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Posted on 28-12-2021
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Em 2021, o ministro ajudou a enterrar a operação Lava Jato de uma vez por todas, usando mensagens roubadas como “reforço argumentativo” e tornando Sergio Moro suspeito
O triunfo de Gilmar Mendes
Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O inimigo número um da Lava JatoGilmar Mendes, começou 2021 prometendo pautar na Segunda Turma do STF a ação que questionava se Sergio Moro havia sido parcial ao condenar Lula no processo do tríplex.

O ministro pediu vista do caso em dezembro de 2018 e, desde então, havia sentado em cima do processo, aguardando o melhor momento para garantir que a Corte iria reconhecer a suspeição de Moro.

 Enquanto Gilmar se preparava para levar o caso à votação e continuava a atacar ex-integrantes da Lava Jato, Luiz Edson Fachin surpreendeu a todos anulando todas as condenações de Lula na operação.

O ministro entendeu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os processos, porque eles não guardavam relação com a Petrobras. A decisão contrariou o entendimento da própria Corte, que, anos antes, reconhecera que Vara de Curitiba era competente.

A anulação veio na esteira de uma série de decisões do Supremo, no sentido de restringir a atuação da Lava Jato de Curitiba, como no caso dos irmãos Germán e José Efromovich, investigados por pagamento de propina na Transpetro.

Para especialistas, a decisão de Fachin, confirmada pelo plenário do STF, faria com que a ação sobre a qual Gilmar estava sentado perdesse o objeto. Não haveria como ser, ao mesmo tempo, incompetente e suspeito para julgar um processo.

O Supremo, no entanto, entendeu de outra forma. Depois de mais de 2 anos, Gilmar pautou a ação sobre a possível parcialidade de Moro na Segunda Turma.

Após um pedido de vista de Kassio Marques, o julgamento foi retomado. O voto do novato contra a suspeição deixou Gilmar furioso. O ministro fez um discurso atacando o colega, chamando-o de covarde e reiterando seus votos de ódio a Moro e à Lava Jato.

Em seu voto, Gilmar citou inúmeras vezes as mensagens roubadas de procuradores da operação, consideradas provas ilegais por terem sido obtidas de maneira criminosa e por terem sido divulgadas depois que a ação já havia começado a ser julgada.

Apesar do voto de Kassio, a Segunda Turma reconheceu a suspeição de Moro. A decisão foi confirmada no plenário dias mais tarde.

Durante o julgamento, Gilmar ainda fez uma série de elogios à defesa de Lula.

Ao vencer o julgamento na Segunda Turma, o ministro se tornou relator do processo e estendeu monocraticamente a suspeição de Moro às ações do sítio de Atibaia e do Instituto Lula.

Mesmo após a consagração do processo de destruição da Lava Jato, Gilmar continuou seus ataques a procuradores e a Sergio Moro em entrevistas.

Meses depois, Gilmar encontrou um novo caminho para ajudar a retaliar os membros do Ministério Público. O ministro deu uma série de sugestões ao texto da PEC 05, que ganhou os apelidos de “PEC da Vingança” e “PEC do Gilmar”.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, atropelou o regimento e levou o texto ao plenário sem que ele passasse pela Comissão Especial. O texto do relator, Paulo Magalhães, aumentava a influência do Congresso sobre o CNMP e permitia que o conselho revisasse decisões de procuradores e promotores.

Por apenas 11 votos, Lira foi derrotado e a PEC não foi aprovada na Câmara.

Gilmar terminou o glorioso ano de 2021 com chave de platina: a sua faculdade levou réus no Supremo para falar no Fórum Jurídico de Lisboa, ocasião em que ele voltou a defender o semipresidencialismo, aquele regime que, talvez, lhe possibilite virar primeiro-ministro.

Após a filiação de Sergio Moro ao Podemos, Gilmar disse que está se preparando para “bater” no ex-juiz no momento certo.

“Fui a Paris”, Moreira da Silva: o mestre maior do samba de breque no Brasil. Moreira da Silva, “Fui a Paris”, no YouTube, para matar saudade dele. Bom dia! Sem chuva!

