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A ex-presidente sequer foi convidada para o evento que ocorreu neste domingo em homenagem à aliança entre o ex-presidiário e Geraldo Alckmin
Dilma Rousseff é excluída de jantar para Lula
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 

Entre tantas presenças ilustres no jantar para Lula, no último domingo, uma ausência passou  despercebida: a de Dilma Rousseff, diz O Globo. Ela sequer foi convidada para o evento.

A ex-presidente disse a pessoas próximas ter ficado surpresa com a falta de convite. Ela entendeu que se tornou um problema político para Lula.

Para Dilma, sua presença no lançamento informal da aliança entre Lula e Alckmin iria relembrar que os potenciais aliados de Lula em 2022 trabalharam ativamente pelo impeachment.

A petista disse ao jornal que estava em Porto Alegre e que tem evitado viajar por causa da Covid.

Como disse Mario Sabino, Dilma Rousseff é uma mancha de gordura.

“Síntese do lance”, João Donato e Jards Macalé: dueto de bambas da melhor estirpe da múcica popular brasileira para alegrar a quarta-feira de verão no Bahia em Pauta. Ouça, decore a letra e cante com Donato e Macalé. Viva

A Vida É Bela! Bom dia!

(Gilson Nogueira)

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Pesquisa feita pela Agência Lupa mostrou que o presidente fez ataques em 42 das 49 lives do ano

CB
Correio Braziliense
 

 (crédito: Reprodução / Tv Brasil)

(crédito: Reprodução / Tv Brasil)

Ao longo de 2021, o presidente Jair Bolsonaro (PL) ocupou manchetes e virou assunto nas redes sociais por conta dos seguidos ataques contra jornalistas e a imprensa. Para deixar ainda mais clara a aversão do chefe do executivo contra os profissionais e veículos, a Agência Lupa fez um levantamento em que localizou, ao menos, 78 vezes em que desacatos foram proferidos durante as lives semanais na internet.

A pesquisa mostrou que Jair Bolsonaro atacou a imprensa em 86% transmitidas em 2021. Isso corresponde a 42, do total de 49, transmissões feitas ao longo do ano. No geral as declarações desvalorizam o trabalho da imprensa e insinuam que as reportagens veiculadas espalham mentiras. Entre uma das falas polêmicas do presidente, ele parabenizou os jornalistas no dia 1º de abril, data conhecida como o Dia da Mentira.

De todos os 78 ataques, o relatório apontou que 49 citavam algum veículo específico. Dentre esses, os mais mencionados foram da Rede Globo, 26 vezes incluindo a rede de televisão e o jornal O Globo; a Folha de S. Paulo, 17 vezes e o Estado de S.Paulo, 13.

Em raras vezes em que Bolsonaro elogiou o trabalho jornalístico, foi em favor de veículos que são apoiadores do mandato do atual presidente. Por exemplo, o programa Pingo nos Is, da Jovem Pan, na opinião de Jair, reporta “a verdade, diferente da Globo”.

Outro relatório

Não é a primeira vez que um levantamento mostrando os ataques do presidente contra a imprensa é divulgado. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) publicou, em outubro de 2020, um relatório que denuncia os sucessivos ataques que Bolsonaro comete contra membros da imprensa.

Segundo a pesquisa, chamada Monitoramento de discursos, entrevistas e postagens em redes sociais, foram 299 ataques entre janeiro e setembro de 2020, o que corresponde a mais de uma declaração hostil aos veículos de comunicação por dia.

No Twitter, Bolsonaro debochou do levantamento. Ele postou uma matéria do site de O Globo com o título: “Em nove meses, Bolsonaro cometeu 299 ataques ao jornalismo, diz relatório”. Acima da matéria, escreveu: “‘Ataque’ n° 300: Perderam a boquinha!”

Liberdade de imprensa

Essas ofensas resultaram na entrada de Bolsonaro na lista de “predadores da liberdade de imprensa”, elaborada pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF). A edição de 2021 foi divulgada em julho, e é composta por 37 chefes de Estado ou governo que impõem uma repressão massiva à liberdade de imprensa.

A edição descreveu que Bolsonaro usa “insulto, humilhação e ameaças vulgares” como “modo de predação”. De acordo com a publicação, desde que Bolsonaro assumiu a presidência tornou muito mais difícil o trabalho da imprensa. “Sua marca registrada? Insultar, estigmatizar e humilhar jornalistas muito críticos”, disse a ONG.

Na lista estão outros chefes de estado como o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da China, Xi Jinping.

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 Amarildo, NA

 

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DO CORREIO BRAZILIENSE

Com 35 anos, Gabriel Boric é o primeiro presidente millenium da América Latina, o que fez muita gente se identificar com ele

PG
Pedro Grigori
 
O futuro presidente se define como ambientalista, feminista e regionalista -  (crédito: Reprodução/Redes Sociais )

O futuro presidente se define como ambientalista, feminista e regionalista – (crédito: Reprodução/Redes Sociais )

Nos últimos dias, o nome de Gabriel Boric apareceu várias vezes entre os assuntos mais comentados do Twitter Brasil e em tweets virais. Eleito presidente do Chile no último domingo (19/12), os comentários sobre o chileno não estão vindo apenas de perfis jornalísticos ou de analistas políticos. O presidente eleito caiu no gosto dos jovens brasileiros, principalmente pelos gostos e opiniões.

Boric será o primeiro presidente millenium da América Latina, e muita gente está se identificando com ele e torcendo por um maior espaço para políticos mais jovens no Brasil e no resto do mundo.

