Pelo amor de Deus', reclama Bolsonaro ao contestar comparação com Lula
 Lula e Bolsonaro: distantes do Brasil no dia da República que eles disputam.
 ARTIGO DA SEMANA

B­olsonaro no Oriente, Lula na Europa: alheios à Republica

Vitor Hugo Soares

Quinze de Novembro de 2021, data dos 132 anos da Proclamação da República no Brasil: o ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro, com a família e o seu ministro da Economia, Paulo Guedes, estava no Oriente Médio, hospedado nos Emirados Árabes em um dos hotéis mais caros e luxuosos do planeta, em viagem oficial. Flutuava no paraíso de miragens vendendo sonhos e inverdades sobre a economia brasileira e a Amazônia, ou aproveitando o tempo de ociosidade para alimentar falsa polêmica com o dono do PL, o notório Valdemar da Costa Neto, sobre seu ingresso no partido do Centrão, para disputar a reeleição. Nada, uma palavra sequer, do chefe da nação, sobre o dia da República no Brasil.

Na mesma data, o ex-presidente Lula também estava fora do País: em tour europeu, levando a tiracolo seu escudeiro para questões internacionais, Celso Amorim, chanceler de seu governo. Em Bruxelas, na Bélgica, no Parlamento Europeu, participou de uma conferência “para líderes de esquerda da América Latina”, promovida pelo bloco social democrata. O líder nas pesquisas para as eleições de 2022, no encontro de velhos e novos esquerdistas, discursou e deu entrevistas. Aproveitou a pergunta de uma jornalista para mandar recado ao PT e a adversários, sobre a chapa “das esquerdas”, e destacou a possibilidade de ter o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), como vice. Teceu loas ao tucano e afirmou: “nada há de acontecido entre nós dois que não possa ser reconciliado”. Nenhuma palavra ou aceno – igual ao adversário “da direita”- sobre a data republicana brasileira.

Simbólica coincidência do tempo temerário que atravessamos – a Europa outra vez no epicentro da pandemia Covid-19 a sinalizar advertência ao “País do Carnaval” já em ritmo de prévias para o Momo 2022 que, – além da República – atacada de muitos lados por inimigos às claras ou nas sombras (de Brasília a Lisboa), de que a pandemia ainda está viva, depois das quase 615 mil mortes que já causou no País. Mal comparando (ou bem?), o dia da República, este ano, passou praticamente ao léu. Salvo por menções sobre a data postadas nas redes sociais pelo ex-juiz, Sérgio Moro, presidenciável da 3ª Via; e o ex-procurador federal, Deltan Dalagnol – que vai ingressar no Podemos, mês que vem – em “Live” sobre “as causas da corrupção”.
 
Estes fatos me fizeram recordar da antológica crônica “15 de Novembro”, de Lima Barreto, publicado no 32º aniversário da Proclamação da República, quando da morte da princesa Isabel. “Vi em tudo isso a República; e não sei por quê, mas vi. Não será, pensei de mim para mim, que a República é o regime da fachada, da ostentação, do falso brilho e luxo, do futuro repousado na miséria geral? Não posso provar e não seria capaz de fazê-lo. Saí pelas ruas do meu subúrbio (do Rio) longínquo a ler as folhas diárias. Lia-as, conforme o gosto antigo e roceiro, numa “venda” de que minha família é freguesa. Quase todas elas estavam cheias de artigos e tópicos, tratando das candidaturas presidenciais. Afora o capítulo descomposturas, o mais importante era o de falsidade. Não se discutia uma questão econômica ou política; mas um título do Código Penal. Pois é possível que, para a escolha do Chefe de uma Nação, o mais importante objeto de discussão seja esse?”, pergunta Lima Barreto em seu texto tão ardente epulsante quanto atual. Responda quem souber: de antes e de agora.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br

“Mulher”, Erasmo Carlos: um astro da canção, em Homenagem a Ela, A Rainha do Lar!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

nov
20
Posted on 20-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-11-2021

DO CORREIO BRAZILIENSE

A vice-presidente da nação norte-americana substituiu Joe Biden brevemente. O chefe de Estado passou por uma colonoscopia

Td
Talita de Souza
 

Kamala Harris durante discurso às tropas de Cingapura, em agosto de 2021 - (crédito: EVELYN HOCKSTEIN)

Kamala Harris durante discurso às tropas de Cingapura, em agosto de 2021 – (crédito: EVELYN HOCKSTEIN)

Kamala Harris alcançou outra marca histórica como política nos Estados Unidos. Além de ser a primeira mulher e primeira negra vice-presidente da nação norte-americana, ela foi a primeira figura feminina a ter poderes presidenciais no país. Ela assumiu a cadeira do presidente Joe Biden enquanto ele esteve sob anestesia, procedimento necessário para o exame de colonoscopia que ele fez na manhã desta sexta-feira (19/11).

