DO CORREIO BRAZILIENSE

Primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e os filhos do presidente também devem comparecer à cerimônia nesta sexta-feira (21/1). Expectativa é de que enterro ocorra até o final da tarde

IS
Ingrid Soares
 

 (crédito: Reprodução / Internet)

(crédito: Reprodução / Internet)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcou no começo da tarde desta sexta-feira (21/1) no Aeroporto de Congonhas em São Paulo. O chefe do Executivo seguiu de helicóptero para Eldorado, interior paulista, onde chegou às 15h para o velório da mãe, Dona Olinda Bolsonaro. 

O velório da matriarca do presidente ocorre desde as 10h de hoje. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e os filhos do chefe do Executivo também devem comparecer ao local. A expectativa é de que o enterro ocorra até o final da tarde, no Cemitério Central do município, onde o pai do presidente, Percy Geraldo Bolsonaro, foi enterrado.

Dona Olinda faleceu nesta madrugada aos 94 anos. Ela estava internada no Hospital São João em Registro, no interior de São Paulo. Por meio das redes sociais, o presidente anunciou o falecimento.

“Sra. Olinda Bonturi Bolsonaro. Com pesar o passamento da minha querida mãe. Que Deus a acolha em sua infinita bondade. Nesse momento me preparo para retornar ao Brasil”, escreveu na legenda, publicando ainda vídeos com momentos ao lado da mãe e de seu último encontro com ela, em agosto. A causa da morte não foi informada.

Bolsonaro cumpriria agenda em Georgetown com o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, nesta sexta-feira, mas cancelou a agenda para retornar ao país. 

Família e parlamentares lamentaram, por meio das redes sociais, a morte de Dona Olinda.

Em agosto do ano passado, quando o chefe do Executivo fez uma visita à mãe, ele chegou a dizer que ela estava doente e que tinha lapsos de memória.

A Secretaria Especial de Comunicação Social do Planalto também publicou uma nota de pesar. “A Secretaria Especial de Comunicação Social une-se a toda a equipe de Governo e aos brasileiros em condolências e orações pelo falecimento da senhora Olinda Bonturi Bolsonaro, mãe do Presidente Jair Bolsonaro. Que Nosso Senhor acolha a alma de Dona Olinda e ampare o senhor Presidente da República e demais familiares”.

DO CORREIO BRAZILIENSE

A cantora deu várias entrevistas ao Correio Braziliense, onde falava sobre a carreira, sonhos, vida pessoal e preconceito

PG
Pedro Grigori
 

 (crédito: Stèphane Munnier/Divulgação)

(crédito: Stèphane Munnier/Divulgação)

A cantora Elza Soares poderia ter morado em Brasília, mais especificamente, no Lago Sul. Essa é uma das histórias que a “mulher do fim do mundo” contou ao Correio Braziliense em entrevistas durante as últimas décadas.

“Ganhei dele (do então presidente, Juscelino Kubitschek) um terreno no lugar mais importante da cidade (o Lago Sul), mas não fui buscar. Achava que não ia dar em nada. Era tanta lama que pensei: isso vai dar em quê?”, contou a cantora ao Correio, em 2009.

Elza riu ao lembrar das ruas barrentas que hoje tornaram-se a região administrativa mais rica do DF. “Tinha muita lama na cidade, os hotéis eram grandes dormitórios e eu tive o prazer de dormir nesses hotéis feitos para os candangos. Era uma lama terrível. Me lembro da galocha que Juscelino usava, que vinha até o meio da perna, eu usava também uma. Lamento não ter filmado, deveria ter documentado”, contou.

Em outra entrevista, Elza refletiu sobre a vida e a carreira e como gostaria que a história dela fosse contada. Ao ser questionada sobre o que faltava falar sobre ela, após, na época, quase seis décadas de carreira, ela foi categórica: “A verdade”, disse.

“Mostrar para esse povo como é duro chegar ao ponto que cheguei, como lutei, como disse o Nei Lopes: ‘Como lutei, como lutei, para chegar aonde cheguei’. Enfrentando o preconceito, fingindo que não fedia e passando por cima de tudo isso. Eu podia estar trabalhando muito mais, ser mais reconhecida neste país, como tive o reconhecimento da BBC de Londres, como a cantora do milênio. Talvez, se fosse uma cantora loira, seria mais reconhecida. São poucas as negras que você vê no país cantando”, disse.

