Antagonista noticiou cada movimento dessa turma.

Eles criaram grupos de WhatsApp, se encontraram presencialmente (foto) e deram um monte de declarações bonitinhas sobre “unidade” e “construção de candidatura única”. A ideia, pelo menos na teoria, era fazer surgir uma grande “frente ampla” contra a polarização Lula x Jair Bolsonaro. Pensaram até em incluir PDT e PSB, o que não deu certo, claro. 

Dos partidos que participaram dessas conversas, PV e Solidariedade já pularam para o colo de Lula.

Dos demais, quase todos lançaram candidatura própria: Cidadania (Alessandro Vieira), Novo (Luiz Felipe d’Avila), PSDB (João Doria, que venceu as prévias do partido), MDB (Simone Tebet) e Podemos (Sergio Moro).

DEM e PSL, que também eram da “turma do centro”, aguardam a concretização da União Brasil — a fusão deverá ser homologada pelo TSE em fevereiro — para decidir o que farão.

 Por mais de uma vez, representantes dessas siglas disseram que havia um acordo entre eles: o de apoiar o nome mais viável eleitoralmente, a partir das pesquisas de intenções de voto. Desde que se lançou pré-candidato ao Planalto, em novembro do ano passado, Sergio Moro tem sido esse nome.

Mas, até aqui, a turma decidiu ignorar o acordo e cada um vai jogando o seu jogo. Até quem não tinha a pretensão de ter candidato — o Novo, por exemplo — acabou achando um nome para apresentar, com o argumento de que, “neste momento”, é importante e legítimo que cada partido tente se colocar na disputa.

Inicialmente, lideranças do grupo diziam que até a virada do ano — de 2021 para 2022 — os partidos poderiam fazer seus voos solos. Depois, passaram a falar em janeiro, em fevereiro, em março…

Pela lei eleitoral, as convenções partidárias que marcarão a oficialização das candidaturas só ocorrerão em julho e agosto. Está ficando claro que o discurso da “unidade” era balela, a despeito de algumas conversas aqui e outras tentativas de formar federações ali.

Lula e Bolsonaro agradecem.

Em 2023, a “turma do centro” tocará a vida, podendo, inclusive, compor facilmente com o governo da vez — exemplo do MDB.

Pelo menos duas perguntas merecem ser feitas:

1) Esses partidos querem mesmo um projeto nacional ou fizeram teatro esse tempo todo somente para manter o discurso e focar, por exemplo, na formação de bancada na Câmara?

2) E se, no lugar de Sergio Moro, algum outro nome estivesse em terceiro lugar nas pesquisas, o acordo que previa a garantia do apoio dos demais também estaria sendo rasgado ou postergado?

“Verde”, Leila Pinheiro: extraordinária interpretação de um canto de sonho, confiança e esperança de mudanças de ventos no País e no coração da sua gente. Biba!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 01-02-2022
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JG
Jéssica Gotlib
 

 (crédito: Reprodução/Redes Sociais)

(crédito: Reprodução/Redes Sociais)

Depois da repercussão do vídeo em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece comendo farofa no meio da rua, em Brasília, pelo menos uma das postagens foi apagada das redes sociais. Na manhã desta segunda-feira (31/1), as imagens não estavam mais vinculadas ao perfil do ministro das Comunicações Fábio Faria (PSD).

A ausência foi notada por usuários do Twitter que haviam comentado a publicação do genro de Silvio Santos no domingo (30/1). “O Fábio Faria apagou o vídeo da farofada do Bolsonaro!! A coisa pegou tão mal que ele teve que apagar!”, escreveu o usuário Thiago Brasil.

“A rejeição foi tão forte entre os bolsonaristas que se sentiram ofendidos (talvez pela primeira vez) em se verem representados”, comentou a usuária Lana.

Passeio de moto

As imagens foram gravadas logo depois que o presidente deu uma volta de moto pela cidade. Embora muitos apoiadores tenham comentado que o vídeo demonstra que Bolsonaro é “um homem do povo”, a maior parte dos comentários foi negativa. Especialmente porque as postagens foram feitas no dia em que se divulgou a comparação dos gastos no cartão corporativo do presidente em relação aos antecessores.

Levantamento aponta que ele gastou R$ 29,6 milhões só até dezembro de 2021, valor que supera o gasto somado dos antecessores Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), R$ 24,9 milhões em quatro anos (2014-2018). “Só passando pra lembrar que não adianta comer com as mãos em sinal de humildade e simplicidade e gastar quase R$ 30 milhões do dinheiro do contribuinte no cartão corporativo. Não acredite no Bolsonaro e em seu teatro”, criticou a ex-senadora Marina Silva.

O comentário foi reverberado por outros internautas, que também se espantaram com o aparente contraste entre a postura pública do presidente e as contas privadas dele. “A propaganda é de um presidente simples que derruba farofa de frango na roupa. Tudo isso no dia em que são revelados os gastos do cartão corporativo e se apura que ele gastou R$ 822 mil por mês desde o início do mandato. Bolsonaro é uma fraude”, tachou o dono do perfil Anonymous.

Popularidade em queda

Apesar de ter sido apagado da conta do ministro das Comunicações, o vídeo continua no ar em perfis de outros apoiadores como de um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e a deputada federal Carla Zambelli (PSL). Muitos internautas associaram a publicação a uma campanha para aproximar o presidente do povo, uma vez que pesquisas apontam o chefe do Executivo com uma popularidade cada vez mais baixa.

De acordo com os dados divulgados pela Modalmais e AP Exata, por exemplo, 54,3% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo. O documento traça um panorama dos principais pontos de crítica do governo e aponta que o desempenho ruim da economia e o constante antagonismo em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) depõem contra o mandatário.

