PT vai dar prioridade a alianças estaduais no início do ano

 coluna Brasília-DF

O PT vai deixar a polêmica em torno do candidato à vice-presidência na geladeira, nesta largada de 2022. A ordem é tratar, primeiramente, das conversas estaduais e, nesse contexto, a federação de partidos. Em princípio, o PT não assumirá qualquer compromisso com candidato a vice antes de verificar qual o jogo que melhor lhe convém. E o fato de liderar todas as pesquisas de intenção de voto dá ao partido de Lula o “mando de campo” nas conversas — e o PT não abrirá mão de exercer esse privilégio.

Quanto à federação de partidos, a tendência é de que o desfecho fique para abril ou maio, depois da janela para troca de legenda, que se abrirá em março. Cada agremiação quer ter fechado seu real tamanho para, depois, tratar da federação. É que a obrigatoriedade de manter o “casamento” por quatro anos e o receio de terminar “engolido” pelo PT levam o PSB, por exemplo, a pensar duas vezes antes de tomar qualquer decisão.

Última chamada

A declaração do presidente do PSD, Gilberto Kassab, sobre buscar outro nome para concorrer ao governo de São Paulo que não Geraldo Alckmin é, na verdade, um aviso. Se o ex-tucano demorar muito para definir seu destino, a cadeira de candidato a governador estará ocupada. E, diante da intenção do PT de só discutir o vice de Lula mais para frente, o risco de Alckmin ficar a ver navios é grande.

Nublado, sujeito a chuvas
A contar pelas projeções que o secretário de Fazenda do governo de São Paulo, Henrique Meirelles, tem feito em encontros com políticos, as probabilidades para 2022, “na melhor das hipóteses”, indicam crescimento zero. Isso porque, com as taxas de juros nas alturas e o jeitinho para o descumprimento do teto de gastos, a percepção do mercado é de descontrole fiscal.

Sarney reforça o coro…
Em seu artigo que abre a temporada de 2022, o ex-presidente José Sarney menciona as vítimas da covid-19 no Brasil em 2021 e diz que “muitos poderiam ter sido salvos se tivéssemos mantido a tradição brasileira de vacinação expedita, como tantas campanhas bem-sucedidas que fizemos no passado quebrando recordes”.

… por obrigatoriedade da vacinação infantil
E diz Sarney: não há nada de inconstitucional em obrigar a vacinação infantil. “Ser obrigatória não é contra os direitos constitucionais, mas resultado deles, pois a vacinação não é um processo individual, mas um instrumento coletivo em defesa do mais básico dos direitos, o direito à vida”, diz o ex-presidente.

Curtidas

A cobrança de Sarney/ O desejo de ano novo do ex-presidente José Sarney, colocado em seu primeiro artigo de 2022, é a transformação política: “Já de garganta seca insisto que é preciso corrigir alguns pontos da Constituição para fazê-la ‘instrumento de um país moderno, em que o Legislativo legisle, o governo governe e o Judiciário controle’, como escrevi numa virada de ano há um quarto de século”.

Pregação no deserto I/ Há 25 anos, Sarney se referia às “mazelas orçamentárias, à dispersão legislativa, às agruras do Judiciário, com cada Poder a sofrer percalços e interferências dos outros”.

Pregação no deserto II/ Se até agora a reforma do Estado defendida por Sarney ficou na gaveta, não será no ano eleitoral que irá caminhar. Os deputados este ano querem é liberar emendas e mostrar serviço direto ao eleitor. Mas reformas, como a que deseja Sarney, só em 2023.

Eles vão separados/ A mensagem de feliz ano-novo do diretório estadual do PT paulista no Twitter traz uma foto do ex-ministro e ex-prefeito Fernando Haddad. Justamente para deixar claro que o partido não abre mão de concorrer ao governo de São Paulo. O PSB de Márcio França já se conformou e sabe que terá Haddad como adversário.