Relembre trechos de entrevistas da cantora ao Correio:

A cantora Elza Soares morreu aos 91 anos de idade nesta quinta-feira (20/1)

A cantora Elza Soares morreu aos 91 anos de idade nesta quinta-feira (20/1) (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

11 de outubro de 2009:

O ensaísta e compositor José Miguel Wisnik disse que você canta como se cada sílaba fosse um parto. Como você analisa essa declaração amorosa?

Eu acho que comecei a tirar o parto muito cedo e eu sei o que é um parto: ao mesmo tempo dor e carinho. E quando canto, eu canto o amor

Diga duas coisas boas que marcaram sua vida…

Dinheiro para matar a fome e filhos.

Agora duas coisas ruins…
Perder um filho e ter de sair do meu país

Como anda a vida amorosa, com agenda tão cheia?
Maravilhosa. Sempre tiro uma hora para ter prazer. Sempre há um momento, no banheiro, atrás da porta, mas tem o momento (risos). Deitada na mesa da sala, na mesa da cozinha…

Do que ou de quem você sente mais saudades?
Não gosto da palavra saudade. Detesto. Eu não sei o que é sentir saudade, porque mato a saudade pelo caminho. Mas eu gostaria de ter minha casa, que levaram na época da ditadura. Fui expulsa do país e ficaram com a minha casa. Nessa época, a casa foi metralhada e tomaram tudo que eu tinha. E hoje eu cobro do governo, do senhor Lula. Eu trabalhei tanto de graça para ele, na época em que era sindicalista.

Você enfrentou muito preconceito na sua carreira. Como deu a volta por cima?

Chutando o preconceito, passando por cima dele, dando descarga. Você dá descarga naquele vaso, mas ele está em outro e mais outro.

Sua vida foi contada, escrita e filmada. O que falta falar de você?

A verdade. Mostrar para esse povo como é duro chegar ao ponto que cheguei, como lutei, como disse o Nei Lopes: ‘Como lutei, como lutei, para chegar aonde cheguei’. Enfrentando o preconceito, fingindo que não fedia e passando por cima de tudo isso. Eu podia estar trabalhando muito mais, ser mais reconhecida neste país, como tive o reconhecimento da BBC de Londres, como a cantora do milênio. Talvez, se fosse uma cantora loira, seria mais reconhecida. São poucas as negras que você vê no país cantando.

De que você tem medo?

De nada. Tenho medo de ter medo, só isso.

E de que você se orgulha?

De ser a mulher que sou. Da coragem que carrego.

Há uma crítica contra a vulgarização e o empobrecimento das letras do funk. Como você vê o funk carioca?

Eu me assusto um pouco, sabe. Mas é isso que leva gente. Me assusta, mas reconheço que só assim o neguinho vai. Para ver a audácia, porque as coisas estão muito certinhas. Todo mundo quer ver as coisas bem tortas, como eram as pernas do Mané. Eu sou atrevida, cara. Só não tenho as pernas tortas, mas são bonitas e gostosas. Acho que o funk tem isso, essa rebeldia.

O samba resiste à padronização do mercado e ao aparato de comunicação do mundo globalizado?

O samba consegue sobreviver, como diz o Marcelo D2, dentro de outros gêneros, como o hip hop, por exemplo. Foi assim que fiz no CD Do cóccix até o pescoço. Até Arlindo Cruz teve de abaixar a cabeça e entrar no samba do Marcelo D2. E fico feliz vendo isso. Porque eu sou do atrevimento.

Você acha que o Brasil ainda é Brasil ou já foi engolido pela americanização, a mercantilização e a globalização? Ou o Brasil tem saída?

O Brasil está pensando que ele é o Brasil, mas ele já foi tragado. Não resta a menor dúvida. Já levaram ele pra lá. Mas chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor.

E o que fazer?

É reclamar, juntar e bater panela, como os argentinos fazem. O que eu sinto falta é da mulherada gritando, se integrando, reivindicando seus direitos, para melhorar esse país, melhorar a mulher mais ainda, deixar de ser submissa. Vamos ser mais unidas — o que não somos. A mulher se veste para outra mulher, ela não se veste para o homem dela não. Se quiserem, contem comigo. Precisamos melhorar a vida dos nossos filhos no futuro. A minha filosofia é a seguinte: todo dia acordo, digo que tenho 24 horas de vida e preciso aproveitá-las.

