Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

cia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente Jair Bolsonaro teve uma atuação “direta e relevante” para gerar desinformação sobre o sistema eleitoral.

A informação consta em relatório enviado ao Supremo, no dia 13 de setembro, no inquérito que apura fake news divulgadas pelo presidente contra as urnas eletrônicas.

Segundo a delegada da PF Denisse Ribeiro, Bolsonaro teria aderido “a um padrão de atuação já empregado por integrantes de governos de outros países”.

“Nesse aspecto específico, este inquérito permitiu identificar a atuação direta e relevante do Exmo. Sr. Presidente da República Jair Messias Bolsonaro na promoção da ação de desinformação, aderindo a um padrão de atuação já empregado por integrantes de governos de outros países”, diz a chefe do inquérito.

Jair Bolsonaro lança dúvidas, sem qualquer prova, sobre o sistema eleitoral brasileiro há mais de três anos.

Em agosto, o presidente chamou a imprensa ao Palácio da Alvorada para dizer que apresentaria provas das supostas falhas nas urnas mas, em vez disso, repercutiu notícias falsas e vídeos já desmentidos.

Na semana seguinte, Moraes decidiu incluir essa conduta no inquérito sobre fake news que já tramita no STF. Bolsonaro aparece no inquérito como investigado. Ao fim da apuração, a PF deve enviar o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se denuncia os investigados formalmente à Justiça.

“Em resumo, a live presidencial foi realizada com o nítido propósito de desinformar e de levar parcelas da população a erro quanto à lisura do sistema de votação, questionando a correção dos atos dos agentes públicos envolvidos no processo eleitoral (preparação, organização, eleição, apuração e divulgação do resultado), ao mesmo tempo em que, ao promover a desinformação, alimenta teorias que promovem fortalecimento dos laços que unem seguidores de determinada ideologia dita conservado”.

Em agosto, Bolsonaro foi incluído como investigado no inquérito das fake news. A apuração levará em conta os ataques, sem provas, feitos pelo presidente às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral do país.

Mesmo após ser eleito, Bolsonaro tem feito reiteradas declarações nos últimos três anos colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral – todas, sem provas de fraudes ou de riscos às eleições do próximo ano.

No relatório, a PF cita que foi realizada uma reunião prelimimar para preparar a live. O encontro reuniu material que foi utilizado na fala do presidente.

Moraes inclui Bolsonaro em inquérito das fake news por ataques às urnas eletrônicas
 

Moraes inclui Bolsonaro em inquérito das fake news por ataques às urnas eletrônicas

‘Busca consciente’ por dados tendenciosos

Segundo a PF, os depoimentos tomados “permitiram verificar que o processo de preparação e realização da live foi feita de maneira enviesada, isto é, procedeu-se a uma busca consciente por dados que reforçassem um discurso previamente tendente a apontar vulnerabilidades e/ou possíveis fraudes no sistema eleitoral, ignorando deliberadamente a existência de dados que se contrapunham a narrativa desejada, quase todos disponíveis em fontes abertas ou de domínio de órgãos públicos”.

A PF diz que foram identificadas diversas inconsistências em pontos relevantes das declarações. Foram ouvidos os ministros da Justiça, Anderson Torres, da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A delegada disse ainda que “convergem em apontar que houve vontade livre e consciente dos envolvidos em promover, apoiar ou subsidiar o processo de construção da narrativa baseada em premissas falsas ou em dados desconstextualizados, divulgada na live do dia 29 de julho de 2021” .

A PF aponta que essa investigação se dá num contexto de outras investigações que apontam que que canais bolsonaristas nas redes sociais atuam com o objetivo de diminuir a fronteira entre o que é verdade e o que é mentira. E usam como estratégia ataques aos veículos tradicionais de informação. Esse método também foi aplicado na campanha contra as urnas eletrônicas.

A PF identificou que os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro replicam uma estratégia de comunicação utilizada nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, atribuída a Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, e também na eleição presidencial vencida por Bolsonaro.

