DO PORTAL DA  METRÓPOLE

Cid era conhecido por sua memória prodigiosa, de lembrar histórias de pequenos causos, além de conhecer profundamente os acontecimentos que marcaram  a Bahia e sua gente. Outra característica marcante do historiador era sua voz grave e seu jeito sempre solícito para atender alunos, colegas e jornalistas
Morre o historiador Cid Teixeira, aos 97 anos, a memória eterna da Bahia

Foto: Alerte Soares – Divulgação

Por: André Uzêda no dia 21 de dezembro de 2021 às 12:44

 

Morreu na manhã desta terça-feira (21) o mais ilustre e célebre historiador baiano: Cid José Teixeira Cavalcante, aos 97 anos. Cid morreu enquanto dormia  em sua casa, no barrio da Pituba, em Salvador. A causa não foi divulgada. 

Formado em Direito — embora nunca tenha exercido a advocacia — foi professor de História da Faculdade Católica do Salvador (UCSAL) e da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Foi também diretor da Fundação Gregório de Mattos e implantou o Serviço de Rádio Educação da Rádio Educadora da Bahia. Ocupava a cadeira 19 da Academia de Letras da Bahia (ALB).

Cid era conhecido por sua memória prodigiosa, por lembrar histórias de pequenos ‘causos’, além de conhecer profundamente os acontecimentos que marcaram a Bahia. Outra característica peculiar do historiador era sua voz grave e o jeito sempre solícito para atender alunos, colegas e jornalistas. 

Entre seus livros publicados, muitos são de enorme sucesso: “Bahia em Tempo de Província” (1986); “História do Petróleo na Bahia” (2001) e “Salvador: História Visual” (2001).

Pelas suas enormes contribuições no campo científico foi condecorado com a Medalha Tomé de Souza, em 1992, mais alta honraria concedida pela Câmara Municipal de Salvador. Em 2013, recebeu a Comenda 2 de Julho, pela Assembleia Legislativa da Bahia.

O horário e local do enterro não foram divulgados.

dez
21
Posted on 21-12-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-12-2021
AM
Ana Mendonça – Estado de Minas

 (crédito: Redes Sociais/Reprodução)

(crédito: Redes Sociais/Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi filmado por um assessor enquanto dava um passeio em uma lancha no litoral paulista, ao lado de apoiadores. Nas imagens, publicadas nesta segunda-feira (20/12), o chefe do Executivo federal dança a música “Baile de Favela” na versão “Funk do Bolsonaro”.

A música ataca os opositores do presidente, citando as mulheres feministas “que têm mais pelos que cadelas” e o ex-deputado federal Jean Wyllys. Criada em 2018, nas eleições presidenciais, a música foi escrita pelo cantor MC Reaça, que morreu em 2019.

Na legenda do post, o assessor presidencial Mosart Aragão ironizou a preocupação de Bolsonaro com o “Jantar da Democracia”, evento organizado pelo grupo de advogados conhecido como Prerrogativas.

Bolsonaro está viajando de férias no Guarujá e está hospedado na instalação militar Forte dos Andradas.

“Unforgateble”, Nat King Cole: maravilhosa e inesquecível interpretação de Cole, no auge da carreira, de uma canção para jamais esquecer. 

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

dez
21
Posted on 21-12-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-12-2021

 

DO CORREIO BRAZILIENSE

A situação ocorreu durante uma entrevista no Texas. O republicano repreendeu as manifestações

PG
Pedro Grigori
 

 (crédito: SAUL LOEB / AFP)

(crédito: SAUL LOEB / AFP)

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi vaiado por apoiadores ao dizer que tomou a terceira dose da vacina contra a covid-19. A situação ocorreu no último domingo (19/12), durante um evento em Dallas, no Texas.

O republicano estava dando uma entrevista ao apresentador Bill O’Reilly, que comentou sobre o presidente Joe Biden ter tomado a terceira dose da vacina. Ele questionou se Trump também havia reforçado a imunização e o ex-presidente confirmou, o que fez apoiadores iniciarem vaias e sinais de reprovação. 

Trump reprovou as manifestações. “Não, não, não. É apenas um pequeno grupo ali”, disse sobre os críticos. Veja o vídeo:

Quando era presidente dos Estados Unidos, Donald Trump se posicionou contrário à vacinação por diversas vezes. Porém, nos últimos meses, ele chegou a comentar que era necessário se vacinar, o que não agradou alguns apoiadores.