De acordo com um comunicado emitido pela secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, Harris foi a presidente dos Estados Unidos das 10h10 às 11h35 (horários dos EUA) e “trabalhou no escritório dela durante este período”. Quando Biden voltou à lucidez, após 1 hora e 25 minutos, o poder voltou para ele.

A Casa Branca também relembrou que a transferência temporária de poder não era sem precedentes e lembrou que a mesma situação ocorreu no governo Bush. “Como foi o caso quando o presidente George W Bush seguiu o mesmo procedimento em 2002 e 2007”, disse o comunicado.

O exame médico de Biden faz parte de procedimentos de rotina para avaliar a saúde do presidente de 78 anos, o mais velho a assumir a presidência na história dos EUA.

nov
20
Posted on 20-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-11-2021



 

Ricardo Manhães, NO JORNAL

 

nov
20
DO EL PAÍS

DO EL PAÍS

‘Talvez’, parceria do músico com o filho Tom Veloso, foi escolhida a Gravação do Ano na cerimônia em que Ivete Sangalo, Zeca Baleiro e Anavitória foram alguns dos brasileiros ganhadores. ‘Patria y vida’ foi a Canção do Ano. Veja a lista

Carlinhos Brown, Gloria Estefan e Anitta se apresentam na cerimônia do Grammy Latino 2021, nesta quinta, em Lavas Vegas.
Carlinhos Brown, Gloria Estefan e Anitta se apresentam na cerimônia do Grammy Latino 2021, nesta quinta, em Lavas Vegas.STEVE MARCUS (Reuters)
Las Vegas (Estados Unidos) –
 
 
 
 

A indústria da música latina teve sua grande noite do ano em Las Vegas. A Academia entregou na quinta-feira os prêmios Grammy Latino, na sua 22ª edição, realizada no cassino MGM. A lista dos ganhadores é encabeçada pelos cubanos Yotuel, Gente De Zona, Descemer Bueno, Maykel Osorbo e El Funky, com sua canção Patria y vida, que se tornou um hino nos protestos na ilha. Mas brasileiros também tiveram destaque na premiação. Talvez, de Caetano Veloso e Tom Veloso, ganharam como Gravação do Ano, e Toquinho e Yamandu Costa levaram o Melhor Álbum Instrumental com Toquinho e Yamandu Costa, Bachianinha – Live At Rio Montreux Jazz Festival. Os outros artistas nacionais com trabalhos premiados foram Anavitória, A cor do som, Paulinho da Viola, Zeca Baleiro, Chitãozinho e Xororó, Ivete Sangalo e Anderson Freire. A cantora Anitta, que se apresentou ao lado de Carlinhos Brown, fez uma homenagem a Marília Mendonça, morta em um acidente aéreo no início do mês. A seguir, a lista completa dos premiados:

Álbum do ano:

Salswing!, de Rubén Blades e a orquestra de Roberto Delgado.

Canção do ano:

Patria y vida, do Yotuel, Gente De Zona, Descemer Bueno, Maykel Osorbo, El Funky.

Gravação do ano:

Talvez, de Caetano Veloso e Tom Veloso.

Melhor nova artista ou revelação:

Juliana Velásquez.

Melhor canção pop:

Vida de rico, Édgar Barrera e Camilo.

Melhor interpretação de reggaeton:

Bichota, de Karol G.

Melhor álbum de música urbana:

El último tour del mundo, de Bad Bunny.

Melhor álbum vocal pop:

Mis manos, de Camilo.

Melhor álbum vocal pop tradicional:

Privé, de Juan Luis Guerra.

Melhor álbum de pop/rock:

Origen, de Juanes.

Melhor álbum de cantor e compositor:

Seis, de Mon Laferte.

Melhor canção alternativa:

Nominao, de C. Tangana.

Melhor fusão ou interpretação urbana:

Tattoo (remix), de Rauw Alejandro e Camilo, do disco Afrodisiaco.

Melhor álbum folclórico:

Ancestras, de Petrona Martínez.

Melhor álbum alternativo:

Calambre, de Nathy Peluso.

Melhor álbum de rock:

El pozo brillante, de Vicentico.

Melhor álbum de música flamenca:

Un nuevo universo, Pepe de Lucía

Melhor álbum instrumental:

Toquinho e Yamandu Costa, Bachianinha – (Live At Rio Montreux Jazz Festival), de Toquinho e Yamandu Costa.

Melhor canção de rock:

Ahora 1, de Vicentico.

Melhor canção pop/rock:

Hong Kong, de C. Tangana e Andrés Calamaro. Composta por Alizzz, Andrés Calamaro, Jorge Drexler, Víctor Martínez e C. Tangana.

Melhor álbum de tango:

Tinto tango plays Piazzolla, de Tinto Tango.

Melhor álbum de jazz latino:

Voyager, de Iván Melon Lewis.