“Dom Carlos”, Adriana Varela: fabulosa milonga aegentina em louvor ao imortal Gardel na voz inimitável da morocha de Buenos Aires, neste começo de 2022 no Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

BBC

Anna Jones – BBC Worklife
postado em 02/01/2022 10:19
 

 
Duas mulheres com um bebê

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O papel de tia pode ser tão gratificante e benéfico quanto o de mãe

Quando Caroline era pequena, ela se imaginava no futuro rodeada por crianças. Agora, aos 50 anos, é exatamente assim que se vê — exceto que não da maneira que ela imaginava.

Embora nunca tenha estado em uma posição que “fizesse sentido” para ela ter filhos, Caroline é uma tia orgulhosa e dedicada de oito sobrinhos.

“Às vezes, digo que meus irmãos se reproduziram de maneira muito bem-sucedida em meu nome”, brinca Caroline, uma psicóloga forense que mora em Shoreham-by-Sea, no sul da Inglaterra.

“Tenho todas essas crianças adoráveis ao redor ??com quem eu realmente gosto de passar o tempo, e não tive que dar à luz ou passar noites sem dormir.”

Caroline, cujo sobrenome está sendo omitido para proteger a privacidade das crianças, aprecia o tempo que passa com os sobrinhos e sente que por meio deles tem uma conexão tangível com a nova geração.

Para ela, ser tia não é um prêmio de consolação — pelo contrário, “parece um grande bônus”.

Ela vê sua devoção a este papel como um ato de resistência à promoção “feroz” da maternidade e gostaria que mais mulheres soubessem que ser tia pode ser “uma opção totalmente válida”.

A tia sem filhos sempre foi objeto de fascínio na cultura e na literatura.

Seja a tia carinhosa que assume um órfão, como a tia May de Peter ‘Homem-Aranha’ Parker; a amargurada tia Lydia do Conto da Aia; ou a sofisticada e excêntrica tia Augusta de Viagens com a Minha Tia, de Graham Greene, esta figura sempre ilustrou uma espécie de “a outra”.

Muitas representações tendem a colocar o papel de tia como a segunda melhor opção depois da maternidade, ou uma advertência para mulheres que agem à margem do que tradicionalmente se espera que as mulheres “deveriam” ser (segundo a sociedade tradicional).

Tia excêntrica

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Uma das imagens estereotipadas da tia é a da mulher excêntrica da família

Patricia Sotirin, professora de comunicação da Universidade Tecnológica de Michigan, nos Estados Unidos, diz que não termos uma maneira significativa de descrever uma mulher que faz uma escolha positiva de buscar ser tia, em vez da maternidade, “ressalta a pobreza da nossa linguagem”.

Sotirin, que é coautora de dois livros sobre tias na cultura e na sociedade, argumenta que as tias ainda “não recebem o respeito e o reconhecimento que merecem por sua importância em nossas vidas”.

Eu mesma, como uma tia adorável sem filhos, muitas vezes me pergunto onde me encaixo, em uma cultura em que a maternidade é vista como um marcador da vida adulta.

Como um número cada vez maior de mulheres não está, por qualquer motivo, tendo seus próprios filhos, os especialistas dizem que é hora de voltar o olhar para o papel que as tias desempenham e reconhecê-lo como potencialmente gratificante, socialmente benéfico ou até mesmo transgressor.

‘Sem roteiros, sem referências’

Não é novidade que o mundo desenvolvido está passando por uma mudança demográfica, que está forçando a sociedade a repensar as expectativas tradicionais de família.

Um número cada vez maior de mulheres saem de sua idade reprodutiva sem ter tido filhos.

No Reino Unido, em 2019, 49% das mulheres nascidas em 1989 chegaram aos 30 anos sem filhos.

Nos EUA, em 2018, mais de 1 em cada 7 mulheres entre 40 e 44 anos não haviam tido filhos — e dados recentes do Pew Research Center mostram um número crescente de americanas com idade entre 18 e 49 anos que não querem ter filhos.

No entanto, ainda há um atraso no reconhecimento dessas mudanças sociais — as políticas, a mídia e as tradições ainda giram em torno da família nuclear.