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 Bira, NO PORTAL

 

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A polícia de Nova York investiga o caso. Horas antes da morte, Kryst publicou uma foto no perfil dela em uma rede social e desejou coisas boas aos seguidores

Td
Talita de Souza
 

Morre, aos 30 anos, Cheslie Kryst, a Miss EUA 2019. Suspeita da Polícia é de suicídio - (crédito: Instagram/Reprodução)

Morre, aos 30 anos, Cheslie Kryst, a Miss EUA 2019. Suspeita da Polícia é de suicídio – (crédito: Instagram/Reprodução)

A advogada, modelo, apresentadora de televisão e Miss EUA 2019 Cheslie Kryst, de 30 anos, foi encontrada morta na manhã deste domingo (30/1) próxima ao arranha-céu em que morava, em Nova York. A polícia foi acionada por volta das 7h por moradores que encontraram o corpo já sem vida. De acordo com o The News York Times, o caso é investigado como suicídio.

Horas antes da morte, Kryst publicou uma foto no perfil dela em uma rede social e desejou coisas boas aos seguidores. “Que este dia lhe traga descanso e paz”, escreveu. O post já consta com mais de 44 mil comentários de celebridades, amigos e seguidores que lamentaram a perda da mulher. Ela deixou os pais e cinco irmãos.

A notícia da morte da modelo causou comoção no país. Cheslie se tornou conhecida como um dos grandes nomes que já vestiram a faixa de Miss EUA. Advogada, usou o reconhecimento que teve nas mídias sociais para falar sobre justiça social e renovação do sistema criminal. De acordo com o jornal Washington Post, ela chegou a fornecer defesa gratuita para presos que receberam sentenças equivocadas.

O programa de TV que Cheslie fazia parte, o Extra, publicou um anúncio de lamento em que afirma que a apresentadora “incorporou o amor e serviu aos outros, seja através de seu trabalho como advogada lutando pela justiça social, como Miss EUA e como anfitriã”. Após ingressar no programa, na área de entretenimento, a mulher conquistou duas indicações ao Emmy Award pela atuação no show.

O perfil oficial do concurso Miss Universo, competição em que a modelo participou em 2019 e ficou entre as 10 melhores concorrentes, fez uma homenagem de lamento pela morte da Miss, onde falaram que Cheslie foi uma das pessoas “mais brilhantes e gentis” que eles já conheceram.

“Estamos devastados ao saber da perda da Miss USA 2019 Cheslie Kryst. Ela era uma das pessoas mais brilhantes, calorosas e gentis que já tivemos o privilégio de conhecer. Toda a nossa comunidade lamenta sua perda, e nossos pensamentos e orações estão com sua família agora”, escreveram.

Um legado de excelência, beleza e proteção de direitos

Natural de Michigan, Cheslie se mudou para Carolina do Norte ainda criança, estado que lhe rendeu o primeiro prêmio de Miss em 2019. Ela se formou na Universidade da Carolina do Sul e conquistou um MBA e um diploma de direito na Wake Forest University, na Carolina do Norte. Em 2017, passou a trabalhar no escritório de advocacia Poyner Spruill e era, de acordo com uma nota emitida pela empresa, “uma defensora apaixonada dentro e fora do tribunal”.

Dois anos depois, se tornou a Miss Carolina do Norte, posto que já tinha sido ocupado pela mãe dela, April Simpkins, em 2002. Cheslie sempre deixou claro que a força da mãe a inspirou a tentar o que quisesse enquanto mulher negra. “Minha mãe foi a segunda Miss negra da Carolina do Norte, então eu sabia que não importava o que acontecesse, eu iria competir também”, disse ela ao The News York Times em 2020.

Kryst também foi admirada por mostrar um espírito firme e em defesa de causas sociais e de gênero no concurso e nos tribunais. Em um registro passado durante a competição do Miss EUA 2019, ela está em um tribunal e rebateu um comentário misógino de um juiz que a ‘aconselha’ a usar saia em vez de calça porque ‘juízes preferem assim.

“Tetos de vidro podem ser quebrados usando saia ou calça. Não diga às mulheres que usem roupas diferentes enquanto você dá aos homens um feedback válido sobre os argumentos legais deles”, disse.

Já na rodada final do concurso, Kryst foi questionada se os movimentos #MeToo — que encoraja mulheres a denunciar casos de assédio sexual — e #TimesUp — que luta para aprovação de leis que promovam igualdade de gênero no país — tinham ido “longe demais”. Ela negou veementemente.

“Não acho que esses movimentos tenham ido longe demais. Esses movimentos significam garantir que promovamos locais de trabalho seguros e inclusivos em nosso país. Como advogada, é exatamente isso que eu quero para este país”, disse na ocasião.

Após conquistar a coroa de mulher mais bonita dos EUA em 2019, ela ressaltou que estava feliz por ganhar a competição mesmo “usando o cabelo natural”, fator que não era visto em poucas candidatas até então.

Em 2021, um ensaio feito pela revista Allure revelou alguns pensamentos de Cheslie em relação ao legado dela. A modelo disse que envelhecer é difícil porque “é um lembrete frio de que estou ficando sem tempo para ser importante aos olhos da sociedade — e isso é de dar raiva”. No entanto, ela afirmou que depois da pandemia, aprendeu que “envelhecer é um tesouro e que a maturidade é um presente que nem todos desfrutam”.

Atenção: se você sofre com pensamentos suicidas, procure ajuda. Há uma amanhã para você. Ligue 188 e converse com quem pode te ajudar.

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