DO CORREIO BRAZILIENSE

Os pré-candidatos à Presidência participaram virtualmente do seminário Desafios 2022: Para onde vai o Brasil, promovido pelo Correio Braziliense e transmitido via redes sociais nesta quinta-feira (9/12)

GC
Gabriela Chabalgoity*
GB
Gabriela Bernardes*
ME
Maria Eduarda Angeli*
 

 (crédito: Reprodução/CorreioBraziliense)

(crédito: Reprodução/CorreioBraziliense)

O ex-ministro da Justiça e pré-candidato à Presidência pelo Podemos, Sergio Moro, frisou repetidamente nesta quinta-feira (9/12) a importância do combate à corrupção, deixando claro que essa será sua principal bandeira, caso se consolide como candidato ao Executivo. Ele e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), deram depoimento em vídeo para o seminário Desafios 2022: Para onde vai o Brasil, promovido pelo Correio Braziliense e transmitido via redes sociais. O evento levanta o questionamento sobre os rumos do país, que ecoa nos espaços de debate político e econômico dada a proximidade das eleições de 2022.

Para Moro, a corrupção também afeta a produtividade do setor privado, “gera aquilo que nós chamamos de capitalismo de compadrio”, justificou. O termo citado pelo ex-juiz descreve uma economia em que o sucesso nos negócios depende da proximidade das relações entre os empresários e a classe política. “Não tem como você ser um governo eficiente e competente se você for um governo altamente corrupto”, completou.

O pré-candidato disse ser necessário pensar os reveses sofridos no país atualmente. Segundo ele, há “leis sendo alteradas para dificultar o combate à corrupção, tribunais anulando condenações de criminosos por motivos meramente formais”.

“Claro que emprego, renda, combate à desigualdade, tudo isso é fundamental. Mas a gente não pode deixar essa bandeira de combate à impunidade e à corrupção para trás. Podemos, sim, seguir adiante, fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo, e vocês podem ter certeza de que trabalhar por uma boa causa vai favorecer o trabalho para as demais”, finalizou.

Doria

Também em depoimento ao Correio Debate, nesta quinta-feira, o pré-candidato à Presidência João Doria (PSDB) alertou para a necessidade de mudanças no Brasil, que resgatem a esperança e a fé da população. “Um Brasil que precisa reduzir a dimensão da pobreza, precisa gerar empregos, precisa proteger a saúde da sua população, respeitar o meio ambiente e se recuperar economicamente”, destacou em vídeo.

Aposta do PSDB, Doria elogiou a vanguarda do Correio em promover um debate tão relevante. “Parabéns ao Correio Braziliense, que está sempre à frente das causas e dos temas que podem mover o Brasil”, concluiu.

Moro e Doria se encontraram na semana passada, na casa da presidente do Podemos, Renata Abreu, e estabeleceram uma espécie de acordo de paz: não atacarão um ao outro. Uma nova reunião está agendada entre o governador e o ex-ministro para o fim do mês de janeiro. O período de convenções, quando serão definidos os candidatos à Presidência da República, ocorrerá entre 20 de julho e 5 de agosto de 2022.

*Estagiárias sob a supervisão de Andreia Castro

“Tenha Calma”, Maria Bethânia: o canto e o encanto da voz de Bethânia no dia seguinte da desilusão do Bahia. CVique que segue, diria o grande Jo~~ao Saldanha. Bom Dia!!!

(Vitor Hugo Soares)

dez
10
Posted on 10-12-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-12-2021

DO CORREIO BRAZILIENSE

“Nunca vi acordos não serem cumpridos”, lamentou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), durante evento do Correio sobre os desafios de 2022 nesta quinta-feira (9/12)

RH
Rosana Hessel
postado em 09/12/2021 17:17
 

 (crédito: Minervino Júnior/CB/DA.Press)

(crédito: Minervino Júnior/CB/DA.Press)

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) não acredita que o governo conseguirá aprovar reformas em 2022, após o desastre, na avaliação dela, que ocorreu com a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, promulgada nessa quarta-feira (8/12), sem respeitar os acordos.

Segundo a parlamentar, a promulgação da PEC dos Precatórios foi imoral. “Nunca vi acordos não serem cumpridos”, lamentou, nesta quinta-feira (9), durante o seminário Correio Debate: 2022 Para onde vai o Brasil, organizado pelo Correio Braziliense. Para ela, depois desse episódio, não existe a possibilidade de o governo aprovar projetos no ano que vem.

“Não estou pronta para votar nenhum projeto do governo, porque vai sair pior do que entrou na sanha de apresentar qualquer coisa e fazer qualquer negócio visando a reeleição”, afirmou.  

 A senadora também não poupou críticas às polêmicas emendas do relator, as RP9, que foram mantidas e que, no ano que vem, somam mais de R$ 16 bilhões em recursos que ficarão na mão de um único parlamentar em um orçamento bastante restrito para gastos não obrigatórios. “Uma única pessoa tem na mão mais do que os recursos do presidente da República”, disse.

“O que estamos vendo com a RP9 foge a tudo e qualquer lógica no quantitativo e na forma”, afirmou.  Para ela, há dois “pontos nefastos” para a manutenção dessas emendas: garantir lobbies ilegítimos e garantir que alguns políticos possam se sobressair no processo eleitoral de 2022.

