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Posted on 18-01-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-01-2022
Só isso explica a intensidade dos ataques contra um pré-candidato que mostra, neste momento, dificuldade para atrair aliados e crescer nas pesquisas
É preciso matar o Sergio Moro do futuro
Foto: Saulo Rolim / Sérgio Lima / Danilo Martins – Podemos
 

Não canso de me espantar — e de expressar o meu espanto — com a verdadeira caçada que políticos, jornalistas, advogados e juízes promovem contra Sergio Moro (foto). O sujeito prendeu corruptos graudíssimos e mandou a escumalha que roubou bilhões de reais da Petrobras devolver o dinheiro à empresa. Missão cumprida, virou alvo de hackers vagabundos (história mal explicada) que roubaram mensagens do celular do então procurador Deltan Dallagnol e viram-se tratados como heróis nacionais pela imprensa petista ou simplesmente oportunista. Na sequência, foi avacalhado por ministros de tribunais superiores que atuam politicamente e politicamente o consideraram suspeito. Por fim, saiu do governo atirando contra a interferência na Polícia Federal. Apesar de tudo isso, ele vem sendo tratado como o pior criminoso do Brasil.

Escrevi “apesar de tudo isso”, mas é claro que não sou ingênuo. Sei que Sergio Moro sofre perseguição justamente por ter-se comportado do modo oposto ao dos que mantêm o sistemão em funcionamento, para a desgraça de muitos e o benefício de poucos — e que o seu grande pecado foi, com esse comportamento, ter colocado no xadrez empresários e chefões políticos poderosos, como Marcelo Odebrecht e Lula. Mas, ainda assim, espanto-me com o despudor da caçada do agora pré-candidato à presidência da República.

Na imprensa, uma penca de colunistas que desonestamente não se declaram petistas ataca Sergio Moro utilizando argumentos fajutos sobre sua suspeição como juiz, como se as sentenças proferidas por ele não tivessem sido chanceladas por outras instâncias e algumas até com agravamento de pena. Fustigam também a sua falta de “profissionalismo” na política, como se o fato de passar por media training, sessões de fonoaudiologia e cercar-se de notáveis interessados em mudar o Brasil fosse sinal de amadorismo. Um pré-candidato que precisa de “coaching”, veja só que absurdo. De que “profissionais” essa gente sente falta? De Lula, José Dirceu, Renan Calheiros, Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira, Ciro Gomes, Aécio Neves, Geraldo Alckmin? Do que estamos falando aqui? De alguém forjado num “passado de lutas”? Bem, se há alguém que lutou de verdade, esse alguém foi Sergio Moro, não? Ou a Lava Jato não foi uma luta contra tudo e contra todos? Quanto à capacidade intelectual, o único presidente da República que chegou preparado para ocupar o cargo — o único — na história da Nova República (e, quiçá, da República) foi Fernando Henrique Cardoso. O que, infelizmente, não o impediu de sucumbir à vaidade, fazendo passar a emenda da reeleição, e de dar corda à corrupção de aliados.

Sergio Moro e sua mulher, Rosangela, gravaram uma mensagem de Natal. Eles não formam propriamente um casal Obama, mas foram tratados por essa mesma imprensa — e nas redes sociais — como se destoassem para baixo da média brasileira em termos de comunicabilidade, estética e crenças. Além de criticarem a voz do “marreco”, debocharam da voz da “pata” na mensagem. Como se Lula fosse um Pavarotti e Jair Bolsonaro, um José Carreras. Muitos dos que se deliciaram com o que seria a caipirice do casal não aprenderam nem mesmo a comer direito com garfo e faca (meninos, eu vi). Um dos maiores malas sem alça que conheci classificou Moro de maior mala sem alça de 2022. Seria divertido, se não fosse assustador o ponto a que chegamos.