Em agosto deste ano, durante comício no estado do Alabama, Trump já havia sido vaiado após defender a vacinação. “Eu acredito totalmente na sua liberdade. Vocês devem que fazer o que vocês têm que fazer. Mas eu recomendo: tomem a vacina! Eu tomei e é boa. Tomem a vacina”, disse. Ao ser vaiado, Trump reforçou que a escolha de se vacinar era individual.

dez
21
Posted on 21-12-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-12-2021



 

 Amarildo, NA

 

dez
21
Posted on 21-12-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-12-2021
DO JORNAL DO BRASIL
 

Tarcísio trata projeto como obra feita

Wilson Dias/Agência Brasil
Credit…Wilson Dias/Agência Brasil

Por GILBERTO MENEZES CÔRTES

Macaque in the trees
Gilberto Menezes Cortes (Foto: CPDOC JB)

Tido como o ministro mais operoso do governo Bolsonaro (que o quer candidato ao governo de São Paulo), Tarcísio Gomes de Freitas continua com poderosa máquina de marketing. Sua Assessoria de Comunicação, ao fazer um balanço das realizações em 2021, trata apresentação de projetos como obra, concessão (que será tocada pela iniciativa privada) como feito do Estado e tem a cara de pau de listar restaurações de pequenos trechos de rodovias, sob concessão, como obras do Ministério da Infraestrutura.

Se você não notou, caro leitor, desde 1º de dezembro, a comunicação do governo Bolsonaro já está trabalhando a campanha eleitoral para 2022. Há novos anúncios na TV reforçando o “Pátria Amada Brasil” e os ministérios da Cidadania, com o Auxílio Brasil à frente, do Desenvolvimento Regional, das Comunicações, com o 5G e o da Infraestrutura já botaram o bloco na rua.

No “release” que recebi hoje, o ministério de Tarcísio de Freitas apresenta um balanço do que fez em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e no Programa Pro Trilhos (a concessão de licenças para o setor privado iniciar estudos de ferrovias, mesmo que em pequenos trechos), frisando que os investimentos totais montam a R$ 5,5 bilhões.

A maior parte não é a reinversão do seu, do meu, do nosso dinheiro que o governo arrecada em impostos (hoje o país atingiu a arrecadação recorde de R$ 2,5 trilhões em impostos). O grosso do investimento vem da iniciativa privada, que arrendou portos, aeroportos, ferrovias e rodovias em regime de concessão.

No caso do Sudeste – região de maior população (eleitores) e PIB do país – o ministério lista “18 obras que garantiram mais mobilidade, economia e segurança para a região”. O Minfra lista 5 obras de concessões (entre elas a alça que liga a Ponte Rio-Niterói ao Porto do Rio, para desviar o tráfego de caminhões do início da Avenida Brasil, realizada pela CCR), e outras 5 de restauração. Outra obra comemorada é a duplicação de 4,3 km da BR-101 entre Vila Velha e Guaraciba (ES), que também é uma concessão.

Como dizia meu saudoso pai, Heitor, quando lhe dizia que tinha tirado boa nota: “Não faz mais do que a obrigação”.

Mas Tarcísio e seu ministério contabilizam como obra sua até o que vai sair do papel. Um bom tento foi até mal explorado: a renovação da concessão da Via Dutra, envolvendo a nova subida da Serra das Araras (que passou a incluir a obrigação de duplicar a Rio-Santos, em troca de cobrança de pedágio). O “release” não fala da Rio-Santos, só diz que o pedágio vai cair (acompanhando a queda dos juros ante a licitação anterior, estendida “as-eternum”).

Onde foi que errei

Gostaria que o Ministério explicasse duas vergonhas que não conseguiu resolver no Estado do Rio, após três anos de gestão de Tarcísio de Freitas. A duplicação da BR-040, pela Triunfo, na Serra de Petrópolis, parada desde 2017, e a construção da 3ª faixa da BR-101 (Niterói-Manilha, entre Itaboraí e a antiga capital fluminense), cujas obras foram suspensas há 20 meses.

Tarcísio pode alegar que há discussões na Justiça. Como diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNITT), no governo Dilma, desde 2011, tem pleno conhecimento dos problemas. Mas não resolve, em prejuízo do usuário. Na BR-101, duas concessionárias entregaram a toalha.

Na BR-040, com o “imbróglio”, o trecho da região serrana da Rio-Juiz de Fora até a baixada fluminense, em Duque de Caxias, foi abandonado pela concessionária e tem manutenção deficiente do DNITT). Na 6ª feira, voltando de meu sítio por Petrópolis, demorei (como milhares de motoristas e passageiros) mais de hora para avançar menos de 4 kms até a Reduc.

A pista estava alagada e restava uma das seis faixas para a travessia. É um problema crônico que se agrava a cada chuva mais forte. Mas nada foi feito ao longo deste ano.

Imagine se Geisel não desconcentrasse…

Em 1974, o presidente Ernesto Geisel, preocupado com o grau de concentração que São Paulo capital e a Grande São Paulo exerciam no PIB do país, na oferta de empregos (atraía migrantes de todo o país e do exterior) e na concentração de renda, e antevendo a deseconomia do excesso de concentração de fábricas (por questões de logística; a agenda ambiental não estava entre as preocupações), proibiu o Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) de autorizar novas fábricas na capital e na região do ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema).