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BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

dez
17
Posted on 17-12-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-12-2021

DO CORREIO BRAZILIENSE

“Eu não sei o porquê estou fazendo, mas sei que o Criador está mandando”, afirmou o ex-deputado federal nesta quinta-feira (16/12). O político filiou-se ao partido Brasil 35 em 29 de outubro e havia lançado sua candidatura à Presidência no mesmo dia

BL
Bernardo Lima*
 

 (crédito: / AFP / NELSON ALMEIDA)

(crédito: / AFP / NELSON ALMEIDA)

O ex-deputado federal Cabo Daciolo (Brasil 35-RJ) anunciou nesta quinta-feira (16/12) que desistiu da pré-candidatura à Presidência da República em 2022 e declarou apoio a Ciro Gomes (PDT). O anúncio foi feito em publicação de uma conta de apoiadores de Ciro no Twitter.

 “Depois da perseguição política contra Ciro, Cabo Daciolo anuncia que não é mais candidato à presidência e declara apoio a Ciro Gomes!”, diz a publicação.

No vídeo, Daciolo fala, emocionado, que encontrou o ex-ministro e que recebeu um “pedido do espírito santo” para apoiar o pedetista: “Irmãozão, no dia da eleição de 2022 na contagem dos votos, se tiver um voto lá, pode ter certeza que esse voto foi do Cabo Daciolo”, diz o ex-bombeiro militar.

Daciolo diz que atendeu a um chamado divino: “Eu não sei por quê eu estou fazendo isso. Eu sei que o criador está mandando eu falar isso pra você”.

O político filiou-se ao partido Brasil 35 em 29 de outubro e havia lançado sua candidatura à Presidência no mesmo dia.

Ciro agradece apoio

No Twitter, Ciro Gomes agradeceu ao Cabo Daciolo pelas “palavras carinhosas e o abraço fraterno de ontem”. Os dois se encontraram na casa do pedetista, no Ceará, e Daciolo descreveu que Ciro Gomes estava “muito abalado” com a operação da PF (Polícia Federal).

Ciro e seu irmão, o senador Cid Gomes, foram alvo de uma ação de busca e apreensão da PF realizada na quarta-feira (15). A apuração investiga crimes na construção da Arena Castelão, estádio no Ceará que recebeu jogos da Copa do Mundo.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

dez
17
Posted on 17-12-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-12-2021



 

 Fred, NO PORTAL DE HUMOR

 

DO JORNAL DO BRASIL

Bolsonaro aparece na 2ª posição, com 22% das intenções de voto

Foto: Epa
Credit…Foto: Epa

Por POLÍTICA JB

A pouco mais de nove meses das eleições de 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mantém à frente na disputa pela Presidência, com 48% das intenções de voto, informou a pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal “Folha de S. Paulo”, nesta quinta-feira (16).

De acordo com o estudo, o petista pode ter votos suficientes para garantir a vitória já no primeiro turno, levando em consideração a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.

O atual titular do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PL), aparece na segunda posição, com 22% das intenções de voto.

Já a disputa da chamada terceira via está embolada. O ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos) é quem tem numericamente o melhor desempenho, com 9% das intenções de voto.

Por sua vez, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), têm respectivamente 7% e 4% dos votos. Além disso, 8% dos entrevistados afirmaram que vão votar em ninguém, nulo ou branco, e 2% não souberam opinar.

A pesquisa revela que Lula está próximo dos 50% de intenções de voto, enquanto Bolsonaro oscila negativamente. No entanto, há a expectativa, entre os governistas, de que o início do pagamento do Auxílio Brasil possa ajudar a reverter o impacto da crise entre o eleitorado mais vulnerável – que apoia o petista – e favorecer Bolsonaro.

Os dados foram compilados presencialmente em 191 cidades do Brasil, com 3.666 pessoas com mais de 16 anos, de 13 a 16 de dezembro. O nível de confiança da pesquisa é de 95%.(com agência Ansa)

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