(Gilson Nogueira)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

As duas doenças podem confundir, dada a semelhança dos sintomas.

AB
Agência Brasil
 

 (crédito: Vinicius Magalhaes)

(crédito: Vinicius Magalhaes)

Neste fim de ano, em meio à pandemia de covid-19 – embora com queda acentuada das curvas de mortes e infecções – crescem no Brasil os casos de gripe. As duas doenças podem confundir, dada a semelhança dos sintomas.

O conhecimento e a reação aos sintomas são necessários diante dos riscos de transmissão da covid-19. Conforme orientações do Ministério da Saúde, uma pessoa infectada deve, além de procurar atendimento, ficar isolada de outros indivíduos e fazer quarentena durante 14 dias. O prazo pode ser menor, dependendo das orientações das prefeituras.

Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, não é possível definir se uma pessoa está com covid-19 ou com gripe apenas com a análise do profissional, chamado no jargão técnico de diagnóstico clínico.

Para a avaliação do quadro de saúde do paciente é preciso realizar testes. No caso da covid-19, há diferentes modalidades, como os testes de antígeno ou laboratoriais PCR. No caso da gripe, também há distintos tipos de exames.

Por isso, a infectologista destaca a importância de que, diante de sintomas, as pessoas procurem assistência médica para que o profissional possa indicar os procedimentos adequados à realização do diagnóstico.

Gripe x covid-19

Embora os sintomas sejam bastante parecidos, há especificidades entre as duas doenças. Na gripe, sintomas como febre, tosse seca, cansaço, dores no corpo, mal-estar e dor de cabeça são comuns. Coriza ou nariz entupido e dor de garganta podem aparecer, mas são menos frequentes.

A gripe pode evoluir para casos graves e até mesmo para a morte. Segundo material explicativo do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF-Fiocruz), a hospitalização e a possibilidade de óbito estão, em geral, vinculadas aos grupos de alto risco. A influenza pode também abrir espaço para infecções secundárias, como aquelas causadas por bactérias.

Na covid-19, febre e tosse seca são sintomas comuns. Já cansaço, dores no corpo, mal-estar e dor de garganta podem surgir às vezes. A doença tem outros sintomas que, em geral, não são sentidos por quem tem gripe, como perda do olfato e paladar.

A covid-19 também pode avançar para quadros mais graves, como evidencia a marca de mais de 600 mil pessoas. Pessoas nessas situações mais graves ou críticas podem ter forte falta de ar, pneumonia grave e outros problemas respiratórios que demandem suporte ventilatório ou internação em unidades de terapia intensiva.   

“A covid-19, principalmente agora, dá muita queixa de perda de olfato e paladar. A influenza costuma deixar mais prostrado, acamado, dor no corpo, sensação de congestão. Quando a gente compara as duas, a influenza dá muito mais sintomas. Pra gente fechar o diagnóstico, somente com exame laboratorial”, diz Ana Helena Germoglio.

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Charge de Gilmar Fraga para edição de ZH em 27/12/2021<!-- NICAID(14976866) -->

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Marília Mendonça, Paulo Gustavo, Tarcísio Meira, Monarco e Charlie Watts são alguns dos artistas talentosos que nos deixaram em 2021

RD
Ricardo Daehn
PI
Pedro Ibarra
 

Paulo Gustavo, Marília Mendonça e Nelson Sargento: perdas inestimáveis para a arte brasileira - (crédito: Divulgação - InPress/ Divulgação - Edinho Alves/Divulgação)

Paulo Gustavo, Marília Mendonça e Nelson Sargento: perdas inestimáveis para a arte brasileira – (crédito: Divulgação – InPress/ Divulgação – Edinho Alves/Divulgação)

Em mais um ano marcado pelo assombro da covid-19, vários foram os artistas que se despediram de imensas legiões de fãs. Ativos na expressão de sentimentos, hábeis na capacidade de emocionar e marcantes pelo engajamento cultural, todos deixam saudades e lacunas irrecuperáveis.

