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A figura assustadora, que manipula uma sociedade como marionetes, pode ser associada à morte. No trabalho, ela usa a máscara que curandeiros usavam durante a Peste Negra e acreditavam estar isentos da doença. Para Cau, a comparação entre as pandemias foi inevitável.

“Essa figura sinistra sempre me chamou muita atenção desde a época que estudei a história da arte. A máscara hoje, defendo o uso, e há um respaldo científico que acredito. Naquela época não. Então eu fiz uma comparação com o que acontece hoje, a ignorância, principalmente de negacionistas, e o que pode causar o desdobramento dessa ignorância. Quando desenho ele manipulando as pessoas que estão ignorando as recomendações sanitárias da OMS, no momento em que eu faço esse paralelo, tento fazer um alerta que é necessário que as pessoas evitem aglomerações”, conta Cau em entrevista ao Portal ATARDE.

O artista, que compartilha sua arte com os leitores do A TARDE, já conquistou mais de 60 prêmios em diversos festivais e salões de humor pelo Brasil e pelo mundo. No periódico, inclusive, o artista publicou a primeira versão de “A Peste”. Entretanto, vencer o primeiro lugar do PortoCartoon o pegou de surpresa. Ele estava na rua resolvendo particulares e desconectado das redes sociais. Em determinado momento viu que o amigo português Pedro Silva havia vencido uma categoria paralela e foi pesquisar o resultado completo.

“A Peste” foi criada através da mistura entre técnicas manuais e digitais.

 

“Na hora que vi o desenho postado, foi difícil acreditar. Fiquei atônito para comemorar, já sou veterano nisso, mas considerei que naquele momento era um grande feito. Essa figura sinistra sempre me chamou muita atenção desde a época que estudei a história da arte”, afirma.

Esta não foi a primeira vez que ele conquistou a premiação. Em 2002 Cau já havia sido contemplado com o Grande Prémio do PortoCartoon sobre o tema Eco-Turismo, e, em 2018, recebeu o 3.º Prémio ‘ex-aequo’. Além de “A Peste”, mais de 2700 obras, de cerca de 500 artistas, oriundos de 64 países, de todos os continentes, participaram da edição, que teve como presidente honorário Georges Wolinski – cartunista do Charlie Hebdo assassinado em 2015, em Paris, e que durante uma década tinha sido presidente do júri do concurso.

Para Cau, a obra, que já ganhou o mundo, cria reflexões e contará a história do momento atual. “vai ajudar a contar essa história nossa, que é triste, depressiva, uma época que as pessoas se mostram de maneira egoísta, com baixa empatia, solidariedade quase zero”.

Ele compara os manipulados pela morte da obra aos participantes de festas clandestinas que foram contra as recomendações de autóridades sanitárias. “Quando desenho ele manipulando as pessoas que estão ignorando as recomendações sanitárias da OMS, no momento em que eu faço esse paralelo, tento fazer um alerta que é necessário que as pessoas evitem aglomerações”, afirma Cau, que lamenta o governo atual.

“È medíocre na condução do combate à pandemia. Vimos que é irresponsável, pois acabou deixando de comprar máscaras, vacinas, e vários brasileiros morreram. Nesse sentido que eu coloco esse emergência que é tratar a saúde com a devida pesquisa

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