Partido deixa prévias marcadas por falhas técnicas e trocas de acusações com o desafio de aparar as arestas internas e se apresentar como alternativa viável apesar de desempenho baixo nas pesquisas

Adriano Machado/Reuters
Credit…Adriano Machado/Reuters

Felipe Betim e Daniela Merciero, do El País:

 

O governador de São Paulo, João Doria, será o candidato do PSDB nas eleições de 2022 para presidente do Brasil. A decisão foi tomada neste sábado, 27 de novembro, após tumultuadas eleições prévias do partido, que chegaram a ser adiadas por conta de falhas no aplicativo de votação, estendendo assim a troca de farpas entre o candidato e seu principal adversário, o governador gaúcho Eduardo Leite.

Doria recebeu 53,99% dos votos, contra 44,66% de Leite e 1,35% do ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio, coadjuvante na disputa. Diferentemente do que ocorreu no domingo passado, o sistema contratado funcionou sem registro de falhas. Estavam aptos a votar 44.700 filiados ao PSDB, incluindo deputados federais e estaduais, senadores, governadores, prefeitos e vereadores.

Doria, 63 anos, foi eleito em 2018 para o Governo de São Paulo, deixando o cargo de prefeito da capital paulista, para o qual foi escolhido em 2016. Ele agora terá o desafio de ganhar espaço entre outros pré-candidatos da chamada terceira via, atraindo eleitores que rechaçam votar em Lula (PT) ou no presidente Jair Bolsonaro. As pesquisas, porém, mostram a desidratação do partido desde o pleito de 2018.

A empresa BeeVoter foi a responsável pela tecnologia do pleito deste sábado. Ela foi contratada após falhas que impediram, no último domingo, muitos membros do partido de concluírem seus votos pelo aplicativo desenvolvido pela fundação gaúcha FAURGS, ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em nota, a entidade disse considerar “plausível” a ocorrência de um ataque de hackers. A hipótese foi referendada pelo presidente da sigla, Bruno Araújo, neste sábado.

A legenda sai das prévias rachada após a disputa entre Doria e Leite, marcada por ataques entre os grupos ligados a eles. Em declarações neste sábado, antes do encerramento da votação, tanto Doria quanto Leite minimizaram o desgaste e afirmaram que divergências fazem parte do processo democrático, destacando que outros grandes partidos não realizam prévias para definir seus candidatos. “É verdade que nós tivemos discussões mais tensas e acirradas, mas só nós tivemos debates”, afirmou o gaúcho. “Fazer democracia no Brasil não é fácil, mas é o melhor caminho”, disse Doria, que classificou o adversário de “jovem, eficiente e dedicado homem público”.

 
 

Uma dos momentos de maior tensão ocorreu na semana passada, quando militantes ligados a Doria vazaram um diálogo entre ele o governador do Rio Grande do Sul no início do ano. Nele, Leite teria pedido para que seu colega adiasse o início da vacinação contra covid-19 em São Paulo, para que fosse possível seguir um plano nacional. Na ocasião, Leite atendia a um pedido do então ministro da Secretaria de Governo, o general Luiz Eduardo Ramos.

Doria, que usa a produção da vacina pelo Instituto Butantan como bandeira de campanha, ignorou o pedido. Segundo relatou ao jornal O Globo, ele teria respondido a Leite que iniciaria a vacinação assim que a Coronavac tivesse autorização da Anvisa, o que de fato ocorreu, em 17 de janeiro. O governador do Rio Grande do Sul alega, por sua vez, que só relatou ao seu colega o pedido feito pelo ministro Ramos.

A notícia caiu mal para Leite, que, assim como Doria, apoiou o presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018. Ambos se apresentam hoje como oposição ao mandatário, mas Doria é visto como sendo mais firme que Leite. O gaúcho foi apoiado pelo deputado federal Aécio Neves, que vem empurrando o PSDB para o colo de Bolsonaro e do Centrão —mesmo quando a orientação do partido é votar contra as pautas do Governo, como no caso da PEC dos Precatórios.

Vencedor das prévias, Doria também tem o desafio de lidar com um PSDB corroído pelo bolsonarismo e se fortalecer na disputa. De acordo com a última pesquisa Ipespe (antigo Ibope), tanto Doria como Leite não passam dos 2% das intenções de voto. Conforme contou o EL PAÍS, o partido é o terceiro que mais apoia as pautas do presidente no Congresso e está em vias de sofrer uma debandada de seus parlamentares em abril do próximo ano, quando 13 de seus 33 deputados federais podem deixar a legenda. O principal motivo é que, sem um palanque presidencial de peso, os tucanos temem dificuldade para se reeleger. Buscam, assim, legendas de partidos do Centrão, como o PL (que deve receber Bolsonaro nos próximos dias), PP ou PRB.