As sociólogas Vanessa May, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, e Kinneret Lahad, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, afirmam que isso também significa que o papel que as tias — e os tios, inclusive — desempenham na sociedade e nas famílias tem sido de uma maneira geral negligenciado na pesquisa acadêmica.

Socialmente, este papel foi deixado em grande parte indefinido.

Diferentemente dos “papéis rígidos e expectativas rígidas” impostos às mães, “não há roteiros, nem referências” para as tias seguirem, diz Lahad.

Portanto, embora este papel possa variar enormemente entre as culturas, as tias são amplamente livres para definir suas próprias relações familiares e responsabilidades.

Uma garota beija um parente

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Na sociedade não existe uma maneira formalizada de ser tia, o que significa que elas podem redefinir seu papel como quiserem

Quando Lahad e May começaram a pesquisar como as tias contemporâneas desempenham seu papel um tanto nebuloso e complicado nas famílias e na sociedade, descobriram que havia muito poucos dados disponíveis.

Uma boa fonte, no entanto, foram as cartas pedindo conselho enviadas para o site Savvy Auntie, que se autodenomina “a primeira comunidade para tias”.

O site é administrado pela autora, comerciante e empreendedora de Nova York Melanie Notkin, que em 2008 lançou uma tentativa ousada de redefinir a tia contemporânea.

Notkin, hoje com 52 anos, diz que enquanto esperava para ter filhos que nunca chegaram, descobriu que seus sobrinhos haviam se tornado “o centro da minha vida”.

E não era só ela; cada vez mais, suas amigas não estavam tendo filhos. Mas, quando se encontravam, a roda de conversa era frequentemente dominada pelo tema “sobrinhos”.

Ela começou então a investigar como mulheres profissionais sem filhos eram retratadas na publicidade e na mídia. Nas raras ocasiões em que eram representadas, ela se deu conta de que “muitas vezes é de uma forma estereotipada que não é necessariamente um reflexo positivo dessas mulheres”, citando a imagem da mulher fria focada na carreira ou da baladeira irresponsável.

“Senti fortemente que era hora de começarmos coletivamente a entender esta geração de mulheres que muitas vezes nem sequer são reconhecidas como um coorte”, diz ela.

Como comerciante, Notkin aproveitou o potencial comercial desta ideia, lançando sua própria reformulação do papel de tia. Ela criou a sigla Pank: Professional Aunt No Kids (“Tia profissional sem filhos”, em tradução literal).

Para ela, o termo descrevia as mulheres com boa formação, as profissionais bem remuneradas que conhecia e que, por escolha ou circunstância, não se viam como mães — mas, por outro lado, amavam os filhos de irmãos ou amigos e estavam mais do que prontas para compartilhar seu dinheiro e tempo com eles.

Uma mulher cercada por crianças entrega presentes

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Pank é um acrônimo em inglês para ‘tia profissional sem filhos’, mas disposta a dividir seu tempo e dinheiro com os filhos dos irmãos e amigos

Os primeiros trabalhos de Notkin se concentravam nas Panks como consumidoras; posteriormente, ela transformou o conceito Pank em uma marca, escreveu dois livros e lançou um site, com um fórum de conselhos para tias, avaliações de presentes, notícias e guias sobre como passar tempo de qualidade com os sobrinhos.

Mas o que começou como uma estratégia comercial, começou a ganhar um significado mais profundo quando ela percebeu que oferecer este ângulo de empoderamento ao papel de tia sem filhos havia afetado profundamente muitas mulheres.

“Eu sabia o quão profundo seria e como seria uma espécie de autoafirmação para tantas mulheres? Não”, afirma.

Por meio das interações que teve no site, Notkin descobriu que reformular o conceito depreciativo da “solteirona sem filhos” para uma celebrada Pank permitiu às mulheres “reconhecer o papel que desempenham como tendo significado”.

Ela se lembra de uma mulher que escreveu para ela dizendo que estava sofrendo com a infertilidade e com uma inveja profunda da irmã, que tinha um filho.

