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DO CORREIO BRAZILIENSE

Em entrevista ao programa Conversa com Bial, da Globo, o ex-ministro de Bolsonaro ainda afirmou: “Nunca tive a ambição de cargo político”

CN
Cristiane Noberto
 

 (crédito: Agência Brasil/Reprodução)

(crédito: Agência Brasil/Reprodução)

Recém-filiado ao Podemos, o ex-juiz Sérgio Moro está “preparado” para ser presidente. O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro afirmou que está “pronto” para liderar o projeto, se o povo brasileiro o escolher nas eleições do ano que vem.

Estou pronto para liderar esse projeto consistente com o povo brasileiro. Se o povo brasileiro tiver essa confiança, o projeto segue adiante […] Essa jornada começa agora com a filiação. Estamos abertos para colocar o Brasil nos trilhos. Vai muito além do combate à corrupção. Precisamos nos tornar o país do futuro finalmente. Estou, sim, preparado”, disse Sergio Moro em entrevista ao programa Conversa com Bial, na madrugada desta quarta-feira (17/11).

Pedro Bial chegou a citar uma entrevista, concedida em 2016 ao Estadão, na qual o então juiz disse que jamais seria candidato e que era um “homem de justiça”. Moro afirmou que o momento era diferente e que à época ele estava focado em realizar seu trabalho. “Naquele momento, o que vimos foi um Brasil vencendo a corrupção. Estávamos virando o jogo. Estava focado no meu trabalho e acreditava que o jogo iria virar. […] No entanto, em 2018, tive a oportunidade de virar ministro da Justiça e encarava como missão por um propósito maior. Porém, quando o governo boicotou o projeto de combate à corrupção, passou a adotar um comportamento. Assim, em vez de coibir, interferir, [preferi] sair do governo. Estávamos perdendo o que construímos a duras penas na Operação Lava-Jato”, afirmou.

Mesmo assim, o ex-ministro admite que pode não encabeçar a chapa. “Nunca tive a ambição de cargo político. Existem outros nomes que têm se habilitado para fugir dos extremos. Então, se tiverem outras lideranças, não tem nenhum problema de conversarmos. Temos que ter o desprendimento necessário para nos unirmos em algum momento”, frisou.

Crítico de Guedes para a economia

Doutor em economia e ex-presidente do Banco Central ao final da Ditadura Militar, Affonso Celso Pastore é um dos nomes próximos, no “projeto que ainda está sendo construído”, revelados pelo novo político. Moro afirmou que mantém articulações em bastidor, em especial nas questões econômicas.

“O problema é que esse projeto ainda está sendo construído e, a partir do momento em que se revelam nomes, as pessoas ficam sob uma pressão terrível. Eu vou revelar um, e vou pedir escusas para não revelar outros: no nível macroeconômico quem tem me ajudado é um economista de renome, um dos melhores nomes do país, alguém que eu conheço há muito tempo, que é o Affonso Celso Pastore”.

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“Gita”, Raul Seixas:

 
Raul Seixas, que falta você faz, cara! Tudo bem aí no Céu?
BOM DIA!
(Gilson Nogueira)

nov
18
Posted on 18-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-11-2021

DO CORREIO BRAZILIENSE

Vice-presidente ainda afirmou que o espaço no Orçamento é baixo e que, se for concedido reajuste, deve ser feito antes de abril do ano que vem

CN
Cristiane Noberto
 

 (crédito: MARCOS CORREA)

(crédito: MARCOS CORREA)

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não havia conversado sobre reajuste aos servidores públicos antes de sua viagem ao Oriente Médio. De acordo com o chefe do Executivo em exercício, o impacto no Orçamento é grande e deve ser feito até seis meses antes das eleições. As declarações foram concedidas nesta quarta-feira (17/11).

“Não havia previsão disso até o presente momento, o presidente [Bolsonaro] lançou essa ideia agora, durante a viagem. O que a gente sabe, de dados macros, é que cada ponto percentual de aumento significa um impacto de R$ 3 bilhões no Orçamento. Se forem 5% [de reajuste], o impacto orçamentário é de 15%. Vamos esperar a análise da equipe econômica e o andamento da PEC [dos Precatórios] para ver o espaço fiscal disponível. Devemos lembrar que esse aumento deve ser concedido até o dia 2 de abril, porque até seis meses antes da eleição é o prazo máximo para conceder esse aumento [aos servidores]”, disse em entrevista ao UOL Entrevista.

Mourão ainda avaliou que o reajuste entra na disputa entre “disponibilidade x necessidade”. De acordo com o vice, para ter uma disponibilidade maior para os servidores, deverão ser cortados gastos em outras áreas e que “isso fica à disposição do presidente”.

