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 DO SITE O ANTAGONISTA
Quem se sente livre para comemorar a morte de um adversário também se sentirá livre para tentar matar as palavras dele fora do âmbito do debate
O horror depois da morte de Olavo de Carvalho
Foto: Reprodução/Redes sociais

Fico genuinamente horrorizado quando vejo alguém comemorando a morte de um adversário ou a doença de um desafeto. Para mim, a reação é medida de caráter e formação. Quem festeja a morte de Olavo de Carvalho (foto), por mais deletério que o guru de Jair Bolsonaro tenha sido, inclusive em relação ao combate ao vírus que talvez o matou, mostra a mesma flacidez moral de quem comemorou o câncer de Lula ou de Dilma Rousseff. Do lado da esquerda, houve também quem festejasse a facada em Jair Bolsonaro, durante a campanha de 2018 — o que, para além de falta de escrúpulos, denota obtusidade política, uma vez que o atentado ajudou muito a que ele vencesse a eleição presidencial.

Nas condições normais de temperatura e pressão (guerras são exceção, mas ainda assim há códigos a serem observados), adversários têm de ser derrotados no campo das ideias, não por meio da eliminação física — que não se restringe à morte ou a doenças incapacitantes. A eliminação física se dá também por meio do amordaçamento de vozes discordantes e da censura judicial pura e simples.

 Quem se sente livre para comemorar a morte de um adversário se sentirá livre para tentar matar as palavras dele fora do âmbito do debate. A cultura do cancelamento é igualmente assassinato, desejo de eliminação física. Em 1852, o escritor francês Gustave Flaubert, que enfrentou um processo criminal por causa do romance Madame Bovary, escandaloso na época, escreveu numa carta: “A censura, qualquer seja ela, parece-me uma monstruosidade, algo pior que o homicídio; o atentado contra o pensamento é um crime de lesa-alma”.

Festejar a morte ou a censura de um oponente revela ausência de metro moral e o raquitismo das próprias ideias.

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BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 26-01-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-01-2022

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

Ex-ministro afirmou que presidente tinha “medo” de que as investigações do Coaf chegassem a ele e seus filhos. Conselho atua no combate a crimes financeiros, como lavagem de dinheiro

BL
Bernardo Lima*
 

 (crédito: Agência Brasil/Reprodução)

(crédito: Agência Brasil/Reprodução)

O pré-candidato à Presidência Sergio Moro (Podemos) disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) transferiu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça para proteger seus filhos nos casos de supostas “rachadinhas” em seus gabinetes.

“O Coaf foi para o Ministério da Economia. Depois teve uma decisão do Supremo (Tribunal Federal) que beneficiou o filho do presidente, parou uma investigação. O problema é que essa liminar parava todas as investigações de lavagem de dinheiro no país”, disse Moro, em entrevista ao Flow Podcast na segunda-feira (24/1).

Moro afirmou que Bolsonaro não queria que a decisão da Justiça fosse alterada e que, por isso, o confrontava. Segundo ele, o presidente dizia: “Moro, se você não for ajudar, não atrapalha”. O ex-ministro da Justiça diz que considerava a decisão um “desastre” e que afetava “todo o sistema”. Ele garantiu não ter obedecido à ordem do presidente, e lembrou que algum tempo depois “a liminar caiu”.

A transferência ao Ministério da Economia ocorreu após a aprovação de uma MP (Medida Provisória) no Congresso, em 2019. Atualmente, o Coaf é de responsabilidade do Banco Central (BC), que até 2021 era vinculado à pasta.

Vale destacar que, enquanto era ministro da Justiça, o ex-juiz não deu declarações públicas defendendo que o Coaf continuasse em seu ministério.

Segundo Moro, Bolsonaro tinha “medo” de que as investigações do Coaf chegassem a ele e afirmou, na entrevista, que o atual presidente decidiu “enfraquecer o combate à corrupção” durante o mandato.

“O primeiro elemento que revelou isso foi quando teve a questão do Coaf, um órgão de inteligência de lavagem de dinheiro no Brasil, e que estava no Ministério da Justiça, na minha alçada. A gente tinha melhorado o Coaf, tinha aumentado o número de pessoas, e teve o movimento de levar para o Ministério da Economia. O pessoal ali tinha medo, porque sabia que ali não tinha esquema, não tinha negócio”, disse.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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Posted on 26-01-2022
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Fred NO PORTAL

 

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26
Posted on 26-01-2022
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DO CORREIO BRAZILIENSE

Escritor bolsonarista morreu na noite de segunda-feira (24/1) nos Estados Unidos. Na manhã de hoje, chefe do Executivo lamentou a perda de seu guru, afirmando que escritor era um “farol para milhões de brasileiros”

IS
Ingrid Soares

 (crédito: Reprodução )

(crédito: Reprodução )

O presidente Jair Bolsonaro (PL) decretou na tarde desta terça-feira (25/1) luto oficial de um dia pelo falecimento do escritor, Olavo Luiz Pimentel de Carvalho, 74 anos. O texto foi publicado na edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

“É declarado luto oficial em todo o País, por um dia, contado da data de publicação deste Decreto, em sinal de pesar pelo falecimento do Professor Olavo Luiz Pimentel de Carvalho”, versa um trecho do documento.

Bolsonaro também anunciou o decreto em suas redes sociais.

Pela manhã, o chefe do Executivo lamentou a morte de seu guru, afirmando que o mesmo era um “farol para milhões de brasileiros”.

“Nos deixa hoje um dos maiores pensadores da história do nosso país, o Filósofo e Professor Olavo Luiz Pimentel de Carvalho. Olavo foi um gigante na luta pela liberdade e um farol para milhões de brasileiros. Seu exemplo e seus ensinamentos nos marcarão para sempre. Que Deus o receba na sua infinita bondade e misericórdia, bem como conforte sua família”, escreveu.

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) também lamentou o falecimento de Carvalho. O general elogiou o guru bolsonarista, afirmando que sua partida “deixa uma lacuna no pensamento brasileiro”. Parlamentares também se solidarizaram.

Já o perfil da Câmara dos Deputados no Twitter se desculpou por ‘curtir’ uma publicação da página intitulada “Morte” que traz a foto de uma caveira no perfil, ironizando o falecimento do escritor que estava internado em um hospital nos Estados Unidos.

A publicação curtida pelo perfil da Câmara dizia: “Olavo de Carvalho. Check”. Minutos depois, a equipe de Comunicação da Casa caracterizou o deslize como um “erro administrativo”.

O Palácio do Planalto, que não comentou a morte recente da cantora Elza Soares, 91 anos, conhecida mundialmente, a exemplo de Bolsonaro, abriu exceção e publicou uma nota oficial lamentando a perda do escritor, assinada pelo governo federal, Secretaria Especial da Cultura e Secretaria Especial de Comunicação Social, apontando que o professor teve “contribuição inestimável ao pensamento filosófico e ao conhecimento universal”.

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