A cantora Elza Soares morreu aos 91 anos de idade nesta quinta-feira (20/1)
A cantora Elza Soares morreu aos 91 anos de idade nesta quinta-feira (20/1) (foto: Joaquim Firmino/CB/D.A Press)

10 de novembro de 2014

Você disse que não queria um documentário que falasse de dor e sofrimento. Qual é a essência do seu documentário?

Desde o começo a proposta foi essa. É muito chato ficar falando de dor, de sofrimento. Não! Vamos falar de vida. Acho que o povo está necessitado de abraço, de carinho. Eu sinto isso e tenho certeza que muita gente sente também. Aquele abraço, aquele carinho, aquela verdade. Acho que é disso que todos estamos precisando.

Sua vida tem mais episódios de prazer ou de dor?

Acho que de prazer. Porque toda dor se torna um prazer depois. Não é isso?

De onde vem essa voz que parece uma onomatopeia? Quando começou a cantar assim?

Desde criança. Quando comecei a cantar, eu tinha uma voz diferenciada. Meu pai e minha família não queriam porque, naquela época, mulher que cantava era prostituta. E, até hoje, a palavra que eu mais gosto é “prostituta”… Juro… Porque, no fundo no fundo, todo mundo se prostitui. Acho que no fundo a gente se prostitui muito…sem saber.. mas se prostitui.

Como, por exemplo?

No trabalho, o salário, aguentar empresário, aguentar patrão. Às vezes, a mulher está menstruada, morrendo de cólica, mas ela tem que ir trabalhar. Brigou em casa com o marido, com o namorado, tem que chegar em casa carne negra”… Como vou cantar isso sem dar um berro? Quando eu canto Meu guri também procuro contar uma história. O Chico (Buarque) escreveu uma história de uma mãe pobre inocente que achava que aquele guri era a coisa mais linda e mais certa do mundo e que um dia chegaria a um lugar muito alto. Meu Guri também é meu grito.

Quando canta Carne você faz uma interpretação emocionante, bate no peito… De que forma o racismo afetou sua carreira?

Como eu disse, eu nunca tive patrocínio. Meu patrocínio sou eu. É por isso que dizem que eu sou uma fênix. A fênix quando volta, volta inteira. É o que acontece comigo. E quando eu canto, eu troco o bico, a pele e a carne, a carne negra que é linda e maravilhosa. E isso vale para qualquer mulher. A gente fez tanta coisa para chegar a algum lugar, queimou sutiã para ter direitos iguais. Se nós, mulheres, não lutarmos, isso não vai ter valido de nada. Temos que fazer alguma coisa

Conseguiu se recuperar da cirurgia na coluna?

Estou me recuperando. Não é fácil. Eu descobri que tenho vértebra de criança, não é vértebra de adulto.

Das coisas que fazia antes e não pode mais, o que mais te faz falta?

Salto alto. Eu também tinha um piercing no umbigo e tive que tirar. Não era um piercing qualquer, tinha um brilhante. O piercing nem faz tanta falta, mas o salto alto me faz uma falta louca.

E sambar?

Claro, faz muita falta, porque ficar sem sambar é um castigo.

Você se considera uma sobrevivente?

Não sei o que eu me considero, não. Juro que eu não sei. Acho que eu sou um ser humano estranho. Talvez por tudo que aconteceu comigo, tanta coisa na vida… aprendi a ter paciência resignação. A vida me acalma. Tem hora que a vida dá umas porradas e diz: “acorda, pô!”

Como você vê o tratamento que o governo e a sociedade tem dado às minorias?

Hoje, fazendo um retrocesso, eu vejo que a minoria é a maioria. Esse povo, que faz parte de mim, hoje pode estudar, viajar de avião. Sei que ainda falta muita coisa para a saúde, para educação… Mas eu acho que houve uma melhora tão grande que nós, a minoria, considerados os descartáveis, estamos melhorando de vida. O filho do porteiro faz faculdade. Isso é muito bom. E eu não quero retroceder.

O que precisa ser feito, com mais urgência na luta contra o racismo e a homofobia?

