DO CORREIO BRAZILIENSE

AMB divulgou, nesta sexta-feira (7/1), nota de repúdio após dados pessoais de profissionais vazados e ameaças contra médicos pró-vacinação infantil

JV
João Vitor Tavarez*

 (crédito: Associação Médica Brasileira (AMB)/Divulgação)

(crédito: Associação Médica Brasileira (AMB)/Divulgação)

Diante do vazamento de dados pessoais de médicos, a Associação Médica Brasileira (AMB) divulgou, nesta sexta-feira (7/1), uma nota de repúdio contra o ato e aproveitou para reforçar a defesa da vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Além disso, a entidade deu o aviso: vai tomar todas as medidas cabíveis para responsabilizar os detratores dos médicos, inclusive do ponto de vista legal.

“A ação criminosa, por agentes públicos, teve como alvos alguns dos mais respeitáveis especialistas do País: Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Marco Aurélio Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Pediatria e Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações. Os Doutores Marco Aurélio Sáfadi e Renato Kfouri são também consultores do Comitê Extraordinário de Monitoramento COVID-19 da AMB, o CEM COVID”, pontuou a AMB no texto.

O caso ocorre após a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) admitir ter repassado dados como CPF, e-mail e telefone dos profissionais em um grupo WhatsApp, que posteriormente circularam na internet.

Isabella Ballalai, Marco Aurélio Sáfadi e Renato Kfouri participaram da audiência pública promovida pelo Ministério da Saúde, na última terça-feira (4), para debater sobre a vacinação infantil. As informações vazadas fazem parte de declarações assinadas pelos profissionais antes da audiência — procedimento comum em reuniões de cunho científico. Posteriormente, os especialista foram alvo de ameças de grupos negacionistas.

“Lamentável e condenável, a iniciativa configura ataque à liberdade de pensamento e de expressão, tentativa de intimidação, além de método de incitar ameaças por parte das forças negacionistas a médicos comprometidos exclusivamente com a ciência e a boa assistência aos brasileiros”, defendeu a AMB.

“Aliás, em todo o episódio envolvendo a imunização para crianças de 5 a 11 anos, estas mesmas forças negacionistas e antivacinas fazem coro contra a ciência, retardando a vacinação a esse público específico. Viram as costas à saúde dos brasileiros, como, aliás, o fazem desde o início da pandemia. A AMB, legítima representante dos médicos do Brasil, não se calará em momento qualquer diante de ataques à boa Medicina, à assistência digna aos cidadãos, aos médicos que exercem sua autonomia pautados em sólidas evidências científicas”, completou a entidade.

Por fim, decretou: “Informamos que tomaremos todas as medidas possíveis para responsabilizar os detratores dos médicos, inclusive do ponto de vista legal”.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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