 

Além da carreira política, outras características do esquerdista chamou atenção nas redes sociais. Uma delas é por Boric ser um grande fã de música. Na adolescente, ele teve até mesmo uma banda de rock, com influências em Nirvana e Metallica.

Música é um tema frequente nas entrevistas do chileno, que planeja um maior investimento na área cultural do país. Ele fez várias participações em programas voltados para o público jovem, onde falou sobre bandas e álbuns de rock que mais escuta. Após a eleição, ele foi parabenizado por ícones do gênero, como Tom Morello, ex-integrante do Audioslave, e Roger Waters, fundador do Pink Floyd.

Fã de carteirinha de Taylor Swift

Agora mais velho, Gabriel também tornou-se um grande admirador de uma das maiores cantoras da música pop, a norte-americana Taylor Swift. O futuro presidente já tirou fotos com imagens da cantora e vestindo o mesmo cardigã customizado que Taylor usou no videoclipe da faixa Cardigan.

Mas um dos vídeos que mais viralizou nos últimos dias é uma gravação de Gabriel sendo parado por jovens chilenas que o questionam: “Você é ou não swiftie (fã da Taylor Swift)?”. Como resposta, Gabriel mostrou uma foto da cantora que leva dentro da carteira. O vídeo com esse momento já supera 750 mil visualizações apenas no Twitter.

Em outras imagens que viralizaram na internet, Gabriel Boric também agradou os fãs de música coreana. Ele mostrou fotos de idols como Jeongyeon, do girlgroup Twice, e Chan e Han, do Stray Kids.

 

Outros internautas se identificaram com o chileno por ele ser fã de jogos online, por ter um projeto para a profissionalização e fortalecimento do futebol feminino e até descobriram que Gabriel será o primeiro presidente da América Latina com tatuagens aparentes.

Mas o que isso quer dizer?

O grande número de tweets virais ou comentários elogiando o novo presidente do Chile revelam um fato importante sobre o cenário político atual: mais do que nunca, os jovens esperam se enxergar nos postulantes a cargos públicos. 

Gabriel é ex-líder de movimento estudantil e filiado ao partido de esquerda Convergência Social. Teve a maior votação da história do Chile, com 4,6 milhões de votos e 55.8% do total. O novo presidente venceu ocandidato da extrema direita, José Antonio Kast.

O futuro presidente se define como ambientalista, feminista e regionalista. Entre os principais pontos de campanha está a diminuição das horas de trabalho, aumento do salário minimo e defesa dos direitos dos LGBTQIA+ e das mulheres.

 

Vale lembrar que Gabriel Boric saiu atrás na disputa pela presidência. No primeiro turno, José Antonio Kast teve 27,9% dos votos, contra 25,8% do esquerdista. O apoio da juventude foi um dos principais responsáveis pela virada no pleito — que contou com o maior número de eleitores da história do Chile, onde o voto não é obrigatório.

Entre um turno e outro houve aumento de 1,2 milhão de votos, com crescimento principalmente entre os mais jovens — 53% participaram na primeira etapa do pleito, contra 63% na segunda.

A plataforma Decide Chile analisou os dados eleitorais divulgados pelo Serviço Eleitoral do Chile (Servel) e identificou que foram as mulheres jovens que garantiram a vitória de Gabriel no país.

 

68% das mulheres com menos de 30 anos votaram em Boric, contra 32% com Kast. Entre homens da mesma idade a diferença foi de 64% contra 36% para o esquerdista. O ultradireitista venceu entre os maiores de 70 anos.

Em outubro de 2019, foram os jovens que deram início a uma das maiores séries de protestos da história recente do Chile. Iniciado como um protesto de estudantes de ensino médio contra o valor dos bilhetes do metrô, o movimento acabou iniciando uma forte onda contrária ao presidente conservador do Chile na época, o Sebastián Piñera.

Vista aérea de uma manifestação com uma faixa com os dizeres "Vamos superar" na comemoração do primeiro aniversário da revolta social no Chile, em Santiago, em 18 de outubro de 2020, enquanto o país se prepara para um referendo histórico. Mudar a constituição promulgada pelo ex-ditador Augusto Pinochet, que governou de 1973-90, foi uma das principais reivindicações dos manifestantes durante os dois meses de violenta agitação civil contra o governo e a desigualdade. Os chilenos farão duas perguntas em 25 de outubro: eles querem uma nova constituição e quem deve redigi-la.
Vista aérea de uma manifestação com uma faixa com os dizeres “Vamos superar” na comemoração do primeiro aniversário da revolta social no Chile, em Santiago, em 18 de outubro de 2020, enquanto o país se prepara para um referendo histórico. Mudar a constituição promulgada pelo ex-ditador Augusto Pinochet, que governou de 1973-90, foi uma das principais reivindicações dos manifestantes durante os dois meses de violenta agitação civil contra o governo e a desigualdade. Os chilenos farão duas perguntas em 25 de outubro: eles querem uma nova constituição e quem deve redigi-la. (foto: MARTIN BERNETTI / AFP)

O Brasil ainda não tem um candidato jovem

Até o momento, tudo indica que não teremos um nome jovem entre os candidatos ao Palácio do Planalto. O líder das pesquisas para o pleito de 2022, o ex-presidente Lula é o pré-candidato mais velho, com 76 anos. O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), tem 66 anos.

 

O mais jovem entre os pré-candidatos é o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), que tem 45 anos. Ciro Gomes (PDT) tem 64; Sérgio Moro (Podemos), 49; Simone Tebet (MDB), 51 e João Dória (PSDB) tem 64.

Assim como no Chile, a idade mínima para se candidatar ao cargo de Presidente da República é 35 anos.

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