O braço jurídico do PT, mais conhecido como o clube do charuto e do vinho Prerrogativas, nunca esteve tão ativo nas redes sociais — e nos bastidores. Advogados de corruptos pescados pela Lava Jato repisam que Sergio Moro e os procuradores agiram politicamente quando estavam à frente da operação — e o lançamento da pré-candidatura do ex-juiz só confirmaria que ele agiu fora da lei. Para quem olha de fora, parece ser o contrário: se resolveu entrar na política, isso mostra que não fez nada de errado quando vestia toga e, por isso, não teme ter esse telhado de vidro. Acuado por Deltan Dallagnol, um dos integrantes do clube foi obrigado a concordar que a Lava Jato recuperou 15 bilhões de reais de dinheiro de corrupção. O rapaz, no entanto, continua a disparar contra Sergio Moro no Twitter (afinal de contas, pode se candidatar a deputado pelo PT), fazendo gracinhas sem usar vírgula antes de vocativo, como se o seu sobrenome quatrocentão fosse suficiente para abolir a gramática. Juntamente com ministros de tribunais superiores, o braço jurídico do partido atua para tentar criar embaraços ao pré-candidato Sergio Moro e quem ousa apoiar o moço. O Tribunal de Contas da União, por exemplo, agora quer saber quanto o ex-juiz ganhou para sair da empresa de consultoria americana que o empregou nos Estados Unidos, depois de ele sair do governo. O que isso tem a ver com dinheiro da União? Nada, absolutamente nada, mas a alopragem vai ao ponto de ligar o salário de Sergio Moro a um suposto conflito de interesses na condenação da Odebrecht e executivos da empreiteira. Os malandros da Brasília querem fazer crer que Sergio Moro quebrou a Odebrecht, cliente da empresa na qual ele viria a trabalhar, para conseguir o emprego. A versão se choca com a outra — a de que ele condenou Lula para eleger Jair Bolsonaro e virar ministro da Justiça –, mas cabe tudo na fantasia brasiliense.

Sergio Moro está num partido sem muito dinheiro de fundo eleitoral, esbarra em imensas dificuldades para atrair aliados e está com 9% nas pesquisas de intenção de voto. O povão praticamente ignora a sua existência, e não está dito que ele terá traquejo para se dar bem em palanques e debates. Por esses motivos, não vejo, neste momento, muita possibilidade de a sua candidatura crescer enormemente. Como sempre faço questão de dizer, não sou futurólogo, apenas jornalista. Pode ser que esse quadro vire lá adiante. Mas, independentemente da minha miopia e dos cálculos que estão sendo feitos pelos seus adversários, ainda assim acho a intensidade dos ataques ao pré-candidato do Podemos desproporcionalmente alta e o nível, extremamente baixo. Por que tanto medo de Sergio Moro?

A minha tese é a de que a virulência não visa somente ao presente, mas ao futuro. Assim como políticos, juízes e advogados trataram de inviabilizar juridicamente o surgimento de outra operação Lava Jato, esses mesmos personagens, secundados por seus mercenários na imprensa, agora querem matar na raiz o crescimento de quem se opõe ao sistema que raptou a democracia brasileira. Foi o caminho que restou depois de não conseguirem impedir a entrada dos protagonistas da maior operação anticorrupção da história do país no cenário político, com aquela vergonha de quarentena de 8 anos para magistrados e procuradores. Moro é jovem. Completará 50 anos em agosto. Como é presumível que, mesmo que não seja eleito em 2022, continue a fazer política, poderá chegara à presidência em 2026, 2030, 2034 ou qualquer outra data nos próximos 20 anos. Se trabalhar direito e não entrar no desvio, terá condição de criar uma nova, forte e perigosa corrente política que represente um basta no Estado de Dinheiro, que se sobrepôs ao Estado de Direito. Não basta, portanto, matar o Moro do presente. É preciso matar o Moro do futuro.

“Doce Presença”, Nana Caymmi: rara e preciosa gravação da filha de seu Dorival para levar com doçura de canção e ardência de voz a terça-feira musical no Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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O

Do Correio Braziliense

Pelo menos 29 categorias devem participar do ato para pressionar o presidente Jair Bolsonaro a incluir servidores no Orçamento de 2022

LP
Luana Patriolino
 

A pressão sobre o presidente aumentará - (crédito: Reuters)

A pressão sobre o presidente aumentará – (crédito: Reuters)

Em busca de reajuste, entidades de servidores públicos anunciaram que vão protestar nesta terça-feira (18/1). O movimento cobra aumento de até 28,15% e ganhou força após o presidente Jair Bolsonaro prometer verba apenas para policiais.