Os empresários paulistas, com visão curta, reclamaram (e parece que as novas gerações que riram e aplaudiram Bolsonaro quando disse que mandou remover dirigentes do IPHAN que atrasaram uma obra das Lojas Havam, do empresário amigo Luciano Hang no RS pouco avançaram). Mas o general Geisel manteve a decisão e aprovou a ida da Fiat para Betim (MG) e da Scania e da Volvo para o entorno de Curitiba. Hoje, a própria indústria automobilística, que se espalhou por vários estados do Brasil, repartindo empregos, renda e impostos, decidiu trocar o ABC pelo interior de São Paulo.

No bojo da guinada imposta por Geisel, os empresários paulistas perceberam o filão do crescimento do setor de serviços como novo foco de expansão da economia mundial e avançaram sobre a área. Levaram o centro financeiro do país do Rio para São Paulo, incluindo as mesas de operações de “open market” e câmbio, e outras atividades de serviços e tecnologia da informação.

SP perde indústrias e cresce nos serviços

O século 21 foi de perda do valor adicionado pela indústria paulistana. Segundo o IBGE, o produto industrial da capital, que representava 8,1% do PIB industrial nacional caiu quase à metade em 2019, para 4,1%. E o Rio de Janeiro, encolheu, no mesmo período, de 5,1% para 2,6%. O encolhimento da produção industrial nas grandes metrópoles e a redistribuição espacial da indústria no país, junto com o avanço dos serviços marcam este século.

São Paulo concentrava, em 2019, 14,9% do PIB de serviços de todo o país, à frente dos 5,1% do Rio de Janeiro e dos 3,5% de Brasília.

Para se ver o impacto dos serviços, o IBGE comparou o desempenho das cidades do ABC, em declínio industrial, com o avanço de Osasco de 0,8% para 1,1%, como o 8º PIB do país. Sede do Bradesco (banco e seguradora) e dos gigantes de serviços Mercado Livre, iFood, Uber e Sem Parar, Osasco é o município que gera mais renda por km2 do país: R$ 1,3 bilhão.

O avanço da indústria de transformação (com a exploração de petróleo e gás e na mineração) também causa altos e baixos. Graças aos serviços financeiros e seguros (caso de São Paulo) e ao petróleo (casos de Maricá e Saquarema no Rio de Janeiro), e à mineração, Paraupebas (PA), centro operacional do projeto Carajás da Vale, no Pará, cresceram mais 0,1 p.p. de participação. São José dos Pinhais (PR), sede de várias montadoras também cresceu 0,1 p.p., assim como Brasília, com ganho associado ao comércio e reparação de veículos automotores e às atividades financeiras, de seguros e serviços correlatos.

Perdas em petróleo e minério

O declínio da produção de petróleo e gás na Bacia de Campos, com suspensão de atividades em poços de alto custo operacional, postos à venda pela Petrobras, antes mesmo da pandemia deprimir mais ainda os preços do barril, penalizou a participação de Campos dos Goytacazes (RJ) no PIB, a ponto de ser superado por Maricá e Saquarema, que têm projeção sobre os campos altamente produtivos (e baixo custo operacional) da Bacia de Santos.

O desastre de Mariana, em 2015, e a tragédia de Brumadinho, também em Minas Gerais, em janeiro de 2019, afetaram muito o PIB de cidades mineiras e capixabas envolvidas na atividade de transformação de minério em aço e exportação de minério de ferro. Em Vitória (ES) e Ouro Preto (MG), a perda de participação também foi vinculada às Indústrias extrativas, mas nesse caso devido à pelotização e à extração de minério de ferro, respectivamente.

A nova face da concentração

Geisel acertou ao suspender o avanço da concentração industrial em São Paulo, mas a falta de um planejamento estatal mais orgânico e multidisciplinar, não foi capaz de dar ao país nas gestões seguintes uma visão dos impactos que viriam com o avanço dos setores de serviços (comércio, turismo e lazer são os novos filões e São Paulo mira em assumir 10% do setor de turismo).

Incluindo Osasco, os seis municípios líderes em densidade econômica estavam concentrados na Grande São Paulo, que concentra 24,3% do PIB nacional. E 31,4% do PIB nacional vinha das capitais.

Em comparação à Amazônia Legal (que abrange todos os estados na região Norte, o norte de Mato Grosso e parte do Maranhão), que tem 8,8% do PIB nacional, a posição da Grande SP é quase três vezes maior. Em relação ao semiárido do Nordeste (5,3% do PIB do país) o abismo é de quase 40 vezes.

As 10 maiores concentrações urbanas brasileiras compõem cerca de 42,8% do PIB, sendo elas: São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Brasília/DF, Belo Horizonte/MG, Porto Alegre/RS, Curitiba/PR, Campinas/SP, Salvador/BA, Recife/PE e Fortaleza/CE.

E o exemplo máximo do desnível que essa concentração produz é que o PIB per capita da cidade-região de São Paulo é 166% do valor nacional.

Infelizmente, tais questões nem devem ser arranhadas na campanha de 2022.

  • Arquivos

  • dezembro 2021
    S T Q Q S S D
    « nov   jan »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    2728293031