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Postado em 21-01-2022
Arquivado em (Artigos) por vitor em 21-01-2022 01:18
O pré-candidato disse ainda que não tem problema em falar sobre o STF e que respeita o tribunal, mas que a revisão sobre a 2ª instância foi a pior decisão
“Gilmar erra muito” e “Lula deveria estar cumprindo pena”, diz Moro
Foto: Daniel Medeiros/O Antagonista

Sergio Moro (foto) disse há pouco, em entrevista a Felipe Moura Brasil, no UOL, que o ministro Gilmar Mendes, do STF, erra ao se despir do papel de magistrado e fazer críticas. O ex-juiz também afirmou que rever a prisão em segunda instância foi a “pior decisão do STF”. 

“Não tenho nenhum problema pessoal com o ministro Gilmar Mendes. Acho que ele erra muito ao se despir do papel de magistrado e fazer essas críticas. Ele deveria ser um ator em favor do combate à corrupção, como já foi durante o mensalão, como foi antes de 2016. Sinceramente, o que eu espero é que ele volte a ter um papel dessa espécie. E ele erra quando, junto com parte do Supremo, profere essas decisões que afetam o combate à corrupção”, disse.

Moro disse que não tem problema em falar sobre o STF e que respeita o tribunal como instituição. E lembrou que foi o tribunal que autorizou, em março de 2018, a prisão do ex-presidente que, segundo Moro, ainda deveria estar preso.

“Eu não decretei a preventiva dele. Até poderia. Tinha motivos. Porque ele passava o tempo todo atacando o Judiciário e buscando intimidar o Judiciário e impedir que a gente fizesse o nosso trabalho. Por muito menos, o Supremo prendeu o Roberto Jefferson. Enfim, esperei o julgamento da primeira instância. Proferi a sentença. Esperei que o tribunal de Porto Alegre confirmasse a decisão. E foi o tribunal de Porto Alegre que mandou expedir o mandado de prisão. Mas só fez isso porque o ex-presidente tinha tido um habeas corpus denegado pelo STF em março de 2018. E ele foi preso. E ele foi lá cumprir a pena, onde ele deveria estar até hoje: cumprindo essa pena“, afirmou.

Para Moro, a revisão do STF sobre a prisão em segunda instância foi a pior decisão.

“A meu ver, da história do STF, por maioria. Eu tentei lutar contra isso. E depois veio a anulação da condenação do ex-presidente, com uma fantasia de que ele foi perseguido, e nunca foi. Nunca tratei isso do ponto de vista pessoal”, disse.

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