A senadora criticou ainda o espaço fiscal, de R$ 62 bilhões, criado com a aprovação da PEC promulgada ontem, de forma fatiada, sem nenhuma vinculação. “Seria para matar a fome das pessoas e para a saúde pública e para a Previdência”, afirmou ela, ao lado do vice-presidente da Câmara, o deputado Marcelo Ramos. “A batata quente está na sua mão”, ironizou, em referência ao pedaço restante da PEC que não foi promulgado.

Privatizações

A parlamentar reforçou que os projetos do governo enviados ao Congresso estão sendo aprovados piores do que chegam, como foi o caso da MP da privatização da Eletrobras. Ela ainda defendeu uma privatização de estatais de forma mais seletiva e afirmou que é contra a privatização dos Correios, prometida pelo governo para 2022.

“Somos contra a privatização dos Correios. Tem que começar com as (estatais) que dão deficit e fazer uma modulação por categoria, e se (elas) precisam ou se são necessárias para a soberania nacional”, afirmou. 

dez
10
Posted on 10-12-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-12-2021


 Amarildo, NA

dez
10
Posted on 10-12-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-12-2021

DO JORNAL DO BRASIL

.

Foto: reprodução
Credit…Foto: reprodução

Por GILBERTO MENEZES CÔRTES

Numa campanha eleitoral bem peculiar, para a qual usou sua “live” semanal na internet, da 5ª feira, 25 de novembro, para pedir votos a seu favor para a eleição da “personalidade do ano” da revista norte-americana “Time”, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, acabou vencendo no “voto popular”, ao receber 24% (2,1 milhões) dos 9 milhões de votos, superando o ex-presidente Donald Trump, que teve 9% dos votos (810 mil) de seguidores que, a exemplo dos “eleitores” de Bolsonaro, também se mobilizaram por mutirão na internet e recorreram a robôs.

A dupla negacionista da Covid-19 superou os “profissionais de saúde da linha de frente”, que receberam 6,3% (567 mil votos).

Na tal “live”, que fez ao lado do ministro da Integração Regional, Rogério Marinho, de quem cobrou publicamente o voto (“vou votar, vou votar”, balbuciou um Marinho, constrangido), Bolsonaro lembrou que esteve entre as 100 personalidades nos anos de 2019 e 2020. “Agora, em 2021, estamos liderando. Agradeço quem votou em mim; quem não votou, peço que entre lá no site e vote”, pediu. E se jactou de que estava “ganhando dos profissionais de saúde na disputa”.

Escolha da capa é dos editores

Nem sempre a personalidade que ganha a eleição vira a capa da revista. Os editores decidem seguir ou não o voto popular. O nome da capa será revelado na 2ª feira, 13 de dezembro. Ser capa da “Time” não é sinônimo de aprovação (nem dos leitores, nem dos editores). As pessoas viram capa por estarem em evidência ou receberem votação teleguiada, pela internet.

Hitler foi capa em 1938, ano em que promoveu a unificação da Áustria à Alemanha, trampolim para a invasão da Polônia (1939) que deflagrou a 2ª guerra.

No ano seguinte foi a vez de Joseph Stalin virar capa, após o pacto de não agressão aos alemães, facilitando a invasão da Europa, pela Polônia, a Leste e depois a Oeste pelas tropas nazistas. Stalin voltaria à capa em 1942, quando o exército russo iniciou a reação e expulsou as tropas alemãs de seu território (e foi anexando os países “libertados”).

Winston Churchill, o grande líder da resistência europeia, foi capa em 1940 e voltou a ela, em 1949. O presidente Franklin Delano Roosevelt, “Homem do ano” em 1932, quando lançou o “New Deal”, voltou à capa em 1934 e em 1941. É o recordista até hoje.

O Aiatolá Khomeini foi capa em 1979, quando o Xá Reza Palhevi foi derrubado. Nem por isso a “Time” e seus leitores apoiam o Irã dos aiatolás.

A eleição dos sonhos, nas nuvens

Mas está claro, para o bem ou para o mal, que tipo de eleição Jair Bolsonaro e seu ídolo (que o presidente brasileiro festejou ter batido no “voto” pela internet) gostariam de competir. Nada melhor do que uma eleição nas “nuvens”.

Nesta “eleição” nenhum dos dois pôs em dúvida a “fraude” no processo eleitoral. Só no sufrágio universal, voluntário, no qual os eleitores comparecem às urnas (eletrônicas ou ao complexo e extenso cardápio das eleições americanas, onde vota-se além do presidente e do vice, xerifes e em deputados e senadores que vão integrar as duas casas do Congresso, no Capitólio (EUA), a dupla coloca sob suspeita. Claro. Se pudessem limitar o comparecimento aos eleitores republicanos, ou aos conservadores e adeptos das ideias direitistas, seria a eleição dos sonhos dos dois.

  • Arquivos

  • dezembro 2021
    S T Q Q S S D
    « nov   jan »
     12345
    6789101112
    13141516171819
    20212223242526
    2728293031