Cada ponto percentual, de acordo com estimativa do Ministério da Economia, custa aos cofres públicos um aumento de R$ 3 bilhões. O montante reivindicado, caso seja obtido, seria de R$ 84,45 bilhões. No entanto, o Orçamento de 2022 prevê apenas R$ 1,7 bilhão.

Os atos foram inicialmente convocados pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que reúne grupos de auditores fiscais da Receita, servidores do Banco Central, diplomatas e outros. A mobilização também recebe o reforço do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), que representa leque mais amplo de carreiras, inclusive aquelas com menores salários, e vai participar do ato.

As manifestações estão marcadas para começar às 10h desta terça na frente da sede do Banco Central e às 14h na frente do Ministério da Economia. O Fonacate espera participação de ao menos 29 categorias, segundo levantamento atualizado na noite desta segunda-feira (17/1).

Entenda

Bolsonaro assegurou um valor de R$ 1,9 bilhão para a correção dos salários dos policiais federais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Departamento Penitenciário) por meio do Orçamento de 2022. O gesto é interpretado como bandeira na campanha à reeleição. A medida tem irritado outras frentes — que cobram reajustes há anos.

O relator-geral do Orçamento de 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), informou que o reajuste dos policiais federais foi um pedido expresso do presidente. A mudança contempla 45 mil pessoas. Na outra ponta, 1 milhão de funcionários públicos são ignorados pelo presidente.

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Posted on 18-01-2022
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Charge O TEMPO 11-01-2022
DUKE no jornal O Tempo

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18
Posted on 18-01-2022
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Covid-19

DO CORREIO BRAZILIENSE

Solicitação feita por um advogado do Distrito Federal foi considerada descabida pela magistrada que julgou o caso. No pedido de prisão, advogado do DF acusava Bonner de incentivar a vacinação

BL
Bruna Lessa*
 
 

A juíza Gláucia Falsarella Foley considerou o pedido de prisão descabido - (crédito: Bruno Peres/Esp. CB/D.A Press)

A juíza Gláucia Falsarella Foley considerou o pedido de prisão descabido – (crédito: Bruno Peres/Esp. CB/D.A Press)

Uma ação que solicitava a prisão do jornalista e apresentador William Bonner por incentivo à vacinação contra a covid-19 em crianças e adolescentes foi negada, neste domingo (16/1) pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

O autor do pedido, Wilson Issao Koressawa, alegou que Bonner e outros repórteres da rede Globo fariam parte de uma organização criminosa por esclarecer os impactos positivos da vacina no combate à pandemia de covid-19, além de induzir as pessoas ao suicídio, “causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos” e de “envenenar água potável, de uso comum ou particular”.

Koressawa ainda pediu que o apresentador fosse afastado do cargo ou fosse proibido de incentivar a vacinação obrigatória para crianças e adolescentes e a exigência de passaporte sanitário.

Na decisão, a juíza Gláucia Falsarella Pereira Foley classificou o pedido como descabido e reiterou que o Poder Judiciário não pode “afagar delírios negacionistas, reproduzidos pela conivência ativa — quando não incendiados — por parte das instituições, sejam elas públicas ou não”.

Foley pontuou que o autor do pedido não tem legitimidade para pleitear a prisão preventiva, tendo em vista que os crimes que foram citados são de ação penal pública, e diz, ainda, que a representação não é compatível com a vara criminal à qual foi submetida, o Juizado Especial Criminal de Taguatinga.

O advogado que solicitou a prisão de Bonner também pediu a suspensão da vacinação obrigatória no país, principalmente a de crianças e adolescentes, bem com a exigência do passaporte sanitário, “até que sejam realizados exames periciais dos componentes de todas as vacinas”.

Foi determinado o arquivamento do processo.

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