Consciência, vergonha, educação. Com isso melhora. O problema é falta de educação e de consciência do corpo e da mente.

Você conheceu alguns dos grandes nomes da música internacional. Como foi seu encontro com Louis Armstrong?

Ele me chamou de “my daughter”, mandaram eu chamá-lo de “my father”. Pensei que estava chamando ele para fazer outra coisa (risos). Falaram: “Vai lá e chama ele de “my father”, falei: “não, não vou fazer isso, tá louco. E se ele aceitar, se ele gostar, o que eu faço?”. Mas cheguei perto do negão e ele: “yeah, my daughter”, e eu ainda entendia que ele estavame chamando de“doutora, (doctor) e eu pensando: “Pô, o cara me chamando de doutora o tempo todo, meu nome é Elza, Elza Soares”. Aí me explicaram que ele estava me chamando de “filha” e falaram também o que era “my father”.

A cantora Elza Soares morreu aos 91 anos de idade nesta quinta-feira (20/1)
A cantora Elza Soares morreu aos 91 anos de idade nesta quinta-feira (20/1) (foto: CARL DE SOUZA)

30 de julho de 2017

A senhora é uma das artistas mulheres com mais representatividade por sua força, história e militância. Como vê o fato de ter se tornado um símbolo para as mulheres brasileiras ao longo dos anos?

Eu não consigo ver tudo isso como dizem… Eu vou vivendo… Enquanto eu puder, vou lutar pelas mulheres, pelos negros e pelos gays. Fiquei sabendo hoje que transexuais e travestis agora podem ter nome social no CPF, fico tão feliz, é uma notícia boa, até que enfim. Vou lutar até o fim!

O álbum A mulher do fim do mundo tem muito de resistência e autobiografia e foi um material que lhe rendeu bastante reconhecimento. A que atribui o grande sucesso e repercussão desse material?

Acredito que foi o encontro com essa meninada muito talentosa. Esse grupo de paulistanos da nova cena da música brasileira (nomes como Guilherme Kastrup, Rômulo Fróes, Alice Coutinho) que vem fazendo já há algum tempo um trabalho inovador.. Cara, achei a minha praia…(risos).

A senhora já está há muito tempo no mundo da música. O que a inspira a sempre continuar cantando,fazendo shows e lançando novos materiais?

Não sei fazer outra coisa além de cantar.Ah! Sei sim, sei cozinhar…(risos). Olha que eu sou boa na cozinha, faço um peixe que todo mundo gosta. Agora não posso ir para a cozinha por conta deste meu problema de coluna… Eu sou muito feliz quando estou no palco, é muito bom ser acolhida por este público que me segue,recebo muito carinho. Foi lindo no teatro Municipal do Rio de Janeiro, todos de pé me homenageando no Prêmio da Música Brasileira pela vitória na categoria de melhor álbum pelo CD e DVDElza canta e chora Lupi. Nesta hora, eu acho que vale a pena continuar.

A sua história de vida tem muitas batalhas. O que a fez tão guerreira e de onde tira essa força?

A vida e as circunstâncias me fizeram assim… Eu tenho fé! Quando as coisas não estão do jeito que eu gostaria, paro e respiro e penso que tudo passa. As coisas boas passam, as coisas ruins passam. Tem que ter paciência e fé, cara.

Apesar de estarmos no século 21, o radicalismo impera, assim como o preconceito. É mais fácil ou mais difícil ser hoje uma mulher negra? O que mudou para melhor e o que piorou?

Ser “humano” hoje é que está difícil. Está difícil presenciar tantas injustiças, tanto desrespeito com outro, não somos nada, absolutamente nada, somos uma folha de papel. Qualquer coisa nos destrói, mas o ser humano é de uma empáfia que eu não entendo…

A senhora sempre se posiciona politicamente. Como vê o atual cenário político brasileiro?

Terrível! Me dá medo! O Brasil é um país lindo, não troco isso aqui por nada, mas está difícil ver o que estão fazendo com o nosso país.

“Pra que discutir com Madame?”, Elza Soares: um samba de verdade, na batata, e a voz e interpretação única de uma majestade da música popula brasileira que se vai.

VIVA ELZA SOARES, PARA SEMPRE.