Precatórios no Senado

O vice-presidente falou também sobre a aprovação da PEC dos Precatórios no Senado. “Estou vendo as discussões dos senadores envolvidos e a situação dessa discussão tem dois aspectos, como foi feito na Câmara [dos Deputados], em comum acordo com o governo, com relação ao pagamento dos precatórios, e a reformulação do cálculo do teto. O Senado tem outra proposta, a de corte, efetivamente, para abrir o espaço fiscal. [São cortes] nas emendas, subsídios fiscais, mais de R$ 362 bilhões de renúncia fiscal que pode cortar R$ 30 ou R$ 40 bilhões. Então, eu acho que deverá ter um trabalho bem forte da nossa liderança. Estou vendo o senador Fernando Bezerra (MDB-PE) trabalhando ativamente nisso aí. É um prazo curto, pois tem que ser no máximo até a primeira semana de dezembro, porque logo depois começa o recesso e vai ser mais difícil”, ressaltou.

nov
18
Posted on 18-11-2021
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-11-2021



 

Bira , NO PORTAL

 

A imagem de Jacob Chansley usando um chapéu com chifres de búfalo deu a volta ao mundo em 6 de janeiro de 2021 e se tornou a prova da penetração das teorias da conspiração entre os seguidores de Trump

Jacob Anthony Angeli Chansley, conhecido como o xamã do QAnon, durante o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos.
Jacob Anthony Angeli Chansley, conhecido como o xamã do QAnon, durante o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos.BRENT STIRTON (Europa Press)
Iker Seisdedos
Washington
 
 

O ícone do ataque ao Capitólio já conhece sua sentença. A imagem de Jacob Chansley, de peito descoberto, usando um chapéu com chifres de búfalo como um caçador do Oeste e armado com um megafone e uma bandeira norte-americana, cujas cores adornavam seu rosto, deu a volta ao mundo no dia 6 de janeiro. Hoje foi condenado por um juiz federal em Washington a 41 meses de prisão (pouco mais de 3 anos) por tais acontecimentos.

Esse ator de 34 anos com um passado na Marinha foi imediatamente apelidado de “o xamã do QAnon” e se tornou um símbolo do ataque e da penetração das mais selvagens teorias da conspiração entre os setores extremistas dos seguidores de Trump. O então presidente convocou milhares deles naquele dia em um comício em Washington, em frente ao Capitólio. A arenga sobre o suposto roubo eleitoral, alegação sobre a qual não existiam nem existem provas, desembocou no ataque, que ofereceu a imagem de um país no limite, cuja democracia foi vista, em uma transmissão ao vivo para todo o mundo, constrangedoramente em apuros.

O promotor havia pedido uma pena maior, de 51 meses. Para a diminuição da sentença foi considerado o fato de Chansley ter se declarado culpado em setembro de obstruir um procedimento oficial: a certificação no Senado da vitória de Joe Biden. Ele foi um dos primeiros a invadir a câmara. E uma vez dentro do edifício, colocou-se à frente da multidão, fazendo poses fotogênicas a torto e a direito. Chegou a subir ao pódio, onde poucos momentos antes o vice-presidente Mike Pence tinha dirigido a sessão. O xamã do QAnon deixou inclusive um bilhete, segundo o processo, que dizia: “É só uma questão de tempo, a justiça cairá sobre você”. Pence se tornou naqueles dias a besta negra do trumpismo por se recusar a ceder à pressão do magnata para impedir a nomeação de Biden como 46º presidente dos Estados Unidos.

Durante estes 10 meses Chansley não frustrou a promessa de sua extravagante irrupção no circo da fama. Primeiro, seu advogado pediu a Trump que indultasse seu cliente, poucos dias depois de ter sido preso. E depois, aquele se ofereceu para testemunhar contra o ex-presidente em seu segundo e malsucedido impeachment.

Em fevereiro, o xamã do QAnon voltou às manchetes depois de conseguir que um juiz obrigasse a prisão da Virgínia, onde cumpriu a maior parte de sua pena até agora, a servir-lhe de uma dieta de alimentos orgânicos. Um mês depois deu uma entrevista ao 60 minutes, programa considerado uma instituição informativa da CBS no horário de maior audiência, na qual alegou razões religiosas para justificar seus atos naquele dia. Enquanto esteve detido, os médicos da prisão diagnosticaram que sofria de esquizofrenia transitória, transtorno bipolar, depressão e ansiedade.

Seus comparecimentos perante o juiz também não decepcionaram: citou tanto Jesus Cristo quanto o juiz da Suprema Corte Clarence Thomas ou o drama carcerário Um sonho de liberdade, estrelado por Tim Robbins e Morgan Freeman. “O pior de tudo é ser consciente da minha culpa. Olhar-me no espelho todos os dias e pensar: ‘Você realmente pôs tudo a perder’”, declarou durante o processo. “Estive em confinamento solitário por minha causa. Por minha decisão. Violei a lei… Deveria fazer o que Gandhi faria e assumir a responsabilidade. Isso é o que os homens honrados fazem.”

Até o momento as investigações sobre o ataque ao Capitólio levaram a cerca de 30 processos judiciais. O primeiro terminou na semana passada, quando o dono de uma academia em New Jersey foi condenado à mesma pena de Chansley (41 meses) por socar um policial, uma agressão que, assim como o resto das seis horas que duraram os acontecimentos, foi imortalizada por centenas de câmeras de amadores e profissionais. Cinco pessoas morreram no ataque. Um membro da polícia do Capitólio que havia sido atacado por manifestantes morreu em 7 de janeiro e quatro outros policiais do Distrito de Columbia que participaram da defesa se suicidaram posteriormente.

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