A boataria começou após o governo do presidente Alberto Fernández determinar a proibição das vendas a prazo de passagens e serviços turísticos no exterior, como hotel e aluguel de automóveis. A medida mostrou a realidade da escassez de dólares no Banco Central da República Argentina (BCRA), que em seguida impôs ainda exigências sobre o uso da moeda americana por parte dos bancos do país. A medida prevê que os bancos devem se desprender dos dólares próprios – não os dos clientes – para que sejam enviados ao BCRA, que busca engordar suas magras reservas, como informaram os jornalistas do Clarín Gustavo Bazzan e Annabella Quiroga.

As medidas sobre o turismo e sobre os dólares dos bancos alimentaram ainda mais a desconfiança nos rumos da economia argentina. Nesta semana, pelo menos US$ 600 milhões foram sacados do sistema financeiro, levando o BCRA a vender cerca de US$ 400 milhões para atender a demanda do mercado, como escreveu Quiroga. 

O ambiente atual ocorre 20 anos da histórica crise vivida pelo país em dezembro de 2001. 

Naquele fim de ano, de 2001, o governo do então presidente Fernando de la Rúa, do partido União Cívica Radical (UCR), determinou o confisco (chamado ‘corralito’) dos depósitos bancários, gerando panelaços e protestos na Praça de Maio que foram fortemente reprimidos, deixando 38 pessoas mortas. Naquele dezembro, a Argentina viu ainda a queda em série de cinco presidentes seguidos.

Naquele fim de ano de 2001, o governo do então presidente Fernando de la Rúa determinou o confisco (chamado 'corralito') dos depósitos bancários, gerando panelaços e protestos na Praça de Maio, em Buenos Aires, que foram fortemente reprimidos, deixando 38 pessoas mortas. Naquele dezembro, a Argentina viu ainda a queda em série de cinco presidentes seguidos. Naquele fim de ano de 2001, o governo do então presidente Fernando de la Rúa determinou o confisco (chamado ‘corralito’) dos depósitos bancários, gerando panelaços e protestos na Praça de Maio, em Buenos Aires, que foram fortemente reprimidos, deixando 38 pessoas mortas. Naquele dezembro, a Argentina viu ainda a queda em série de cinco presidentes seguidos.

Analistas econômicos dizem que o ambiente político é outro atualmente já que o presidente Fernández é peronista, a maior força política do país, apesar das suas diferentes linhas ideológicas. De la Rúa era opositor ao peronismo e criticado por sua fragilidade política, que o levou a ser capa da revista Notícias, de pijamas e dormindo uma soneca.

Fernández, por sua vez, enfrenta outros problemas políticos, como a interpretação de que sua vice-presidente, a ex-presidente Cristina Kirchner, é mais poderosa do que ele. Além disso, o presidente é criticado por ter um discurso para cada grupo diferente com quem fala ou para quem discursa, o que levou o colunista de humor político do Clarín, Alejandro Borensztein, a escrever que existe um Alberto Fernández para cada dia da semana. O que torna difícil para políticos e investidores entender que rumo realmente pretende imprimir ao seu governo.

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