(Vitor Hugo Soares)

jan
21
O pré-candidato disse ainda que não tem problema em falar sobre o STF e que respeita o tribunal, mas que a revisão sobre a 2ª instância foi a pior decisão
“Gilmar erra muito” e “Lula deveria estar cumprindo pena”, diz Moro
Foto: Daniel Medeiros/O Antagonista

Sergio Moro (foto) disse há pouco, em entrevista a Felipe Moura Brasil, no UOL, que o ministro Gilmar Mendes, do STF, erra ao se despir do papel de magistrado e fazer críticas. O ex-juiz também afirmou que rever a prisão em segunda instância foi a “pior decisão do STF”. 

“Não tenho nenhum problema pessoal com o ministro Gilmar Mendes. Acho que ele erra muito ao se despir do papel de magistrado e fazer essas críticas. Ele deveria ser um ator em favor do combate à corrupção, como já foi durante o mensalão, como foi antes de 2016. Sinceramente, o que eu espero é que ele volte a ter um papel dessa espécie. E ele erra quando, junto com parte do Supremo, profere essas decisões que afetam o combate à corrupção”, disse.

Moro disse que não tem problema em falar sobre o STF e que respeita o tribunal como instituição. E lembrou que foi o tribunal que autorizou, em março de 2018, a prisão do ex-presidente que, segundo Moro, ainda deveria estar preso.

“Eu não decretei a preventiva dele. Até poderia. Tinha motivos. Porque ele passava o tempo todo atacando o Judiciário e buscando intimidar o Judiciário e impedir que a gente fizesse o nosso trabalho. Por muito menos, o Supremo prendeu o Roberto Jefferson. Enfim, esperei o julgamento da primeira instância. Proferi a sentença. Esperei que o tribunal de Porto Alegre confirmasse a decisão. E foi o tribunal de Porto Alegre que mandou expedir o mandado de prisão. Mas só fez isso porque o ex-presidente tinha tido um habeas corpus denegado pelo STF em março de 2018. E ele foi preso. E ele foi lá cumprir a pena, onde ele deveria estar até hoje: cumprindo essa pena“, afirmou.

Para Moro, a revisão do STF sobre a prisão em segunda instância foi a pior decisão.

“A meu ver, da história do STF, por maioria. Eu tentei lutar contra isso. E depois veio a anulação da condenação do ex-presidente, com uma fantasia de que ele foi perseguido, e nunca foi. Nunca tratei isso do ponto de vista pessoal”, disse.

jan
21
Posted on 21-01-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-01-2022
Charge O TEMPO 14-01-2022
DUKE no jornal O Tempo (MG)

jan
21
Posted on 21-01-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-01-2022

Foto: Barbara Cabral/Esp.CB/D.A

Processo contra Moro abre guerra no Tribunal de Contas da União

Economia

O Tribunal de Contas da União (TCU) mergulhou numa grave crise por causa de um processo que investiga se a atuação do ex-juiz Sergio Moro causou prejuízos à construtora Odebrecht durante as investigações da Lata-Jato e se ele obteve vantagens pessoais ao trabalhar para o escritório de advocacia Alvarez & Marsal depois de deixar o serviço público. O escritório norte-americano presta serviços para a construtora, agora chamada Novonor.

 

O motivo de toda a crise está na decisão do ministro Bruno Dantas, do TCU, relator do caso, de negar ao procurador do Ministério Público de Contas, Júlio Marcelo de Oliveira, que oficie no processo. A alegação de Dantas é da e que Marcelo não é o procurador original da ação e, sim, o procurador Lucas Rocha Furtado. A questão é que Marcelo foi sorteado para o processo, como determinam as regras do próprio Ministério Público de Contas editadas em dezembro de 2020, sendo o procurador natural.

 

Desde dezembro de 2020, quando a representação feita ao TCU é autuada e vira processo, o procurador que acompanhará as apurações é sorteado e aquele que deu início à ação é afastado, sequer participa do sorteio. No caso, o procurador inicial é Lucas Furtado e o sorteado, Júlio Marcelo.

 

O caso ganhou tanta repercussão que chegou ao Congresso. E Júlio Marcelo, visto dentro do Tribunal como um defensor da Lava-Jato, ganhou o apoio do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que apresentou uma representação contra Bruno Dantas por abuso de autoridade.