Melhor canção urbana:

Patria y vida, de Yotuel, Gente De Zona, Descemer Bueno, Maykel Osorbo, El Funky.

Melhor álbum de salsa:

Salsa plus!, de Rubén Blades e a orquestra de Roberto Delgado.

Melhor álbum de cúmbia/ vallenato:

Mis locuras, de Silvestre Dangond.

Melhor álbum de merengue/bachata:

Es merengue, ¿algún problema?, de Sergio Vargas.

Melhor álbum tropical tradicional:

Cha cha chá: homenaje a lo tradicional, de Alain Pérez, Issac Delgado e Orquesta Aragón.

Melhor álbum tropical contemporâneo:

Brasil305, de Gloria Estefan.

Melhor canção de rap/hip hop

Booker T, Bad Bunny e Marco Daniel Borrero.

Melhor canção tropical:

Dios así lo quiso, composta por Camilo, David Julca, Jonathan Julca, Yasmil Marrufo e Ricardo Montaner. Por Ricardo Montaner e Juan Luis Guerra.

Melhor desenho de embalagem:

Colegas, de Gilberto Santa Rosa. Ana González, diretora de arte.

Melhor mixagem:

El Madrileño, de C. Tangana. Engenheiros: Orlando Aispuro Meneses, Daniel Alanís, Alizzz, Rafa Arcaute, Josdán Luis Cohimbra Acosta, Miguel De La Vega, Máximo Espinosa Rosell, Alex Ferrer, Luis Garcié, Billy Garedella, Patrick Liotard, Ed Maverick, Beto Mendonça, Jaime Navarro, Alberto Pérez, Nathan Phillips, Harto Rodríguez, Jason Staniulis & Federico Vindver, Delbert Bowers, Alex Ferrer, Jaycen Joshua, Nineteen85, Lewis Pickett, Alex Psaroudakis e Raül Refree, Chris Athens.

Produtor do ano:

Edgar Barrera, por Botella tras Botella (Christian Nodal & Gera).

Melhor vídeo musical de formato curto:

Un amor eterno, de Marc Anthony. Diretor: Carlos Pérez.

Melhor vídeo musical de formato longo:

Entre mar y palmeras, de Juan Luis Guerra. Dirigido por Jean Guerra.

Melhor álbum de música clássica:

Latin American Classics, do Kristhyan Benitez e Jon Feidner.

Melhor obra/composição clássica contemporânea:

Music from Cuba and Spain, Sierra: sonata para guitarra, do Roberto Sierra.

Melhor álbum de música latina para crianças:

Tu Rockcito Filarmônico, de Tu Rockcito e a Orquestra Filarmônica de Medellín.

Melhor arranjo:

Ojalá que llueva café (versão Privé), de Juan Luis Guerra.

Melhor álbum de música ranchera/mariachi:

A mis 80?s, de Vicente Fernández.

Melhor álbum de música de banda:

Nos divertimos logrando el imposible, do Grupo Firme.

Melhor álbum de música ‘tejana’:

Pa’la pista y pa’l pisto, Vol. 2, de El Plan.

Melhor canção regional mexicana:

Aquí abajo, do Cristian Nodal, Edgar Barrera e René Humberto Lau Ibarra.

Melhor álbum cristão (em espanhol):

Ya me vi, de Aroddy.

Melhor engenharia de gravação para um álbum:

El Madrileño, de C. Tangana. Engenheiros: Orlando Aispuro Meneses, Daniel Alanís, Alizzz, Rafa Arcaute, Josdán Luis Cohimbra Acosta, Miguel De La Vega, Máximo Espinosa Rosell, Alex Ferrer, Luis Garcié, Billy Garedella, Patrick Liotard, Ed Maverick, Beto Mendonça, Jaime Navarro, Alberto Pérez, Nathan Phillips, Harto Rodríguez, Jason Staniulis & Federico Vindver, Delbert Bowers, Alex Ferrer, Jaycen Joshua, Nineteen85, Lewis Pickett, Alex Psaroudakis e Raül Refree, Chris Athens.

Melhor álbum de música ‘norteña’:

Al estilo rancherón, de Los dos Carnales, e Volando alto, de Palomo (prêmio dividido).

Melhor canção em português:

Lisboa, de Ana Caetano e Paulo Novas.

Melhor álbum de pop contemporâneo em português:

Cor, de Anavitória.

Melhor álbum de rock ou música alternativa em português:

Álbum rosa, d’A Cor do Som.

Melhor álbum de samba/pagode:

Sempre se pode sonhar, de Paulinho da Viola.

Melhor álbum de música popular brasileira:

Canções d’além mar, de Zeca Baleiro.

Melhor álbum de música sertaneja:

Tempo de romance, de Chitãozinho e Xororó

Melhor álbum de música de raízes em português:

Arraiá da Veveta, de Ivete Sangalo.

Melhor álbum cristão (em português):

Seguir teu coração, de Anderson Freire.

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