“Ela falou: ‘Quero que você saiba que, por causa do seu trabalho, pude ver meu papel de maneira diferente. Você me fez ver que posso não ter um filho agora… mas desempenho um papel materno valioso.”

Duas mulheres balançando uma criança

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Dadas as tendências demográficas atuais, cada vez mais mulheres vão explorar diferentes tipos de papéis familiares na sociedade

Mais maneiras de viver?

Embora o site de Notkin tenha fornecido a Lahad e a May amplo material para suas pesquisas, elas sentem que o conceito Pank é apenas uma parte do quebra-cabeça quando se trata de criar um maior reconhecimento do papel emocional, financeiro e social que as tias desempenham — algo que se tornará mais urgente se a tendência de mais mulheres não terem filhos continuar.

As tias têm “responsabilidades que não estão roteirizadas da maneira como as responsabilidades geralmente são pensadas”, explica Lahad, o que significa que podem ser negligenciadas quando se trata de coisas como pedir licença para cuidar dos sobrinhos, ou questões de herança.

Ela gostaria de ver o papel de tia reconhecido pelos formuladores de políticas e pela sociedade como “importante, valioso, significativo… e não apenas algo que você faz porque está entediado”.

Sotirin diz que existem “muitas maneiras diferentes de ‘ser tia'”, e o fato de haver discussões e pesquisas acontecendo em torno de um papel há muito tempo estereotipado é um sinal de mudança.

Ela vê a atual exploração do papel de tia como parte de uma reavaliação mais ampla do papel das mulheres na sociedade.

Duas mulheres sentadas com uma menina no meio

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Um novo rótulo do que significa ser tia também amplia o papel das mulheres na sociedade

Na verdade, diz ela, como as tias não estão sobrecarregadas por um papel definido ou pelas pressões sociais sobre os pais, elas têm mais liberdade para “nos levar para outras direções, nos mostrar que outras coisas podem acontecer”; podem assumir um papel materno normativo se assim desejarem ou podem “nos libertar de ideias sobre as relações familiares que nos travam, que não reconhecem a realidade de como vivemos de fato”.

Para Sotirin, as tias, sejam mães ou não, estão “meio que abrindo o caminho em termos não só do que as mulheres podem se tornar, mas como as famílias podem mudar e o que significa fazer parte de uma comunidade”.

Embora Caroline reconheça que, para algumas mulheres, não ter filhos pode ser extremamente doloroso, ela diz que teria uma resposta “muito firme” se alguém perguntasse a ela se estava triste por ser “apenas” tia.

“Eu não diria que se alguém me visse, meu estilo de vida, meu relacionamento com as crianças, teria algum sentimento de pena”, afirma.

Em vez disso, suas experiências de tia — como confidente e líder de torcida dos filhos dos irmãos — fizeram dela uma forte “defensora do papel de tia”.

“É quase como a gente tivesse que promover isso um pouco mais para as mulheres como uma opção realmente positiva”, avalia.

jan
03
Posted on 03-01-2022
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-01-2022
Charge do Amarildo

Amarildo no Correio Onlinearge do Amarildo

Charge do Amarildo
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jan
03
BL
Bernardo Lima*
 

 (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

Os consumidores devem preparar o bolso para os reajustes em cadeia que devem ocorrer já no início de 2022, acompanhando a inflação acima de dois dígitos registrada no ano passado. Mensalidades escolares, passagem de ônibus, conta de luz, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto de Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) são alguns exemplos de despesas que virão com aumentos em torno de 10% neste ano.

A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 10,74% no acumulado em 12 meses até novembro. E, pela mediana das estimativas do mercado computadas no boletim Focus, do Banco Central, o indicador deve encerrar o ano com elevação de 10,02%.

Os contratos de aluguéis, reajustados pelo Índice Geral de Preços — Mercado (IGP-M), terão alta ainda maior, de 17,78%. Ao longo da pandemia, proprietários e inquilinos buscaram indexadores mais baixos, como o IPCA, para evitarem aumento acima da capacidade de pagamento. Agora, porém, será preciso muita disposição de ambos para, novamente, renegociarem os contratos, avaliam os especialistas.