 

Diante dessa guerra, duas entidades que representam carreiras do controle externo, a Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas (ANTC) e a Associação Nacional do Ministério Público de Contas (AMPCON), soltaram carta pública em defesa de Júlio Marcelo. Está claro que as feridas no TCU estão escancaradas.

 

Veja a íntegra da carta de desagravo a Julio Marcelo:

 

“A Associação Nacional do Ministério Público de Contas (AMPCON) e a Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC), diante das controvérsias noticiadas quanto à representação objeto do TC 066.684/2021-1, que tramita no Tribunal de Contas da União, vêm a público, primeiramente, manifestar especial preocupação com qualquer ato processual ou entendimento que desnature o princípio do procurador natural, alcançando não apenas um caso concreto ou um membro específico do Ministério Público de Contas, mas a própria estrutura da instituição essencial para assegurar as garantias processuais previstas constitucional, legal e regulamentarmente.

A essência de regimes democráticos exige que as regras sejam formuladas e aprovadas a partir de pressupostos abstratos, bem como abstratas devem ser estruturadas as instituições de Estado, sem levar em consideração os eventuais e transitórios ocupantes de funções públicas, premissa de grande importância para o imparcial desempenho das funções do Ministério Público.

Harmônico com essa noção, em dezembro de 2020, o Ministério Público de Contas junto ao TCU editou norma específica (Portaria MP/TCU n. 02/2020) que determinou o sorteio do procurador natural que deve atuar em todas as fases de representação de iniciativa de qualquer membro do Parquet de Contas. Trata-se de princípio que consagra uma garantia de ordem jurídica, destinada tanto a proteger o membro do Ministério Público, na medida em que lhe assegura o exercício pleno e independente do seu ofício, quanto a tutelar a própria coletividade, a quem se reconhece o direito de ver atuando, em quaisquer fases do processo, apenas o procurador sorteado, cuja intervenção se justifique a partir de critérios abstratos e pré-determinados, estabelecidos nos normativos vigentes.

Além de ter assento em cláusulas constitucionais que asseguram a independência funcional e a inamovibilidade dos membros do Ministério Público, tal prática do MPC junto ao TCU converge com o procedimento vigente, por exemplo, no Ministério Público Federal-MPF, com a finalidade de assegurar a impessoalidade e a imparcialidade nos processos de controle externo, especialmente as representações. A atuação do Procurador Júlio Marcelo de Oliveira, no mencionado processo, deveu-se como medida necessária à concretização desse princípio, em natural e legítimo exercício das competências — e deveres correlatos — a ele atribuídos pela distribuição processual promovida pelo sistema automatizado do próprio TCU, razão pela qual figura inclusive como o representante do MPC na capa do caderno processual, harmonizando-se com a regra acima aludida.

No processo de consolidação da democracia, é saudável que as decisões tomadas pelos agentes públicos sejam submetidas aos sistemas de freios e contrapesos nos moldes previstos na Constituição da República e na legislação infraconstitucional em vigor, sendo legítimas todas as iniciativas voltadas para a observância do sistema.

Por todo o exposto, em aderência ao devido processo legal na esfera do controle externo, que passa pela necessária observância do princípio do procurador natural e pelo sistema de freios e contrapesos, a AMPCON e a ANTC se posicionam em defesa da necessária observância do princípio do procurador natural no âmbito do MPC junto ao TCU, neste e nos demais processos, em conformidade com o regulamento vigente editado pela instituição, assim como apoiam a atuação do Procurador Júlio Marcelo de Oliveira como Procurador natural do feito, no legal e legítimo exercício de suas funções, em desagravo às manifestações que afetam a sua conduta profissional, cujo histórico é de independente e probo exercício funcional.”

  • DO G1- portal da Globo

 

Por g1 Rio

Mané Garrincha e Elza Soares no aeroporto do Galeão. — Foto: ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Mané Garrincha e Elza Soares no aeroporto do Galeão. — Foto: ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

 

A morte da cantora Elza Soares nesta quinta-feira (20) acontece no mesmo dia da de Garrincha, com quem teve um relacionamento por 17 anos. O craque do Botafogo morreu também no dia 20 de janeiro, mas quase 40 anos antes: em 1983.

Em 2018, em entrevista ao programa Conversa Com Bial, Elza falou sobre a relação com o jogador (veja no vídeo abaixo).