“Até quem sabe”, João Donato: preciosidade da bossa nova que o editor do Bahia em Pauta ouviu Donato cantar pela primeira vez em um espetáculo no Teatro Vila Velha (Passeio Público de Salvador) nos anos 70 e jamais esqueceu. Viva!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

A figura assustadora, que manipula uma sociedade como marionetes, pode ser associada à morte. No trabalho, ela usa a máscara que curandeiros usavam durante a Peste Negra e acreditavam estar isentos da doença. Para Cau, a comparação entre as pandemias foi inevitável.

“Essa figura sinistra sempre me chamou muita atenção desde a época que estudei a história da arte. A máscara hoje, defendo o uso, e há um respaldo científico que acredito. Naquela época não. Então eu fiz uma comparação com o que acontece hoje, a ignorância, principalmente de negacionistas, e o que pode causar o desdobramento dessa ignorância. Quando desenho ele manipulando as pessoas que estão ignorando as recomendações sanitárias da OMS, no momento em que eu faço esse paralelo, tento fazer um alerta que é necessário que as pessoas evitem aglomerações”, conta Cau em entrevista ao Portal ATARDE.

O artista, que compartilha sua arte com os leitores do A TARDE, já conquistou mais de 60 prêmios em diversos festivais e salões de humor pelo Brasil e pelo mundo. No periódico, inclusive, o artista publicou a primeira versão de “A Peste”. Entretanto, vencer o primeiro lugar do PortoCartoon o pegou de surpresa. Ele estava na rua resolvendo particulares e desconectado das redes sociais. Em determinado momento viu que o amigo português Pedro Silva havia vencido uma categoria paralela e foi pesquisar o resultado completo.

“A Peste” foi criada através da mistura entre técnicas manuais e digitais.

 

“Na hora que vi o desenho postado, foi difícil acreditar. Fiquei atônito para comemorar, já sou veterano nisso, mas considerei que naquele momento era um grande feito. Essa figura sinistra sempre me chamou muita atenção desde a época que estudei a história da arte”, afirma.

Esta não foi a primeira vez que ele conquistou a premiação. Em 2002 Cau já havia sido contemplado com o Grande Prémio do PortoCartoon sobre o tema Eco-Turismo, e, em 2018, recebeu o 3.º Prémio ‘ex-aequo’. Além de “A Peste”, mais de 2700 obras, de cerca de 500 artistas, oriundos de 64 países, de todos os continentes, participaram da edição, que teve como presidente honorário Georges Wolinski – cartunista do Charlie Hebdo assassinado em 2015, em Paris, e que durante uma década tinha sido presidente do júri do concurso.

Para Cau, a obra, que já ganhou o mundo, cria reflexões e contará a história do momento atual. “vai ajudar a contar essa história nossa, que é triste, depressiva, uma época que as pessoas se mostram de maneira egoísta, com baixa empatia, solidariedade quase zero”.

Ele compara os manipulados pela morte da obra aos participantes de festas clandestinas que foram contra as recomendações de autóridades sanitárias. “Quando desenho ele manipulando as pessoas que estão ignorando as recomendações sanitárias da OMS, no momento em que eu faço esse paralelo, tento fazer um alerta que é necessário que as pessoas evitem aglomerações”, afirma Cau, que lamenta o governo atual.

“È medíocre na condução do combate à pandemia. Vimos que é irresponsável, pois acabou deixando de comprar máscaras, vacinas, e vários brasileiros morreram. Nesse sentido que eu coloco esse emergência que é tratar a saúde com a devida pesquisa

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Posted on 28-11-2021
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J. Bosco, NO JORNAL

 

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Posted on 28-11-2021
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DO CORREIO BRAZILIENSE

O estado americano ainda não detectou casos da cepa, mas vem registrando uma escalada no número de diagnósticos da covid-19

AE
Agência Estado
 

 (crédito: JEFF PACHOUD / AFP)

(crédito: JEFF PACHOUD / AFP)

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, decretou Estado de Emergência, neste sábado, em meio à ameaça da disseminação da variante ômicron do coronavírus, identificada na África do Sul.

O estado americano ainda não detectou casos da cepa, mas vem registrando uma escalada no número de diagnósticos da covid-19. Segundo o decreto, o volume de internações por complicações da doença aumentou no último mês para mais de 300 por dia.

“Continuamos a ver sinais de alerta de picos de covid neste inverno no Hemisfério Norte e, embora a nova variante ômicron ainda não tenha sido detectada no estado de Nova York, ela está chegando”, alertou a governadora, no Twitter.

O Estado de Emergência permite que recursos sejam transferidos mais rapidamente para o sistema hospitalar, ao mesmo tempo em que assegura a obtenção de suprimentos importantes para o combate ao vírus. “Exorto os nova-iorquinos a tirarem proveito de nossa maior arma nesta pandemia: a vacina”, escreveu Hochul.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), 90,3% dos adultos no Estado de Nova York receberam pelo menos uma dose do imunizante, o que representa 77,5% da população total.

Levantamento do jornal The New York Times mostra que a média móvel diária de casos de covid-19 no Estado somou 6.666 nas duas semanas encerradas na quinta-feira, um aumento de 37% em relação ao período anterior.

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