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Posted on 16-01-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-01-2022
Nesta sexta-feira, Faustão questionou o apresentador do Brasil Urgente sobre sua candidatura
Datena: “Me deram uma rasteira para a Presidência”
 

José Luiz Datena (foto) confirmou nesta sexta-feira (14) que disputará o Senado em 2022. Ao receber Faustão em seu programa, o apresentador do Brasil Urgente foi questionado sobre sua candidatura.

“Você vai ser candidato ou não? Porque em cima do muro você não fica mesmo”, disse Faustão.

 “Vou, vou. Candidato ao Senado. Eu não posso falar mais nada porque senão me ferram, mas isso com certeza, isso eu cravei.”

Datena afirmou ainda que “me deram uma rasteira para a Presidência da República. Me disseram: ‘Olha, você vai lá e fala que você é candidato à Presidência, saiu até na Veja. ‘Sou candidato à Presidência, vou ganhar, vou ser presidente…’. Depois os caras fizeram uma fusão e eu me fusão”.

Em outubro, Datena chegou a anunciar a sua saída da TV Bandeirantes para trabalhar por sua candidatura presidencial. Os planos foram frustrados pela consolidação da fusão entre seu partido, o PSL, e o DEM. Na nova sigla, a União Brasil, o apresentador perdeu espaço e a possibilidade de disputar as eleições.

“Azul da cor do mar”, Tim Maia:

DO CORREIO BRAZILIENSE

O presidente volta a colocar em dúvida o sistema eleitoral e fala em fraude no pleito de 2018

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Ingrid Soares
 

Presidente em Macapá:

Presidente em Macapá: “Era para eu ter ganhado no primeiro turno, se fossem eleições limpas” – (crédito: Alan Santos/PR)

Com a popularidade em queda e atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) retomou as viagens pelo país, neste ano de eleições e voltou a atacar o sistema de urnas eletrônicas. No Amapá, o chefe do Executivo disse novamente, sem apresentar provas, que o pleito de 2018 foi fraudado. Num discurso em tom de campanha, enfatizou que é bem recebido nos “quatro cantos do Brasil” e alegou não haver corrupção no governo.

Bolsonaro lembrou da facada de que foi vítima em Juiz de Fora (MG), durante a campanha ao Planalto, em 2018, e frisou que o atentado foi cometido por um “integrante do PSol”. Também destacou que, quando tomou posse, o Brasil estava “à beira do socialismo e mergulhado em corrupção”.

“Um país parecendo que não tinha um norte. Quis Deus que, sobrevivendo a uma facada de um integrante do PSol, também conseguisse, com partido pequeno, sem marqueteiro e sem televisão, ganhar as eleições. E que era para ter ganho no primeiro turno, se fossem eleições limpas”, acusou, durante evento em Macapá .

Nesta semana, Bolsonaro desferiu, mais uma vez, ataques aos ministros Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Alexandre de Moraes, que assumirá o comando da Corte no pleito deste ano. “Quem os dois pensam que são?”, disparou, na quarta-feira. “Os dois, nós sabemos, são defensores do Lula. Querem Lula presidente.” Os magistrados também integram o Supremo Tribunal Federal, onde o chefe do Executivo é alvo de cinco inquéritos, quatro deles relatados por Moraes. No TSE, ele é investigado por fake news contra as urnas eletrônicas.

Em julho do ano passado, Bolsonaro promoveu uma live na qual prometeu apresentar as provas de que as eleições de 2018 foram fraudadas. Contudo, durante o evento, comentou que “não tinha como comprovar”. Já em outubro, o presidente destacou a presença das Forças Armadas durante a apuração e disse que “não vai ter sacanagem nas eleições”.

No evento de ontem, Bolsonaro fez aceno aos policiais, categoria estratégica para os planos de reeleição dele, e destacou que o excludente de ilicitude, caso aprovado pelo Congresso, conseguirá frear ações do Movimento Sem Terra (MST). “Vejo agora, meus policiais militares aqui presentes, o MST ameaçando realizar dezenas de invasões no corrente ano. Se um dia eu tiver no Congresso Nacional uma exclusão de ilicitude, pode ter certeza… Aproveite para invadir agora, porque, no futuro, não invadirão”, afirmou. Na prática, a medida é uma espécie de salvaguarda jurídica para policiais que, porventura, matarem em serviço. A questão já foi debatida e rejeitada na Câmara dos Deputados em 2019.

“O que é o excludente de ilicitude? É o militar que, ao cumprir sua missão, vai para casa descansar, tendo a certeza de que não vai ter a visita de um oficial de Justiça para processá-lo. Ou nós temos lei, ou não temos. Estamos mudando muitas coisas no Brasil, devagar, mas estamos mudando. Temos uma meta a atingir, temos uma caminho a percorrer”, completou.