“Eu sonho muito com o Mané. O maior amor da minha vida foi ele.”

Elza Soares revela que sonha com Garrincha e afirma que ele foi o maior amor de sua vida
 

Elza Soares revela que sonha com Garrincha e afirma que ele foi o maior amor de sua vida

 

Também no programa, ela disse que Garrincha prometeu a ela o título da Copa de 1962. Na época, Pelé era o craque do time, mas acabou se contundindo — e quem brilhou foi o “marido de Elza”, como ela mesma se referiu.

“Ele me prometeu e disse: ‘Olha criola, essa Copa eu vou dar pra você, vou fazer gol pra você (…) Eu nunca gostei de ser mulher de fulano. Eu sou eu. Não era preciso ser mulher do Garrincha pra ser a Elza Soares. O Garrincha era marido da Elza Soares.”

Elza Soares fala sobre parceria com Mané Garrincha e sua relação com o craque
 

Elza Soares fala sobre parceria com Mané Garrincha e sua relação com o craque

A informação da morte da cantora no Rio de Janeiro foi confirmada pela assessoria de imprensa de Elza.

“É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais”, diz o comunicado enviado pela assessoria da cantora.

Elza Soares é considerada uma das maiores cantoras da música brasileira, com carreira no samba que começou nos anos 60.

Elza Gomes da Conceição começou cantando sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse” em 1959, e se dedicou ao gênero nos anos 60.

Nos 34 discos lançados, ela se aproximou do samba, do jazz, da música eletrônica, do hip hop, do funk e diz que a mistura é proposital.

“Eu sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante”, comparava Elza.

“Eu acompanho o tempo, eu não estou quadrada, não tem essa de ficar paradinha aqui não. O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo.”

O último disco lançado foi “Planeta Fome” em 2019, e ela diz que não tem planos concretos para outro álbum neste ano. “Ainda não, mas vai surgir. Minha cabeça não para, cara”, afirma Elza.

A única certeza é que não iria parar de cantar: “Nem de brincadeira. Parar por quê? Por que parar? Não tem por que né?”.

jan
20
Posted on 20-01-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-01-2022

A melhor notícia para Sergio Moro

A melhor notícia para Sergio Moro
Foto: Daniel Medeiros/O Antagonista
 

Depois de fechar uma parceria com o MBL, o Podemos pode fechar mais uma parceria com o Cidadania.

Alessandro Vieira disse para o UOL:

“Estamos vendo os cenários regionais, para ver se há compatibilidade. Você tem um número de conflitos de interesse menor com o Podemos porque é um partido menor, mais ou menos do mesmo tamanho que o Cidadania”.

A reportagem destacou que o acordo entre os dois partidos pode dar mais dinheiro e tempo de TV para a campanha de Sergio Moro, mas a prioridade para ele, neste momento, é outra: ele precisa de gente, e de gente capaz, como o próprio Alessandro Vieira. A bancada do Cidadania é a melhor do Congresso Nacional, e é também a mais afinada com as pautas de Moro e da Lava Jato.

É preciso derrotar Lula e Jair Bolsonaro, claro. Mas é preciso derrotá-los com as pessoas certas e com o discurso certo. Se, além de MBL, Podemos e Cidadania, Moro contasse também com o Novo, o bloco estaria montado.

jan
20

“Oba, lá vem ela”, Jorge Ben:  Jorge Ben, para aplaudir e cantar junto!

BOM DIA !

(Gilson Nogueira)

jan
20

esta positivo para a covid-19 e passa bem

Segundo a Band, o afastamento do apresentador não afetará a exibição do programa Faustão na emissora

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: Rodrigo Moraes/ TV Band)

(crédito: Rodrigo Moraes/ TV Band)

O apresentador Fausto Silva testou positivo para a covid-19. Segundo informações da própria Band, ele passa bem e não apresenta sintomas.

Faustão fez o teste antes de entrar em estúdio em cumprimento dos protocolos de segurança determinados pela equipe médica da Band. O resultado do PCR deu positivo e o apresentador ficará em casa até segunda-feira, quando deve voltar ao trabalho.

A emissora ressalta que há edições gravadas do Faustão na Band até quarta-feira da semana que vem (26/1). Por isso, a exibição do programa não será afetada.

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