Carreiras interrompidas

Em um ano ainda assombrado pela pandemia de covid-19, a morte de maior impacto da música brasileira ocorreu em razão de uma grande tragédia. Marília Mendonça, a rainha do feminejo, morreu, aos 26 anos, após o avião em que estava, cair em Piedade de Caratinga, no estado de Minas Gerais. Artistas como Caetano Veloso, Anitta e Emicida lamentaram a perda precoce dessa potência da música. No spotify, mais de 70 músicas de Mendonça entraram no top 100 mais ouvidas. Uma perda que parou o país. Outro infortúnio marcou maio foi a morte do funkeiro MC Kevin, que caiu da sacada de um hotel no Rio de Janeiro.

Humor inesgotável

Foram quase dois meses de batalha em hospital, mas, infectado pela covid-19, o niteroiense que fez o país sair do sério — o hilário Paulo Gustavo — sucumbiu à doença em maio, aos 42 anos. Símbolo de luta e de imbatível sucesso, Paulo Gustavo, com a parte 3 de Minha mãe é uma peça conquistou a segunda posição do ranking dos filmes nacionais mais prestigiados pelo público. “Dona Hermínia (personagem baseada na mãe dele, Déa Lúcia) é desejada porque é hilária, irreverente, extrovertida”, comentou o humorista, certa vez, em entrevista ao Correio. Ele ainda sacramentou: “Rir é um ator de resistência”. 

Colecionador de sucessos

Aos 101 anos, o ator, humorista e dublador Orlando Drummond deu voz a personagens como Popeye, Alf e Scooby Doo. Foi em julho, por falência múltipla dos órgãos, que o ator, que interpretou Seu Peru, na Escolinha do Professor Raimundo, partiu.

Os gigantes

Companheiros presentes no estrondoso sucesso da minissérie O tempo e o vento (1985), Paulo José e Tarcísio Meira morreram em agosto. Paulo tinha 84 anos e se tornou famoso pelo seriado Shazan. Tarcísio se consagrou na novela Irmãos Coragem e interpretou uma galeria de papéis importantes na tevê.

Desbravadores

Luis Gustavo, eternizado com o humorístico Sai de baixo e com icônicos tipos nas novelas Ti-ti-ti (1985) e Beto Rockfeller (1968) foi uma das perdas mais notáveis da televisão. E também Eva Wilma, atriz de Alô doçura e Mulheres de Areia.

O último capítulo

Em Brasília, a autora de mais de 20 livros e professora do Instituto de Letras da Universidade de Brasília (UnB), Lucília Garcez, morreu aos 71 anos. Além de escritora, ela era uma ativista cultural generosa e agregadora. Eternamente divertido

O samba chora

Três sambistas históricos também se foram em 2021. Nelson Sargento, lendário compositor, cantor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator e escritor brasileiro, ligado à escola de samba da Mangueira, vítima da covid-19, aos 91 anos.

Operários da arte

Morto aos 89 anos, Jean-Claude Carrière foi das grandes perdas para o dito cinema de arte, depois de escrever 80 obras, entre livros e roteiros, e ter colaborado com Buñuel e Godard. Também foi uma perda sentida a do ator Dean Stockwell, sempre requisitado por grandes diretores do cinema.

Tristeza na cultura hip-hop

Três grandes perdas marcaram o ano do hip-hop internacional. O histórico Dj, beatboxer e dono de um humor inesquecível, Biz Markie, faleceu aos 57 anos. O rapper controverso, mas extremamente influente para geração do início dos anos 2000, DMX, morreu aos 50 anos.

Outras despedidas

Betrand Tavenier, cineasta, 79 anos

Charles Grodin, ator, 86 anos

Jessica Walter, atriz, 80 anos

João Acaiabe, ator, 76 anos

Marina Miranda, atriz, 90 anos

Mila Moreira, atriz, 75 anos

Michael Apted, cineasta, 79 anos

Michael K. Williams,ator, 54 anos

Mikis Theodorakis, compositor, 96 anos

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