No Distrito Federal, o IPVA e o IPTU serão reajustados em 10,42% e o desconto para pagar esses tributos em cota única será maior, de 10%, em vez de 5%. Segundo analistas, isso é um bom negócio para quem tiver alguma reserva disponível.

Nas escolas particulares, houve aumento médio de 10% no preço das mensalidades, mas os materiais escolares devem subir muito mais. 

Conta salgada

A falta de chuvas ao longo de 2021 deixou a conta de luz mais salgada e uma nova bandeira tarifária, a de escassez hídrica, que adiciona R$ 14,20 a mais para cada 100 kWh consumidos, pelo menos, até abril.

Mas novos reajustes na conta de luz neste ano serão inevitáveis, em grande parte, para compensar o deficit entre os custos com a geração de energia e os valores arrecadados por meio das bandeiras tarifárias. Pelas projeções da consultoria GRID Energia, o saldo negativo da Conta Bandeiras, a ser considerado nos eventos tarifários das distribuidoras de 2022, deve chegar a R$ 15 bilhões. E, para frear um reajuste muito alto no ano que vem, o governo editou a Medida Provisória (MP) 1078/2021, que autoriza um empréstimo às distribuidoras de energia elétrica. De acordo com estimativas do governo, o reajuste médio da energia deve cair de 21% para 9,1%, considerando os efeitos do socorro financeiro.

No entanto, Hugo Lott, especialista da GRID Energia, explica que o consumidor pagará essa conta mais salgada de qualquer jeito. A MP vai apenas evitar um estrago maior em um ano eleitoral. “O prejuízo aconteceu, e vai ser pago. Ele será diluído nos próximos anos e o custo dessa manobra fiscal poderá ser maior do que os R$ 15 bilhões estimados como perdas atuais”, afirma. Pelos cálculos da consultoria, a conta de luz pode registrar aumento médio de 12% neste ano.

Os combustíveis, que acompanham a alta do dólar e a variação das cotações do petróleo no mercado internacional, têm sido uma das maiores fontes de pressão para a inflação em 2021.

A gasolina acumula, em 12 meses até novembro, alta de 50,78%; o etanol, de 69,40%; e o diesel, de 49,56%. “Tivemos aumento atípico dos preços internacionais do petróleo em 2021. O barril era cotado a US$ 62, na média dos últimos seis ou sete anos, e, no ano passado, chegou a ser negociado entre U$ 83 a US$ 84”, afirma o economista William Baghdassarian, professor de finanças do Ibmec.

De acordo com analistas do mercado, é provável que o litro da gasolina fique entre R$ 7 e R$ 8 ao longo deste ano, pois o dólar tenderá a refletir a tensão eleitoral.

Ônibus

As passagens de ônibus, por sua vez, devem, pelo menos, acompanhar a inflação. Conforme estudo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), devido à alta dos preços do diesel e da falta de reajustes há dois anos por causa da pandemia, a correção deveria ser de 50%. Mas, pelo que foi informado pelos prefeitos ao Palácio do Planalto, o aumento dos bilhetes será de até 11%.

O diretor administrativo e institucional da NTU, Marcos Bicalho, informa que o diesel representa 27% do custo do setor e a mão de obra, 50%. Segundo ele, a perda de produtividade das empresas, em função da queda de demanda durante a pandemia, é outro fator que vem pressionando os custos.

A educadora financeira Silvia Machado orienta que é importante começar o ano organizando as contas, planejando as despesas mês a mês, de forma a evitar a inadimplência. A especialista aconselha a rever os hábitos de consumo, começando pelo lazer, se o endividamento já for elevado. “A situação se agrava, porque a renda do trabalho está no menor nível desde 2012. E, na maior parte dos casos, os salários continuarão perdendo para a inflação”, afirma.

PRI-0201-CUSTOS
PRI-0201-CUSTOS (foto: Maurenilson Freire)

*Estagiário sob a supervisão de Rosana Hessel

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