Reprovação

Os arroubos de Bolsonaro vêm na esteira da queda de popularidade dele. Pesquisas de opinião mostram crescente rejeição ao governo. Levantamento do Ipespe, divulgado ontem, apontou que 64% dos entrevistados refutam o presidente. Mostrou, também, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança das intenções de voto: 44%, contra 24% do atual chefe do Executivo.

Outra pesquisa, da Modalmais/AP Exata, também de ontem, mostrou que a rejeição ao governo segue em alta: 54,1% da população avaliam a gestão como ruim/péssima; 22% consideram o governo regular, e só 23,9% o classificam como bom/ótimo.

Ainda no evento em Macapá, Bolsonaro disse lamentar os mais de 620 mil brasileiros que morreram em decorrência da covid-19, porém frisou que “temos que viver”. “Eu, particularmente, tinha tudo para ficar em casa, no Palácio da Alvorada, com todas as mordomias que possam imaginar, e ficar afastado de vocês, enquanto vocês enfrentavam a pandemia”, disse. “Estive no meio de vocês. Senti o problema de cada um. Não me amedrontei, não me acovardei diante dos ataques da grande mídia. Lamentamos as 600 mil mortes, mas nós temos de viver, temos de sobreviver e vencer.”

jan
16
Posted on 16-01-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-01-2022
Charge O TEMPO 13-01-2022
DUKE no jornal O Tempo (MG)

No repertório de ‘O Tom do Vinicius’, 15 faixas clássicas de Vinícius de Moraes e Tom Jobim são revisitadas por Eveline Hecker, Camila Dias e Georgiana de Moraes

IR
Irlam Rocha Lima
 

Album 'O Tom do Vinícius', projeto que reúne Eveline Hecker, Camilla Dias e Georgiana de Moraes. - (crédito: Biscoito Fino/Reprodução)

Album ‘O Tom do Vinícius’, projeto que reúne Eveline Hecker, Camilla Dias e Georgiana de Moraes. – (crédito: Biscoito Fino/Reprodução)

 

Tom Jobim e Vinicius de Moraes, mestres da música popular brasileira, autores de incontáveis clássicos, inclusive Chega de saudade, canção que se transformou no marco inicial da Bossa Nova, são reverenciados em álbum gravado por Eveline Hecker, Camila Dias e Georgiana de Moraes, que acaba de ser lançado nas plataformas digitais. No disco, as três cantam, recitam e conversam, recriando uma atmosfera próxima à dos shows ligados ao movimento tido como divisor de águas da MPB.

Intitulado O Tom do Vinicius, o CD, gravado no estúdio da Biscoito Fino em 2007, permanecia praticamente inédito, uma vez que foi lançado de forma independente, no formato físico, com pequena tiragem já esgotada. Agora, está disponível nas plataformas digitais. O conteúdo do projeto, tem por base um show que Eveline, Camila e Georgiana fizeram em 2006.

O Tom de Vinicius saiu de uma frase com a qual Tom Jobim costumava se apresentar nos tempos em que ainda era um desconhecido parceiro do já prestigioso Vinicius de Moraes. “É o Tom do Vinicius, ele anunciava. Vinicius gostava de lembrar que quando propôs a Tom que fizessem juntos os sambas de Orfeu da Conceição não tinha ideia de que estava dando largada para um movimento renovador da música brasileira, nem poderia imaginar que o nomes de ambos se fundiriam numa espécie de emblema.

No repertório de O Tom do Vinicius, registrado em 15 faixas, foram reunidas composições consagradas dos geniais parceiros: Amor em paz, brigas nunca mais, Canta, canta mais, Garota de Ipanema, Lamento no morro, Mulher, sempre mulher. Mas, há também canções só de Tom, entre elas As praias desertas e Outra vez; e outras que têm a assinatura apenas de Vinicius, exemplo de Teleco-teco e Tomara.

Eveline, que toca piano no disco (ao lado do percussionista Marcelo Costa), conviveu com Tom Jobim, integrando o grupo vocal que o acompanhava em turnês; e gravou um CD com José Miguel Wisnik. Camila, conhecedora profunda da obra de Tom, trabalhou com Miúcha e o Quarteto em Cy e Sandra Pêra (ex-Frenéticas). Georgina fez shows ao lado de Vinicius e participou de homenagens ao pai ao lado de Carlos Lyra, Miúcha, Wanda Sá e Quarteto em Cy.

“Camila, Eveline e eu organizamos o show, que apresentamos no verão de 2006. Num dos encontros na casa de Eveline, me deparei com o LP Canção do amor demais, da Elizeth Cardoso, me transportei para minha infância”, lembra Georgiana. “Aquele disco ficava na sala da casa de nossa família e foi o primeiro que ouvi na vida, ainda pequena. O álbum é um recorte no meio de tantas músicas maravilhosas. Músicas que nunca vamos cansar de cantar, modernas porque são eternas”, acrescenta.

 O Tom do Vinicius

Álbum de Eveline Hecker, Camila Dias e Georgiana de Moraes com 14 faixas. Lançamento da Biscoito Fino
nas plataformas digitais.

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